E chegamos ao “Minha Vida Gamer 5.0”. Para quem não leu ou não sabe o que é essa seção, ela registra da minha história gamer dividida por épocas. Caso você queira ler (vale a pena!!) é só conferir nos links abaixo.

Minha Vida Gamer 1.0
Minha Vida Gamer 2.0
Minha Vida Gamer 3.0
Minha Vida Gamer 4.0
Minha Vida Gamer 4.5

Mas voltando! Agora nessa parte 5.0 onde euzinho já não tinha mais videogames (3DO fálido e N64 roubado!) e nem dinheiro para comprar um novo. Então o negócio era se virar com o PC que tinha e que na verdade essa história com ele começa lá em meados de 1995 e onde vou começar comentar aqui. Bora lá!

Primeiro PC – A gente nunca esquece!

Era 1994 e os PCs eram os assuntos dos pais em relação ao futuro dos seus filhos. De cada 10 crianças 11 os pais mandavam para cursos de computação com a ideia de ser a “profissão do futuro”. E não foi diferente comigo, meu pai me mandou para uma escola de informática em 1995 chamada “Data Control” e lá aprender Word, Excel, Windows e Power Point. As aulas eram até legais e por um tempo esse curso foi aos sábados, mas tive que mudar de dia e horário e acabei indo fazer as terças e quintas às 20:00hrs. Era longe de casa, mas meu pai fazia questão de ir me buscar às 22:00hrs, quando terminava o curso. Fiquei

1 ano e meio nesse curso até finaliza-lo e digo que foi um boa experiência. Anos antes tinha feito um curso de Windows 3.11 e um escritório (improvisado!), mas ali não aprendi tanto como nesse curso da “Data Control”. Apesar de ter feito esses cursos me faltava o essencial – “TER UM COMPUTADOR” (que era absurdamente caro naquela época). Para minha felicidade meu pai acabou comprando um PC montado de um cara que morava no nosso prédio e que se chamava Pedro (ele era gente finíssima!).

E no final de 95 lá euzinho estava com meu Pentium 100mhz com 16MB de RAM, HD de 1 Giga e CD ROM de 2x. Era um PC absurdamente básico, mas que fez muita minha alegria. Eu fiquei com esse PC por uns 5 anos e no máximo troquei a HD que tinha queimado e coloquei mais RAM. Me lembro existia um sério problema no MODEM e a PLACA DE SOM desse PC. O modem e a placa de som eram embutidas em uma única placa e isso gerava um conflito com o Windows. Na hora que desligava o PC o Windows deixa de reconhecer o modem (só acha que tinha placa de som!) e quando o ligava tinhamos sempre instalar os drives do modem de novo. Era um sacoooo! Não esqueço o nome da placa até hoje e se chamava – “BOCA” e que gentilmente apelidei de “BOCA DO LIXO“. Nessa época eu só jogava joguinhos simples de PC como os dos do Windows, meu velho amava jogar cartas e especial o PACIÊNCIA e eu curtia muito jogar “COPAS” e aquele Pinball chamado “SPACE CADET“. Até que começaram a surgir os emuladores, jogos de PC e por último a internet.


Emuladores – Uma salvação temporária!

No final de 1996 conheci os primeiros emuladores e roms. Me lembro que as primeiras roms que começaram a aparecer em disquetes dos amigos foram as de NES e Master System. Nessa época eu ainda tinha videogames e vivia mais neles que no PC, mas sempre via meus amigos jogando emuladores de NES e Master System no PC. Isso durou até mais ou menos 1998 (quando me roubaram meu N64!) e fiquei sem videogame algum (contado aqui na “Minha Vida Gamer 4.5“). E a partir desse momento meu único meio de jogar algo em casa era via PC.

E nessa época também comecei a usar emuladores de Super Nintendo. Apesar de meu PC ser um Pentium 100mhz e que já era um PC velho para padrões de 1997/ 1998 eles rodavam relativamente bem e inclusive consegui instalar jogos de Arcade e Mega Drive. Jogos como: Alex Kidd in Miracle World, Top Gear, Captain Commando (Arcade), Final Fight, Mario 3 e Sonic supriam minha vontade de jogar os consoles daquela geração, já que não tinha nenhum. Joguei muita coisa de emuladores! Muta mesmo! Praticamente entupia minha HD de roms e ficava tardes jogando, mas isso não durou muito.

Playstation e Saturno na Cabeça!


É pessoal!! Eu sempre fui um cara antenado com games e não tinha jeito. A explosão do Playstation 1 e Saturno mexeu com todos e mesmo aqueles que tinham um PCzinho com emuladores não deixam de sonhar em ter um esses videogam (que era meu caso!). E essa época foi auge do 32 bits, era uma avalanche de grandes lançamentos como: Resident Evil, Chrono Cross, Final Fantasy 7, Winning Eleven, Ridge Racer, Soul Calibur, Street Fighter. King Of Fighters e tantos e tantos outros jogos. E por mais que pudesse jogar joguinhos no PC, esses grandes jogos e a vontade de joga-los não me deixavam em paz.

Como jogar? – A Salvação!

Então me vendo em volta de tantos lançamentos de games para PSX e Saturno o jeito foi recorrer aos amigos. Ainda bem que tive grandes amigos “gamísticos” durante a vida e especial os de infância. Graças a alguns pude desfrutar o máximo possível da geração 32 bits, mas obviamente com as limitações de jogar na casa deles. Afinal não tinha como você jogar um Final Fantasy 7 o dia inteiro na casa de um amigo, alias até tem, mas como só ia na casa deles nos fins de semanas a possibilidade de fechar um Final Fantasy 7 era impossível. Então o esquema era jogar “multiplayers” como de luta, corrida, tiros, beat ’em up e etc.

Esqueça locadoras!! Essa época foi o inicio do fim delas! Que dominava aqui eram as lojinhas de CDs piratas que vendiam jogos de PSX e Saturno por míseros 5,6 ou 10 reais. Praticamente víamos jogos novos todos os fins de semana e tinham tantos jogos que não conseguíamos ver todos (quando ia nos amigos!). Esses meus amigos chagavam a comprar 3 jogos por semana em uma “mistureba” de gêneros. Negócio ali era jogar o que pudesse e ponto final.

Os principais jogos dessa época que joguei foram: Street Fighter Vs Xmen, King of Fighters 97 e 98, Crash Team Racing, Rigde Racer, Mortal Kombat, Chocobo Racing, Soul Edge, Guardian Heroes, Toshinden, Dragon Ball GT, Nights, Sega Rally, Daytona Usa, Sonic R.

Felicidade – Não tendo os videogames?!

Apesar de não ter os videogames atuais, me sentia super contente em joga-los e nem que fosse um pouquinho. E sempre achei que mais o importante (pelo menos para mim!) que ter os videogames e jogos era conversar sobre eles e compartilhar as experiência (coisas que dificilmente acontece hoje! Só querem famosidade, curtidas e serem donos das opiniões. Pronto falei!). Eu não tinha Playstation e nem Saturno, mas se você viesse conversar comigo sobre qualquer jogo… lá estava euzinho pronto para papear sobre eles. Alguns até achavam que eu tinha todos os videogames por estar tão por dentro do assunto e quando falava que não tinha nenhum… todos ficavam surpresos.

Época da “mistureba” – E a chegada da internet

Não foi só de videogames que tomavam meu tempo nessa época. Junto surgiu interesse por animes e dos meus amigos também. Então fim de semana era uma “mistureba” de conversas de games, animes, filmes, revistas e tudo que você possa imaginar sobre esse mundo “Geek”. Alias nem chamávamos isso de mundo “Geek”… negócio nem tinha nome na verdade. Os primeiros animes que conheci obviamente foram pela Manchete e SBT com os clássicos: Cavaleiros do Zodíaco, Shurato, Samurai Warriors, U.S Mangá e Yuyu Hakusho, Street Fighter Victory, Rayearth, Fly e Dragon Ball. Mas além de toda essa explosão de coisas algo surgiu definitivamente em todos os lares nessa época – A INTERNET.

Internet Lenta – Chegou


Eu já tinha visto a internet no PC de um amigo e me maravilhado em acessar páginas e bate papos da UOL e não deu muito tempo e fui lá e instalei internet em casa. Eu e meu pai assinamos internet em de uma empresa chamada “BSNET” (Baixada Santista Net) que obviamente era uma assinatura para acesso a internet limitada e via linha telefônica. Tudo foi instalado direitinho e o primeiro site que visitei na vida (no meu PC!) foi o da Nintendo hahahahaha XD. Era uma lentidão absurda para acessar as páginas, mas esperava o que tempo que fosse preciso e no final ficava lá todo felizão vendo os sites. hahahahaha XD.

Desse momento para frente foi a evolução como todos nos sabemos – emails, bate papos, baixar fotos, mp3s, ICQ, programas e cia. Foi uma época bem legal, mesmo meu modem sendo de 16 kbs o que era uma lentidão horrorosa, euzinho baixava as coisas (demorando 3 dias!) com aquele programa gerenciador de downloads chamado “Get Right“.

Joguinhos de PC

Mesmo com o PC lerdinho resolvi jogar alguns joguinhos que vinham em CD. Alias aluguei até alguns lá na locadora perto de casa e entre essas locações estava o meu primeiro jogo de PC que realmente joguei e fechei – Full Throttle. Um jogaço ao melhor estilo “point and click” com o simpático BEN como protagonista. Depois desse veio outros jogos como Daytona USA, Men in Black, Star Wars Rebel Assault.

Também nesse época acabei comprando algumas revistas de PC clássicas como: CD EXPERT e CD ROM. Sempre vinha demos de jogos e instalava eles para jogar. Nisso joguei: Diablo, Pandemonium, Alone in The Dark entre outros. Eu nem olhava essa revista na verdade… só queria saber dos jogos no CD =)

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Muitos e muitos Anos depois

E foi assim que fiquei por muito e muito tempo pessoal e indo na casa de amigos e jogando alguns jogos no PC. Em alguns momentos esporádicos peguei alguns videogames emprestados como PSX e Saturno, quando o pessoal só queria saber de Playstation 2 e Dreamcast lá em meados de 2000, mas nunca foi a mesma coisa que ter seu próprio videogame no seu quarto. Isso de não ter videogame terminou somente em 2006 quando comprei meu Xbox 360 naquela outra febre dos jogos Xbox 360 piratas, mas isso é assunto para outro Minha Vida Gamer e bem mais para frente.

Mas no final de tudo isso que passei (não ter certos videogames) ficou um grande lição. A vida sempre vai lhe colocar algum obstáculo, mas o importante é você seguir em frente e fazer o que ama honestamente e mesmo que tenha limitações. Eu amo videogames e um grande hobby meu que vou levar para o resto da vida, mas é claro que nem tudo vai ser como no passado devido ao tempo, família, filhos, casa, esposa, dinheiro e tudo mais… mas não deixe de ser divertir com que ama. Não importa se é 2 minutos ou 1 hora… o importante é você tem se divertir com que ama. E ainda melhor se você compartilhar tudo isso! É o que faço, tento trazer um papo, uma conversa sadia, brincadeira o que for de bom … não fique com muitos hoje! Que reclamam que não tem tempo, não conversam sadiamente, vivem sendo “haters” de tudo.Tempo passa MUITO rápido e podemos perder tempo com essas chatices!

Saudades 

Antes de terminar o “Minha Vida Gamer 5.0” gostaria de prestar uma singela homenagem. Nesse período entre 2000 e 2008 acabei perdendo meu pai e irmão. Meu pai e minha mãe são os me ajudaram a gostar de videogames (diretamente ou indiretamente!).Eu era muito pivete e não tive a oportunidade de perguntar ao meu pai se ele gostava de me ver jogando videogame, mas algo no meu coração diz que SIM e sempre SIM sobre isso. No final ele e minha mãe que me deram todos os videogames que escrevi até agora nessa seção – “Minha Vida Gamer“. Eu sempre digo que no dia que for pai… se for METADE do que meu pai e minha mãe são/representam para mim eu estarei feliz nessa vida! Minha paixão por games é eterna, mas minha paixão por esses dois e meu irmão vai além da eternidade, vai além de tudo (o mesmo com minha esposa!). Já meu irmão e eu não tivemos a oportunidade de sermos mais próximos, eramos com idades diferentes e gostos diferentes. Os poucos momentos que tivemos juntos de verdade foram com videogames ou com nossos pais, mas os que mais lembro é parte dos videogames – Double Dragon de Master System, Alex Kidd Miracle World, Cabal, Street Fighter, Tartarugas Ninjas (quando você alugou de SNES!). Lembro disso e vou levar pelo resto da minha vida. Espero um dia encontrar vocês dois (pai e irmão!) e sentarmos para jogarmos uma bela partida de videogame e matarmos toda a saudade. Obrigado por vocês estarem na minha vida… mesmo que tenha sido tão rápido! Amo vocês! Onde estiverem! E me desculpem qualquer coisa! Amo vocês! Sempre!

Bom é isso pessoal! Aqui fechamos “Minha Vida Gamer 5.0”. Demorou, mas fico muito contente e deixar registrado toda essa minha história. Era algo que queria fazer a muito tempo. E se você acompanhou tudo isso aqui, muito obrigado mesmo (de coração!) Grande Abraço. Ivo.