O que joguei em 2019?


Fim de ano chegou e também a hora de comentar o que joguei em 2019. E por sinal esse ano anotei todos os jogos que joguei ou melhor dizendo os que terminei. Esse sem dúvida foi o ano que mais joguei nos últimos 15 anos, em meio a um dos meus "pecados gamísticos" como Resident Evil 2 e conseguir jogar lançamentos como Spider-Man, Days Gone e outros. Como você vai perceber foi o ano que joguei menos retrogames e isso tem uma explicação - acabei dando uma parada com "retrogames" pelo fato de que estava me prendendo muito ao passado e esquecendo as coisas novas, por mais que algumas sejam inesquecíveis e sempre vale revive-las o novo não pode ser deixado de lado. E a verdade é que estou tentando me desapegar do passado - desapegar é diferente de esquecer.


Fechando lista de jogos?

E esse ano talvez seja o ano que fecho esses listas do que "joguei no ano". Em 2020 a minha jogatina vai diminuir drasticamente por alguns motivos que venho refletindo algum tempo. Eu amo videogames e isso vêm me acompanhando por toda a vida, mas chegou a hora de me dedicar em novas áreas e até quem sabe um hobby novo. Além do fato de estudar mais firmemente em 2020, estou querendo fazer outras atividades, como aprender algo novo: língua nova, tocar algum instrumento musical, atividade física e etc e principalmente a leitura. Sinto muita falta de ler e antes mesmo de jogar videogame a leitura era uma das minhas paixões e ela foi deixada de lado nos últimos anos. Estou querendo em 2020 fazer a lista de leitura ao invés de games. Quem sabe?

Mas chega de papo e hora de colocar a lista do que joguei em 2019.
E vale lembrar que todos citados abaixo foram detonados. Bora lá!!


Resident Evil 2 - Playstation 4

O começo do ano veio com nada menos que o remake de RE2 e um dos meus "pecados gamísticos" dos anos 90. Sem dúvida um dos melhores jogos do ano e um presente para os amantes da série de "survivor horror". Um game feito totalmente com carinho pela Capcom e que sem dúvida mostrou que ela finalmente está de volta. Eu platinei o jogo detonando ele do começo ao fim e você pode ver meu review completo dele aqui . Inclusive ganhei a chave da própria Capcom e que foi uma bela surpresa para euzinho aqui. Torço para que Resident Evil 3 seja lançado por ela no mesmo naipe que foi esse Resident Evil 2.


Batman Returns - Super Nintendo

Ta aê um joguinho que estava devendo reviver e terminar. Meu primeiro contato com ele foi lá em 1994 em um evento de games na minha ex-cidade (onde nem se falava de evento de games como hoje). Logo ele se tornou um dos meus jogos prediletos de Super Nintendo e em 2019 resolvi joga-lo. Ele ainda tem todo aquele clima sombrio igual do filme e mantem seu charme mesmo depois de tantos anos. Inclusive terminei ele no último nível e descobri tem um final especial nele (apenas uma imagem, mas vale a pena!).


Devil May Cry - Playstation 4

Mais um joguinho que nunca tive a oportunidade de jogar na época do Playstation 2 e cia. Mais um game que recebi o código da Capcom de presente. Um jogo clássico com a volta do Dante e toda sua turma e outra cartada perfeita da Capcom em revitalizar suas franquias antigas. Um jogo que agrada do começo ao fim e somente peca por ser bem curtinho. Esse também foi devidamente platinado!


Sekiro - Playstation 4

O "blábláblá" de jogadores de Dark Souls me irritava profundamente. "Aíii o jogo é difícil", "aí o jogo não é para qualquer um", "aí eu fechei Dark Souls" e "blábláblá" e por fim Sekiro foi lançado como o novo Dark Souls. Bom, resolvi pegar o jogo e termina-lo e confirmo o que já tinha comentado jogando Nioh - esses jogos não tem nada disso de "supra-sumo". É só aprender/decorar o mecanismo do game, chefes, inimigos e cia a coisa se resolve facilmente. Joguei e platinei tranquilamente e sinceramente é um dos jogos que menos gostei nesse ano, mas ainda sim é melhor que Nioh pelo menos. Resumidamente esse tipo de jogo (Dark Souls) não é meu estilo e foi o último que investi meu tempo jogando. E tá provado que é muita "pagação de pau" sobre esse estilo "Souls".


Days Gone - Playstation 4

Zumbis, mundo apocalíptico, sobrevivência e um estilo de filme que adoro, mas imagina isso em um jogo? Essa é a proposta do Days Gone e resolvi joga-lo. É um game que pega todas as mecânicas inovadoras de outros jogos da série e implementa nele. Até aê o jogo é muito bem feito com gráficos bonitos, mecânicas legais (como citei!), jogabilidade precisa, personagem principal carismático e sua história boa (que não é a oitava maravilha do mundo, mas tá bem!). O que peca todo o game é a repetição das missões. Invadir áreas de inimigos é praticamente 70% do jogo e isso deixou a história principal de lado e o desenvolvimento do jogo cansativo. Para cada parte da história principal tem 30 missões paralelas em qual 29 são de invadir territórios. Essa é a minha reclamação do game! Mas se mesmo assim você ama zumbis e sobrevivência como euzinho aqui vai curtir seus bons momentos... recomendo o game.


Team Sonic Racing - Playstation 4

Quem me conhece sabe que Mario Kart 64 é o meu jogo predileto de todos os tempos. E já que a Nintendo não lança nenhuma versão nova para consoles desde 2014 (Deluxe de Switch não vale!) o jeito foi recorrer ao Team Sonic Racing e ainda na expectativa de jogar com os amigos online. Bom, eu fiz até um mini campanha para convencer todo mundo a jogar online e sabe qual foi o resultado? Ninguém jogou! A conclusão é que da galera que conheço e jogava online ou junta nesses tipos jogatina... morreu por "N" motivos. Mas e o jogo Ivo? Team Sonic Racing é o mais perto que temos de Mario Kart, desde sua diversão a sua variedade de pistas e personagens. Sem dúvida se você sente falta de um Mario Kart novo essa é a opção de jogar... até que Nintendo resolva lançar um Mario Kart novo lá em 2030.


Samurai Shodown - Playstation 4

Ahhhh! SNK que saudade de você! Ops! Ela resolveu voltar em 2019! E com nada menos que na minha opinião foi o melhor jogo de luta em 2019 - Samurai Shodown. Quem viveu os anos 90-2000 sabe que SS fez a vida de muitos jogadores de fliperamas e botecos da vida. E depois de muitosssss anos a SNK resolveu lançar um SS novo e o resultado foi maravilhoso. Um jogabilidade clássica, mas com toques de modernidade e gráficos novos fizeram o SS voltar ao patamar de onde nunca deveria ter saído - como um melhores jogos de luta de todos os tempos. Se você é fã da SNK assim como euzinho e ainda mais de jogos de luta... não perca esse jogo! Recomendo.


198x - Playstation 4

Um proposta indie, com um toque retro e contando a vida de um gamer dos anos 90 nos dias atuais? Com música de Yuzi Koshiro? Eu não poderia deixar de conferir esse jogo. E o resultado? Foi ótimo e você pode conferir meu review aqui. Muitos odiaram o jogo falando que ele é apenas um "punhado de mini games" mas a verdade que o importa no jogo ao meu ver é a sensação que ele trás... aquela nostalgia que só quem viveu os anos 80-90 sabe como foi. E isso o jogo foi implacável!


Goof Troop - Super Nintendo

Como eu amo esse jogo! Esse para muitos deve ser um joguinho qualquer de SNES, mas para mim é sem dúvida um dos melhores. Esse jogo me trás tantas lembranças boas! Mas não só isso! O jogo ainda continua super divertido e desafiador com seus puzzles. Fazia mais de 20 anos que não jogava ele e foi uma delícia relembra-lo e fecha-lo em um fim de semana (como adoro jogos de SNES de fim de semana!). Não sei porque demorei tanto para joga-lo de novo, mas se bobear vou jogar ele de novo em um futuro próximo.


Battle Chasers - Playstation 4

Esse game tá comigo faz 2 anos e fui jogando aos poucos e sempre enrolava para fecha-lo e depois de muita insistência resolvi termina-lo. Esse é um joguinho dos que menos gostei em 2019. Apesar a história, gráficos e personagens legais... ele não me cativou. Não que ele seja ruim, longe disso! Só que já o tipo de jogo que não me cativa mais depois de tantos anos. Esse infelizmente foi com menor nota (dos que fechei!) esse ano.


Alien Vs Predator - Super Nintendo

Eu tive uma ideia de fechar todos os "Beat En Up" de SNES um tempo atrás (que desisti no meio do caminho por causa de tempo!) e tinha começado com Alien Vs Predator. Um jogo ruim, muitoooo ruim de SNES. Eu já achava ele ruim na época do SNES e hoje dia ele é "injogável". Só não coloco ele com o pior de 2019 porque ele já teve esse título de pior do anos lá em 1994 quando joguei ele. Então você que é amante de SNES... passe longe desse jogo!


Ninja Warriors - Once Again - Nintendo Switch

No meio do ano tive a oportunidade de conseguir um Nintendo Switch que o primo da minha esposa trouxe do Japão e por um preço de banana por sinal. A diferença de preço é descomunal mesmo você trazendo do Japão. Bom, logo de cara resolvi pegar um joguinho simples que é nada menos que Ninja Warriors. Sim, aquele "Beat Em Up" de SNES, só que agora ele voltou todo reformulado, com personagens novos na versão de Switch. Qual o resultado? Se você é fã de SNES vai amar essa versão! Tudo está ali com algumas melhoras e agora com a opção de dois jogadores o que gente reclamava demais na época do SNES. Uma delícia de jogo para você jogar numa tarde de fim semana... tem coisas que só SNES proporciona e mesmo depois de tantos anos.


Mario Kart 8 Deluxe - Nintendo Switch

Com o Nintendo Switch acabei comprando Mario Kart 8 Deluxe para dar aquela jogada básica e ir matando minha vontade de Mario Kart até o próximo lançamento. O resultado? Eu simplesmente detonei o jogo com todas as estrelas em todas as cilindradas (inclusive 200cc). Como citei em Team Sonic Racing a jogatina online com os amigos também morreu nesse game e a diversão ficou somente online sozinho ou offline,  mas mesmo assim valeu cada jogatinha... além do fato de jogar com a esposa que é sempre bom =)


Ultra Street Fighter 2 - Nintendo Switch

Joguinho de luta no Switch? Vamos olhar! Acabei pegando Ultra Street Fighter 2 para matar a minha saudade de Street Fighter antigos e não esses novos que infelizmente não curto muito (SF para mim é 2D e ponto final!). Ele é o mais do mesmo com algumas firulas como Evil Ryu e Evil Ken e o resto é bom e velho Super Street Fighter que amamos. E assim está ótimo e valeu cada jogatina.


Blazing Chrome - Nintendo Switch

Desde que foi anunciado pela JoyMasher venho acompanhando o lançamento desse jogo e quando ele saiu foi justamente quando peguei meu Switch. Não deu outra! Lá estava jogando ele! E digo para vocês retrogames... que jogo MARAVILHOSO! Um verdadeira aula de como fazer um jogo das antigas no dias hoje e o recado fica para Konami que depois Contra Hard Corps nunca mais lançou nenhum Contra descente e isso já fazem mais de 20 anos. Blazing Chrome é um jogo desafiador, divertido, fantástico e merece todos os elogios em 2019 e está no meu TOP 3 de 2019 de melhores jogos. Agora fica o fato que o senhores "retrogamers" quase não comentaram desse game em 2019 e perderam a oportunidade de mostrar esse jogo fantástico que merece todos os créditos.


Mario Odyssey - Nintendo Switch

Tá aê o campeão de 2019. O melhor jogo que joguei em 2019 é Mario Odyssey sem sombra de dúvida. Ele é uma homenagem a você que jogou os games do Mario desde criança. A magia dos jogos do Mario está ali e vai fazer tirar um sorriso do seu rosto como fez comigo. Eu amo Mario 64 e meu sonho era ter uma continuação ou algo parecido durante todos esses anos, tudo bem que tivemos o Mario Sunshine, mas ele tropeçou em um monte de coisa e acabou não sendo algo que pudêssemos colocar como continuação de Mario 64. Agora Mario Odyssey é justamente que sempre sonhei! Todos sabem que  meu Mario predileto é o 64 e por tudo que ele foi e ainda é nos games de até hoje e a história pessoal que tenho dele (que inclusive tenho que fazer um review aqui!), mas Mario Odyssey mexeu com meu coração... Qual é o meu Mario predileto agora!! Quer um conselho meu? Para de jogar o que você está jogando e vá jogar Mario Odyssey.


Star Wars: Jedi Fallen Order

Quanto tempo faz que não jogo um game do Star Wars bom? Mas bom mesmo?! E digo aqui! O último que realmente amei foi Star Wars: Shadows of the Empire de 1996 do Nintendo 64. Tem o de PC como Dark Forces, mas ele é de 1995 e um ano do lançamento citado do N64. Depois disso nenhum me agradou! Tirando os do Lego, mas esses coloca em um lista separada. Star Wars: Jedi Fallen Order foi minha aposta depois de tantos anos em um jogo de SW e foi um acerto em cheio. Um game que reúne todas mecânicas boas  de outros jogos nesse estilo aventura e introduz no mundo de Star Wars. Está aê a prova que não precisamos de "mega inovações" para fazer um jogo bom.

Bom pessoal! Isso foi que joguei em 2019. E deixo aqui todo meu feliz 2020 para todos você.
Que seja um ano especial e que a saúde, paz, felicidade e jogatinas sempre estejam com vocês.

Um grande Abraço.
Qualquer coisa deixa um comentário aqui embaixo.
Ivo.


Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2 - Final Especial de SF2


Outro dia estava jogando um pouco de Street Fighter 2 de Snes para matar a saudade e acabei me lembrando de uma história clássica e resolvi contar ela aqui no blog. Qual história é? "A lenda do final especial de Street Fighter 2". Então bora lá para mais uma - Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2.

 


Onde surgiu a lenda?

Quem viveu no "boom" de SF2 nos fliperamas e consoles sabe o quanto de lendas existiam e surgiam sobre esse jogo e aposto que você já ouviu alguma delas. No meu  caso eu ouvi várias como essas:

  • Personagem secreto Sheng Long.
  • Se ficar parado na árvore do estágio do Blanka por 90 segundos você vai para outro lugar.
  • Se você der "perfect" em todos os "rounds" até o Bison e no último round der "draw" você habilita o pai do Ryu.
  • Existia um comando que habilitava o "Hadouken" secreto do Ryu
  • Que Ryu e Chun-Li eram irmãos 
  • Existia código de sangue em SF2

Quando comprei meu Snes em meados e 93/94 com nada menos que Street Fighter 2, nem ligava muito para essas coisas e só queria jogar ele o máximo possível. Tanto que todo dia jogava e minha meta era fechar o jogo com todos os personagens. Até que um dia saindo do colégio e indo para o ponto de ônibus para voltar para casa percebi dois garotos conversando sobre SF2 e fiquei atento a conversa deles:

Garoto 1: - Você já fez o final especial de SF2?
Garoto 2: - Final especial? Não sabia disso!

E nesse momento comecei a prestar mais atenção na conversa:

Garoto 1: - Sim! Se você terminar no último nível e sem perder rounds e não pegar continue vai aparecer um foto com todos os lutadores juntos.
Garoto 2: - Que demais! Eu queria fazer isso!

.........................................................Colégio que estudava e o ponto de ônibus que existe até hoje.

Chegando em Casa!

Eu fiquei incrédulo na hora! Eu já tinha ouvido falar de  milhares de lendas absurdas sobre games, mas o garoto tinha falado com uma convicção tão grande que me fez acreditar. Eu peguei o busão na volta para casa e fiquei o tempo inteiro pensando naquilo - Será que é verdade? Final secreto? Vou tentar fazer ou não?
Nisso resolvi acreditar nessa lenda e tentar fazer o final secreto de SF2.

Fiquei meses tentando terminar o jogo no nível 8 que era o último e para quem jogou SF2 sabe o quanto era difícil. Primeiramente tentei com os personagens que mais jogava que eram o Ryu e Ken, mas era difícil demais quando chegava nos chefes finais e principalmente o Sagat que dava seu "Tiger Robocop" que tirava metade da barra e energia ou aquela maldita "tesoura" do Bison que simplesmente quebrava qualquer golpe seu, detonava sua barra de energia e ainda deixava você tonto.

 

........Option Mode com Nível 8 em SF2

Jogando com a Chun-Li!

Foi nisso que resolvi jogar com a Chun Li. Isso mesmo! Com a Chun Li! Nisso fui jogando com ela acabei inventando uma apelação com soco médio perto do adversário. Se você chegasse perto do adversário e usasse soco médio se o adversário defendesse era agarrado e se não defendesse o soco médio o acertava. Se fizesse isso corretamente não existia reação adversário em contra-atacar. Claroooo que tinha um porém!! Isso não funcionava com Sagat e Bison e o esquema era vencer na raça mesmo. E vou dizer que mesmo com essa apelação foi difícil vencer os dois, mas finalmente depois de muita insistência acabei conseguindo. Me lembro que nesse dia tinha um amigo meu do lado assistindo jogar e ele comemorou tanto quanto euzinho a vitória sobre Bison. Com isso eu fechei o jogo no nível 8 sem "continues" e incrivelmente sem perder nenhum "round".

...............................................................................................Derrotando Bison na apelação em SF2

E para minha surpresa logo depois de ver o final da Chun Li um final especial apareceu. Era um final com uma música diferente SENSACIONAL, com o nomes dos produtores, a CPU jogando com ela mesma em vários cenários e ao final os dois lutadores fazendo suas poses de vitória. Foi uma cena mágica e uma conquista recompensadora que me deixou com os olhos arregalados e super feliz.

.....................................................Final Especial com apresentação de cada lutador

E a foto de todos lutadores juntos?

Até que surgiu uma pergunta na minha mente - E a foto com todos os lutadores juntos? Seria mentira dos garotos? Fiquei pensando nisso por um momento... até logo depois das cenas dos lutadores e nomes dos produtores a imagem apareceu. E foi ESPETACULAR! Algo que parecia uma lenda de dois garotos no ponto de ônibus se tornou REAL e a imagem de todos lutadores de SF2 estava ali para meu delírio. Isso ficou registrado na minha memória até o dias atuais. Segue abaixo o vídeo com o final especial e a foto de todos juntos =)

Bom é isso pessoal! Fica aqui mais uma pequena história minha no blog. Mas e você? Teve alguma lenda com SF2? Escreva aê nos comentários! Grande Abraço. Até a próxima! Ivo. 


Rival Turf - Review

Fala galera! Voltando e desta vez com um review de um clássico. Mas antes de começar a comentar sobre o jogo tenho que contar a minha história sobre como conheci esse game e tenho certeza que muitos aqui vão se identificar. Então! Bora lá!


Minha História com Rival Turf

A minha história começa obviamente como a de muitos por aqui: em uma locadora de videogames nos anos 90. A minha família sempre teve uma parte financeira modesta, e isso incluía não comprar jogos de SNES com muita frequência e só alugar um jogo no fim de semana na clássica locação: sábado + domingo = devolve na segunda-feira. Como muitos devem saber, alugar jogos aos sábados nas locadoras era uma tarefa difícil. Difícil porque se você não chegasse à locadora até as 10 horas (quando elas geralmente abriam!) a probabilidade de todos os jogos terem sido alugados às 10:05 era de 99,9%. Afinal, todos seus amigos, colegas, familiares, extraterrestres e quem mais gostasse de videogames já estavam amontoados em frente à locadora antes que ela abrisse as portas. O pior é que mesmo se você chegasse bem antes, lá pelas 9 horas e entrasse correndo para pegar o seu jogo do final de semana, existia outro fator que dificultava tudo: os espertos que alugavam os jogos na sexta-feira e só os devolviam na segunda (pagavam duas locações sexta + sábado e sábado + domingo), o que só piorava para quem quisesse ou só pudesse alugar aos sábados.

E num desses sábados em que fui à locadora e cheguei atrasado (o maldito despertador não tocou!), me deparei com o que era uma das maiores “dificuldades” da minha vida nessa idade maravilhosa. O que eu alugaria? Não tinha praticamente mais nada lá, todos os jogos mais legais de corrida, aventura, luta, tiro etc já estavam alugados e até mesmo aqueles jogos de esportes olímpicos que ninguém alugava estavam com a etiqueta – “ALUGADO”. Era um terror!

 

Mas existia uma peculiaridade boa nessa época, que vocês devem se lembrar. Diferente dos dias de hoje, onde todos têm informações facilmente sobre os jogos, suas características, produtoras, críticas, notas, dia do lançamento, quanto custou para ser produzido e etc, naquela época praticamente não ficávamos sabendo de nada (não existiam tantos meios de comunicação como hoje!) e isso acabava resultando na peculiaridade que citei: DE ALUGARMOS UM JOGO SÓ PELA CAPA NA LOCADORA sem nunca ter ouvido falar dele.  Vai dizer que você nunca alugou um jogo que não conhecia só por causa da capa? Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso nos anos 90!

E foi devido a essa peculiaridade que naquele dia, ninguém tinha alugado ainda um certo jogo chamado RIVAL TURF. Óbvio que ele só estava na prateleira ainda por causa da capa horrível (olhe na imagem ao lado para ver!) e essa é minha teoria até os dias atuais, mas cite outras teorias nos comentários se você tiver! Agora vamos ser sinceros: o que um garoto magricela com um casaco vermelho feio, junto de outro garoto com uma faixa na cabeça ao melhor estilo Sidney Magal e um prédio ao fundo teriam de interessante a oferecer? Um jogo dos BOY BAND? Não galera, para minha surpresa eu havia encontrado um bom game.

É pessoal, aluguei esse jogo com uma capa estranha e como diz o velho ditado: “Não julgue o livro pela capa!” Um game ao melhor estilo Final Fight que se tornou uma das minhas franquias prediletas de SNES e do qual tenho ótimas lembranças até hoje. 

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou a representação máxima do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do grau de perfeição do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássicoJAAAAAAAAAAAALECOOOO” que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide: existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. Além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, capas modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi diminuído e até alguns vilões foram removidos.


Japão Vs Usa - 1992

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou uma das representações máximas do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássico JAAAAAAAAAAAALECOOOO que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide assim - existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. A versão americana além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, as capas foram modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi  diminuído e até alguns vilões foram removidos. Nisso você já viu como ficaram as coisas da versão americana e japonesa. Mas tem mais!

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Rival Turf faz parte de uma trilogia que possui os nomes diferentes na versão americana, versão japonesa e até mesmo as edições seguintes americanas - veja: “Rival Turf” (Rushing Beat 1 em japonês), “Brawl Brothers” (Rushing Beat 2 em japonês) e “Peace Keepers” (Rushing Beat 3 Shura na versão japonesa). Nem preciso dizer que as versões americanas são inferiores às japonesas, então, se você tiver a oportunidade de jogar a versão oriental, recomendo muito. O meu game predileto da trilogia é o Rushing Beat 3  Shura, onde você tem opção de escolher cinco personagens diferentes, o game possui caminhos alternativos para escolher e uma ótima história. 


História, Inimigos, Cenários, Modos e Cia

Aqui vou seguir a história da versão americana. A namorada de Jack Flak foi raptada pela gangue Kings Street em Los Angeles. Jack convida seu amigo, o policial Oswald Oozie Nelson (olha o nome!) para resgatar sua namorada, além de socar e chutar toda gangue para fora da cidade, e ambos seguem para um estádio onde ficam sabendo de informações sobre o esconderijo da gangue. Nossos heróis lutarão e muito contra inimigos com diversas técnicas de lutas. Entre eles temos: punks, grandalhões, ninjas e tudo que se pode imaginar. O game possui seis estágios, várias sub-fases e um chefão no final em cada uma delas. Os cenários incluem na grande maioria áreas comuns da cidade como armazéns, praças, interiores de ônibus, ruas, prédios etc. Existem armas e itens pelo cenário como espadas, facas e tacos de basebol que te auxiliam na porrada, e os comandos são clássicos: um botão para pulo, um para soco, um para corrida e um para o especial. Além do modo tradicional, o jogo inclui o modo “Raiva”, onde os heróis ficam poderosos e imunes a qualquer ataque inimigo e o “Versus” ao melhor estilo Street Fighter.

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Mais um pouco e a Conclusão!


A jogabilidade do Rival Turf é boa e os controles respondem bem, jogadores que quiserem experimentar o título não terão maiores problemas com ele tanto por que o jogo é bem fácil e não exige muito dos controles. Tecnicamente o jogo é bem modesto: a trilha sonora não atrapalha mas passa batido e os efeitos sonoros são bem pobres, e graficamente o game fica abaixo ainda do padrão alcançado pela versão Final Fight de SNES que já não era lá grande coisa, mas o seu maior problema mesmo é que a modificação para a versão americana deixou o game bem capado. A história japonesa obviamente é melhor e mais séria, e além de na americana terem retirado as cenas de introdução, cortaram também os créditos e diminuíram o tamanho da animação final para ficar condizente com a história adaptada. Se quiser melhorar a experiência ao jogá-lo, prefira a versão japonesa.

Sua trágica capa que deveria ser motivo de críticas pesadas se tornou algo cult entre a galera gamer, que costumava dizer que o povo que queria vender o jogo não entendia muito de marketing.

O grande ponto positivo do jogo é justamente ser um Beat em’ Up: a cagada teria que ser muito grande para que um game deste gênero não seja divertido, e não foi o caso de Rival Turf. Dá pra se divertir por horas tanto sozinho quanto com os amigos, e esta segunda opção já não existe em Final Fight. Ponto para a Jaleco!

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Rival Turf é um bom jogo. Eu sei! Muitos vão dizer que Rival Turf passa longe de ser um Final Fight de arcade ou um Streets Of Rage, mas posso dizer que ele é uma boa surpresa até os dias de hoje, principalmente para quem vive buscando jogos desconhecidos de Super Nintendo. É um game bem ao estilo anos 90, com policiais bombados, herói com casaco de couro, inimigos punks, maloqueiros, motoqueiros, negão de jeans rosa, ninjas da Bahia e um chefão final que luta karatê. Mesmo que o jogo não seja um "supra-sumo" de briga de rua GARANTO que vocês vão ter ótimas horas de diversão e de risadas com os vilões desse jogo (preparem as gargalhadas!). 

Então é isso pessoal! Se alguém jogou ou não jogou e acabou jogando esse agora! Comente aqui o que achou dele!
Valeu por que leu até aqui! Grande Abraço. Valeuuuuuuuuuuuuu!! Ivo. 


Curiosidades

  • Mude o nome de qualquer personagem do jogo: – Jogue e faça um recorde, e na tela de high score escreva CHRCONF. Logo em seguida vai aparecer uma tela que permite mudar o nome dos personagens. Mude para SABAT ou NELSON >.<
  • Warp Zone: – Veja como lutar direto com o chefe da fase 4. Para o lance funcionar é preciso eliminar antes 30 inimigos. Isso você controla pelo número de carinhas que aparecem a direita de sua barra de energia. Chegando a primeira porta que encontrar no cenário da fase 4, pressione para cima. Uma tela muito estranha de Warp Zone vai aparecer e, logo depois, você vai dar de cara com o chefe da fase.


Donkey Kong 3 – Review/Análise

Macacos me mordam! Chegou a hora de um review de mais um clássico de Super Nintendo: Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s Double Trouble! Um game que fechou a trilogia dos macacos mais famosos do mundo gamer no Snes.

Tudo começou com Donkey Kong Country em 1994, que deixou todos de queixos caídos ao apresentar gráficos pré-renderizados, trilha sonora espetacular, jogabilidade perfeita, fases criativas e muita diversão. E continuou em 1996 com o lançamento de Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest, que conseguiu melhorar o que já era bom no primeiro e adicionou novos desafios, músicas, exploração, mundos secretos e tudo mais que fez a alegria dos proprietários de Super Nintendo. Mas você deve estar se perguntando… Por que resolveu falar do DKC3? Se o DKC1 e DKC2 são os mais conhecidos para a grande maioria dos gamers? Respondo logo abaixo, caros leitores.


O ano que alguém disse: Não jogue DK3!

É bem possível que você também tenha passado por isso, um amigo ou conhecido que te disse: “Esse jogo é uma porcaria! Nem jogue!” E por isso acabou deixando de jogá-lo! Foi exatamente o que aconteceu comigo com DKC3. Meu ciclo de vida com SNES estava acabando e já queria comprar algum console da nova geração. Eu não era um garoto com uma situação financeira boa e para conseguir qualquer console novo precisaria vender o antigo e rezar para meu pai colaborar com o restante do dinheiro. Por isso, antes de comprar um novo console ainda queria jogar algo legal no SNES e me despedir dele com as devidas alegrias. Nesse período foi lançado DKC3, o que para mim parecia ser algo épico, afinal DKC 1 e 2 foram espetaculares. Mas quando estava na locadora com esse game na mão… ouvi a frase do meu amigo: “- Esse jogo é uma porcaria!!”.

E foi exatamente o que fiz, fiquei sem alugar e acabei não jogando na época. Muitos anos se passaram, para falar a verdade foram quase vinte anos. E eis que um dia, em um dos meus passeios pelo Mercado Livre, encontrei uma oferta maluca de DKC1 por um “preço de banana” e acabei comprando. Resolvi detonar esse game com os 101% dessa vez (sim, eu não fechei o game na época porque era impossível passar todas as fases em um sábado e domingo apenas o alugando!), e foi muito bom fazer tudo e descobrir cada segredo do game. Depois disso, resolvi logo comprar DKC2 e detoná-lo com seus 102%, com todas as moedas DKs, final secreto e tudo mais. Foi outra alegria que somente games assim conseguem nos trazer. Bom, cheguei ao DKC3 que ganhei de presente, totalmente completinho, com caixa e manual. Lindo! Aquele comentário ainda ficava pairando na minha cabeça mesmo vinte anos depois, mas deixei isso de lado e resolvi seguir em frente. c Sim, ele tem seus “poréns”, mas isso vou comentar mais à frente. Agora venha comigo que vou te apresentar ou reapresentar DKC3 de SNES.

"Comecei a jogar e tive uma mistura de raiva e alegria. Raiva por ter acreditado naquele comentário de que o jogo é uma porcaria e alegria por estar curtindo um jogo muito legal."


A história dos Macacos

Logo após a derrota do King K. Rool em DKC2, Kong e Diddy decidiram comemorar a vitória com uma viagem de barco, com direito a bananas, pesca e diversão. Mas o tempo passa e eles não retornam para casa, ficando todos preocupados com o sumiço desses dois malucos. E é nesse momento que acontece algo na ilha Donkey Kong. Um robô misterioso chamado “Kaos” surge e coloca medo em todos… Mas quem está por trás disso? Ninguém menos que K. Rool novamente, afirmando que sequestrou Kong e Diddy, e vai tentar dominar a ilha mais uma vez. E agora? Quem será que vai salvar todos se Donkey Kong e Diddy Kong foram sequestrados? Entra em cena novamente a famosa Dixie Kong e o seu primo e novo personagem Kiddy Kong, que é um bebezão, mas tem muita força e agilidade. Juntos eles partem para o Norte, rumo ao “Arquipélago Kremisfério Norte” onde se encontra o robô Kaos e o famigerado K. Rool, para assim resgatar Donkey Kong e Diddy e salvar a todos.

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Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao “Arquipélago Kremisfério Norte”. Enquanto em DKC1 o game era mais concentrado em selvas e cavernas e no DKC2 pirataria era o tema da maioria das fases, em DKC3 ficamos mais focados em indústrias, ficção e regiões típicas do hemisfério norte. Fora da ilha Donkey Kong nessa aventura, teremos muitas novidades! Uma delas é que logo no começo você vai encontrar o Funky Kong (aquele que te oferecia um avião nas primeiras versões), que irá te entregar um bote para navegar pelo mapa e a cada dois mundos completados, você ganha um item que lhe permite evoluir o bote para uma espécie de lancha. Essas reformas no bote são essenciais, pois há partes nos mundos que só podem ser acessadas se esse meio de transporte for melhorado.

No Kremisfério Norte o jogador também vai encontrar os irmãos ursos. Existe um urso em cada parte do mundo, com os quais é possível trocar itens ou até mesmo comprá-los. Esses itens possibilitam o acesso a locais secretos no jogo e a descoberta de segredos que ajudam a salvar os “Pássaros bananas” e a “Mãe Pássaro Banana”, que estão secretamente escondidos por todo o jogo. Tudo isso possibilita fazer o final verdadeiro do jogo (existem três finais diferentes).

As moedas DK agora têm uma maior utilidade, pois recuperando todas elas você poderá conseguir com Funky Kong o último veículo, um tipo de “barco helicóptero” que irá te ajudar a alcançar áreas que sem esse meio de transporte são inacessíveis. As pequenas moedas de ouro do DKC2 agora são moedas de prata, que serão utilizadas para fazer algumas compras nas cabanas dos ursos e finalmente encontrar os barris bônus que estão escondidos em todas as fases (continuam no mesmo esquema de DKC2).  Caso você não os encontre, não chegará aos 100% e não verá o final verdadeiro também.

"Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao Arquipélago Kremisfério Norte."


Personagens Principais

Dixie Kong – Dixie está de volta e desta vez não vai deixar barato terem sequestrado seu namorado Diddy.

Kiddy Kong – É o novo personagem e primo da Dixie, que vai ajudá-la nessa aventura. Com muita força e agilidade, é capaz fazer o K. Rool pensar duas vezes antes de atacar sua ilha.


Rainha-Pássaro-Banana – A Rainha-Pássaro-Banana é um imenso Pássaro-Banana, toda colorida e é mãe dos Pássaros-Bananas. Em sua tática de dominação da ilha, K. Rool aprisionou-a em uma barreira com uma chave de cristal em sua nuvem. Os Pássaros-Bananas, filhos da rainha, também foram aprisionados e escondidos pelo vilão K. Rool para que eles não libertassem sua mãe. A missão do jogador é encontrá-los e reuni-los, libertando também a Rainha-Pássaro-Banana em seguida. Juntos eles irão se vingar de K. Rool derrotando-o, e isso levará ao final verdadeiro do game.

Crankly Kong – O velhinho Cranky Kong está de volta. Você irá desafiá-lo na barraca de joguinhos do Swanky Kong e, se ganhar dele, prepare-se para ouvir muita reclamação.

Diddy Kong – Nosso amável Diddy Kong não está presente para se jogar com ele nessa versão. Ele foi sequestrado pelo K. Rool e está sendo usado dentro do robô “Kaos”.

Donkey Kong – Assim como Diddy Kong, Donkey Kong está fora da aventura. Ele é outro que foi sequestrado e está sendo utilizado pelo terrível K. Rool.

Funky Kong – Funky Kong é o amigo que vai te ajudar com os veículos nesse jogo. Você vai ter que achar certas partes dos veículos pelo mapa e entregar a ele para que possa montá-los.

Swanky Kong – Swanky é o cara da barraquinha de jogos. Se você vencer os desafios dele irá ganhar moedas e bananas, mas se perder… pode ir passando o dinheiro para ele.

Wrinkly Kong – A vovó esperta Wrinkly Kong vai te ajudar sempre a salvar o game. Ele também toma conta dos Pássaros-Bananas e joga N64 enquanto você se aventura.

Ellie  – Ellie é sua nova amiga, que vai substituir seu clássico amigo Rambi nesse jogo. Ellie não é tão forte como Rambi, mas ela pode sugar barris e atirá-los em direção aos inimigos. Também pode aspirar água de lagos e cachoeiras e atirar nos inimigos. Mas tem um grande ponto fraco: ela tem pavor de ratos e toda vez que os vê sai correndo.

Enguarde – Enguarde está de volta e novamente sendo capaz de derrotar os inimigos com seu nariz-espada.

Nibbla – Apesar de parecer ser um inimigo ele tem algumas características muito parecidas com as de um amigo. Na fase “Fish Food Frenzy’, Nibbla irá te acompanhar como um amigo e você deverá sempre alimentá-lo, servindo como banquete os seus inimigos. Caso contrário, ele irá te atacar e te devorar, então seja rápido e não o deixe com fome.

Parry – É seu novo amigo, mas não é possível jogar com ele. Parry ficará te acompanhando durante as fases para ajudar a pegar itens inacessíveis, e por muitas vezes – se chegar com ele até o final da fase – você será recompensado de algum modo (até barris-bônus você pode ganhar).

Quawks – Quawks é um pássaro roxo que consegue carregar barris e soltá-los nos inimigos. Ele aparece somente em duas fases: Low-G Labirinto e Buzzer Barrage.

Squawks – Nosso amigo Squawks está de volta e jogando os clássicos ovos na cabeça de nossos inimigos.

Squitter – Outro velho amigo dos nossos macacos está de volta. Squitter continua criando plataformas com suas teias para alcançar áreas inacessíveis e também irá atirá-las nos inimigos.


Trilha Sonora e Efeitos Sonoros

Essa foi uma parte que deixou bem a desejar em DKC3. A trilha sonora não ficou épica, mas vou comentar mais sobre isso logo abaixo na parte dos “poréns” do jogo. Já os efeitos sonoros continuam bons. Sons como os dos inimigos quando são atingidos, dos macacos, ao coletar bananas, ao coletar moedas e até o choro da Dixie e Kiddy quando são acertados pelos inimigos são tranquilos de ouvir (e você vai ouvir muito isso!). Mas a trilha sonora é outra história.

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Os poréns de DK3

Em DKC3 existe, sem dúvida, detalhes que o fazem inferior às suas versões anteriores, mas isso não quer dizer que ele é um jogo ruim e mereça o comentário de que é “uma porcaria”. Pelo contrário, é um ótimo jogo. Mas vamos a esses detalhes:

– Faltou uma trilha sonora épica no game. Apesar de ser novamente David Wise a trabalhar nela, faltou aquela música marcante no game. Como no caso de DKC1 com Aquatic Ambience ou em DKC2 com Stickerbrush Symphony. Talvez ele não estava muito inspirado nesse game e acabamos não tendo uma trilha épica.

– A Dixie e o Kiddy são personagens muito legais, mas não possuem o carisma do Diddy e do Donkey Kong. Até entendo o Donkey Kong não ter aparecido em DKC2, por ter sido sequestrado e assim não interagir na história, mas no DKC3 acredito que seria melhor se ele tivesse voltado. Muitas pessoas sentiram isso enquanto jogava esse terceiro jogo.

– Outro motivo para o “hype” de DKC3 ter caído bastante é que ele foi lançado dois meses depois do lançamento do N64. Naquele momento, todos estavam encantados com o N64 e games como Super Mario 64PilotWings e Wave Race. Apesar de muitos ainda terem o SNES, o impacto não foi expressivo. E você? Já tinha migrado para o N64 ou ainda estava com o SNES nessa época?

– E por último foi o fator dificuldade. Comparado às outras versões, essa é bem fácil. A dificuldade em certas fases chega a ser “very easy” e isso acaba deixando aquele gamer mais exigente frustrado, ainda mais quem jogou DKC1 e DKC2.


O Veredicto

Se aquele meu amigo tivesse chegado e falado: – Esse game não é bom como o Donkey Kong Country 1 e 2 eu até entenderia, mas falar que ele é uma porcaria… é digno de merecer uma “BANANA”. Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble é um ótimo jogo. Vale a pena ser jogado! Cheio de aventura, diversão, jogabilidade e tudo que o SNES merecia para sua despedida. Ele tem alguns “poréns”como falei, mas nada que mereça ser classificado como “PORCARIA” ou um game “RUIM”. Se pudesse voltar no tempo e xingar aquele meu amigo, faria com certeza e jamais teria dado ouvidos a ele: “Manééééé!”. Obs.: Lembrando que ele foi lançado para Wii U há algum tempo, então você tem a oportunidade de relembrar dele nessa versão também.

Então fechamos aqui nossa jornada desse Retro Review de Donkey Kong Country 3. E lembre-se, nunca ouça muito aquele seu amigo que fala aos quatro ventos que tal jogo é uma porcaria. Jogue, analise, crie sua opinião e nunca siga modinhas de opinião, pois você pode perder uma jogatina inesquecível. Espero que tenha gostado do texto e não deixe de comentar.

Grande abraço. Ivo.

Fim


Curiosidades

  • DKC3 foi lançado no Brasil pela Playtronic e inclusive com comercial passando na TV. Confira!

    • Em Donkey Kong Country 3 é possível ver Wrinkly Kong jogando Nintendo 64 e que por sinal foi lançando no mesmo ano. Outro detalhe  é que a música de fundo é a mesma da Inside the Castle Walls, do Super Mario 64. Que sacada de divulgação hein?!

    • No Japão o game é chamado de Super Donkey Kong 3: Mystery of Kremis Island.

  • O jogo foi lançado para GameBoy Advance apenas com o título “Donkey Kong Country 3”, omitindo o subtítulo “Dixie Kong Double Trouble”. O game tem algumas mudanças exclusivas. Uma delas é um novo mundo chamado “Pacifica”, novas trilhas sonoras criadas pelo David Wise, novos bônus na barraca do Swanky e vários itens dos irmãos-ursos que foram alterados, assim como houve a inclusão de um novo urso no mundo “Pacifica”.


Review: Star Fox

Em Março de 1993, o Super Nintendo recebeu o seu primeiro jogo com o Chip Fx. Seu nome era Star Fox, um jogo cujo legado atravessou gerações de consoles com mais cinco títulos para diversas plataformas. Com quase vinte anos de idade, o primeiro Star Fox ainda continua encantando jogadores novos e antigos, e é com a intenção de trazer boas lembranças e dicas para todos os leitores .


A Minha História sobre Star Fox

Em meados de 1993, no auge da minha vida com um Super Nintendo (dez horas por dia de Super Nintendo! Brincadeira!) houve uma feira de games na minha cidade (Santos/São Paulo), algo inédito não somente em minha vida, mas na de muitos garotos naquela época, contando que conseguíamos ver essas feiras de games somente por revistas (E3) ou histórias de amigos, que por muitas vezes eram lendas (lembro-me de uma história que um amigo contou sobre uma feira de Arcades que tinha o jogo Mortal Kombat VS Street Fighter). Como um bom garoto, acabei indo visitar a feira, que contava com vários consoles à venda, fliperamas para jogar, lançamentos de games (Batman Returns era um desses lançamentos) e um jogo que era o destaque da feira chamado: Star Fox.


O foco dos vendedores na feira era justamente sobre o Chip FX (que irei explicar em breve), que na sinceridade não me interessava, eu queria mesmo era ver o jogo, oras! E os meus olhos brilharam ao ver os gráficos poligonais e várias naves voando ao mesmo tempo com uma raposa no comando. Minha vontade era jogar aquele game a qualquer custo e, depois de uma fila de quase uma hora, consegui jogar cinco minutos do game (cinco minutos que passaram como se fossem dois segundos, afinal não vi o tempo passar). Quando terminei de jogar fiquei com uma sensação de como se estivesse no Natal na casa de um amigo. Sabe quando ele ganha aquele super presente que você tanto queria, deixa você brincar um pouco e depois você vai embora para sua casa se perguntando: por que eu não tenho um desses?

Saí do evento decidido a comprar Star Fox e tive a ideia de pedir de presente de aniversário (era março e meu aniversário em abril. Garoto esperto!). Mas infelizmente não o encontrei à venda e acabei ficando com Mortal Kombat de presente. Não que fosse ruim ter Mortal Kombat, mas Star Fox era o pote de ouro do momento. Então tive que optar por alugar na locadora, algo praticamente impossível naquela época e acredite:eu visitava sem sucesso todos os dias a locadora na tentativa de alugar (nos meus reviews sempre coloco meus traumas de locadoras). Cheguei a conversar com o dono do estabelecimento e uma vez ele disse que a pessoa que alugou iria ficar vinte dias com o jogo (pagou adiantado por sinal).

Foram meses de busca, quando eu finalmente consegui alugá-lo. Posso dizer para vocês leitores que esses foram um daqueles dias que guardamos na memória e jamais esquecemos, por mais que o tempo passe. E acredito firmemente que guardar lembranças felizes, não somente de games, mas todas que tivemos por nossas vidas, mesmo as pequenas, representam o que temos de melhor e intensificam o valor de viver todos os dias.

Foram horas de alegria, mas a história ainda não tinha acabado. Praticamente vinte anos depoiseu resolvi comprar Star Fox com o intuito de fazer esse Review e para minha surpresa acabei encontrando um vendedor super- honesto vendendo o game praticamente novo, com manual e inclusive os folhetos de propaganda do Super Nintendo que vinham com o jogo na época.

Eis que finalmente estou aqui novamente para desbravar o mundo de Star Fox e postar todas as impressões, curiosidades, dicas e referências que juntei nesses vinte anos.


O Chip FX e Star Fox

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A tecnologia FX já vinha sendo incorporada em jogos de PC antes de estrear no Super Nintendo, mas ela foi reformulada em um chip para funcionar em conjunto com os cartuchos do videogame. O chip tinha a função de um acelerador gráfico que desenha polígonos para a memória do sistema, criando assim gráficos tridimensionais. Além disso, ele é responsável por redimensionar as imagens e aplicar efeitos de profundidade. A tecnologia aplicada a ele permitia processar algumas centenas de polígonos por segundo a poderosos 21mhz, o que era suficiente para a época, mas que de maneira alguma pode ser comparado aos jogos atuais que possuem um processamento de milhões de polígonos por segundo. O chip recebeu o nome de Super FX, teve duas versões: Super FX-1  e Super FX-2, onde o clock interno mudava minimamente de uma para a outra. É praticamente um divisor de águas na geração de games, iniciando o 3D de maneira definitiva nos consoles caseiros, e os jogos que foram produzidos com o chip em suas plaquinhas são: Dirt Racer, Dirt Trax FX, Stunt Race FX, Wild Trax, Vortex, Doom, Super Mario World 2: Yoshi’s Island, e Winter Gold.


Como o Mundo Recebeu Star Fox

O lançamento de Star Fox foi noticiado como algo revolucionário para a época, mesmo com vários lançamentos simultâneos inclusive da Sega (principal concorrente da Nintendo naquele tempo! Eu era Nintendo, hahahaha! Lero lero!). Logo recebeu o prêmio de melhor Shooter pela famosa revista Electronic Gaming Monthly, ou EGM para os desavisados; foi citado como um dos duzentos maiores jogos de videogame de todos os tempos; a revista mais famosa e crítica (chata em notas!) do Japão sobre games, a Famitsu, deu a nota 34 de um total de 40 para o jogo, que para muitos foi considerada uma nota altíssima para a época. Sua venda bateu recordes e gerou campeonatos pelos EUA e Canadá chamados, Star Fox Super Weekend.

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A História de Star Fox

O campeonato reunia os melhores recordistas de pontos em Star Fox nos EUA e Canadá para competirem entre si, e os vencedores eram premiados com jaquetas, emblemas, e nomeados membros da Star Fox Team. Vale lembrar que nessa competição eles jogavam uma versão do game que tinha o mesmo nome do evento, Star Fox Super Weekend, que praticamente se baseava em fazer pontos. Vale lembrar, pessoal, que existem várias versões da história de Star Fox, e relatarei aqui duas delas, mas não sem antes descrever a trajetória daquele que é um dos personagens centrais destas duas versões e que, de certa forma, inicia a história desta extraordinária franquia: James McCloud, o pai de Fox.

James era um piloto de aluguel que obteve grande sucesso devido a suas habilidades de pilotagem extraordinárias. Com o tempo acabou ficando conhecido em todo o sistema Lylat e se tornou o líder de uma equipe de pilotos que ele mesmo criou chamada Star Fox Team, formada por Peppy Hare, o coelho estrategista, e Pigma Dengar, o suíno espacial. Com o tempo o time foi conquistando status e logo se deparou com uma equipe rival chamada Star Wolfs, comandada por Wolf O´Donnell, um exímio piloto que se tornaria o principal rival de James para o título de melhor piloto do sistema.

O tempo passou, e as missões completadas renderam muito dinheiro. Assim, James acabou comprando uma nave-mãe que no futuro, serviria como base para sua equipe e se chamaria Great Fox (vista durante todo o game Star Fox 64) e seria construída pelos mesmos criadores das famosas naves de combate da equipe, as Arwings. Além de equipada com fortes canhões, ela também servia de base para manutenção das naves. Com o tempo o exército percebeu o talento dos pilotos do Star Fox Team, e os contrataram para várias missões pelo sistema e com o sucesso delas, eles acabaram ganhando o título de “grupo de elite de pilotagem aérea do exército de Corneria”. Até que alguns fatos mudaram todo o rumo da história e fizeram até mesmo com que James não visse a conclusão da construção da Great Fox.

A história que se segue é a versão revisada que consta nos manuais, que se complementa em StarFox64, e que é considerada pela Nintendo como sendo a oficial.

Andross era um renomado cientista que trabalhava para o governo de Lylat System, mas confiando demais em sua genialidade, começou a realizar experimentos perigosos, e mesmo com a advertência do governo (General Pepper era seu superior, e dava-lhe constantes ordens para que ele interrompesse os experimentos) ele continuou secretamente a realizá-los até que um deles explodiu em Cornéria, matando milhares de civis. Como punição, ele foi condenado a viver exilado no planeta Venom.

Cinco anos depois, o Star Fox Team foi convocado para averiguar leituras estranhas de energia que emergiam do planeta Venom, então James, Peppy e Pigma foram até lá e encontraram uma onda gravitacional desconhecida e fortíssima. Foi então que Pigma se revela traidor, e atinge a AirWing de James fazendo com que ele fosse tragado pela onda magnética, e ele nunca mais foi visto. Peppy, com sua AirWing ainda intacta, consegue se safar, e voltando a Corneria, conta ao General Pepper (aquele cachorro) o que havia acontecido.
Pigma agora é um renegado, integrante dos Star Wolfs, e eles estão aos serviços de Andross que alguns anos depois do acontecido, revela ser possuidor de um império criado em Venom, e declara guerra a toda Lylat System mandando suas tropas atacarem primeiramente Corneria, a fonte principal de seu ódio.

Assim um novo grupo Star Fox é formado, agora liderado por Fox McCloud, o filho e de James McCloud que sonhava ser um piloto tão bom quanto o seu pai desaparecido, e formam a equipe junto com ele o próprio Peppy Hare, o único remanescente do time principal, Slippy  Toad, um gênio da mecânica que é também o melhor amigo de Fox, e Falco Lombardi, outro exímio piloto amigo de Fox desde os tempos de academia, e eles serão convocados pelo General Pepper para serem a linha principal de defesa de Corneria, e a grande esperança de vitória de Lylat Systemcontra as forças esmagadoras de Andross.

A história abaixo é a versão original japonesa, que consta nos primeiros manuais de Star Fox e em algumas revistas da época, e é a que tenho como base desde quando conheci Star Fox.

Chamado pelo exército para uma missão-teste no planeta Venom, James McCloud foi encarregado de testar uma nova super bomba de gravidade desenvolvida por um cientista militar chamado Andross, que possuía intenções escondidas e perversas de conquistar o sistema Lylat e via James como um obstáculo para seus objetivos.
Com isso ele tramou para que a bomba explodisse antesque James a utilizasse no teste, o que realmente aconteceu, gerando um buraco negro que sugou James para dentro com sua nave, e o piloto jamais foi visto novamente. Como resultado do desaparecimento de James, o exército descobriu os planos perversos de Andross e o sentenciou ao exílio no planeta Venom, mas  ele prometeu que um dia iria se vingar. E nessa vingança é que entra a história do primeiro Star Fox de Super Nintendo. Depois de vários anos aprisionados em Venom, Andross dá início ao seu plano de vingança criando um exército de naves controladas por ele e por mercenários para destruir Corneria (Planeta Base) e dominar o sistema Lylat. Lançando um ataque surpresa em todo o sistema, ele começa a sua vingança. O único problema é que James McCloud deixou um filho chamado Fox, que possuía toda a habilidade do pai, e que prontamente se tornou o líder do Star Fox Team. Sabendo do ataque, Fox parte para proteger Corneria com sua equipe: Peppy Hare, Falco Lombardi, e Slippy Toad.

Existe ainda uma terceira versão que foi lançada em uma comic da Nintendo Power em 1993, e que conta com vários detalhes que enriquecem muito a história, como a presença de  Vixy Reinard McCloud, mãe de Fox, a criação do novo Star Fox Team, e muito mais, só que essa história ficará pra depois!


As Famosas Airwings!

Em Star Fox você comanda as famosas Airwings, naves espaciais de combate pequenas e velozes que foram utilizadas pelo time de James McCloud em suas muitas missões (são elas no Star Fox de Super Nintendo).

Elas possuem um único canhão laser (Laser Blaster) e um lançador de bombas, mas com o decorrer do jogo é possível aumentar esse armamento para dois canhões Lasers Blasters (Double Blaster Laser) e mais bombas. Elas possuem também um Booster de velocidade que será muito útil para conseguir itens, fazer manobras, escapar de ataques inimigos e vencer chefões, e as naves possuem ainda um outro sistema de velocidade chamado Retro Booster, que diminui sua velocidade mas possui praticamente as mesmas utilidades do Booster na hora de fazer manobras e escapar de ataques de inimigos.

Com as versões pós-Super Nintendo, as naves foram evoluindo e melhorando suas características, inclusive transformando-se em tanques terrestres como em Star Fox 2 e Star Fox 64.

Outra característica importante da Airwing é a manobra conhecida como “Do a barrel roll” (você deve conhecer essa frase da brincadeira do Google, digite isso nele e verás!). Ela consiste em um giro de 360º  que auxilia em repelir lasers inimigos e conduzir manobras arriscadas para busca de itens.  No Super Nintendo ela é realizada com os botões R e L. Essa manobra foi otimizada no N64 para desviar e até escapar de emboscadas e perseguições aéreas inimigas.

Outro fato muito legal são as naves inimigas em Star Fox. Existe uma infinidade delas que tentarão a qualquer custo derrotar você, desde naves suicidas até mesmo naves em formato de borboletas, arraias, pássaros e Cia. O que realmente mais gosto no jogo são as naves dos chefões, que na maioria das vezes, quando estão quase sendo destruídas, mudam de forma e ficam com maior ataque e mais rápidas.

Seguem abaixo as fotos e detalhes dos chefes em Star Fox:

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Star Fox o Jogo!

Star Fox foi desenvolvido pela extinta Argonaut Software sob a direção de Katsuya Eguchi(um dos nomes mais fortes do staff de profissionais da Nintendo até hoje), e produção de ninguém menos que Shigeru Miyamoto, que dispensa apresentações. É um jogo de tiros, um On Rail Shooter, que é aquele tipo de game onde temos sempre a visão traseira de nosso veículo e vamos para o fundo da tela atirando no que aparecer. Possui  perspectiva 3D, no qual existe a possibilidade de trocar a visão  de terceira para primeira pessoa (fora e dentro do cockpit respectivamente) em algumas fases, algo muito inovador para a época. O objetivo do jogo é proteger Corneria, chegar até o planeta Venom e derrotar Andross.

Por muitas vezes você terá que salvar seus amigos de ataques inimigos e, através do comunicador que aparece na tela, eles irão alertar você quando estiverem sendo perseguidos ou emboscados. Vale lembrar que eles também possuem barra de energia e podem morrer no decorrer do jogo caso você não os salve (em certas horas a vontade é de não os salvar mesmo).

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A possibilidade de seguir três rotas diferentes até o Planeta Venom é caracterizada pelos níveis Fácilmédio e difícil,e esse esquema de rotas torna o jogo mais divertido, pois quando você se cansa de uma rota ou consegue completar ela em 100%, é a hora de partir para outra, com um nível mais difícil e fases novas e interessantes.  Foi uma ideia muito bem bolada da Nintendo, afinal sempre estávamos acostumados com jogos de nave em que seguíamos apenas uma rota e depois que terminávamos, o jogo ele ficava encostado.

Algo que você logo acaba gostando são os personagens (esqueça o comentário acima sobre os deixar morrer), afinal quem não abriria sua imaginação para um piloto intergaláctico raposa e seus amigos: Coelho, Falcão e Sapo e um cientista maluco-macaco. Sem dúvida essa foi uma jogada para atrair não somente a criançada naquela época, mas para abrir a imaginação de todos, algo que vem se perdendo nos tempos atuais com jogos cada vez mais reais e com menos fantasia (modo crítica ON).

Na rota fácil você irá seguir pelos planetas: Corneria, Asteroid Field, Space Armada, Meteor, Venom Airspace e Venom

Na rota média você irá seguir pelos planetas: Corneria, Sector X, Titania, Sector Y, Venom Airspace e Venom.

Na rota difícil você irá seguir pelos planetas: Corneria, Asteroid Field, Fortuna, Sector Z, Macbeth, Venom Airspace e Venom.

Ainda existem dois caminhos secretos: The Black Hole e Out of this Dimension.

Os controles são extremamente precisos e fáceis de jogar (ainda mais com o melhor controlpad de todos os tempos em minha opinião, hehehe). Existe a possibilidade de configurá-los de acordo com o seu gosto. Segue a tabela:

Tipo  Direcional  Direcional Start Select L R Y B X A
A Esquerda/
Direita
Cima/
Baixo
Pause Mudar
Visão
    Roll Esquerda   Roll Direita Laser Retro Speed Bomba
B Esquerda/
Direita
Cima/
Baixo
Pause Mudar
Visão
    Roll Esquerda   Roll Direita Retro Retro Speed Laser
C Esquerda/
Direita
Baixo/
Cima
Pause Mudar
Visão
    Roll Esquerda   Roll Direita Laser Retro Speed Bomba
D Esquerda/
Direita
Baixo/
Cima
Pause Mudar
Visão
    Roll Esquerda   Roll Direita Retro Retro Speed Bomba

Vamos aos itens, os famosos itens. Existem vários deles que irão ajudar você durante a aventura, alguns no auxílio para armas, outros para recuperar energia, recuperar partes das naves e escudos, juntar bombas, etc.

Supply Ring – Um anel azul que enche toda sua energia.

Small  Ring  – Um anel amarelo que recupera um pouco da sua energia.

Power Shield – Te protege contra grandes ataques inimigos.

Twin Blaster – Tiro Duplo.

Wing Gyro – Recupera asa quebrada.

Smart Bomb – Bomba de longo alcance.

Extra Ship – Ganha uma vida.

Agora, um fator que é consagrado em Star Fox (se você não se lembrar daquela música de Corneria, vá agora ao Youtube) é a trilha sonora. O compositor por trás deste jogo não é ninguém mais que Kōji Kondō, o próprio criador do tema do Super Mario. Eu particularmente gosto muito da música de abertura e seleção de mapas (tannn tannnn tarannn tarannnn narannnn!). Então nada melhor que compartilhar com vocês a trilha sonora inteira de Star Fox. Só ouvir e aproveitar:

Mas nem tudo é alegria em Star Fox. Um fator crítico no jogo é sua duração, pois apesar das diferentes rotas, pontos e porcentagem, você pode terminar tudo em menos de vinte minutos em cada rota, ainda mais quando você pega o jeito do game. Todos nós sabemos que os jogos daquela época eram curtos, mas Star Fox de algum modo consegue ser mais curto ainda, talvez pela tecnologia nova que ocupa muito do cartucho, limitando o tempo de jogo. Outro lado que pode ser considerado ruim – talvez mais uma opinião pessoal que propriamente uma crítica ao jogo – (gostaria da sua opinião nos comentários) é que mesmo você terminando o jogo em rotas diferentes o final é sempre o mesmo (não custava nada colocarem finais diferentes para cada nível). Apesar de que existe uma surpresinha no final do jogo, que logo abaixo vou contar para vocês.

Star Fox é um jogo cheio de surpresas e diversão garantida. É um dos meus jogos prediletos e, mesmo após vinte anos, é um prazer imenso compartilhá-lo com vocês. Quem nunca jogou não perca a oportunidade de curtir esse grande clássico e para quem já jogou vale muito jogar e relembrar.  É a minha dica de hoje!

Grande abraço do seu amigo Ivo!


Curiosidades

Adoro essa parte! Como comentei antes, Star Fox é cheio de curiosidades e informações. E se você tiver a curiosidade de pesquisar na Internet sobre o assunto, irá ver várias versões, histórias e também muitas dúvidas que o game deixou até hoje

Star Fox na Europa

Na Europa o game é chamado Star Wings.

The Black Hole – O Buraco Negro.

Lembra que comentei que o pai do Fox desapareceu em um buraco negro devido a bomba de Andross? Existe um determinado lugar no jogo em que é possível perceber ainda o desequilíbrio criado pelo buraco negro e assim entrar nele.

Para entrar no buraco negro você deve entrar no Nível 1-2, na fase Asteroid Belt.
Nesta fase, fique atento para os meteoros espirais com um vermelho no meio. Você deve atirar no meteoro central sempre que estiver prestes a se chocar com ele.  Isso ocorrerá por três vezes e se você tiver feito corretamente irá aparecer um meteoro com uma “cara sorrindo” à esquerda. Atire nele sem perdão e o buraco negro irá se abrir, e assim você poderá  ver onde o pai do Fox foi parar.

Out Of This Dimension – Para fora desta dimensão.

É possível se perder em outra dimensão em Star Fox. Você se lembra que comentei da falta de um final diferente? Bem, essa é a sua alternativa de ver um final diferente em Star Fox, desaparecendo em outra dimensão! Trágico não?

Para entrar nela, escolha o modo difícil, passe a primeira fase e vá pela segunda até chegar à parte dos asteroides. Logo irá surgir um asteroide à sua esquerda, você deverá passar direto por ele e em seguida irá aparecer outro à sua direita, e esse você deve destruir. Após destruí-lo vai aparecer um pássaro gigante (algo como uma fênix). Vá de encontro a ele e você será transportado pra outra dimensão.

Comics – Star Fox.

Existem alguns quadrinhos (comics) de Star Fox que podem ser encontrados na internet. Foram lançados em 1992, 1997 e 2002, e fazem menção respectivamente a Star Fox, Star Fox 64 e Star Fox Adventures. Estão à disposição para leitura neste link, e são várias histórias legais para você curtir no seu tempo livre. Para os fãs da série, vai ser um deleite.


Alugado na Locadora Resident Ivo #2 - Aero Fighters

Fim de semana passado terminei esse clássico! Ralei para terminar ele!
Jogo difícil pakas e o último chefe é muito apelão e maluco... um Macaco voando O_o! Vai entender!
Segue minha jogatina abaixo! 


Alugado na Locadora Resident Ivo #1 - Final Fight 3

Jogo alugado no domingo passado (07/01/2018) na Locadora Resident Ivo e fechado no nível Expert.
Veja minha jogatina abaixo!


Super Mario World 2 - Yoshi´s Island

Era 1995 e o final do Super Nintendo estava próximo, afinal o lançamento do Playstation da Sony, Saturno da Sega e o próprio N64 da Nintendo já destacavam as manchetes do mundo gamer daquela época. Mas apesar de tudo isso o Snes ainda resistia fortemente com grandes lançamentos. Em meio disso, surgiu nada menos que um jogo que estava 4 anos em produção e com nomes como Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka no time de criação e mais 30 funcionários da Nintendo (desenhistas, músicos e programadores). Que jogo seria esse? Nada menos que Super Mario World 2: Yoshi´s Island.

SMW2 é jogo que usa o limite da capacidade do Super Nintendo, com mais de 130 inimigos, mais de 60 fases, diversas áreas secretas e divertidos bônus. Miyamoto e Tezuka utilizaram o novo chip para desenvolver esse jogo, chamado de Super FX2 que utilizava uma nova técnica de programação chamada: "Morphmation". Essa técnica produzia inimigos que aumentavam, diminuíam, rodavam, mudavam de forma e chegavam a ocupar a tela inteira da TV. Os cenários possuíam uma palheta de cor extraordinária (dificilmente vista em jogos de 16 bits), efeitos 3D, cenários que pareciam desenhados a mão com giz de cera e músicas que ficam na memória mesmo depois que você parava de jogar.

Isso era SMW2, um jogo completo e vou contar tudo sobre ele mais abaixo meu amigo da Locadora Resident Ivo. Então venha comigo e entre nesse mundo mágico de Super Mario Word 2 - Yoshi´s Island.


Minha história com Super Mario World - Yoshi´s Island!

Vou ser bem sincero, SMW2 é um dos meus "pecados gamísticos seguidos". Na verdade joguei ele na época do SNES lá em 1995, na casa de amigos, mas nunca peguei ele realmente para desbravar e fechar como fazia com jogos: Donkey Kong Country, Super Mario RPG, Super Mario World e outros. Eu tinha uma política de sempre jogar e fazer tudo nas grandes franquias da Nintendo para Snes naquela época, fazer isso era diversão garantida... Afinal tinha tempo de sobra (só estudava!), mas infelizmente isso não aconteceu com SMW2. Eu tinha acabado de vender meu SNES e já estava tentando partir para uma próxima geração e que no final foi um grande erro (Você pode conferir essa história aqui: - Minha Vida Gamer Parte 4). Com isso acabei perdendo alguns grandes jogos no final de vida do Snes como SMW2.

Anos mais tarde com a chegada dos emuladores e internet tentei joga-lo, mas acabei deixando de lado novamente (outro erro!). Sabe quando você tem uma lista com mais de 400 jogos de SNES (Roms) e fica naquele "looping infinito" em escolher? Isso que acontecia comigo nos emuladores! No final queria jogar tudo, mas não jogava nada e no máximo joguei as primeiras fases de SMW2.

Os anos se passaram e fiquei mais seletivo e por muitas vezes acabo voltando no tempo e dando chance para aquele grande jogo que tive o erro de não jogar. Foi isso que fiz com SMW2, acabei encontrando ele no Mercado Livre por 50 reais e peguei na hora... e falando para mim mesmo que iria joga-lo e acabar com esse pecado gamístico.

O jogou chegou rapidinho em casa, mas veio sem bateria (agora entendi porque o valor estar barato!), mas não foi problema. Acabei olhando alguns tutoriais de como colocar bateria no cartucho (veja aqui o vídeo!), comprei a bateria no Aliexpress por 4 reais, soldei e lá estava ele prontinho para jogar. Mas ainda sim, apesar de ter comprado, instalado a bateria e tudo mais... Não colocava muita expectativa no jogo, apenas queria joga-lo e nisso minha opinião começou a mudar completamente. 

SMW2 é incrível pessoal! Depois de algumas fases, comecei a ficar impressionado com tamanho capricho do jogo. Acabei vendo como ele é bonito e divertido (e olha que ele tem mais de 20 anos!). Falava constantemente: - Não é possível que esse jogo seja tão bom!? Parei para pensar se estava sendo nostálgico demais, devido ao meu amor com o Snes, mas nãooooooo!! Ainda sim fui mais fundo no assunto e procurei outros reviews na internet e no final a grande maioria tinha essas relações em comuns comigo: - De nunca ter jogado antes ele, de ter deixado de lado, de não ter dado atenção e se arrependido por isso.


Super Mario World 2 - A história

A história do jogo é super básica. Um dia a cegonha (Sim!!! Aquela que sua mãe contava de como você nasceu e te trouxe!) estava cruzando os céus carregando dois bebês gêmeos: Baby Mario e Baby Luigi. No transcorrer da sua viagem a cegonha é atacada pelo vilão Kamek (um Koopa com poderes mágicos!) e a mando de ninguém menos que Baby Bowser, devido a uma profecia que dizia que bebês gêmeos atrapalhariam o seu reinado para sempre (adivinha quem eram os bebês?!).

Mas quando Kamek atacou a cegonha e tentou sequestrar os bebês algo inusitado aconteceu. Um dos bebês (Baby Mario) acabou caindo e indo parar em uma ilha. E adivinha por quem essa ilha era habitada? Por Yoshis claroooo!!!  (Por isso Yoshi Island Dawwww!) E adivinha em cima de quem o Baby Mario caiu? Em cima do Yoshi claroooo! E junto com o Baby Mario havia um mapa que indicava onde ele deveria ser entregue... e vendo isso o Yoshi e sua trupe se reúnem e decidem levar Baby Mario até esse local do mapa e de sobra ainda salvar seu irmãozinho Luigi das garras do Kamek e Baby Bowser.


Super Mario World 2 - A Diferença

Ao jogar SMW2 você logo vai se perguntar: - Isso aqui é bem diferente de qualquer Mario que joguei!?

Isso mesmo meu amigo!! Aqui você controla o Yoshi ao invés do Mario (que assustou e afugentou muitas pessoas pelo jeito!) e com isso toda mecânica do jogo muda. Você joga com diversos Yoshis de cores diferentes durante as fases, mas essas cores não diferenciam nada entre eles e todos possuem as mesmas habilidades. Vamos a elas:

- Capturar inimigos, Ovos Yoshi e Jogar Ovos: O Yoshi pode engolir inimigos (alias ele engolir quase tudo! Até balas gigantes!) com sua língua e apertando Y no controle. Com isso e em seguida você pode cuspi-los (cuspir nos inimigos!!) ou engoli-los e assim criar ovos de Yoshi (apenas 6 ovos podem ser acumulados!). Com esses ovos e apertando A no controle, você irá criar uma mira e atirar justamente esses ovos para: pegar itens, matar inimigos, abrir passagens secretas, acertar locais distantes e outras finalidades.

- Melancias e Cuspidas: Assim como cuspir os inimigos é possível encontrar melancias pelas fases e cuspir suas sementes acertando inimigos e itens. Existe uma variação dessas melancias que dão poder de cuspida de fogo ou gelo e assim podendo queimar ou congelar seus inimigos.

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- Ground Pound ou Bundada do Mario: Lembra da bundada do Mario? Acho que ele aprendeu com o Yoshi, pois ele faz a mesma coisa aqui. É ótimo para esmagar inimigos, abrir caminhos e outras diversas coisas.

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- Yoshi voa um pouco: Pode parecer estranho, mas o Yoshi voa um pouquinho nesse jogo. Quando você pula apertando o B e segura ele um pouquinho o Yoshi se mantem por um curto tempo no ar. Assim você consegui subir em lugares que antes eram inalcançáveis apenas com o pulo normal.

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Sistema de Vida

O sistema de vida nesse jogo também bem diferente de qualquer outro Mario que você tenha jogado. Como disse antes, você controla o Yoshi e o tempo todo carrega o Baby Mario nas suas costas. Caso você receba um ataque inimigo, Baby Mario saí voando em uma bolha e uma contagem regressiva começa. Caso essa contagem chegue em zero e você não consiga recupera-lo... os capangas do Kamek pegam o Baby Mario e adeus uma vida. A contagem começa a partir de 10 segundos e vai diminuindo, mas é claro que durante as fases você pode conseguir estrelinhas (Já conto delas mais adiante) que aumentam esse contagem até 30 segundos.

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Mas apesar de todas essas habilidades do Yoshi é possível controlar o Baby Mario algumas vezes. Durante certas fases é possível encontrar aquela estrela clássica do Mario que te da invencibilidade temporária e a possibilidade de jogar com ele. Inclusive Baby Mario usa uma capa nas costas e saí correndo e até podendo subir paredes (Faz inveja a qualquer Sonic da vida! Hahahaha!)

Existem estrelinhas que aumentam o contador (que citei acima!). Elas são encontradas durante a fase e em diversos ocasiões. Vale lembrar que elas auxiliam também na sua pontuação quando termina a fase. Falando em pontuação... é possível encontrar em cada fase 5 flores e 20 moedas vermelhas. Todas elas estão escondidas e se você conseguir fazer 30 estrelinhas + 5 flores + 20 moedas vermelhas ao terminar a fase... você alcança a pontuação de 100%. Caso você consiga isso em todas as fases dos determinados mundos, você acaba ganhando 1 bônus para jogar quando quiser e uma fase especial. Notal são 6 bônus e 6 fases especiais que você pode abrir.

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A Dificuldade

Aparentemente SMW2 parece um jogo fácil... e é mesmo! Caso você quiser apenas passar as fases sem se preocupar com porcentagem e cia. As fases e mundos  apresentam uma dificuldade gradativa (são 6 mundos no total), mas nada que deixe você de cabelo em pé. Os chefes também não são de grande dificuldade. Resumindo... é fácil terminar SMW2. Agora a história muda caso você queira terminar ele com todas as fases 100%... aê sim você vai "suar a cueca" com esse jogo. Mas mesmo assim caso você esteja tendo dificuldade em fazer 100%... as fases bônus tem ajudam e explico.


Os Bônus

São vários tipos de desafios bônus durante o jogo. Você consegue eles ao final das fases acertando as florzinhas na roleta ou ainda achando uma chave secreta durante as fases, que possibilita você abrir uma porta escondida (na fase também!). Esses bônus te ajudam a conseguir itens como: estrelinhas , cascos, lupas para achar moedas vermelhas, nuvens que mostram lugares secretos, ganhar vidas e etc. Tudo isso que você ganha fica armazenado no seu inventário durante as fases. É só dar PAUSE e selecionar o item que desejar e usar. Isso facilita e MUITO caso você queira fazer o 100% nas fases.

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Por que jogar Yoshi´s Island hoje?

Essa é uma questão que queria muito escrever. No meu caso a escolha de jogar SMW2 foi por querer conhecer esse jogo de SNES, assim como faço com vários jogos desse console, mas para você amigo da Locadora Resident Ivo... vou dizer muito mais motivos. SMW2 é um jogo com mais de 20 anos e que não envelheceu de modo algum. Os gráficos são extremamente agradáveis e com essa pincelada de desenho em giz de cera o torna tudo mais sutil, inocente e mágico. Se você jogar sem pressa vai perceber detalhes extramente inusitados que vão te surpreender durante a jogatina. São coisinhas simples, mas que fazem o "level designer" dele incrível.

Se você tiver curiosidade, entra nesse site e confirir o mapa completo dos cenários e perceba como eles são legais.

Eu fico bobo em ver aquelas montanhas no fundo da fase e perceber que um simples desenho (que pode ser feito por uma criança de 5 anos!) se encaixa de forma sublime no jogo.

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Um detalhe que tenho na lembrança a mais de 20 anos... foi quando vi esse jogo e sua abertura pela primeira vez. A música da abertura é tocada por uma "caixinha de música" (Sim! Aquela para bebês dormirem! Entendeu? Baby Mario e Baby Luigi  ^^). Como sabemos isso?!! Quando ela acaba, você ouve alguém rodando ela de novo para começar a ser tocada. São detalhes pequenos como esse que percebemos o capricho por trás do desse game e fazem você querer joga-lo até o fim. Além do que vou citar abaixo (Continue lendo ^^!)


A  "Bendita" jogabilidade!

A jogabilidade de SMW2 é diferente do que jogar outro jogo do Mario, mas nem por isso é ruim. Todos nos sabemos o quanto é gostoso jogar com o Mario em seus jogos, mas quando descobrimos que vamos jogar com o Yoshi... aquela coçada na cabeça (de dúvida!) começa! E foi que aconteceu quando formos jogar SWM2 lá em 1995. MUITA gente fugiu do jogo percebendo que iria jogar com o Yoshi. Muitos achavam que foi um erro da Nintendo, mas ao meu ver não foi (E hoje percebo isso!). Na própria entrevista do Miyamoto sobre o desenvolvimento do jogo (Você confere aqui!), ele comenta essa ideia "das possibilidades em fazer algo com o Yoshi depois que terminou Super Mario World".

"After we finished Super Mario World, it looked to us like Yoshi had a lot of room to grow as a character, and we started thinking about making a game with him. It was all decided pretty quickly from there."


A Criatividade

Os 5 anos de produção de SMW2 deram a liberdade tranquila de testar ideias no jogo e ver quais se encaixavam melhor e incluir tudo que queriam. Você percebe esse grau de criatividade nas fases, que são diferentes dos jogos anteriores do Mario no Snes (que tem seu ponto criativo também! Antes que me chutem daqui!). Mas imagina a responsabilidade de fazer algo criativo em um jogo do Mario... que já é criativo?! Tem que ser muito bom mesmo! Um exemplo clássico é em um chefe que é um sapo gigante e após te engolir... você luta dentro do seu estomago.

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Jogo tem muitas referências. Olha esse! Alguma semelhança com Metroid? Uma homenagem?

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E quando você fica bêbado comendo aquelas nuvens envenenadas? É muito engraçado!

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Logo ali acima eu comentei da dificuldade. Se você quer só passar as fases... vai ser fácil, mas caso você queria fazer 100% é outro história. E acabei descobrindo que isso foi proposital de acordo com o Tezuka em sua entrevista (Confira entrevista completa aqui!)

"We chose this gameplay system because we wanted to make a game where you could play the same course again and again: beginners should be able to go for a simple clear, while more advanced players can go back and try and get 100%. The actual development took about 3 years. Probably the most difficult part, I think, was getting the distinct look of the graphics right. Actually there may have been more painful things, but now that the development is over and I’m more relaxed, I’ve conveniently forgotten all that."

A ideia era jogar as mesmas fases várias vezes e de acordo com sua envolução no jogo. Se você fosse novato iria passar a fase facilmente, mas quando você tivesse se tornando um jogador mais avançado... era possível voltar na fase e joga-la fazendo 100%... o que obviamente isso vai te trazer um desafio e tanto.  E digo isso com convicção porque fiz 100% em todas as fases e fiquei de "cabelo em pé" com algumas. O que parecia um jogo facilzinho se tornou um "BAITA" desafio. Primeiramente porque temos que passar as fases sem tomar danos (inclusive enfrentando os chefes!) e assim conseguir ficar com as 30 estrelinhas e ainda achar as 5 flores e 20 moedas vermelhas e fazer 100%.


Conclusão e Curiosidade

Então é isso pessoal! Fica aqui esse review sobre SWM2 >.< se alguém teve paciência de ler tudo hahaha! Gostaria muito que pudesse jogar esse incrível game! Se você não teve a oportunidade JOGUE que garanto que é diversão garantida e se você jogou... desafio a fazer 100% que também é diversão garantida.
Não deixa de comentar sobre esse jogo aqui nos comentários. Grande Abraço e até a próxima! 
E de bônus deixo algumas curiosidades sobre o game! Confira! 

  • Foi um dos jogos mais vendidos de SNES com mais de 4 milhões de cópias pelo mundo. Fonte Wikipedia.
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  • Por várias edições da Nintendo Power, pós o lançamento de SMW2, foi dado como brinde cartões especiais (sobre os chefes do jogo) que são lembrados até hoje como um dos melhores brindes cedidos pela revista.

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  • Também na divulgação do jogo a Nintendo distribuiu uma fita VHS aos assinantes da Nintendo Power chamada: - Yoshi's Island - A Magical Tour of Yoshi's Island. Um maluco no melhor estilo anos 90 apresenta o jogo. Veja abaixo e confira essa maluquice!

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  • SMW2 é um dos 7 únicos jogos a usar o chip Super FX 2. Os outros são: Comanche (cancelado)
    Doom, Elite (cancelado), FX Fighter (não lançado), Star Fox 2 (não lançado)
    e Winter Gold. 

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  • Os gráficos de SMW2 foram uma resposta de Shigeru Miyamoto em não gosta dos gráficos pré-renderizados de Donkey Kong.

 

  • Existem vários mangás com história do Yoshi e sua ilha.

 

  • Olhe esse comercial BIZARRO do gordão do jogo no EUA. Você acha isso passaria na TV hoje? Hahahaha!