E lá vamos nós para segunda parte e final da minha história com Final Fantasy 7. E agora que propriamente começo a falar dele de vez. Como conheci, como sobrevive sem joga-lo, como tudo que envolvia ele naquela época e chegou a minha pessoa. Então bora lá pessoal.

 


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

Depois de descobrir os RPGs no Super Nintendo, ter terminado Super Mario RPG, jogado Final Fantasy 6 e ficar encalhado devido ao meu inglês… o fim da era Super Nintendo tinha chegando de algum modo. As revistas se empenhavam em falar da nova geração de consoles como: 3DO, Saturno, Playstation e N64. As locadoras já começavam a mostrar esses consoles (R$ 2 reais e jogue trinta minutos!) em uma dessas ida a locadora acabei vendo um 3DO. Sim, acabei comprando ele e me decepcionando (você pode ler a minha história com o 3DO aqui!) e depois de 1 ano ele acabou “falindo“. Logo após isso acabei comprando um N64 que era fantástico, mas infelizmente foi roubado (você poder essa história aqui também) e no final fiquei sem videogames.

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FINAL FANTASY 7 NO N64?

Mas uma parte interessante e uma das razões de ter comprado N64 (além de Mario 64 é óbvio!) é que tem relação com Final Fantasy (e que pouca gente sabe!). Eu tinha um amigo que comprava revistas importadas de games e uma delas era justamente a “Game Fan“. Essa era uma “baita revista” e repleta de informações sobre games que geralmente não existiam  nas revistas nacionais da época (ou demorava para aparecer!). E em uma dessas (edição nº 10 – foto ao lado) revistas tinha nada menos que uma reportagem exclusiva sobre o novo “Final Fantasy para Nintendo 64″. Se eu já estava maluco com Mario 64 imagina vendo essa notícia? Isso me deixou ainda mais empolgado para compra-lo. Só que nessa época eu tinha um serio (como maioria dos adolescentes) problema de me informar só de “um lado” (só ver Nintendo ou Sega por exemplo) e com isso não via nada sobre o Playstation.

Essa edição ao lado com a capa do “Vectroman” é a que possuía a reportagens sobre o FF6 de N64 que você pode ver abaixo. Se alguém tiver curiosidade tem vários scans dessa revista na internet e um das coisas é perceber como o “marketing” das empresas de jogos era intenso nessas revistas, algo que infelizmente não acontece muito hoje a não ser por trailers e demos.

 

A verdade é que esse projeto do Final Fantasy no N64 nunca aconteceu, devido a problemas entre a Nintendo e Square (sistema em cartucho e seu espaço, desentendimento internos das empresas e cia), essa era um demo de demonstração de gráficos de FF6 no N64. E nessa confusão entre Nintendo e Square… obviamente a Sony se aproveitou e ofereceu seu console para a próxima versão de Final Fantasy e o resultado foi nada menos que o sucesso absoluto chamado Final Fantasy 7.


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

E nessa época sem 3DO e muito menos N64 o negócio era jogar na casa dos amigos (sim eu tinha muitos amigos! Hahahaha!) e numa dessas ida acabei conhecendo FF7. Um amigo que era viciado em RPGs e tinha acabado de comprar PS1 e junto comprou FF7.  Se a gente já ficava maluco com jogos em CD… imagina um jogo com 3 CDs? Bom, esse era o FF7! Ele vinha com 3 CDs e horas e mais horas de jogatina. Me lembro que as vezes ia na casa ia amigo e ficava vendo ele jogar FF7. Depois disso foi um explosão de pessoas jogando FF… e era gente jogando o game em japonês, em inglês, em CDs que eram “bixados” (mal gravados dos piratas!), CDs onde os CGs eram cortados e tudo mais. Não importava! Todos estavam jogando esse game.

Não tinha como não se arrepiar com FF7. Ao mesmo tempo que os anos tinham se passado desde o lançamento dos consoles 8 bits e 16 bits, os anos haviam passados também aos jogadores (eles cresceram!). Então era mais do que óbvio que a entrada de algo “mais adulto” era necessário nesse meio e FF7 e PS1 e atacaram em cheio isso. Com personagens carismáticos, gráficos impressionantes, músicas fantásticas, roteiro mais complexo, mortes de personagens principais, CGs espetaculares para época… o game caiu no gosto desse público “mais adulto” e que cresceu  jogando videogame. Isso foi tão evidente que a Sony começou a tentar trazer isso de “adolescente + adultos” aos seus jogos e fugindo um pouco daquela temática mais infantil como a Nintendo fazia. Com isso FF7 virou um febre mundial e impulsionou as vendas do Play 1 e da franquia FF para os jogos seguintes. Em apenas três dias o jogo já havia vendido 2,3 milhões de cópias (só no Japão) e vale lembrar que essa época não existia praticamente internet e era tudo “boca a boca“.  No total foram mais de 11 milhões de cópias vendidas incluindo o lançamento para PC também e outra plataformas como Steam e cia.


A BENDITA GAMERS BOOK Nº1

Em 1997  também foi lançando talvez uma das revistas de games de videogame mais lembradas o Brasil até hoje – a famosa Gamer Book Nº1. Era uma revista diferente de tudo que tinha sido lançado antes no Brasil até aquele momento. Ela continha mais de 100 páginas e todos os detalhes, dicas, detonado, estratégias de Final Fantasy 7. Quem viveu naquela época sabe que os detonados eram bem curtinhos nas revistas de videogames, justamente porque tinham que dividir as páginas com lançamentos, notícias e tudo mais. Esse não foi o caso da Gamers Book Nº1 que era um deleite para os apaixonados por FF7 e até mesmo aqueles que ainda não tinha jogado. Como minha situação financeira naquela época era complicada, essa foi outra revista que não pude ter e fiquei somente curtindo ela através de amigos. Hoje ela é um item raríssimo de achar em qualquer lugar e quem vende coloca preços absurdos na sua venda.

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O TEMPO PASSOU e AGORA?

O tempo foi passando pessoal e infelizmente e fui deixando FF7 para trás e mesmo na época de emuladores acabei não querendo joga-lo. Talvez por ser um daqueles pecados gamísticos que a gente prefere não lembrar (ou lembra com um carinho escondido!) e se conforma sabendo  que não é possível jogar todos os games  que você quis em 1 vida (eu precisaria de umas sete para jogar tudo!).  Mas as eventualidades do mundo gamer acabou trazendo ele a tona novamente com o lançamento do seu Remake. E agora tenho certeza que vou poder joga-lo com todo o carinho que não tive lá no passado. Pode parecer besteira para alguns, para outros já uma forma de lembra os anos incríveis de 1997 e 1998 e que na minha sincera opinião é considerado o “ano do videogame“.  Então ficou por aqui, mas pode deixar que vou comentar aqui no blog sobre meu relato jogando FF7 Remake com certeza.

Mas e você? Tem alguma alguma história com final Final Fantasy?
Se chegou até aqui não deixa de escrever aqui nos comentários sobre ela.
E obrigado por lido até aqui!
Grande Abraço. Ivo.