Pequenas Histórias Gamers Da Locadora Resident Ivo #3

Já faz algum tempo que estava querendo contar essa história. Pode parecer uma lenda, mas eu tive um cartucho de "Mortal Kombat 2 Maluco" ou de rodoviária como costumam falar. E vou contar essa história aqui na terceira parte: "PEQUENAS HISTÓRIAS GAMERS DA LOCADORA RESIDENT IVO #3 - O CARTUCHO DO MORTAL KOMBAT 2 MALUCO!".


O COMEÇO!

Era 1993 e o jogo do momento era "Mortal Kombat 1", com seus "fatalities", personagens, sangue e muita porrada. O jogo fazia a cabeça dos gamers daquela época e aparecia e todas as revistas gamers possíveis como capa. Mas a explosão máxima em 1993 foi quando anunciaram a continuação chamada "Mortal Kombat 2", tanto para os fliperamas como para os consoles. O jogo apresentava mais personagens, mais "fatalities", mais golpes, mais sangue, mais tudo... E minha expectativa aumentou ainda mais quando desta vez foi anunciado que a versão de snes teria sangue (Mk1 de snes não teve sangue!).

Bom, eu tive Mortal Kombat 1 de Super Nintendo em 1992 que ganhei de aniversário. Na verdade eu queria "Star Fox", mas quando cheguei na loja clássica chamada "DB Brinquedos" acabei não não encontrando ele e o jeito foi pegar Mortal Kombat 1. Eu joguei muito esse jogo e inclusive com os amigos do meu prédio. Passávamos tardes inteiras lutando e soltando "fatalities" nesse jogo. Jogamos até o ponto enjoarmos! Me lembro que fiz até a dica para lutar contra "Reptile" e que descobri em uma revista de videogame na seção de cartas (Ação Games Nº37), em que um garoto perguntava se realmente existia um ninja verde no jogo.... e existia.

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Mas logo após enjoar de tanto jogar MK1 a notícia de MK2 iria ser lançado explodiu minha mente quando vi as primeiras fotos do jogo na - "Super GamePower" Nº5. Era o jogo que mais queria naquela momento e eu devorava qualquer revista que tivesse informações sobre ele. Até que em exatamente dia 25 de junho de 1993, quando ele foi lançando para os consoles e a busca por jogar esse game entre os gamers do mundo daquela época começou.


A BUSCA PELO JOGO!

Eu queria muito o jogo, afinal alugar ele era praticamente impossível, pois todos  estavam atrás dele (tinha gente que ficava 7 dias seguidos com o jogo alugado!). Então pedi milhões de vezes para minha mãe compra-lo, mas tinha alguns poréns em 1993. O primeiro que o cartucho de snes naquela época era absurdamente caro e ainda mais sendo original, o segundo é que não sabíamos onde comprar o jogo e por fim meus pais não tinham dinheiro suficiente.

Mas minha mãe e pai sempre foram pessoas de coração imensamente grandes, apesar de não ter dinheiro eles tentavam de algum forma ver outra alternativas de conseguir o jogo e a solução foi tentar olhar um jornal de vendas chamado "Primeira Mão". Era um jornal em que as pessoas anunciavam suas coisas para vender (um mercado livre só que em jornal!) e ali tinha seções de informática, carros, móveis, motos e tudo que você poderia imaginar para venda e inclusive "VIDEOGAMES". Nessa época muitas lojas, locadoras e vendedores (muambeiros do Paraguai!) anunciavam ali seus produtos. Eu e minha mãe sempre comprávamos toda quinta-feira esse jornal e ficávamos olhando se tinha algum anúncio de um cartucho de MK2 para vender baratinho, mas os que tinham eram caros e não tínhamos como comprar.


O ACHADO! 

Até que um dia em que quase estávamos desistindo acabamos encontrando um anúncio. Era de um cartucho de MK2 baratinho e praticamente pela metade do preço. Nossos olhos pularam para o anúncio e logo peguei o telefone e pedi para minha mãe ligar para o local. Para minha surpresa era um locadora que conhecia e se chamava "LIGUE GAMES". Ficava perto da minha casa e além de alugar jogos eles tinham um serviço de entrega de locação de fitas (não venda!) via moto e por isso o nome "LIGUE GAMES" (um verdadeiro "UBER" ou "IFOOD" dos games nos anos 90 hahahahaha!). Ligando lá minha mãe conversou com o rapaz e ele disse que tinha dois cartuchos de MK2 nesse preço e se quisesse comprar ele reservava para gente.
Não deu outra, eu e minha mãe falamos que sim e fomos lá na "LIGUE GAMES".

Local onde era a "LIGUE GAMES"

Ansiosidade me matava naquela momento no caminho da loja. Ficava imaginando jogando MK2 e soltando "fatalities" todos os dias e isso fazia meus olhos brilharem. Eu e minha mãe pegamos o ônibus e depois de uns 15 minutos lá estávamos na "LIGUE GAMES". A entrada era um corredor minúsculo e lá dentro parecia mais uma caverna escondida. O local era escuro, pequeno, com 2 fliperamas e umas prateleiras com jogos de Snes, Mega e Nes para locação e mais para frente uma bancada com um cortina atrás. Não tinha ninguém na locadora quando entramos, assim chegamos até a bancada e falamos: - Olá! Alguém aê? Até que alguns segundos depois saiu um tiozão barbudo de trás da cortina falando: Desejam algo? Parecia mais um filme de terror ou até mesmo o clima sombrio da locadora poderia se confundir com a "Outerworld" de Mortal Kombat ou quem sabe o tiozão fosse o próprio Shan Tsung.

Minha mãe falou que tinha ligado e perguntando sobre o cartucho de Mk2 e que gostaria de compra-lo.  O tiozão pediu um segundo saiu indo para trás da cortina e depois de uns minutos veio com o cartucho. Lá estava ele! MK2 em um cartucho que era estranho, em japonês e diferente dos originais do snes, com um label azul e preto... tudo era estranho nele! Mas quem se importava? Eu com certeza não! Bom, peguei o cartucho e minha mãe perguntou se era esse mesmo e disse que sim. Logo após isso pagamos e saímos de lá. Eu nem preciso dizer que meus olhos brilhavam né!? Eu só queria jogar aquela lindeza o quanto antes e com isso fui para casa.


O CARTUCHO MK2 MALUCO!

Chegando em casa, fui correndo ligar meu Super Nintendo, liguei o jogo e lá estava ele - Mortal Kombat 2. Eu estranhei por um segundo em não ver logo de empresa e o jogo ir direto para tela de "Press Start", mas quem ligava para logo da empresa naquela época né!? Comecei a jogar e logo peguei o "Scorpion", meu personagem predileto e até esse momento tudo normal. Mas de repente em um momento na primeira luta fiz uma sequência de golpes e sem motivo algum um "fatality" saiu no meio do "round". Mas como assim? Um "fatality" no meio da luta? Seria o novo jeito de jogar MK2? Algum especial secreto do Scorpion? O Scorpion estaria bugado? Minha cabeça enchia de dúvidas.


Mas percebi que dando o "fatality" o round não terminava. Minha cabeça explodiu na hora! Nisso resolvi resetar o jogo e começar com outro personagem, desta vez com "Sub-Zero". Joguei normal e nada acontecia com ele, joguei com os outros e nada. Por curiosidade eu peguei uma revista que ensinava os "fatalities" e tentei ver se falava de algo desse tipo em MK2 e e NADA. Até que resolvi fazer o "fatality" do Sub-Zero no meio do round... e adivinha que tinha aconteceu? Sim, o "fatality" também funcionava no meio da luta. Eu congelava o adversário e aplicava o "fatality" e ele explodia e do nada voltava a lutar... era totalmente MALUCO! Ali eu percebi que estava jogando uma versão pirata-maluca de Mk2. Nesse momento você deve estar pensando que fui devolver o jogo né?! Pedir meu dinheiro de volta? Nãooooo eu adorei aquilo! Veja o vídeo abaixo e veja como era o jogo!

 


COMO ERA O MK2 MALUCO?

Esse Mk2 tinha outras maluquices, era possível dar "fatalities" no chefões, sim no Shao Kahn e Kintaro (no meio do round!). Imagina você tirando a alma do Kitaro jogando com o Shan Tsung? Sim, era possível! A dificuldade do jogo já começava no "EXPERT" (não tinha normal!) e tanto que para vencer os chefões era mega difícil. O "Baraka" voava na tela,  acredite se quiser, ele fica voando no meio da ela (você pode ver na foto abaixo!).

Outros detalhes eram  os códigos secretos não existiam nesse jogo (aqueles com comandos para habilitar coisas secretas!), não tinha aquela abertura do "Kitaro" destruindo o logo no começo do jogo. De resto o jogo tinha todos os personagens, todos "fatalities", todos os golpes e cia... então em si o jogo era praticamente completo e com a diversão de dar "fatalities" no meio da luta se quisesse. Claro que isso era proibido quando jogava com os amigos, mas as vezes os comandos dos "fatalities" saiam sem querer e maluquice acontecia e a gente ria muito.


CONCLUSÃO!

Joguei muito esse MK2 e mesmo com todos as maluquices dele eu acabei aproveitando bastante. O minha única reclamação era não entrar os códigos para abrir coisas secretas, mas de resto era divertido pra caramba. Por sinal anos depois fui a fundo na internet procurando informações sobre esse jogo e descobri que ele tratava de uma versão beta de Mk2 que vazou e acabou sendo pirateada. Alias é muito fácil de achar nos dias de hoje a ROM para download. Se você fã de MK2 não deixe de jogar! Você vai dar boas risadas!

É pessoal! Essa é a minha história sobre MK2 Maluco! Mais uma para o Hall das minhas história gamers!
E você jogou essa versão? Conheceu alguém que jogou? Fale aê nos comentários!


Final Fantasy 7 (Parte 1) - O garoto que não gostava de RPG!

Final Fantasy 7 Remake está chegando e todos aqueles fãs ávidos que esperaram, pediram, imploraram, choraram e fizeram promessas por todos esses anos de espera estão felizes. Bom, eu poderia fazer um texto analisando a demo de FF7 (que saiu semanas atrás) nos mínimos detalhes, mas essa não é minha intenção nesse texto por um simples fator. E qual é esse fator, Ivo?          

                              - Eu não joguei Final Fantasy 7 do Playstation 1!


O BIG BANG DO PECADO GAMÍSTICO

Pode parecer um absurdo e ainda mais quem me conhece, mas o fato de não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (até tem um pouco! vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores "pecados gamísticos" que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um "alien" em meio aos jovens gamers lá em 1997,98,99 e cia. Pois bem! Eu era um desses "aliens!"Pode parecer um absurdo, ainda mais para quem me conhece, mas o fato de eu não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (bom, no fundo até tem um pouco! Vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (o que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores “pecados gamísticos” que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um “alien” em meio aos jovens gamers lá em 1997, 98, 99 e cia. Pois bem! Eu era um desses “aliens!”

No caso de RE2 tudo foi resolvido com o lançamento do “remake” (mais de 20 anos depois, hahahahaha!) e que por sinal você poder conferir tudo que escrevi dele aqui. Mas se RE2 era como fosse uma “explosão atômica” do pecado gamístico na minha vida, FF7 é o tipo “O BIG BANG” do pecado gamístico” na minha vida. Por quê? Essa é a história que vou contar agora! Então, bora lá!


Voltando para 1995-1996

Antes de propriamente começar a falar o motivo de não ter tido o Playstation 1, não ter jogado FF7 e tudo mais de 1997 para frente, vou ter que voltar no tempo para mais exatamente 1995-1996 e direi a razão. Foi exatamente nessa época que conheci pela primeira vez um RPG, o Chrono Trigger. Bom, eu sempre fui apaixonado por jogos de plataforma e isso vinha da linhagem dos consoles de 8 bits, naquela época simplesmente nem ligava para outros estilos. Eu tinha em mente que o futuro era que os jogos de plataforma fossem ser o gênero supremo e que todos os outros gêneros iriam morrer (doce ilusão!). protegia esse argumento ferrenhamente em conversas entre amigos (mais que eleitor fanático por partido político em redes sociais nos dias hoje).


Chrono Trigger chegou em 1995 nas locadoras da minha cidade e a primeira vez que o vi foi na casa de um amigo. Ele tinha alugado e não parava de elogiar o game a todo instante. Depois de ver o jogo na casa dele, achei um jogo chato, parado e apenas com bons gráficos e músicas (quero ver alguém dizer isso nos dias de hoje de Chrono Trigger! Vai ser linchado com certeza!). O tempo passou e vários outros amigos elogiavam cada vez mais Chrono Trigger e o restante não parava de falar que conheceu outros jogos nesse estilo (como tivessem se esquecido do gênero plataforma do dia para noite!) E foi assim com Breath Of Fire, Final Fantasy 6, Secret Of Mana, Earthbound e outros. Mas mesmo com tantos elogios, euzinho continuava firme e forte com meus jogos de plataforma e torcendo o olho para RPGs (Maluco! Tinha DK naquela época e que se exploda o RPG! Esse era meu pensamento). Mas a história iria começar a mudar...


A mudança


Em 1996 seria lançado Super Mario RPG e a notícia de que a Nintendo e a Square estavam fazendo esse jogo juntas abalou todo mundo naquela época, ainda mais quando essa edição da Super GamePower colocou o jogo como capa. Quem gostava de RPGs ficou mais empolgado e quem ainda não tinha se convencido foi obrigado a jogá-lo. Eu não gostava de RPGs e declarava isso aos quatro ventos (mas tinha a revista! Dawww!) e era até conhecido como “O GAROTO QUE NÃO GOSTAVA DE RPG” na locadora e entre os amigos. Mas um dia chegando tarde na locadora (sábado de tarde nunca tem nada!) vi praticamente todos os jogos de plataforma e cia alugados e tinha um jogo inesperado para alugar… Adivinha qual era? Super Mario RPG (algum maluco o devolveu no sábado de tarde porque provavelmente deve ter alugado na semana!). Pensei muuitoooo, muuitoooo e acabei alugando. Quando puxei Super Mario RPG da prateleira da locadora era como se todos estivessem me olhando e dizendo:

                            - Ahrãããããã! Vai alugar RPG Ivo! Quem diriaaaaa!


Foi uma sucessão de olhares e comentários: do dono da locadora (que anotou meu pedido!), do sócio da locadora (que colocou o jogo na caixinha!), dos garotos que estavam na locadora jogando ou olhando o que alugar!, dos amigos da minha rua (que estavam chegando na locadora!), dos amigos do meu colégio (quando saí da locadora!), dos amigos dos amigos (que encontrei em frente ao meu prédio!), do presidente, do papa… todos, literalmente!  Se bobear até minha mãe que nem sabe o que é RPG estava me falando isso. Naquele fim de semana simplesmente me tranquei no quarto e não saí mais para jogar Super Mario RPG e o inevitável aconteceu – Acabei adorando o jogo! Ao ponto de alugá-lo mais umas 3 ou 4 vezes para terminá-lo sempre ouvindo:               

                                        - ESTÁ GOSTANDO DE RPG NÉ IVOOOO!!



Super Mario RPG foi sem dúvida a introdução dos RPGs na minha vida gamer. Eu adorava organizar, equipar, subir de nível, entender a história, as piadinhas e tudo mais nesse jogo. Ele é sem dúvida um dos melhores RPGs que joguei até hoje (se você tiver a oportunidade, jogue!). Mas assim que terminei nem pensava em jogar outro RPG (já tinha dado meu braço a torcer jogando um!). Depois disso o que eu mais ouvia entre os amigos eram pedidos (com piadinhas de que gostei de RPG ¬¬) para jogar Chrono Trigger e Final Fantasy 6. E por insistência (cansado de ouvir isso!) acabei alugando Final Fantasy 6.


Final Fantasy 6 - Quem diria!

Aluguei primeiro FF6 a contragosto, deixando os fãs de Chrono Trigger que me enchiam o saco para jogar irritados. (Antes que me atirem pedras, já aviso que anos depois Chrono Trigger me conquistou absurdamente também. Mas aê foi na época dos emuladores). O resultado? Adorei Final Fantasy 6! Ele tinha um clima sombrio, era mais sério, com maiores dificuldades, enredo mais complexo, mais personagens e lá estava euzinho alugando esse jogo várias vezes. Fui muito longe em FF6 (não terminei!), mas devido ao meu inglês fraco da época, acabava encalhando no game ao ponto de não saber mais o que fazer. Isso aconteceu umas cinco vezes que aluguei FF6. Além disso, tinha o fato que toda vez que alugava de novo alguém tinha apagado meus SAVES! E aí era obrigado a fazer tudo de novo, com outro detalhe:

   - EM UM FIM DE SEMANA
(Alugava sábado e devolvia o jogo segunda!)

Joguei muito FF6, mas acabei desistindo de continuar a jogar (malditossss que apagavam o meu save!) e nisso já era também o fim de vida do Super Nintendo lá em meados de 1996-1997, onde todos só queriam saber de Nintendo 64, Saturno, Playstation e Final Fantasy 7. Mas o interesse pela franquia acabou me levando a conhecê-la mais a fundo por revistas, por outros jogos, conversas entre amigos e tudo mais… assim acabei me envolvendo absurdamente, principalmente com Final Fantasy 6, que desejava fechar um dia  e que não o fiz na época porque vendi meu Super Nintendo para comprar um 3DO (fui terminar somente na época dos emuladores!). Irei contar mais na segunda parte.

Bom, essa foi a primeira parte da minha história de como conheci RPGs e Final Fantasy 7. A segunda parte vai contar a minha empreitada de quando vi pela primeira vez a notícia de um novo Final Fantasy em outros videogames, como foi viver sem Playstation 1 e não jogar Final Fantasy 7, a maldita revista Gamers Book de FF7 que todos tiveram e muito mais. 

Valeu pra quem leu!
Um grande Abraço e até a parte 2.
Ivo Ornelas


Donkey Kong 3 – Review/Análise

Macacos me mordam! Chegou a hora de um review de mais um clássico de Super Nintendo: Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s Double Trouble! Um game que fechou a trilogia dos macacos mais famosos do mundo gamer no Snes.

Tudo começou com Donkey Kong Country em 1994, que deixou todos de queixos caídos ao apresentar gráficos pré-renderizados, trilha sonora espetacular, jogabilidade perfeita, fases criativas e muita diversão. E continuou em 1996 com o lançamento de Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest, que conseguiu melhorar o que já era bom no primeiro e adicionou novos desafios, músicas, exploração, mundos secretos e tudo mais que fez a alegria dos proprietários de Super Nintendo. Mas você deve estar se perguntando… Por que resolveu falar do DKC3? Se o DKC1 e DKC2 são os mais conhecidos para a grande maioria dos gamers? Respondo logo abaixo, caros leitores.


O ano que alguém disse: Não jogue DK3!

É bem possível que você também tenha passado por isso, um amigo ou conhecido que te disse: “Esse jogo é uma porcaria! Nem jogue!” E por isso acabou deixando de jogá-lo! Foi exatamente o que aconteceu comigo com DKC3. Meu ciclo de vida com SNES estava acabando e já queria comprar algum console da nova geração. Eu não era um garoto com uma situação financeira boa e para conseguir qualquer console novo precisaria vender o antigo e rezar para meu pai colaborar com o restante do dinheiro. Por isso, antes de comprar um novo console ainda queria jogar algo legal no SNES e me despedir dele com as devidas alegrias. Nesse período foi lançado DKC3, o que para mim parecia ser algo épico, afinal DKC 1 e 2 foram espetaculares. Mas quando estava na locadora com esse game na mão… ouvi a frase do meu amigo: “- Esse jogo é uma porcaria!!”.

E foi exatamente o que fiz, fiquei sem alugar e acabei não jogando na época. Muitos anos se passaram, para falar a verdade foram quase vinte anos. E eis que um dia, em um dos meus passeios pelo Mercado Livre, encontrei uma oferta maluca de DKC1 por um “preço de banana” e acabei comprando. Resolvi detonar esse game com os 101% dessa vez (sim, eu não fechei o game na época porque era impossível passar todas as fases em um sábado e domingo apenas o alugando!), e foi muito bom fazer tudo e descobrir cada segredo do game. Depois disso, resolvi logo comprar DKC2 e detoná-lo com seus 102%, com todas as moedas DKs, final secreto e tudo mais. Foi outra alegria que somente games assim conseguem nos trazer. Bom, cheguei ao DKC3 que ganhei de presente, totalmente completinho, com caixa e manual. Lindo! Aquele comentário ainda ficava pairando na minha cabeça mesmo vinte anos depois, mas deixei isso de lado e resolvi seguir em frente. c Sim, ele tem seus “poréns”, mas isso vou comentar mais à frente. Agora venha comigo que vou te apresentar ou reapresentar DKC3 de SNES.

"Comecei a jogar e tive uma mistura de raiva e alegria. Raiva por ter acreditado naquele comentário de que o jogo é uma porcaria e alegria por estar curtindo um jogo muito legal."


A história dos Macacos

Logo após a derrota do King K. Rool em DKC2, Kong e Diddy decidiram comemorar a vitória com uma viagem de barco, com direito a bananas, pesca e diversão. Mas o tempo passa e eles não retornam para casa, ficando todos preocupados com o sumiço desses dois malucos. E é nesse momento que acontece algo na ilha Donkey Kong. Um robô misterioso chamado “Kaos” surge e coloca medo em todos… Mas quem está por trás disso? Ninguém menos que K. Rool novamente, afirmando que sequestrou Kong e Diddy, e vai tentar dominar a ilha mais uma vez. E agora? Quem será que vai salvar todos se Donkey Kong e Diddy Kong foram sequestrados? Entra em cena novamente a famosa Dixie Kong e o seu primo e novo personagem Kiddy Kong, que é um bebezão, mas tem muita força e agilidade. Juntos eles partem para o Norte, rumo ao “Arquipélago Kremisfério Norte” onde se encontra o robô Kaos e o famigerado K. Rool, para assim resgatar Donkey Kong e Diddy e salvar a todos.

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Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao “Arquipélago Kremisfério Norte”. Enquanto em DKC1 o game era mais concentrado em selvas e cavernas e no DKC2 pirataria era o tema da maioria das fases, em DKC3 ficamos mais focados em indústrias, ficção e regiões típicas do hemisfério norte. Fora da ilha Donkey Kong nessa aventura, teremos muitas novidades! Uma delas é que logo no começo você vai encontrar o Funky Kong (aquele que te oferecia um avião nas primeiras versões), que irá te entregar um bote para navegar pelo mapa e a cada dois mundos completados, você ganha um item que lhe permite evoluir o bote para uma espécie de lancha. Essas reformas no bote são essenciais, pois há partes nos mundos que só podem ser acessadas se esse meio de transporte for melhorado.

No Kremisfério Norte o jogador também vai encontrar os irmãos ursos. Existe um urso em cada parte do mundo, com os quais é possível trocar itens ou até mesmo comprá-los. Esses itens possibilitam o acesso a locais secretos no jogo e a descoberta de segredos que ajudam a salvar os “Pássaros bananas” e a “Mãe Pássaro Banana”, que estão secretamente escondidos por todo o jogo. Tudo isso possibilita fazer o final verdadeiro do jogo (existem três finais diferentes).

As moedas DK agora têm uma maior utilidade, pois recuperando todas elas você poderá conseguir com Funky Kong o último veículo, um tipo de “barco helicóptero” que irá te ajudar a alcançar áreas que sem esse meio de transporte são inacessíveis. As pequenas moedas de ouro do DKC2 agora são moedas de prata, que serão utilizadas para fazer algumas compras nas cabanas dos ursos e finalmente encontrar os barris bônus que estão escondidos em todas as fases (continuam no mesmo esquema de DKC2).  Caso você não os encontre, não chegará aos 100% e não verá o final verdadeiro também.

"Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao Arquipélago Kremisfério Norte."


Personagens Principais

Dixie Kong – Dixie está de volta e desta vez não vai deixar barato terem sequestrado seu namorado Diddy.

Kiddy Kong – É o novo personagem e primo da Dixie, que vai ajudá-la nessa aventura. Com muita força e agilidade, é capaz fazer o K. Rool pensar duas vezes antes de atacar sua ilha.


Rainha-Pássaro-Banana – A Rainha-Pássaro-Banana é um imenso Pássaro-Banana, toda colorida e é mãe dos Pássaros-Bananas. Em sua tática de dominação da ilha, K. Rool aprisionou-a em uma barreira com uma chave de cristal em sua nuvem. Os Pássaros-Bananas, filhos da rainha, também foram aprisionados e escondidos pelo vilão K. Rool para que eles não libertassem sua mãe. A missão do jogador é encontrá-los e reuni-los, libertando também a Rainha-Pássaro-Banana em seguida. Juntos eles irão se vingar de K. Rool derrotando-o, e isso levará ao final verdadeiro do game.

Crankly Kong – O velhinho Cranky Kong está de volta. Você irá desafiá-lo na barraca de joguinhos do Swanky Kong e, se ganhar dele, prepare-se para ouvir muita reclamação.

Diddy Kong – Nosso amável Diddy Kong não está presente para se jogar com ele nessa versão. Ele foi sequestrado pelo K. Rool e está sendo usado dentro do robô “Kaos”.

Donkey Kong – Assim como Diddy Kong, Donkey Kong está fora da aventura. Ele é outro que foi sequestrado e está sendo utilizado pelo terrível K. Rool.

Funky Kong – Funky Kong é o amigo que vai te ajudar com os veículos nesse jogo. Você vai ter que achar certas partes dos veículos pelo mapa e entregar a ele para que possa montá-los.

Swanky Kong – Swanky é o cara da barraquinha de jogos. Se você vencer os desafios dele irá ganhar moedas e bananas, mas se perder… pode ir passando o dinheiro para ele.

Wrinkly Kong – A vovó esperta Wrinkly Kong vai te ajudar sempre a salvar o game. Ele também toma conta dos Pássaros-Bananas e joga N64 enquanto você se aventura.

Ellie  – Ellie é sua nova amiga, que vai substituir seu clássico amigo Rambi nesse jogo. Ellie não é tão forte como Rambi, mas ela pode sugar barris e atirá-los em direção aos inimigos. Também pode aspirar água de lagos e cachoeiras e atirar nos inimigos. Mas tem um grande ponto fraco: ela tem pavor de ratos e toda vez que os vê sai correndo.

Enguarde – Enguarde está de volta e novamente sendo capaz de derrotar os inimigos com seu nariz-espada.

Nibbla – Apesar de parecer ser um inimigo ele tem algumas características muito parecidas com as de um amigo. Na fase “Fish Food Frenzy’, Nibbla irá te acompanhar como um amigo e você deverá sempre alimentá-lo, servindo como banquete os seus inimigos. Caso contrário, ele irá te atacar e te devorar, então seja rápido e não o deixe com fome.

Parry – É seu novo amigo, mas não é possível jogar com ele. Parry ficará te acompanhando durante as fases para ajudar a pegar itens inacessíveis, e por muitas vezes – se chegar com ele até o final da fase – você será recompensado de algum modo (até barris-bônus você pode ganhar).

Quawks – Quawks é um pássaro roxo que consegue carregar barris e soltá-los nos inimigos. Ele aparece somente em duas fases: Low-G Labirinto e Buzzer Barrage.

Squawks – Nosso amigo Squawks está de volta e jogando os clássicos ovos na cabeça de nossos inimigos.

Squitter – Outro velho amigo dos nossos macacos está de volta. Squitter continua criando plataformas com suas teias para alcançar áreas inacessíveis e também irá atirá-las nos inimigos.


Trilha Sonora e Efeitos Sonoros

Essa foi uma parte que deixou bem a desejar em DKC3. A trilha sonora não ficou épica, mas vou comentar mais sobre isso logo abaixo na parte dos “poréns” do jogo. Já os efeitos sonoros continuam bons. Sons como os dos inimigos quando são atingidos, dos macacos, ao coletar bananas, ao coletar moedas e até o choro da Dixie e Kiddy quando são acertados pelos inimigos são tranquilos de ouvir (e você vai ouvir muito isso!). Mas a trilha sonora é outra história.

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Os poréns de DK3

Em DKC3 existe, sem dúvida, detalhes que o fazem inferior às suas versões anteriores, mas isso não quer dizer que ele é um jogo ruim e mereça o comentário de que é “uma porcaria”. Pelo contrário, é um ótimo jogo. Mas vamos a esses detalhes:

– Faltou uma trilha sonora épica no game. Apesar de ser novamente David Wise a trabalhar nela, faltou aquela música marcante no game. Como no caso de DKC1 com Aquatic Ambience ou em DKC2 com Stickerbrush Symphony. Talvez ele não estava muito inspirado nesse game e acabamos não tendo uma trilha épica.

– A Dixie e o Kiddy são personagens muito legais, mas não possuem o carisma do Diddy e do Donkey Kong. Até entendo o Donkey Kong não ter aparecido em DKC2, por ter sido sequestrado e assim não interagir na história, mas no DKC3 acredito que seria melhor se ele tivesse voltado. Muitas pessoas sentiram isso enquanto jogava esse terceiro jogo.

– Outro motivo para o “hype” de DKC3 ter caído bastante é que ele foi lançado dois meses depois do lançamento do N64. Naquele momento, todos estavam encantados com o N64 e games como Super Mario 64PilotWings e Wave Race. Apesar de muitos ainda terem o SNES, o impacto não foi expressivo. E você? Já tinha migrado para o N64 ou ainda estava com o SNES nessa época?

– E por último foi o fator dificuldade. Comparado às outras versões, essa é bem fácil. A dificuldade em certas fases chega a ser “very easy” e isso acaba deixando aquele gamer mais exigente frustrado, ainda mais quem jogou DKC1 e DKC2.


O Veredicto

Se aquele meu amigo tivesse chegado e falado: – Esse game não é bom como o Donkey Kong Country 1 e 2 eu até entenderia, mas falar que ele é uma porcaria… é digno de merecer uma “BANANA”. Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble é um ótimo jogo. Vale a pena ser jogado! Cheio de aventura, diversão, jogabilidade e tudo que o SNES merecia para sua despedida. Ele tem alguns “poréns”como falei, mas nada que mereça ser classificado como “PORCARIA” ou um game “RUIM”. Se pudesse voltar no tempo e xingar aquele meu amigo, faria com certeza e jamais teria dado ouvidos a ele: “Manééééé!”. Obs.: Lembrando que ele foi lançado para Wii U há algum tempo, então você tem a oportunidade de relembrar dele nessa versão também.

Então fechamos aqui nossa jornada desse Retro Review de Donkey Kong Country 3. E lembre-se, nunca ouça muito aquele seu amigo que fala aos quatro ventos que tal jogo é uma porcaria. Jogue, analise, crie sua opinião e nunca siga modinhas de opinião, pois você pode perder uma jogatina inesquecível. Espero que tenha gostado do texto e não deixe de comentar.

Grande abraço. Ivo.

Fim


Curiosidades

  • DKC3 foi lançado no Brasil pela Playtronic e inclusive com comercial passando na TV. Confira!

    • Em Donkey Kong Country 3 é possível ver Wrinkly Kong jogando Nintendo 64 e que por sinal foi lançando no mesmo ano. Outro detalhe  é que a música de fundo é a mesma da Inside the Castle Walls, do Super Mario 64. Que sacada de divulgação hein?!

    • No Japão o game é chamado de Super Donkey Kong 3: Mystery of Kremis Island.

  • O jogo foi lançado para GameBoy Advance apenas com o título “Donkey Kong Country 3”, omitindo o subtítulo “Dixie Kong Double Trouble”. O game tem algumas mudanças exclusivas. Uma delas é um novo mundo chamado “Pacifica”, novas trilhas sonoras criadas pelo David Wise, novos bônus na barraca do Swanky e vários itens dos irmãos-ursos que foram alterados, assim como houve a inclusão de um novo urso no mundo “Pacifica”.


A História do Game Genie


Cheats, dicas, códigos, macetes, trapaças
etc. Não importa como você os chamava, em algum momento da sua vida gamer você os utilizou. E havia um acessório só para criá-los, você se lembra? Primeiramente, o que eram esses "códigos"? Eles nada mais eram que sequências escondidas dentro de alguns jogos (feitas pelos criadores do game), que ao serem feitas corretamente pelo jogador em uma determinada tela ou momento do game, habilitavam diversas "trapaças" que podiam proporcionar vidas infinitas, seleção de fases, continues, personagens secretos, mais dinheiro, invencibilidade e uma infinidade de coisas.


A VERDADE

A verdade é que na época de ouro do Nes, Master System, Snes e Mega Drive, as revistas especializadas nos entupiam de páginas com esses códigos. Quem se lembra do código da "Capcom" para jogar Street Fighter 2 com RYU vs RYU e escolher cores de roupas diferentes? ( ↓ R ↑ L Y B X A ). E o famoso "Konami Code"? Que fazia você ter 30 vidas no Contra e que apareceu em tantos outros jogos? ( ↑ ↑ ↓ ↓ ← → ← → B A ). Mas e aqueles jogos que não tinham códigos? E se quiséssemos outros, além daqueles que existiam? Como, por exemplo, o pulo do Mario mais alto? Ficar invencível em Ninja Gaiden ou Battletoads? Como faríamos se eles não existiam? Eis que em 1990 surge um acessório que nos ajudaria a resolver isso e iria revolucionar a jogatina e a imaginação dos gamers: o GAME GENIE.


A CRIAÇÃO DO GAME GENIE

O Game Genie foi criado pela empresa Britânica chamada CodeMasters e vendida para distribuição nos EUA pela Galoop Toys e no Canadá pela Camerica. Ele nada mais era que um acessório que, acoplado ao cartucho, possibilitava a inserção de códigos que modificavam temporariamente a ROM do game, alterações como vidas infinitas, tempo infinito, invencibilidade e muito mais.

Uns dos mais famosos códigos utilizados, era o que possibilitava jogar com os chefões de Street Fighter 2 (mesmo com vários bugs!) e o que tornava possível colocar sangue na versão de Mortal Kombat 1 de Snes, no qual isso não existia, ao contrário da versão de Mega Drive.

A primeira versão do acessório saiu para NES e logo depois foi desenvolvido para Super NES, Game Boy, Mega Drive e Game Gear (cada um só funciona em seu determinado aparelho). Mas o que poucos sabem é que no lançamento do Game Genie para NES nos EUA, uma batalha judicial clássica iria abalar os pilares do mundo dos videogames.

Perto do lançamento do Game Genie, em meados de Abril e Maio de 1990, a Nintendo entrou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça dos EUA afirmando que o acessório violava os direitos autorais de seu jogos e console. De imediato a Galoop apresentou outra liminar, também junto ao Tribunal em busca da anulação do pedido da Nintendo, afirmando que o acessório não violava qualquer produto dela. Em Julho do mesmo ano o Tribunal aceitou a liminar da Nintendo temporariamente, impedindo a Galoop de vender o Game Genie nos EUA, pelo menos até o julgamento final que sequer tinha data marcada.

O fato curioso é que durante esse tempo em que a liminar da Nintendo foi aceita, o Game Genie era comercializado normalmente no Canadá (país vizinho dos EUA) pela Camerica, onde a Nintendo não se importava (ou fingia que não sabia!) que o acessório fosse vendido. Os gamers ávidos dos EUA queriam ter o acessório, não queriam esperar até decisão judicial final para saber se realmente iriam poder comprá-lo ou não. Com isso os americanos começaram a importar o produto diretamente do Canadá, conseguindo assim obter o acessório facilmente. Sabendo disso a Galoop fez anúncios do Game Genie nas revistas especializadas com a seguinte frase: "Obrigado, Canadá!", em uma provocação clara contra a liminar da Nintendo, que impedia a venda do acessório nos EUA.

A batalha judicial se estendeu até Julho de 1991, quando o Tribunal dos EUA concluiu a decisão em favor da Galoop, declarando que o acessório não violava os direitos autorais da Nintendo. Em sua decisão, a juíza Fern M. Smith comparou o uso do Game Genie como ao de "ler um livro pulando algumas partes" ou de "avançar um filme e ver somente suas cenas preferidas”. Portanto, o conteúdo não era alterado e não constituía um produto derivado (pirata) que feria os direitos autorais da Nintendo, como ela admitia. A Juíza assim descreveu: "Tendo pago pelo produto da Nintendo o consumidor pode utilizá-lo a fim de criar novas variações de jogá-lo, somente para diversão pessoal, o que não cria uma obra derivada."


E NO BRASIL?

Já no Brasil o Game Genie foi lançado para NES pela CCE e a versão de Mega Drive foi lançada pela TecToy, e em ambas vinha um super livro com centenas de códigos. E sem problema judiciais, claro.A primeira informação sobre o acessório no Brasil foi na edição nº 05 da revista Ação Games em 1991. Nela eram descritas todas as informações do que era o acessório, que iria ser vendido pela CCE, quando seria vendido, como funcionava e o que seria possível fazer em jogos como Mario Bros 3, Megaman 2, Top Gun e outros.

O Game Genie fez a alegria de muitos gamers da época, possibilitando a inserção de códigos e aumentando a diversão. Se tornou uma lenda entre os gamers da época e ainda deixou um legado muito legal, que pudemos ver claramente nos emuladores que suportam os seus códigos e que são encontrados facilmente em vários sites e também em outros acessórios parecidos como Game Shark e Action Replay lançados para Playstation.

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Alugado na Locadora Resident Ivo #2 - Aero Fighters

Fim de semana passado terminei esse clássico! Ralei para terminar ele!
Jogo difícil pakas e o último chefe é muito apelão e maluco... um Macaco voando O_o! Vai entender!
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Alugado na Locadora Resident Ivo #1 - Final Fight 3

Jogo alugado no domingo passado (07/01/2018) na Locadora Resident Ivo e fechado no nível Expert.
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