Fala galera! Voltando e desta vez com um review de um clássico. Mas antes de começar a comentar sobre o jogo tenho que contar a minha história sobre como conheci esse game e tenho certeza que muitos aqui vão se identificar. Então! Bora lá!

“Minha História com Rival Turf”

A minha história começa obviamente como a de muitos por aqui: em uma locadora de videogames nos anos 90. A minha família sempre teve uma parte financeira modesta, e isso incluía não comprar jogos de SNES com muita frequência e só alugar um jogo no fim de semana na clássica locação: sábado + domingo = devolve na segunda-feira. Como muitos devem saber, alugar jogos aos sábados nas locadoras era uma tarefa difícil. Difícil porque se você não chegasse à locadora até as 10 horas (quando elas geralmente abriam!) a probabilidade de todos os jogos terem sido alugados às 10:05 era de 99,9%. Afinal, todos seus amigos, colegas, familiares, extraterrestres e quem mais gostasse de videogames já estavam amontoados em frente à locadora antes que ela abrisse as portas. O pior é que mesmo se você chegasse bem antes, lá pelas 9 horas e entrasse correndo para pegar o seu jogo do final de semana, existia outro fator que dificultava tudo: os espertos que alugavam os jogos na sexta-feira e só os devolviam na segunda (pagavam duas locações sexta + sábado e sábado + domingo), o que só piorava para quem quisesse ou só pudesse alugar aos sábados.

E num desses sábados em que fui à locadora e cheguei atrasado (o maldito despertador não tocou!), me deparei com o que era uma das maiores “dificuldades” da minha vida nessa idade maravilhosa. O que eu alugaria? Não tinha praticamente mais nada lá, todos os jogos mais legais de corrida, aventura, luta, tiro etc já estavam alugados e até mesmo aqueles jogos de esportes olímpicos que ninguém alugava estavam com a etiqueta – “ALUGADO”. Era um terror!

 

Mas existia uma peculiaridade boa nessa época, que vocês devem se lembrar. Diferente dos dias de hoje, onde todos têm informações facilmente sobre os jogos, suas características, produtoras, críticas, notas, dia do lançamento, quanto custou para ser produzido e etc, naquela época praticamente não ficávamos sabendo de nada (não existiam tantos meios de comunicação como hoje!) e isso acabava resultando na peculiaridade que citei: DE ALUGARMOS UM JOGO SÓ PELA CAPA NA LOCADORA sem nunca ter ouvido falar dele.  Vai dizer que você nunca alugou um jogo que não conhecia só por causa da capa? Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso nos anos 90!

E foi devido a essa peculiaridade que naquele dia, ninguém tinha alugado ainda um certo jogo chamado RIVAL TURF. Óbvio que ele só estava na prateleira ainda por causa da capa horrível (olhe na imagem ao lado para ver!) e essa é minha teoria até os dias atuais, mas cite outras teorias nos comentários se você tiver! Agora vamos ser sinceros: o que um garoto magricela com um casaco vermelho feio, junto de outro garoto com uma faixa na cabeça ao melhor estilo Sidney Magal e um prédio ao fundo teriam de interessante a oferecer? Um jogo dos BOY BAND? Não galera, para minha surpresa eu havia encontrado um bom game.

É pessoal, aluguei esse jogo com uma capa estranha e como diz o velho ditado: “Não julgue o livro pela capa!” Um game ao melhor estilo Final Fight que se tornou uma das minhas franquias prediletas de SNES e do qual tenho ótimas lembranças até hoje. 

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou a representação máxima do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do grau de perfeição do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássicoJAAAAAAAAAAAALECOOOO” que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide: existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. Além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, capas modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi diminuído e até alguns vilões foram removidos.

“Japão Vs Usa – 1992”

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou uma das representações máximas do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássico JAAAAAAAAAAAALECOOOO que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide assim – existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. A versão americana além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, as capas foram modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi  diminuído e até alguns vilões foram removidos. Nisso você já viu como ficaram as coisas da versão americana e japonesa. Mas tem mais!

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Rival Turf faz parte de uma trilogia que possui os nomes diferentes na versão americana, versão japonesa e até mesmo as edições seguintes americanas – veja: “Rival Turf” (Rushing Beat 1 em japonês), “Brawl Brothers” (Rushing Beat 2 em japonês) e “Peace Keepers” (Rushing Beat 3 Shura na versão japonesa). Nem preciso dizer que as versões americanas são inferiores às japonesas, então, se você tiver a oportunidade de jogar a versão oriental, recomendo muito. O meu game predileto da trilogia é o Rushing Beat 3  Shura, onde você tem opção de escolher cinco personagens diferentes, o game possui caminhos alternativos para escolher e uma ótima história. 

“História, Inimigos, Cenários, Modos e Cia”

Aqui vou seguir a história da versão americana. A namorada de Jack Flak foi raptada pela gangue Kings Street em Los Angeles. Jack convida seu amigo, o policial Oswald Oozie Nelson (olha o nome!) para resgatar sua namorada, além de socar e chutar toda gangue para fora da cidade, e ambos seguem para um estádio onde ficam sabendo de informações sobre o esconderijo da gangue. Nossos heróis lutarão e muito contra inimigos com diversas técnicas de lutas. Entre eles temos: punks, grandalhões, ninjas e tudo que se pode imaginar. O game possui seis estágios, várias sub-fases e um chefão no final em cada uma delas. Os cenários incluem na grande maioria áreas comuns da cidade como armazéns, praças, interiores de ônibus, ruas, prédios etc. Existem armas e itens pelo cenário como espadas, facas e tacos de basebol que te auxiliam na porrada, e os comandos são clássicos: um botão para pulo, um para soco, um para corrida e um para o especial. Além do modo tradicional, o jogo inclui o modo “Raiva”, onde os heróis ficam poderosos e imunes a qualquer ataque inimigo e o “Versus” ao melhor estilo Street Fighter.

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“Mais um pouco e a conclusão”


A jogabilidade do Rival Turf é boa e os controles respondem bem, jogadores que quiserem experimentar o título não terão maiores problemas com ele tanto por que o jogo é bem fácil e não exige muito dos controles. Tecnicamente o jogo é bem modesto: a trilha sonora não atrapalha mas passa batido e os efeitos sonoros são bem pobres, e graficamente o game fica abaixo ainda do padrão alcançado pela versão Final Fight de SNES que já não era lá grande coisa, mas o seu maior problema mesmo é que a modificação para a versão americana deixou o game bem capado. A história japonesa obviamente é melhor e mais séria, e além de na americana terem retirado as cenas de introdução, cortaram também os créditos e diminuíram o tamanho da animação final para ficar condizente com a história adaptada. Se quiser melhorar a experiência ao jogá-lo, prefira a versão japonesa.

Sua trágica capa que deveria ser motivo de críticas pesadas se tornou algo cult entre a galera gamer, que costumava dizer que o povo que queria vender o jogo não entendia muito de marketing.

O grande ponto positivo do jogo é justamente ser um Beat em’ Up: a cagada teria que ser muito grande para que um game deste gênero não seja divertido, e não foi o caso de Rival Turf. Dá pra se divertir por horas tanto sozinho quanto com os amigos, e esta segunda opção já não existe em Final Fight. Ponto para a Jaleco!

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Rival Turf é um bom jogo. Eu sei! Muitos vão dizer que Rival Turf passa longe de ser um Final Fight de arcade ou um Streets Of Rage, mas posso dizer que ele é uma boa surpresa até os dias de hoje, principalmente para quem vive buscando jogos desconhecidos de Super Nintendo. É um game bem ao estilo anos 90, com policiais bombados, herói com casaco de couro, inimigos punks, maloqueiros, motoqueiros, negão de jeans rosa, ninjas da Bahia e um chefão final que luta karatê. Mesmo que o jogo não seja um “supra-sumo” de briga de rua GARANTO que vocês vão ter ótimas horas de diversão e de risadas com os vilões desse jogo (preparem as gargalhadas!). 

Então é isso pessoal! Se alguém jogou ou não jogou e acabou jogando esse agora! Comente aqui o que achou dele!
Valeu por que leu até aqui! Grande Abraço. Valeuuuuuuuuuuuuu!! Ivo. 

“Curiosidades”

  • Mude o nome de qualquer personagem do jogo: – Jogue e faça um recorde, e na tela de high score escreva CHRCONF. Logo em seguida vai aparecer uma tela que permite mudar o nome dos personagens. Mude para SABAT ou NELSON >.<
  • Warp Zone: – Veja como lutar direto com o chefe da fase 4. Para o lance funcionar é preciso eliminar antes 30 inimigos. Isso você controla pelo número de carinhas que aparecem a direita de sua barra de energia. Chegando a primeira porta que encontrar no cenário da fase 4, pressione para cima. Uma tela muito estranha de Warp Zone vai aparecer e, logo depois, você vai dar de cara com o chefe da fase.