Minha MEGA história com MEGA MAN


Quem me conhece sabe como sou fã do "Blue Bomber" da Capcom ou, como todos conhecem, Mega Man. Já são mais de 30 anos conhecendo esse simpático personagem e suas aventuras, mas por trás desse carinho e jogos que me acompanham todo esse tempo... existe a história de como conheci Mega Man e como inicialmente não chegava nem a passar metade de uma fase nos jogos dele. Então, bora lá contar a Minha MEGA história com MEGA MAN.

Os Anos 90 e a Locadora Eletrônica (High Tech Eletrônica)


..Nintendo 8 Bits

Antes de começar falando do Mega Man tenho que voltar exatamente para os anos entre 1989-1990. Eu morava lá em Santos e tinha exatamente 8 anos. Nessa época meu irmão tinha ganhado um Nintendinho 8 bits dos meus pais, que compraram de um muambeiro do Paraguai e que por vezes passava no meu prédio vendendo seus produtos em uma sacola gigante. Meu irmão tinha 12 anos (4 anos mais velho que euz!) e estava engajado em videogames daquela época como o Atari, Odyssey e Nintendinho. Mas o Nintendinho, como todos nós sabemos, era outro patamar em relação aos jogos de Atari e cia e isso fez com que ele ficasse alucinado pelo console e começar a alugar jogos.

Existiam várias locadoras perto de onde morávamos, mas a principal naquela época era um locadora (que não era bem uma locadora e você vai entender!) chamada "Eletrônica" (André amigo meu acabou de atualizar a informação - ela se chamava "HIGH TECH Eletrônica" - ele alugava jogos lá também). Sim, na verdade era um loja de manutenção de TVs, rádios e outros aparelhos eletrônicos, mas o dono resolveu de algum modo investir em jogos para locação e principalmente os de Nintendo 8 bits. A locação era algo bem precário, não existiam prateleiras com os jogos para você olhar, capas ou qualquer outra coisa... era uma lista de jogos escrita à mão grudada com durex na parede e com os nomes dos jogos e um número do lado. Exemplo - Super Mario 3 - nº1,  Tartaruga Ninja 2 - Nº2, Simpsons - Nº 3 e assim por diante.

Onde ficava a Locadora "Eletrônica"

Você simplesmente olhava o nome e falava o número para o dono ir buscar os jogos lá no fundo da loja. E vou dizer que os jogos de Nintendo lá eram todos PIRATAS, com destaque para a capa bizarra de Tartarugas Ninjas 2 e tantos outros jogos. E foi assim que meu irmão acabou conhecendo vários jogos como Tartarugas Ninjas 2, Bart Vs Space Mutants, Super Mario Bros 3 etc. E numa dessas buscas por jogos meu irmão acabou pegando um jogo que estava "bombando" em revistas de games (sim eles compravam revistas de videogame!) chamado Mega Man.

Cartucho de Megaman 3


As Lendas dos Garotos do NES


Existia uma mística sobre os jogos do Mega Man naquela época e isso ocorria em qualquer rodinha de conversa gamer da minha cidade: - "Megaman é um jogo super difícil e somente os mais habilidosos conseguem terminar!". Era assim mesmo que a conversa começava! Como Battletoads e outros, os gamers que terminavam esses jogos realmente eram considerados os "feras". Em uma época onde você podia mandar sua pontuação para aparecer nas revistas, ter seu nome em primeiro lugar na pontuação de jogos, terminar jogos difíceis era algo que fazia a imaginação dessas crianças voar em ser reconhecido no bairro ou cidade, ser o "chefe" do grupo de amigos, ter acesso aos jogos lançamentos primeiro na locadora, ser convocado para uma batalha espacial igual ao filme "Starfighter"... Esses eram os sonhos dos garotos gamers daquela época.

.Ser o 'Maioral do Games"

Só que terminar certos jogos era como uma lenda urbana. Simplesmente todos ouviam e falavam que alguém terminou determinado jogo, mas ninguém conhecia ou o apresentava pessoalmente. Ouvi várias história de "amigo-primo-do-tio" que conseguiu terminar Battletoads ou "ciclano-tio-vizinho-primo" que chegou no final de Contra e assim por diante. E com Mega Man não era diferente! Meu irmão alugou Megaman 3 e me recordo que ele tentou de todas as maneiras terminar ou chegar longe no jogo. Até fiquei impressionado onde ele conseguiu chegar, mas me lembro que a fase do Snake Man o fez desistir do game (não sabíamos a tática de usar as armas certas para matar os chefes!).

Mais próximo do meu irmão


E essa é a lembrança mais antiga de Mega Man que tenho até hoje: - "A fase do Snake Man em Megaman 3 com meu irmão jogando".

.Fase do Snake Man em Mega Man 3

Nas conversas com os amigos gamers!


E claro que nas conversas com os amigos gamers o meu irmão comentava com orgulho que tinha passado algumas fases do Mega Man, mas infelizmente não conseguiu passar a fase do Snake Man. Todos a sua volta ficaram impressionados. 

Amigos na rua conversando sobre games!

Sabendo disso e essa fama que Mega Man dava aos jogadores, acabei alugando algumas vezes o game, mas  em nenhuma das vezes em que joguei fui longe ou tão longe como meu irmão. Mesmo assim o personagem azul me encantava de algum modo. Vê-lo em capas de revistas, o Rush, Dr. Willy e ficar imaginando como era o final do game... alimentava minha imaginação. Eu até ganhei dos meus pais algumas revistas com o Mega Man na capa. Eram elas a Videogame Nº 2 e  a CineVideo Guia Games. Se tinha algo que meus pais sabiam naquela época era o que eu gostava. Eu não precisava falar nada, eles sabiam pelo meu olhar o que gostava porque quando o assunto era Mega Man meus olhos brilhavam.

 

Revista Videogame Nº 2 - Capa Mega Man

 

Cine Video - GuiaGames

Os anos foram passando e Mega Man continuava em evidência. Megaman 4, 5 e 6 "bombavam" nas locadoras e a mística de que quem conseguia fechá-lo se tornava o "maioral dos games" só aumentava. Nesse tempo ganhei um Master System e um Super Nintendo e, de algum modo, o assunto Mega Man ficou meio de lado em um cantinho só esperando voltar.

E de repente Mega Man volta! 


Os anos passaram, quando de repente chego em uma banca e vejo uma  revista Ação Games falando sobre um "novo Megaman" e que se chamava "Mega Man X". E para quem sabe a série X é uma vertente que se passa em um "futuro mais futuro" que o Mega Man clássico. Comprei a revista e me liguei na notícia, mas acabei deixando o jogo de lado, novamente por algum motivo que não lembro, mas algo aconteceu logo em seguida.

Ação Games com Mega Man X na Capa

Só que foi aí que a história começa a mudar complemente. Era 1995 e lá estava euzinho com jogos de Super Nintendo na minha casa e por algum motivo que não lembro peguei emprestado com um amigo o Mega Man 7. Sim, o Mega Man clássico tinha sido lançado para Super Nintendo no ano de 1995 e eu não sabia. Era um cartuchinho pirata, mas com uma capa super simpática. E passando por cima de todas as minhas ideias sobre os Mega Man anteriores, acabei indo jogar e dar uma nova chance ao jogo do azulzinho da Capcom. E nisso a minha história com Mega Man mudou COMPLETAMENTE.

Ivo jogando Mega Man em 1995

Mega Man e Megaman 7 no meu coração!


Megaman 7

Lá estava euzinho ligando o Mega Man 7 no Snes e indo jogar. O impacto de ver aquilo encheu meus olhos. Os gráficos eram diferentes dos de NES, mais coloridos, mais bonitos, com abertura e músicas sensacionais. Me lembro que meus pais estavam saindo para passear, meu irmão também tinha saído e eu fiquei em casa sozinho jogando Mega Man 7. E foi impressionante! Quando percebi já tinha passado horas e meus pais estavam abrindo a porta e estavam de volta. Eu tinha ficado apaixonado por esse novo Mega Man.

De alguma forma tive que reaprender a jogar Mega Man (estava enferrujado em jogos do MM!), mas a experiência em outros jogos e anos de games depois da versão NES (que joguei com meu irmão!) me ajudou muito. Finalmente havia aprendido os esquemas e como usar as armas certas nos chefes. Foi na tentativa e erro mesmo, mas agora havia entendido por que não passava de certos chefes na versão de NES. Cada chefe que você derrotava, ganhava uma arma que era utilizada para derrotar outro chefe... e nessa hora minha "mente tinha explodido". Aqueles Mega Man´s de NES eram difíceis (mais difíceis ainda!) porque justamente não sabíamos disso (eu, meu irmão e amigos!). Você pode achar que isso é besteira hoje, mas naquela época as informações eram coisas raras, ter revistas de games também e além de tudo eu morava em um cidade pequena do litoral de São Paulo... e lá era um dos últimos locais em que as informações de games chegavam.

Mas continuando a jogar, com o tempo fui descobrindo mais coisas. O "E-Tanks" que enchem sua vida em horas de aperto, a "Dash" do Mega Man, as aparições do Proto Man e como ganhar seu escudo, a lojinha de vendas de itens, o "Rush Jet", o "Rush Jump" e por último a armadura do "Rush" chamada "Rush Jet Adaptor"

Eu não tinha ideia do que eram aquelas letrinhas nas fases, mas de algum modo sabia que tinha que formar a palavra "RUSH" para ganhar algo. Eu consegui 3 delas, mas a última era a mais difícil e fiquei um bom tempo procurando. O jogo era todo em japonês e isso dificultava qualquer dica que eles pudessem dar. Acabei até achando o "Beat", que é um passarinho que te ajuda caso caia em algum buraco. Foi outra descoberta sensacional porque você interagia com o cenário... você tinha que usar a  arma de fogo em um árvore para queimá-la e descobrir uma escada que levava até ele. E depois de muita procura... lá estava euzinho com a "Rush Jet Adaptor"

A cada segredo descoberto em Mega Man 7 o jogo se tornava mais fantástico para mim. Os chefes eram todos simpáticos. Cada um com uma característica própria e marcante que fazia total sentido na época. E assim, Mega Man 7 me cativou absurdamente a ponto de finalmente fazer terminar meu primeiro jogo do Mega Man. Eu não vou "destrinchar" Mega Man 7 e suas qualidades (e defeitos também!) porque logo em seguida a esse post, quero fazer um review levantando tudo desse game. Para muitos ele passou despercebido justamente porque o Mega Man X foi lançado antes e isso o ofuscou um pouco, mas Mega Man 7 tem seus méritos e você percebe que foi um jogo feito com total carinho por sua equipe (isso fica para o review em breve!).
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Mega Man no SBT na mesma época


E, para me deixar ainda mais maluco, nessa mesma época que eu jogava o Mega Man 7 o desenho dele estreava no SBT aos sábados. Não tinha como não ficar empolgado! Tudo bem que o desenho era americano e não tinha a qualidade de um Street Fighter Victory, mas quem se importava com isso em 1995? Não tem como esquecer a música daquela abertura, né!? 

Voltando a todos os jogos do Mega Man´s


Mega Man 7 foi o impulso que me faltava para redescobrir todos os jogos da série. Desde aquele momento eu comecei a jogar os outros Mega Man´s (principalmente em emuladores!) e, ao mesmo tempo, conhecendo a sua comunidade apaixonada pelo game, entendo por que ele fazia tanto sucesso, descobrindo os criadores por trás da série e gostando cada vez mais do azulzinho da Capcom. Com o tempo a série clássica ficou esquecida e a sequências de Mega Man X foram sendo lançadas, o que no final totalizou 8 jogos (X1,X2,X3,X4,X5,X6,X7 e X8). Por anos (até 2018 na verdade!) eu tinha jogado somente o X1, X2 e X3 do Super Nintendo e os demais ficaram esquecidos. A razão para isso é porque não tive Ps1 e Ps2 no qual foram lançados e só vim a jogar fortemente na coletânea Mega Man X Legacy lançada em 2018 para Ps4. Mas isso fez reacender ainda mais minha paixão por Mega Man que estava até apagadinha nos últimos anos. Inclusive em 2018 foi lançado Megaman 11, que curti muito também.

Conclusão na Buster


É impressionante como Mega Man conseguiu sempre reacender a minha "chama de gamer" durante todos esses anos. Às vezes ele fica aparentemente esquecido, mas de uma hora para outra algo surge e essa "chama" reacende brutalmente dentro de mim. Foi da época do NES até seu primeiro lançamento no SNES, depois nos emuladores revivendo os clássicos de NES, a falta dele no Ps1 e PS2 e voltando na coletânea no Ps4 e assim conhecendo a fundo a série X. E claro que tem muito da minha memória afetiva com Mega Man nesse texto (afinal é minha história com ele, DAW!), mas é impossível não dizer que o jogo continua divertido de jogar até os dias hoje. Não importa se é para quem conhecia ou quem está conhecendo agora... o importante é que  ele continua divertido. Eu ainda tenho que me aventurar na série Zero e NT, mas pelo que vi e li ela vai me surpreender com certeza. Será que ela vai acender ainda mais minha paixão por esse game? Que por sinal já está acessa devido a Mega Man X4 que amei jogar nessa pandemia chata. Tenho certeza que voltarei aqui para falar mais do azulzinho da Capcom.

Então é isso, pessoal! Foi super divertido relembrar de certas histórias e detalhes do Mega Man fazendo esse texto e, se você chegou até aqui lendo, muito obrigado. Grande Abraço! Ivo.

Minha coleção através dos anos


Através dos anos eu tenho colecionado os jogos do Mega Man. Os preços infelizmente deles são absurdos, então tento ao máximo conseguir coisas boas por preços baratos, mas mesmo assim as vezes é difícil. Mas lá são vão mais de 20 anos tentando ter os jogos da série. Abaixo algumas fotos da minha coleção.


 

 


Ghost Of Tsushima - Um Samurai com Câmera Fotográfica (2)


Continuando a saga do Ghost Of Tsushima - Samurai com Câmera Fotográfica (2). E desta vez venho falar que terminei o jogo e salvei totalmente Tsushima (platinado). É um game com um visual incrível mesmo e digno de estar entre os melhores jogos de samurais feitos.  Abaixo mais fotos que tirei deste game.


A História do 3DO - Versão 2.0


A História do 3DO e o seu começo!

Quem sempre esteve envolvido no mundo dos games sabe que houve muitos momentos de transição de consoles na história. Seja pela mudança ocasionada por tecnologias novas, como a saída de cartuchos e entrada de CDs/DVDs/Blu-Rays e tantos outros fatores. E foi justamente nessa contagem de novas tecnologias e da mudança de cartuchos para CDs que existiu um console pouco conhecido, mas que possui uma parcela de importância nessas transições de gerações e o seu nome é 3DO.

 

O principal nome por trás do 3DO é Trip Hawkins, que tem uma trajetória de respeito, incluindo uma passagem pela Apple. Nos videogames, a história de Hawkins começou em 1982, com a fundação da Electronic Arts, uma das maiores produtoras de jogos de todos os tempos com jogos como: Fifa, The Sims, Need For Speed, Madden NFL, Battefield e tantos outros. Mas lá nos anos 90 a EA tinha sérios problemas com as taxas abusivas da Nintendo e da Sega para criação e lançamentos  dos seus jogos para os sistemas Mega Drive e Super Nintendo. Hawkins não concordava de modo algum com os valores e obrigações impostos para os lançamentos de seus jogos e valores dos kits de desenvolvimento dos mesmos.

Esse conflito gerou até o abandono da EA em produzir jogos para Super Nintendo e o rompimento com a Nintendo Já com a Sega quase aconteceu o mesmo, mas algo diferente tinha surgido. Em certo momento Trip Hawkins e sua equipe fizeram engenharia inversa no Mega Drive e assim conseguiram entender seu funcionamento, a fim de não utilizar os kits de desenvolvimento (que eram caros!) para produzir seus jogos. Com esse conhecimento em mente eles foram até a Sega e relataram a descoberta e, caso eles não melhorassem seus contratos e valores... iriam divulgar os conhecimentos da engenharia reversa para outras produtoras. Isso ocasionaria milhões em prejuízo à Sega, porque obviamente não iria mais vender kits de desenvolvimento para as produtoras. Isso gerou uma batalha entre EA e Sega, mas no final  a Sega não teve outra alternativa senão concordar com Trip Hawkins e aceitar suas exigências. Com as exigências aceitas e melhora de contratos a EA faturou milhões para seus cofres e assim a empresa cresceu virtuosamente como umas das principais produtoras de games do mundo.

Mas mesmo com a melhora dos contratos, dinheiro e lançamentos exclusivos, Trip Hawkins não pararia por ali. Em 1991 ele criaria a "The 3DO Company". E o que seria a "The 3DO Company"? A ideia era lançar um console que fosse um centro de entretenimento doméstico e que tivesse todos os atributos multimídia importantes e novos da época: CD PLAYER, TVs, VIDEOGAME e ainda, sendo o primeiro console 32 bits. Algo que não era preenchido por nenhuma empresa na época. E isso não pararia por aê! O que você vê hoje em Xbox e Playstation como uma central de entretenimento com filmes, músicas, redes sociais e cia...a ideia começou no 3DO.

"Estava preocupado que a Nintendo e a Sega tomariam medidas
para dificultar que a EA tivesse liberdade no futuro. A Sony
ainda não tinha entrado no mercado de consoles, e o PC estava
completamente morto como plataforma de jogos na época. Concluí
que era hora de a EA ter uma participação mais ativa no lado das
plataformas – talvez não no mesmo nível da Microsoft ou Sega,
mas de alguma forma que pudéssemos direcionar a expansão de
mercado e a liberdade de publicação de jogos”, comenta no livro
Gamers at Work: Stories Behind the Games People Play."

A ideia era utilizar a mesma estratégia da JVC (no caso, com a invenção do videocassete), vendendo a licença desta tecnologia para que outras empresas pudessem fabricar o 3DO. E para atrair as desenvolvedoras de games para o novo console e a fim de dar um "tapa na cara" das rivais Sega e Nintendo a "The 3DO Company" oferecia o seguinte: - cobrava royalties de apenas míseros três dólares por jogo (para vocês terem uma ideia, Sega e Nintendo cobravam até US$20 por jogo). Tudo isso resultou em boas perspectivas para o novo console,  que logo teve a Panasonic como primeira compradora da licença para fabricar o 3DO e em seguida vieram empresas como a GoldStar, Samsung, Sanyo e cia.


“Pensei que a indústria precisava de um console para avançar com gráficos 3D, mídia de disco óptico e capacidade de rede. Ninguém estava fazendo nada, então parecia que havia uma lacuna”, diz ao site Gamasutra. “No mercado de consoles havia essas máquinas que usavam cartuchos muito caros, tinham pouca capacidade, realmente não podiam fazer muito e eram também obstruídas com modelos de negócios bastante rigorosos. Então parecia uma boa hora para tentar e fazer algo assim”, completa à revista inglesa Edge #38

Tudo estava praticamente bem na ideia do 3DO. Um videogame novo, com tecnologias novas, uma central de entretenimento em casa, baixo royalties para produtoras produzirem jogos, implementação de CD e empresas prontas para fabricá-lo. Tudo estava tão certo que a notícia se espalhou rapidamente em várias mídias especializadas, se tornando o assunto do momento e sempre intitulado como: "o novo videogame de 32 bits".
Então o que poderia dar errado com o 3DO?


O início do que deu errado!

Quem conhece o 3DO vai falar que o principal fator de ter dado errado era o seu alto preço e isso não deixa de ser verdade, mas existiram outros fatores pouco conhecidos que também ajudaram no derradeiro destino do 3DO. Um deles começa em  7 de janeiro de 1993 na "Winter CES".

Nessa feira foi organizada uma conferência de imprensa sobre o 3DO com 265 convidados. Ela ficou tão lotada que vários convidados foram obrigados a ir a uma sala ao lado para transmissão em vídeo. Ali foi mostrado o modelo 3DO Panasonic Fz-1 com o preço de $700 e o comentário de que ele era 50 vezes mais poderoso e realista que qualquer outro produto disponível no mercado (guarde essa informação!). Nessa conferência também apareceram pequenos trechos de filmes e um game de simulação de voo bem realista (que nunca foi lançado!). Após essa conferência ocorreu uma overdose de notícias em jornais, revistas, programas de TV falando do 3DO e causando muita euforia.

No decorrer dos meses outros eventos anunciaram mais novidades do 3DO e o principal deles mostrou que o licenciamento com a AT&T havia sido concluído e que a Sanyo se tornaria a próxima empresa a fabricar o console. Também foi mostrado o protótipo do console da Sanyo e, depois, a placa-mãe do 3DO da Panasonic, mostrando que haviam cumprido a promessa de transformar o projeto em realidade. O 3DO da Panasonic chegaria aos EUA em outubro de 1993, seguido por Japão e Europa em 1994.

Meses depois em um desses eventos a revista inglesa Edge chamou atenção para uma farsa no estande da "The 3DO Company". Ela descobriu que os jogos mostrados nos eventos eram todos na verdade gerados pela Apple Mac. A revista Edge não perdeu tempo e disse:

"Você finge. Ou você simula. Pense na ironia. Jogos de 3DO empolgantes e rápidos sendo mostrados em todo o lugar, e nenhum 3DO funcionando completamente à vista. Um 3DO da Panasonic estava mostrando um jogo de corrida, e o demonstrador me disse que era uma ‘versão não finalizada’ do aparelho. Eu apertei o botão de eject e não tinha disco dentro."

E, por fim, a pior parte que dizia que o 3DO não era 50 vezes mais rápido que os consoles de 16 bits. 

"A velocidade clock de 12,5 MHz compete com cerca de seis milhões de instruções por segundo – fazendo-o em números brutos cerca de seis vezes mais rápido do que a CPU do SNES e do Mega Drive. Não 50 vezes mais rápido.”

Mesmo com a Panasonic tentando diminuir o estrago da notícia dizendo que tudo ali rodava com o chip set do console, não foi o suficiente para COMEÇAR a abalar as estruturas do 3DO. E desse momento para frente começaria uma sequência de erros junto com a polêmica do valor alto de $700. E quais os outros erros? Bora comentar deles!


Os Outros Erros!

O 3DO modelo FZ-1 da Panasonic foi lançado no mercado norte-americano no dia 4 de outubro de 1993. O preço era aquele mesmo, de $700. Era sem dúvida um valor altíssimo para um console na época! Mas além disso veio outro problema:

- Sua Distribuição: A expectativa era de 500 mil de consoles produzidos no lançamento, mas esse valor não chegou nem a mais de 50 mil. Com isso algumas lojas chegaram a ter apenas três consoles para venda, contando que um era para demonstração. Algumas lojas famosas ficaram tão insatisfeitas com isso que começaram a boicotar a venda do console em suas redes.  Esse erro de poucas unidades disponíveis à venda aconteceu pela PRESSA em lançar o console.

- Leva de jogos iniciais: No lançamento do 3DO havia apenas um jogo que era o Crash 'n Burn, um jogo de corrida futurístico (que não era tão bom assim!) e até o final de 1993 foram lançados apenas mais dois jogos -  Mad Dog McCree e Escape from Monster. Essa falta de jogos desencadeou a raiva de muitos compradores que devolveram o console para as lojas e pediram reembolso. Na ânsia de reverter o fracasso do lançamento o valor do 3DO foi reduzido para $499 em fevereiro de 1994.

"Nós queríamos construir nosso mercado mais rapidamente. Nós temos um certo limite de tempo antes que a Sega e a Sony enviem seus consoles e queríamos aproveitar ao máximo”

Mesmo com bons lançamentos nos meses seguintes, como John Madden Football, The Life Stage Virtual House e Ultraman Powered, o 3DO havia vendido apenas 100 mil unidades, sendo que a expectativa era de 1 milhão.  Mas a cartada fulminante viria em um comentário do Trip Hawkins nessa mesma época: 

"Não apenas isso, como começamos antes e sabemos que nosso hardware pode ser retrocompatível. Desde o início nosso sistema de próxima geração vai funcionar todo o nosso software existente – isso nos dá uma vantagem."

Mas como assim outro console? Eles tinham acabado de lançar o 3DO e já estavam comentando de outro? Isso deixou muitos proprietários do console e futuros consumidores com a "pulga atrás da orelha". Como comprar um console se a empresa já está falando em outro?

Com tantos "erros" acontecendo o 3DO sofreu sua primeira baixa. A AT&T, que era uma das grandes investidoras do projeto abandonou o barco dizendo que não iria produzir mais nada para o 3DO.


A baixa da EA em jogos exclusivos para o 3DO!

A ligação com a EA estava sendo lucrativa para a 3DO, abastecendo o console com alguns jogos excepcionais. Mas os benefícios não eram recíprocos. Então a EA teve a decisão de estender seus lançamentos para os consoles Playstation e Saturno e isso expôs um conflito de interesses entre a 3DO e EA. A EA continuaria lançando os jogos para o 3DO, mas ele não teria mais a oportunidade de ter exclusivos que fossem as principais franquias do aparelho. Por fim, as baixas taxas de licença (que o 3DO ofereceu no começo) não importavam tanto porque as softhouses estavam dispostas a pagar mais para a Sony e Sega. Elas acreditavam na força da Sony e Sega em construir o mercado. E analisando o cenário a 3DO se deu conta de que o preço irrisório da taxa de licença não foi uma boa ideia. O resultado é que as softhouses eram loucas para saber quem venderia consoles suficientes, então eles apostavam em todas as plataformas (lembra que o mesmo jogo era lançado em vários sistemas?), mas somente o 3DO sofreu por ser incapaz de financiar o negócio ao colocar as taxas de licença tão baixas.


Força extra em lançamentos no 3DO e um destruidor de 32 bits!

Depois desses acontecimentos citados acima a 3DO veio com a melhor safra de jogos para tentar justificar a compra do console e angariar novos consumidores. Eram eles: Samurai Shodown, Super Street Fighter II TurboGex, Return Fire, Road Rash e FIFA. Todos excelentes jogos e exclusivos para o 3DO (até certo momento, pois logo depois seriam lançados também para Playstation e Saturno). Ficou em destaque o game Road Rash que não era uma versão requentada do Mega Drive, longe disso. Com vídeos exibindo corridas reais de motos nas ruas, desafio frenético e ótimos gráficos, o jogo era uma superprodução que ainda apresentava trilha sonora com bandas como Soundgarden, Monster Magnet e Hammerbox, que apareciam tocando músicas em videoclipes no jogo.

Enquanto isso, o PlayStation e o Saturn, que pareciam as ameaças mais próximas ao 3DO, acabaram ficando para trás. E tudo parecia começa a voltar as rédeas para o 3DO. Mas não foi o que aconteceu! NESSA MESMA ÉPOCA EXISTIU UM JOGO DESTRUIDOR DE GERAÇÃO 32 bits. Quem poderia imaginar que o Super Nintendo, um console de 16-bit da geração anterior, traria o maior sucesso da época? Sim, estamos falando de Donkey Kong Country. O jogo que desbancou qualquer atrativo da 3DO, Sony e Saturno na época. 


Isso foi um balde de água fria para o 3DO, que começou a tentar outra alternativa  a fim de revitalizar o seu nome em todos os lugares do mundo gamer. E isso seria o M2, que veremos a seguir.


O Famigerado M2!

Lembra da conversa citada acima, de Hawkins falando sobre um novo console mesmo com tão pouco tempo de vida do 3DO? Pois bem, na verdade, com tantas dificuldade o 3DO resolveu levar essa ideia a frente. Confirmou oficialmente, por meio de um release de imprensa a produção do "M2 Accelerator". M2 teria uma CPU de 64-bit e capacidade de renderizar 240 mil polígonos. “A máquina será cinco vezes mais poderosa do que o PlayStation”, garante John Edelson, diretor de vendas e marketing da 3DO europeia.

Na verdade a ideia era um add-on para o 3DO e depois o M2 seria um sistema único.  Mas com isso os consumidores iriam pagar mais dinheiro no 3DO? Quanto seria esse add-on chamado M2? As produtoras teriam que produzir o mesmo jogo tanto para o M2 quanto para o 3DO? O 3DO seria abandonado? Eram questões que pairavam sobre todos naquela hora quando o assunto era 3DO.


O M2 que nunca existiu e o fim do 3DO!

No dia 2 de maio de 1995, a pouco mais de uma semana da primeira edição da E3, Hawkins realizou uma conferência de imprensa em Nova York para apresentar oficialmente o M2. Uma impressionante demo de um jogo de corrida foi apresentada, mas anos depois soube-se que mais uma vez, tratava-se de uma simulação do que representaria o M2.

O lançamento do M2 dependeria de que grandes títulos que estivessem disponíveis na primeira leva e a previsão de lançamento do M2 (para que não cometessem o mesmo erro do lançamento do 3DO!) passou a ser de 1996 ou 1997. O poder da máquina se concentraria em dois chips chamado PowerPC e Calvin, que garantiriam a compatibilidade com MPEG, sem a necessidade de periféricos. O console adotaria um design compacto, com todos os componentes na mesma placa.

Enquanto o M2 virava o centro das atenções, o 3DO ia perdendo espaço no cenário 32-bit, para o Saturn mesmo mal das pernas e especialmente para o PlayStation, que liderava o mercado. Para completar, o aguardadíssimo Nintendo 64 estava perto do lançamento e o console foi o destaque da E3 em 1996. Mas por incrível que pareça, o M2 se ausentou do grande evento realizado em maio e quem sobreviveu até então foi o 3DO, com seis jogos no estande da Panasonic que representariam a última leva de títulos do console. São eles: Cyberdillo, Lucienne’s Quest, Olympic Summer Games, Olympic Soccer, Obelisk.


E depois disso que aconteceu? O sonho de Trip Hawkins de estabelecer um padrão global de multimídia com o 3DO chegou ao FIM sem qualquer história bonita, explicação e cia. O 3DO tinha acabado de vez.

“As coisas foram difíceis desde o começo porque o lançamento foi
desorganizado. Ao longo de 1994 não estávamos investindo muito
nele – e nem a Panasonic –, mas ainda estávamos tentando de
um jeito ou de outro para continuar tentando. No início de 1995,
percebemos que não havia jeito de fazermos dar certo e que era
melhor desistir”, analisa Hawkins à Edge #38

E o M2? A tecnologia do M2 que estava sendo desenvolvida foi vendida para Matsushita por US$ 100 milhões. A essa hora a "3DO Company" já tinha largado de mão o 3DO e o M2 e venderia o que fosse possível para conseguir algum lucro depois de tantos prejuízos. A Matsushita ainda confirmava que o aparelho seria lançado, mas passou batido por todos os eventos de games em todo o mundo e no fim desistiu do projeto de maneira vergonhosa. E, para piorar, a Matsushita teve a incrível ideia de revelar publicamente o M2 depois que ele foi cancelado! O público que compareceu ao evento Digitalmedia World Expo em novembro de 1997  teve a oportunidade única de testar o M2. E se você viu algum foto dele na internet é justamente dessa feira.

No final a tecnologia M2 serviu para aplicações multimídia, promoção de vendas, apresentações de empresas e quiosques. Fora isso, a tecnologia foi usada em muitas outras áreas, sendo empregada até em máquinas de vendas automáticas de bebidas e salgadinhos no Japão. Uma forma quase patética de quem esperava algo "novo" para o 3DO.


A conclusão

Embora do ponto de vista geral o 3DO seja um fracasso, o console conseguiu atingir algumas coisas boas em certo período de vida e também teve seus jogos clássicos como Road Rash, The Need for Speed e Gex. Infelizmente ele pagou o preço ao tentar inovar novos conceitos com tanta "pressa" e "falta de estratégia". Conceitos que vemos nos videogames da atualidade e que tentam incorporar filmes, músicas e cia se tornando uma verdadeira central de entretenimento...  foram conceitos que surgiram com o 3DO.

Na minha opinião o 3DO era um grande videogame com ótimos conceitos e ideias, mas que infelizmente não deu certo por ter sido colocado cedo demais no mercado sem estar completamente preparado. Conceitos esses que deram certo em gerações posteriores como Xbox 360 e Playstation 3 e seguintes. O 3DO foi um fracasso? Talvez, mas seu legado está até hoje nos consoles.

Bom, pessoal! Finalmente termino aqui a história do 3DO. Fiquei muito feliz em poder novamente revisitar o meu texto sobre ele, que tem quase 10 anos de vida. Agora acrescentando muito mais coisas e mostrando um ponto de vista diferente. O 3DO faz parte da minha vida gamer, então com felicidade aqui deixo meu registo completo sobre ele depois de tantos anos somente criticando-o...posso finalmente agradecê-lo. Obrigado 3DO.

Grande Abraço.
Ivo Ornelas


Ghost Of Tsushima - Um Samurai com Câmera Fotográfica

Adoro opção de modo fotografia nos jogos. Sempre achei que isso dava um percepção diferente do jogo, tanto em você parar para admirar os cenários, aproveitar mais o jogo, lembrar momentos importantes e até mesmo fazer você fugir um pouco do jogo em si. Ghost Of Tsushima tem me proporcionado isso e até mais. Em meio a essa pandemia não estou conseguindo visitar a minha cidade natal (Santos-SP) e com isso aproveitar uma das coisas que mais amo na minha vida que é o mar. Andar a beira do mar, passear olhando o mar, sentar e ficar batendo papo da beira do mar, ouvir o som do mar e as ondas e tudo que ele pode oferecer é uma das minhas grandes paixões. E como Ghost Of Tsushima se passa em uma ilha (ilha de Tsushima) estou podendo matar essa saudade de algum modo passeando pelas praias e descobrindo sempre novos cenários. Tudo isso com a temática do Japão + Samurais + Lindos Cenários.

Abaixo algumas fotos que tirei na primeira ilha (Tsushima é formada por 2 ilhas),


Minha História com 3DO - Versão 2.0 (Parte 1)


Alguns anos atrás acabei escrevendo minha história sobre o 3DO no site Retroplayers. Admito que aquele texto era mais um relato da minha frustração de tê-lo comprado em 1996 que propriamente falar sobre ele. Anos se passaram e acabei encontrando um pequeno livro (Dossiê Old!Gamer) contando a história desse console. Foi aí que pude perceber o que levou à ruína um console que parecia tão promissor. E, me informando mais a fundo nesse dossiê, acabei deixando de lado um pouco a frustração que tenho dele e entendi os vários motivos que levaram ao seu fracasso. Em cima disso resolvi reescrever meu texto do 3DO em duas partes, de forma mais informativa, com menos frustrações e, principalmente, olhando novos aspectos (desde pioneiros e desastrados) desse console. Então bora lá, pessoal!


Minha história inicial com o 3DO

A versão do 3DO que comprei - FZ-10

Meados de 1994, uma época de transição de consoles e, na visão de um garoto de 14 anos, seu Super Nintendo já não se encontrava em condições de disputa com as novas tecnologias, que apresentavam jogos maravilhosos em arcades e em novos consoles que estavam sendo anunciados. Com a ideia de adquirir um console novo em mente, tive um encontro inesperado. Encontrei um novo console em uma locadora, com uma aparência inovadora e que utilizava CDs, chamado 3DO, algo mágico para um garoto que até então só conhecia cartuchos. Como jogar em locadoras era algo frequente naquela época, acabei pagando R$ 2,00 para jogar trinta minutos do 3DO em um jogo chamado The Need For Speed. Bom, nem preciso dizer que meus olhos saltaram ao ver aqueles gráficos incríveis, movimentações e muitas outras coisas que não se encontravam em consoles antigos.

 The Need For Speed de 3DO

Conversando com o dono da locadora descobri que se tratava da nova geração de consoles de 32 bits, e que ele seria o console do momento, com vários jogos, gráficos revolucionários, possibilidade de ouvir música nele, e muitas outras coisas. Depois de trinta minutos jogando fui convencido a perguntar quanto ele custava e ouvi a seguinte resposta: R$ 600,00.

Para os padrões daquela época (o real havia acabado de ser implantado no país) esse valor era realmente alto. Para vocês terem ideia, o valor do salário mínimo em 1996 era de R$ 100.  Mas R$ 600 ainda não era o valor total do console, ainda existia a necessidade do “transcoder“, que transformava o 3DO de PAL para NTSC e custava mais R$ 150,00. No total o console ficava R$ 750,00. Com a ingenuidade de um garoto de 14 anos sem noção de valores, dinheiro suado, contas para pagar e cia... resolvi pedir ao meus pais o console.

Alguns nesse momento devem achar que minha família era rica nessa época, mas não era. Os meus pais em 1995 tinham uma boa condição e isso era fato, mas também existia uma regra que presentes na minha casa só eram dados em uma data somente. Exemplo: Se fosse ganhar algo de Natal, não tinha nada no dias das crianças ou aniversário, e se fosse ganhar em aniversário não tinha nada em dia das crianças e Natal e por fim se fosse ganhar no dia das crianças não tinha nada no Natal e aniversário. Pode parecer estranho, mas com isso era possível eles juntarem um pouquinho mais de dinheiro e comprar algo melhor.

Assim, pedi aos meus pais para comprarem o 3DO e eles aceitaram, mas teria que esperar algum tempo para eles conseguirem o dinheiro. Demorou um pouco, mas eles compraram o 3DO perto do final de 1995.


Jogos que tive e destaques do 3DO
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Paraguai nos Anos 90

Inicialmente o 3DO possuía bons jogos e que me entreteriam por algum tempo. Jogos como: Super Street Fighter, Need For Speed, Road Rash, Gex, Demolution Man, YuYu Haskusho e Fifa.
E no início de 1996 ainda fui pela primeira vez com meu pai ao Paraguai. Isso mesmo, fui comprar muambas com ele no Paraguai e por lá encontrei jogos como o Fifa e Yuyu Haskusho piratas (3DO não tinha sistema de trava de região ou segurança de cópias). Fiquei felizão e principalmente com YuYu Haskusho, que passava na Manchete e eu assistia todo santo dia. Mas infelizmente a felicidade foi acabando...e em menos de um ano fiquei praticamente restringido a esses jogos citados acima (e mais alguns ruins!) e somente na locadora onde comprei o console (as outras locadoras na minha cidade não tinham jogos de 3DO).  Apesar de poucos jogos, que foram praticamente todos que joguei, o 3DO teve uma boa leva inicial.

Ficam aqui os destaques:

Super Street Fighter 2 Turbo - A versão idêntica à do Arcade e a primeira a ser lançada em consoles. Sem dúvida uma conversão perfeita desse clássico de SF2 e com a possibilidade de especiais, jogar com o Akuma e cia. Demorou bastante tempo para essa versão sair para outros consoles como o PS One e Saturno.


Gex - Um jogo de plataforma com uma lagartixa super simpática. Eu o considero mascote do 3DO! Um jogo super divertido, cheio de fases, segredos, lindos gráficos e trilha sonora. Foi o que mais joguei no 3DO, sem dúvida alguma.


Road Rash - Com cutscenes fantásticas, trilha sonora com bandas como SoundGarden, muitas motos e porradas. Um jogo que entra no top 3 do 3DO. Essa versão foi também exclusiva para 3DO por muito tempo. A versão de Sega CD não tinha cutscenes e os gráficos eram 2D igual do Mega Drive.


YuYu Hakusho - Um jogo de luta com todos os personagens da série. Com animações tiradas do próprio anime e inclusive suas aberturas. A jogabilidade não era das melhores, mas fazia a diversão dos fãs da série que passava na Manchete e inclusive a minha.

 


FiFa - Eu nunca fui fã de FiFa, mas esse joguinho era divertido e com melhorias da versão de Mega, além de várias cenas digitalizadas das copas de 1970 e cia. Era divertido ficar vendo os gols do Pelé na Copa de 70 entre o intervalo do 1º tempo para o 2º tempo.


Aqui fica uma listinha de outros jogos de 3DO que recomendo:

- Policenauts
- Wing Commander 3: Heart Of The Tiger
- Out of This World
- Return Fire
- Samurai Shodown
- Mad Dog McCree
- Demolution Man
- Myst
- Crash´n Burn
- Shockwave
- StarBlade
- Flashback


O Começo do FIM do 3DO para mim!

O 3DO foi lançado em 1994, o ganhei no final de 1995 e já em 1996 o fim de vida dele tinha começado (na segunda parte irei comentar sobre isso - vamos continuar na minha história!). Se era difícil encontrar jogos dele em pleno momento de vida, imagine quando o 3DO começou a entrar em seu fim de vida? Só que a verdade é que eu não sabia disso! Vale lembrar que em 1996 não tínhamos acesso às informações rápidas como hoje, tudo era na base do "boca a boca" ou por revistas de videogames. Não existia uma forma de saber se ele iria ser um sucesso ou um fracasso, só saberíamos disso com alguns anos após seu lançamento. Ao mesmo tempo em que me isento de culpa por não ter informações se o videogame seria um sucesso, o que me faltou  foi esperteza de esperar algum tempo para comprá-lo, pois assim poderia ver se ele teria retorno no mercado (lição essa que foi aprendida pós 3DO e utilizada até hoje).


Bom, com o declínio do 3DO, os jogos começaram a ficar escassos e eu já tinha alugado praticamente todos e os que existiam na minha cidade e os que eu tinha comprado... joguei até cansar. E isso começou a me incomodar, ainda mais com os lançamentos que estavam surgindo no próprio Super Nintendo (da geração anterior!), novo Playstation e Saturno. Com isso fiquei chateado e comecei a perceber que o 3DO tinha sido uma má escolha. Mas a má escolha viria a ser pior com um fato que ainda iria acontecer.


O dia que queimei meu 3DO e o fim.

O 3DO que eu tinha comprado era PAL-M. Para quem não sabe esse é o sistema europeu de sintonia da TVs e para transformar em NTSC, que é o nosso sistema, tinha que usar o "transcorder". Ele era um aparelho que convertia o sinal de PAL-M para NTSC. Outro fato era que o 3DO era 110v (sistema de voltagem europeu) e lá em Santos-SP (onde morava!) a voltagem era 220v. Com isso, também tinha que usar um aparelho para converter 110v em 220v. Então vocês imaginam a "complicação" que era ligar esse videogame?! Eram vários cabos e aparelhos para jogar. Não que me importasse tanto com isso, quem viveu a época de Atari sabe como tínhamos que ligar aquela caixinha atrás da TV para jogar e tudo mais. Resumindo! Ninguém se importava naquela época de ligar 1000 cabos para jogar videogame. Mas infelizmente comigo teve um porém!

Um dia em que fui jogar, por distração acabei ligando o 3DO, que era 110V, sem o aparelho de conversão para 220v e o resultado foi que queimei o videogame. Alguns segundos de distração foram suficientes para queimar o console! Foi uma situação realmente chata, afinal, eu já tinha noção da escolha errada de videogame que tinha feito, e se fosse arrumar iria gastar mais ainda. O resultado é que meus pais mandaram o videogame para uma assistência técnica na minha cidade e o valor não foi nada barato.

E no momento em que ele voltou do conserto, o prego no caixão já tinha sido martelado. O videogame tinha sido descontinuado, não teriam mais jogos para seu lançamento, não existiriam mais jogos para alugar na minha cidade e, por fim, a possibilidade de comprar um novo console com dinheiro do meus pais já estava fora de cogitação.

Eu até tentei vender, mas infelizmente ninguém se interessou em comprar. Às vezes o emprestava para alguns amigos que não o conheciam e se interessavam por jogá-lo e quando ele voltava... o guardava no fundo do armário.


Os Erros

O 3DO teve seus lados bons para mim, isso não tem como negar. Os jogos iniciais, a nova tecnologia, ouvir música, bons momentos de jogatina e cia. E seus lados ruins? Bom, ele teve sim e talvez mais que os prós, mas como sempre estamos aprendendo nessa vida, com o 3DO não foi diferente e cito alguns aqui. E quem sabe ajudem algum leitor perdido a aprender também.

O primeiro erro em ter comprado o 3DO era que ele foi um videogame para padrões altos e isso ocasionava vários problemas. Seu preço não o tornava popular e o resultado era que o interesse das locadoras em ter jogos (falando aqui no Brasil!) dele era praticamente nula. Se você for pensar como um dono de locadora, qual seria o sentido de investir em vários jogos de 3DO se existiam poucos usuários do console? Seria um dinheiro gasto e sem retorno, então era muito melhor investir em outras plataformas como Snes, Mega, Playstation e cia, que com certeza tinham vários donos desses consoles e com isso gerariam a demanda de locações de jogos e retorno $$$. Então, eu deveria ter observado o fator de que o principal meio de poder jogar era a locação e que não teria muitas opções devido ao alto preço do console.

O 3DO não era um videogame somente para "quem poderia comprá-lo". Explico melhor! Era para pessoas com nível econômico "muito bom MESMO". Aqueles que tinham o luxo de ter outros consoles e não viver só de 3DO. Caso ele não desse certo teriam dinheiro para comprar outro imediatamente ou jogar outro console. No meu caso eu tinha dinheiro para comprá-lo, mas caso ele não desse certo, a possibilidade de comprar outro videogame era nula. Por isso digo que "era apenas para um público que poderia comprá-lo", mas que não se importaria se ele não desse certo... afinal ele tem outros videogames e padrão econômico para não se importar com isso.

A espera foi outro fator que errei. Hoje, se você não é rico, não compre um videogame em seu lançamento. Existem "N" fatores que justificam isso, mesmo que seja um produto já consolidado no mercado. Vou dar um exemplo com uma marca consolidada nos dias de hoje - Playstation 5. Tirando o fator de valor e que já sabemos que é absurdo em lançamentos, existem outros fatores a se comentar. Problemas técnicos são constantes em lançamentos, vimos isso no Xbox 360, no Playstation 3, no Playstation 4 e Xbox One. Na última geração a frequência foi menor, mas ainda assim vários videogames apresentaram problemas de aquecimento ou defeitos. Esperar um pouco é o mais certo, mesmo porque nesse tempo eles lançam atualizações e melhorias no hardware. Outro fator é o proveito das suas funcionalidades. Eu sei que muita gente não se importa com isso, mas jogar PS5 em um TV tela plana antiga sem funções HDR, 4K e cia é deixar o seu potencial tecnológico de lado. Afinal, é como ter um Ferrari, mas só andar com motor de Gol... Vai andar, mas você não terá o potencialidade de um motor da Ferrari.

Outro fator era - O mercado estava mudando bruscamente da geração de 16 para 32 bits devido aos gráficos poligonais, mudança de mídia de cartucho para CD, a 3DO Company não era um marca consolidada no mundo dos games, havia competição imensa entre Nintendo, Sony, Sega, Microsoft (PCs estava entrando na briga também!). Isso tudo é um fator que teria que colocar na mesa na época.

Mas apesar de apontar todos esses erros, hoje tenho um pensamento mais coerente sobre isso. No texto antigo me culpava fortemente por não ter pensado nessas fatos relatados acima, mas como conseguiria isso com 15 anos? É praticamente impossível!

Vale lembrar, como já citei, que nessa época as informações eram escassas (sem internet e notícia em tempo real como hoje) e a maturidade em um garoto de 15 anos estava apenas nascendo ainda. Se dessem um poder de escolha a um garoto de 15 anos em 1996 e que pudesse comprar o 3DO... com certeza ele diria SIM como eu fiz. Afinal, o que a gente queria mesmo era curtir a jogatina e aproveitar o que podíamos sem conhecimento algum de críticas sobre videogames.  Nesses anos todos que converso sobre o 3DO, conto nos dedos quem veio com esse argumento - Não tem como Ivo! Era uma época diferente! Com certeza se tivesse dinheiro teria comprado também!. Essas pessoas são justamente as que consigo ler/ouvir uma crítica diferenciada nos dias de hoje... do que aquela que passei muito tempo ouvindo: - Ahhh Ivo! Você comprou um 3DO, que porcaria!


Conclusão

Antigamente, eu via o 3DO com "olhos de decepção" e hoje o vejo como uma experiência diferente no meu currículo gamer, algo que poucos tiveram a oportunidade de jogar e que somente alguns podem contar. É muito fácil dizer hoje que teve a experiência de jogar Super Nintendo, Mega Drive, Playstation e tantos outros, mas só alguns tiveram a experiência de jogar 3DO e entender o que ele significou no mercado dos games. Foi uma escolha ruim na época? Foi. Mas hoje é um aprendizado em relação ao mercado de games que acompanho desde aquela época e, sem dúvida, uma experiência que poucos podem contar - ter tido um 3DO.

Aliás, na segunda parte começa a minha explicação sobre o que o 3DO representou no mercados dos games e já adianto que não foi um console mal sucedido, mas o iniciador de um nova era nos videogames.

Então obrigado por lido até aqui!
E até a segunda parte!
Obrigado - Ivo Ornelas.


Desafio Neo Geo CD - Todos os Games #1

 


Não é de hoje que sou apaixonado pela SNK e até fiz um textinho contando minha história sobre ela (clique aqui para ler). Eu sempre sonhei em ter uma coleção completo de jogos do Neo Geo CD e também o próprio Neo Geo CD, mas nos dias de hoje é praticamente impossível, devido aos custos absurdos que cobram desses jogos. Então resolvi baixar todos os jogos de Neo Geo CD (achei um pack com todos os jogos lançados) e resolvi joga-los aos poucos.

Vai demorar um pouco para jogar tudo, mesmo porque falta tempo para isso, mas o importante é ir devagar e curtindo cada jogo tranquilamente. Alias, eu fiz um lista de todos os jogos e suas respectivas datas de lançamento e assim vou seguir as respectivas datas para ir jogando. Separei tudo em uma planilha de Excel (está no final do texto!),

Esse fim de semana comecei com 3 joguinhos. Dois da primeira leva de lançamento do Neo Geo CD que foi em 09 de Setembro de 1994 (lançamento do Neo Geo CD) com Art Of Fighting 1 e Art Of Fighting 2. Joguei um fora da ordem porque já tava no videogame, mas vai ser o único assim que é o Samurai Shodown 3.

Abaixo o registo da minha jogatina que vou colocando aos poucos aqui no blozinho =)
Até a próxima! Ivo. 

 


 Planilha de todos os jogos da NeoGeo com as datas de lançamento. 

Developer English Title / Japanese Title CD
SNK 3 Count Bout / Fire Suplex 21/04/1995
Video Systems Aero Fighters 2 / Sonic Wings 2 29/09/1994
Video Systems Aero Fighters 3 / Sonic Wings 3 08/12/1995
ADK Aggressors of Dark Kombat / Tsukai Gan Gan Koshinkyoku 13/01/1995
SNK Alpha Mission 2 / ASO II : Last Guardian 09/09/1994
SNK Art of Fighting (Ryuuko No Ken series) 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 2 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 3: Path of the Warrior 14/09/1996
SNK Baseball Stars Professional 21/04/1995
SNK Baseball Stars 2 09/09/1994
ADK Blue's Journey / Raguy 31/10/1994
Visco Breakers 25/04/1997
SNK Burning Fight 09/09/1994
Taito Bust-A-Move / Puzzle Bobble 27/04/1995
ADK
Crossed Swords
31/10/1994
SNK Cyber-Lip 21/04/1995
Technos Double Dragon 02/06/1995
SNK Fatal Fury (Garou Densetsu series) 09/09/1994
SNK Fatal Fury 2 09/09/1994
SNK Fatal Fury Special 09/09/1994
SNK Fatal Fury 3 28/04/1995
SNK Football Frenzy 09/09/1994
Sunsoft Galaxy Fight 21/04/1995
SNK Ghost Pilots 17/03/1995
Hudson
Kabuki Klash / Tengai Makyo Shinden
24/11/1995
Data East Karnov's Revenge / Fighters History Dynamite 22/12/1994
SNK King of Fighters '94 02/11/1994
SNK King of Fighters '95 29/09/1995
SNK King of Fighters '96 25/10/1996
SNK King of Fighters '97 30/10/1997
SNK King of Fighters '98 23/12/1998
SNK King of Fighters '99 02/12/1999
SNK King of the Monsters 2 09/09/1994
SNK Last Blade (Gekka no Kenshi series) 26/03/1998
SNK Last Blade 2 27/02/1999
SNK Last Resort 09/09/1994
SNK
League Bowling
09/09/1994
Data East Magical Drop 2 24/05/1996
ADK Magician Lord 31/10/1994
SNK Mahjong Kyoretsuden 09/09/1994
ADK Master of Syougi / Shogi no Tatsujin 20/10/1995
Nazca Metal Slug 05/07/1996
SNK Metal Slug 2 25/06/1998
SNK Mutation Nation 25/02/1995
SNK NAM 1975 09/09/1994
Visco
Neo Driftout
26/07/1996
Nazca Neo Turf Masters / Big Tournament Golf 01/05/1996
ADK Ninja Combat 31/10/1994
ADK Ninja Commando 31/10/1994
ADK / SNK Ninja Master's 27/09/1996
ADK Over Top 05/07/1996
Saurus Pleasure Goal 5-on-5 Street Soccer / Futsal  19/071/1996
Video System
Power Spikes 2
  18/03/1995
Aicom Pulstar 27/10/1995
SNK Puzzled / Joy Joy Kid 09/09/1994
Yubis Quest of Jong Master / Mahjong Janshin Densetsu   31/03/1995
Saurus Quiz King of Fighters 07/04/1995
Saurus Ragnagard / Shinoken 23/08/1996
SNK Real Bout Fatal Fury 23/02/1996
SNK Real Bout Fatal Fury Special 30/03/1997
SNK Real Bout Fatal Fury 2 23/07/1998
SNK
Riding Hero
26/05/1995
SNK Robo Army 21/04/1995
SNK Samurai Shodown (Samurai Spirits series) 09/09/1994
SNK Samurai Shodown 2 15/12/1994
SNK Samurai Shodown 3: Blades of Blood 29/12/1995 (jogado)
SNK Samurai Shodown 4: Amakusa's Revenge 27/12/1996
SNK Savage Reign / Fu'un Mokujiroku 16/06/1995
SNK Sengoku 17/03/1995
SNK Sengoku 2 17/03/1995
SNK
Soccer Brawl
31/03/1995
Saurus Stakes Winner 23/03/1996
Data East Street Hoop / Dunk Dream 20/01/1995
Pallas Super Baseball 2020 25/02/1995
SNK Super Sidekicks (Tokuten Oh series) 31/03/1995
SNK Super Sidekicks 2 09/09/1994
SNK Super Sidekicks 3 23/06/1995
SNK Super Spy, The 09/09/1994
ADK
Thrash Rally (Rally Cross CD)
31/10/1994
SNK Top Hunter 29/09/1994
SNK Top Player's Golf 09/09/1994
ADK Twinkle Star Sprites 21/02/1997
Sammy Viewpoint 25/02/1995
Technos Voltage Fighter Gowcaizer / Chojin Gakuen Gowcaizer 24/11/1995
Data East Windjammers / Flying Power Disk 20/01/1995
ADK World Heroes 17/03/1995
ADK World Heroes 2 14/04/1995
ADK World Heroes 2 Jet 11/11/1994
ADK World Heroes Perfect 21/07/1995
ADK ADK World / ADK Special 10/11/1995
ADK Crossed Swords 2 02/05/1995
Saurus Ironclad / Chotetsu Bri'kinger 20/09/1996
SNK King of Fighters '96 Collection 14/02/1997
Video Systems
Mahjong Final Romance 2
25/08/1995
SNK Neo Geo CD Special 22/12/1996
SNK Samurai Shodown RPG 27/06/1997

 


Pequenas Histórias Gamers Da Locadora Resident Ivo #3

Já faz algum tempo que estava querendo contar essa história. Pode parecer uma lenda, mas eu tive um cartucho de "Mortal Kombat 2 Maluco" ou de rodoviária como costumam falar. E vou contar essa história aqui na terceira parte: "PEQUENAS HISTÓRIAS GAMERS DA LOCADORA RESIDENT IVO #3 - O CARTUCHO DO MORTAL KOMBAT 2 MALUCO!".


O COMEÇO!

Era 1993 e o jogo do momento era "Mortal Kombat 1", com seus "fatalities", personagens, sangue e muita porrada. O jogo fazia a cabeça dos gamers daquela época e aparecia e todas as revistas gamers possíveis como capa. Mas a explosão máxima em 1993 foi quando anunciaram a continuação chamada "Mortal Kombat 2", tanto para os fliperamas como para os consoles. O jogo apresentava mais personagens, mais "fatalities", mais golpes, mais sangue, mais tudo... E minha expectativa aumentou ainda mais quando desta vez foi anunciado que a versão de snes teria sangue (Mk1 de snes não teve sangue!).

Bom, eu tive Mortal Kombat 1 de Super Nintendo em 1992 que ganhei de aniversário. Na verdade eu queria "Star Fox", mas quando cheguei na loja clássica chamada "DB Brinquedos" acabei não não encontrando ele e o jeito foi pegar Mortal Kombat 1. Eu joguei muito esse jogo e inclusive com os amigos do meu prédio. Passávamos tardes inteiras lutando e soltando "fatalities" nesse jogo. Jogamos até o ponto enjoarmos! Me lembro que fiz até a dica para lutar contra "Reptile" e que descobri em uma revista de videogame na seção de cartas (Ação Games Nº37), em que um garoto perguntava se realmente existia um ninja verde no jogo.... e existia.

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Mas logo após enjoar de tanto jogar MK1 a notícia de MK2 iria ser lançado explodiu minha mente quando vi as primeiras fotos do jogo na - "Super GamePower" Nº5. Era o jogo que mais queria naquela momento e eu devorava qualquer revista que tivesse informações sobre ele. Até que em exatamente dia 25 de junho de 1993, quando ele foi lançando para os consoles e a busca por jogar esse game entre os gamers do mundo daquela época começou.


A BUSCA PELO JOGO!

Eu queria muito o jogo, afinal alugar ele era praticamente impossível, pois todos  estavam atrás dele (tinha gente que ficava 7 dias seguidos com o jogo alugado!). Então pedi milhões de vezes para minha mãe compra-lo, mas tinha alguns poréns em 1993. O primeiro que o cartucho de snes naquela época era absurdamente caro e ainda mais sendo original, o segundo é que não sabíamos onde comprar o jogo e por fim meus pais não tinham dinheiro suficiente.

Mas minha mãe e pai sempre foram pessoas de coração imensamente grandes, apesar de não ter dinheiro eles tentavam de algum forma ver outra alternativas de conseguir o jogo e a solução foi tentar olhar um jornal de vendas chamado "Primeira Mão". Era um jornal em que as pessoas anunciavam suas coisas para vender (um mercado livre só que em jornal!) e ali tinha seções de informática, carros, móveis, motos e tudo que você poderia imaginar para venda e inclusive "VIDEOGAMES". Nessa época muitas lojas, locadoras e vendedores (muambeiros do Paraguai!) anunciavam ali seus produtos. Eu e minha mãe sempre comprávamos toda quinta-feira esse jornal e ficávamos olhando se tinha algum anúncio de um cartucho de MK2 para vender baratinho, mas os que tinham eram caros e não tínhamos como comprar.


O ACHADO! 

Até que um dia em que quase estávamos desistindo acabamos encontrando um anúncio. Era de um cartucho de MK2 baratinho e praticamente pela metade do preço. Nossos olhos pularam para o anúncio e logo peguei o telefone e pedi para minha mãe ligar para o local. Para minha surpresa era um locadora que conhecia e se chamava "LIGUE GAMES". Ficava perto da minha casa e além de alugar jogos eles tinham um serviço de entrega de locação de fitas (não venda!) via moto e por isso o nome "LIGUE GAMES" (um verdadeiro "UBER" ou "IFOOD" dos games nos anos 90 hahahahaha!). Ligando lá minha mãe conversou com o rapaz e ele disse que tinha dois cartuchos de MK2 nesse preço e se quisesse comprar ele reservava para gente.
Não deu outra, eu e minha mãe falamos que sim e fomos lá na "LIGUE GAMES".

Local onde era a "LIGUE GAMES"

Ansiosidade me matava naquela momento no caminho da loja. Ficava imaginando jogando MK2 e soltando "fatalities" todos os dias e isso fazia meus olhos brilharem. Eu e minha mãe pegamos o ônibus e depois de uns 15 minutos lá estávamos na "LIGUE GAMES". A entrada era um corredor minúsculo e lá dentro parecia mais uma caverna escondida. O local era escuro, pequeno, com 2 fliperamas e umas prateleiras com jogos de Snes, Mega e Nes para locação e mais para frente uma bancada com um cortina atrás. Não tinha ninguém na locadora quando entramos, assim chegamos até a bancada e falamos: - Olá! Alguém aê? Até que alguns segundos depois saiu um tiozão barbudo de trás da cortina falando: Desejam algo? Parecia mais um filme de terror ou até mesmo o clima sombrio da locadora poderia se confundir com a "Outerworld" de Mortal Kombat ou quem sabe o tiozão fosse o próprio Shan Tsung.

Minha mãe falou que tinha ligado e perguntando sobre o cartucho de Mk2 e que gostaria de compra-lo.  O tiozão pediu um segundo saiu indo para trás da cortina e depois de uns minutos veio com o cartucho. Lá estava ele! MK2 em um cartucho que era estranho, em japonês e diferente dos originais do snes, com um label azul e preto... tudo era estranho nele! Mas quem se importava? Eu com certeza não! Bom, peguei o cartucho e minha mãe perguntou se era esse mesmo e disse que sim. Logo após isso pagamos e saímos de lá. Eu nem preciso dizer que meus olhos brilhavam né!? Eu só queria jogar aquela lindeza o quanto antes e com isso fui para casa.


O CARTUCHO MK2 MALUCO!

Chegando em casa, fui correndo ligar meu Super Nintendo, liguei o jogo e lá estava ele - Mortal Kombat 2. Eu estranhei por um segundo em não ver logo de empresa e o jogo ir direto para tela de "Press Start", mas quem ligava para logo da empresa naquela época né!? Comecei a jogar e logo peguei o "Scorpion", meu personagem predileto e até esse momento tudo normal. Mas de repente em um momento na primeira luta fiz uma sequência de golpes e sem motivo algum um "fatality" saiu no meio do "round". Mas como assim? Um "fatality" no meio da luta? Seria o novo jeito de jogar MK2? Algum especial secreto do Scorpion? O Scorpion estaria bugado? Minha cabeça enchia de dúvidas.


Mas percebi que dando o "fatality" o round não terminava. Minha cabeça explodiu na hora! Nisso resolvi resetar o jogo e começar com outro personagem, desta vez com "Sub-Zero". Joguei normal e nada acontecia com ele, joguei com os outros e nada. Por curiosidade eu peguei uma revista que ensinava os "fatalities" e tentei ver se falava de algo desse tipo em MK2 e e NADA. Até que resolvi fazer o "fatality" do Sub-Zero no meio do round... e adivinha que tinha aconteceu? Sim, o "fatality" também funcionava no meio da luta. Eu congelava o adversário e aplicava o "fatality" e ele explodia e do nada voltava a lutar... era totalmente MALUCO! Ali eu percebi que estava jogando uma versão pirata-maluca de Mk2. Nesse momento você deve estar pensando que fui devolver o jogo né?! Pedir meu dinheiro de volta? Nãooooo eu adorei aquilo! Veja o vídeo abaixo e veja como era o jogo!

 


COMO ERA O MK2 MALUCO?

Esse Mk2 tinha outras maluquices, era possível dar "fatalities" no chefões, sim no Shao Kahn e Kintaro (no meio do round!). Imagina você tirando a alma do Kitaro jogando com o Shan Tsung? Sim, era possível! A dificuldade do jogo já começava no "EXPERT" (não tinha normal!) e tanto que para vencer os chefões era mega difícil. O "Baraka" voava na tela,  acredite se quiser, ele fica voando no meio da ela (você pode ver na foto abaixo!).

Outros detalhes eram  os códigos secretos não existiam nesse jogo (aqueles com comandos para habilitar coisas secretas!), não tinha aquela abertura do "Kitaro" destruindo o logo no começo do jogo. De resto o jogo tinha todos os personagens, todos "fatalities", todos os golpes e cia... então em si o jogo era praticamente completo e com a diversão de dar "fatalities" no meio da luta se quisesse. Claro que isso era proibido quando jogava com os amigos, mas as vezes os comandos dos "fatalities" saiam sem querer e maluquice acontecia e a gente ria muito.


CONCLUSÃO!

Joguei muito esse MK2 e mesmo com todos as maluquices dele eu acabei aproveitando bastante. O minha única reclamação era não entrar os códigos para abrir coisas secretas, mas de resto era divertido pra caramba. Por sinal anos depois fui a fundo na internet procurando informações sobre esse jogo e descobri que ele tratava de uma versão beta de Mk2 que vazou e acabou sendo pirateada. Alias é muito fácil de achar nos dias de hoje a ROM para download. Se você fã de MK2 não deixe de jogar! Você vai dar boas risadas!

É pessoal! Essa é a minha história sobre MK2 Maluco! Mais uma para o Hall das minhas história gamers!
E você jogou essa versão? Conheceu alguém que jogou? Fale aê nos comentários!


Final Fantasy 7 (Parte 2 Final) - O Garoto Que Não Jogou FF7


E lá vamos nós para segunda parte e final da minha história com Final Fantasy 7. E agora que propriamente começo a falar dele de vez. Como conheci, como sobrevive sem joga-lo, como tudo que envolvia ele naquela época e chegou a minha pessoa. Então bora lá pessoal.

 


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

Depois de descobrir os RPGs no Super Nintendo, ter terminado Super Mario RPG, jogado Final Fantasy 6 e ficar encalhado devido ao meu inglês... o fim da era Super Nintendo tinha chegando de algum modo. As revistas se empenhavam em falar da nova geração de consoles como: 3DO, Saturno, Playstation e N64. As locadoras já começavam a mostrar esses consoles (R$ 2 reais e jogue trinta minutos!) em uma dessas ida a locadora acabei vendo um 3DO. Sim, acabei comprando ele e me decepcionando (você pode ler a minha história com o 3DO aqui!) e depois de 1 ano ele acabou "falindo". Logo após isso acabei comprando um N64 que era fantástico, mas infelizmente foi roubado (você poder essa história aqui também) e no final fiquei sem videogames.

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FINAL FANTASY 7 NO N64?

Mas uma parte interessante e uma das razões de ter comprado N64 (além de Mario 64 é óbvio!) é que tem relação com Final Fantasy (e que pouca gente sabe!). Eu tinha um amigo que comprava revistas importadas de games e uma delas era justamente a "Game Fan". Essa era uma "baita revista" e repleta de informações sobre games que geralmente não existiam  nas revistas nacionais da época (ou demorava para aparecer!). E em uma dessas (edição nº 10 - foto ao lado) revistas tinha nada menos que uma reportagem exclusiva sobre o novo "Final Fantasy para Nintendo 64". Se eu já estava maluco com Mario 64 imagina vendo essa notícia? Isso me deixou ainda mais empolgado para compra-lo. Só que nessa época eu tinha um serio (como maioria dos adolescentes) problema de me informar só de "um lado" (só ver Nintendo ou Sega por exemplo) e com isso não via nada sobre o Playstation.

Essa edição ao lado com a capa do "Vectroman" é a que possuía a reportagens sobre o FF6 de N64 que você pode ver abaixo. Se alguém tiver curiosidade tem vários scans dessa revista na internet e um das coisas é perceber como o "marketing" das empresas de jogos era intenso nessas revistas, algo que infelizmente não acontece muito hoje a não ser por trailers e demos.

 

A verdade é que esse projeto do Final Fantasy no N64 nunca aconteceu, devido a problemas entre a Nintendo e Square (sistema em cartucho e seu espaço, desentendimento internos das empresas e cia), essa era um demo de demonstração de gráficos de FF6 no N64. E nessa confusão entre Nintendo e Square... obviamente a Sony se aproveitou e ofereceu seu console para a próxima versão de Final Fantasy e o resultado foi nada menos que o sucesso absoluto chamado Final Fantasy 7.


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

E nessa época sem 3DO e muito menos N64 o negócio era jogar na casa dos amigos (sim eu tinha muitos amigos! Hahahaha!) e numa dessas ida acabei conhecendo FF7. Um amigo que era viciado em RPGs e tinha acabado de comprar PS1 e junto comprou FF7.  Se a gente já ficava maluco com jogos em CD... imagina um jogo com 3 CDs? Bom, esse era o FF7! Ele vinha com 3 CDs e horas e mais horas de jogatina. Me lembro que as vezes ia na casa ia amigo e ficava vendo ele jogar FF7. Depois disso foi um explosão de pessoas jogando FF... e era gente jogando o game em japonês, em inglês, em CDs que eram "bixados" (mal gravados dos piratas!), CDs onde os CGs eram cortados e tudo mais. Não importava! Todos estavam jogando esse game.

Não tinha como não se arrepiar com FF7. Ao mesmo tempo que os anos tinham se passado desde o lançamento dos consoles 8 bits e 16 bits, os anos haviam passados também aos jogadores (eles cresceram!). Então era mais do que óbvio que a entrada de algo "mais adulto" era necessário nesse meio e FF7 e PS1 e atacaram em cheio isso. Com personagens carismáticos, gráficos impressionantes, músicas fantásticas, roteiro mais complexo, mortes de personagens principais, CGs espetaculares para época... o game caiu no gosto desse público "mais adulto" e que cresceu  jogando videogame. Isso foi tão evidente que a Sony começou a tentar trazer isso de "adolescente + adultos" aos seus jogos e fugindo um pouco daquela temática mais infantil como a Nintendo fazia. Com isso FF7 virou um febre mundial e impulsionou as vendas do Play 1 e da franquia FF para os jogos seguintes. Em apenas três dias o jogo já havia vendido 2,3 milhões de cópias (só no Japão) e vale lembrar que essa época não existia praticamente internet e era tudo "boca a boca".  No total foram mais de 11 milhões de cópias vendidas incluindo o lançamento para PC também e outra plataformas como Steam e cia.


A BENDITA GAMERS BOOK Nº1

Em 1997  também foi lançando talvez uma das revistas de games de videogame mais lembradas o Brasil até hoje - a famosa Gamer Book Nº1. Era uma revista diferente de tudo que tinha sido lançado antes no Brasil até aquele momento. Ela continha mais de 100 páginas e todos os detalhes, dicas, detonado, estratégias de Final Fantasy 7. Quem viveu naquela época sabe que os detonados eram bem curtinhos nas revistas de videogames, justamente porque tinham que dividir as páginas com lançamentos, notícias e tudo mais. Esse não foi o caso da Gamers Book Nº1 que era um deleite para os apaixonados por FF7 e até mesmo aqueles que ainda não tinha jogado. Como minha situação financeira naquela época era complicada, essa foi outra revista que não pude ter e fiquei somente curtindo ela através de amigos. Hoje ela é um item raríssimo de achar em qualquer lugar e quem vende coloca preços absurdos na sua venda.

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O TEMPO PASSOU e AGORA?

O tempo foi passando pessoal e infelizmente e fui deixando FF7 para trás e mesmo na época de emuladores acabei não querendo joga-lo. Talvez por ser um daqueles pecados gamísticos que a gente prefere não lembrar (ou lembra com um carinho escondido!) e se conforma sabendo  que não é possível jogar todos os games  que você quis em 1 vida (eu precisaria de umas sete para jogar tudo!).  Mas as eventualidades do mundo gamer acabou trazendo ele a tona novamente com o lançamento do seu Remake. E agora tenho certeza que vou poder joga-lo com todo o carinho que não tive lá no passado. Pode parecer besteira para alguns, para outros já uma forma de lembra os anos incríveis de 1997 e 1998 e que na minha sincera opinião é considerado o "ano do videogame".  Então ficou por aqui, mas pode deixar que vou comentar aqui no blog sobre meu relato jogando FF7 Remake com certeza.

Mas e você? Tem alguma alguma história com final Final Fantasy?
Se chegou até aqui não deixa de escrever aqui nos comentários sobre ela.
E obrigado por lido até aqui!
Grande Abraço. Ivo. 

 


Final Fantasy 7 (Parte 1) - O garoto que não gostava de RPG!

Final Fantasy 7 Remake está chegando e todos aqueles fãs ávidos que esperaram, pediram, imploraram, choraram e fizeram promessas por todos esses anos de espera estão felizes. Bom, eu poderia fazer um texto analisando a demo de FF7 (que saiu semanas atrás) nos mínimos detalhes, mas essa não é minha intenção nesse texto por um simples fator. E qual é esse fator, Ivo?          

                              - Eu não joguei Final Fantasy 7 do Playstation 1!


O BIG BANG DO PECADO GAMÍSTICO

Pode parecer um absurdo e ainda mais quem me conhece, mas o fato de não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (até tem um pouco! vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores "pecados gamísticos" que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um "alien" em meio aos jovens gamers lá em 1997,98,99 e cia. Pois bem! Eu era um desses "aliens!"Pode parecer um absurdo, ainda mais para quem me conhece, mas o fato de eu não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (bom, no fundo até tem um pouco! Vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (o que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores “pecados gamísticos” que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um “alien” em meio aos jovens gamers lá em 1997, 98, 99 e cia. Pois bem! Eu era um desses “aliens!”

No caso de RE2 tudo foi resolvido com o lançamento do “remake” (mais de 20 anos depois, hahahahaha!) e que por sinal você poder conferir tudo que escrevi dele aqui. Mas se RE2 era como fosse uma “explosão atômica” do pecado gamístico na minha vida, FF7 é o tipo “O BIG BANG” do pecado gamístico” na minha vida. Por quê? Essa é a história que vou contar agora! Então, bora lá!


Voltando para 1995-1996

Antes de propriamente começar a falar o motivo de não ter tido o Playstation 1, não ter jogado FF7 e tudo mais de 1997 para frente, vou ter que voltar no tempo para mais exatamente 1995-1996 e direi a razão. Foi exatamente nessa época que conheci pela primeira vez um RPG, o Chrono Trigger. Bom, eu sempre fui apaixonado por jogos de plataforma e isso vinha da linhagem dos consoles de 8 bits, naquela época simplesmente nem ligava para outros estilos. Eu tinha em mente que o futuro era que os jogos de plataforma fossem ser o gênero supremo e que todos os outros gêneros iriam morrer (doce ilusão!). protegia esse argumento ferrenhamente em conversas entre amigos (mais que eleitor fanático por partido político em redes sociais nos dias hoje).


Chrono Trigger chegou em 1995 nas locadoras da minha cidade e a primeira vez que o vi foi na casa de um amigo. Ele tinha alugado e não parava de elogiar o game a todo instante. Depois de ver o jogo na casa dele, achei um jogo chato, parado e apenas com bons gráficos e músicas (quero ver alguém dizer isso nos dias de hoje de Chrono Trigger! Vai ser linchado com certeza!). O tempo passou e vários outros amigos elogiavam cada vez mais Chrono Trigger e o restante não parava de falar que conheceu outros jogos nesse estilo (como tivessem se esquecido do gênero plataforma do dia para noite!) E foi assim com Breath Of Fire, Final Fantasy 6, Secret Of Mana, Earthbound e outros. Mas mesmo com tantos elogios, euzinho continuava firme e forte com meus jogos de plataforma e torcendo o olho para RPGs (Maluco! Tinha DK naquela época e que se exploda o RPG! Esse era meu pensamento). Mas a história iria começar a mudar...


A mudança


Em 1996 seria lançado Super Mario RPG e a notícia de que a Nintendo e a Square estavam fazendo esse jogo juntas abalou todo mundo naquela época, ainda mais quando essa edição da Super GamePower colocou o jogo como capa. Quem gostava de RPGs ficou mais empolgado e quem ainda não tinha se convencido foi obrigado a jogá-lo. Eu não gostava de RPGs e declarava isso aos quatro ventos (mas tinha a revista! Dawww!) e era até conhecido como “O GAROTO QUE NÃO GOSTAVA DE RPG” na locadora e entre os amigos. Mas um dia chegando tarde na locadora (sábado de tarde nunca tem nada!) vi praticamente todos os jogos de plataforma e cia alugados e tinha um jogo inesperado para alugar… Adivinha qual era? Super Mario RPG (algum maluco o devolveu no sábado de tarde porque provavelmente deve ter alugado na semana!). Pensei muuitoooo, muuitoooo e acabei alugando. Quando puxei Super Mario RPG da prateleira da locadora era como se todos estivessem me olhando e dizendo:

                            - Ahrãããããã! Vai alugar RPG Ivo! Quem diriaaaaa!


Foi uma sucessão de olhares e comentários: do dono da locadora (que anotou meu pedido!), do sócio da locadora (que colocou o jogo na caixinha!), dos garotos que estavam na locadora jogando ou olhando o que alugar!, dos amigos da minha rua (que estavam chegando na locadora!), dos amigos do meu colégio (quando saí da locadora!), dos amigos dos amigos (que encontrei em frente ao meu prédio!), do presidente, do papa… todos, literalmente!  Se bobear até minha mãe que nem sabe o que é RPG estava me falando isso. Naquele fim de semana simplesmente me tranquei no quarto e não saí mais para jogar Super Mario RPG e o inevitável aconteceu – Acabei adorando o jogo! Ao ponto de alugá-lo mais umas 3 ou 4 vezes para terminá-lo sempre ouvindo:               

                                        - ESTÁ GOSTANDO DE RPG NÉ IVOOOO!!



Super Mario RPG foi sem dúvida a introdução dos RPGs na minha vida gamer. Eu adorava organizar, equipar, subir de nível, entender a história, as piadinhas e tudo mais nesse jogo. Ele é sem dúvida um dos melhores RPGs que joguei até hoje (se você tiver a oportunidade, jogue!). Mas assim que terminei nem pensava em jogar outro RPG (já tinha dado meu braço a torcer jogando um!). Depois disso o que eu mais ouvia entre os amigos eram pedidos (com piadinhas de que gostei de RPG ¬¬) para jogar Chrono Trigger e Final Fantasy 6. E por insistência (cansado de ouvir isso!) acabei alugando Final Fantasy 6.


Final Fantasy 6 - Quem diria!

Aluguei primeiro FF6 a contragosto, deixando os fãs de Chrono Trigger que me enchiam o saco para jogar irritados. (Antes que me atirem pedras, já aviso que anos depois Chrono Trigger me conquistou absurdamente também. Mas aê foi na época dos emuladores). O resultado? Adorei Final Fantasy 6! Ele tinha um clima sombrio, era mais sério, com maiores dificuldades, enredo mais complexo, mais personagens e lá estava euzinho alugando esse jogo várias vezes. Fui muito longe em FF6 (não terminei!), mas devido ao meu inglês fraco da época, acabava encalhando no game ao ponto de não saber mais o que fazer. Isso aconteceu umas cinco vezes que aluguei FF6. Além disso, tinha o fato que toda vez que alugava de novo alguém tinha apagado meus SAVES! E aí era obrigado a fazer tudo de novo, com outro detalhe:

   - EM UM FIM DE SEMANA
(Alugava sábado e devolvia o jogo segunda!)

Joguei muito FF6, mas acabei desistindo de continuar a jogar (malditossss que apagavam o meu save!) e nisso já era também o fim de vida do Super Nintendo lá em meados de 1996-1997, onde todos só queriam saber de Nintendo 64, Saturno, Playstation e Final Fantasy 7. Mas o interesse pela franquia acabou me levando a conhecê-la mais a fundo por revistas, por outros jogos, conversas entre amigos e tudo mais… assim acabei me envolvendo absurdamente, principalmente com Final Fantasy 6, que desejava fechar um dia  e que não o fiz na época porque vendi meu Super Nintendo para comprar um 3DO (fui terminar somente na época dos emuladores!). Irei contar mais na segunda parte.

Bom, essa foi a primeira parte da minha história de como conheci RPGs e Final Fantasy 7. A segunda parte vai contar a minha empreitada de quando vi pela primeira vez a notícia de um novo Final Fantasy em outros videogames, como foi viver sem Playstation 1 e não jogar Final Fantasy 7, a maldita revista Gamers Book de FF7 que todos tiveram e muito mais. 

Valeu pra quem leu!
Um grande Abraço e até a parte 2.
Ivo Ornelas


O que joguei em 2019?


Fim de ano chegou e também a hora de comentar o que joguei em 2019. E por sinal esse ano anotei todos os jogos que joguei ou melhor dizendo os que terminei. Esse sem dúvida foi o ano que mais joguei nos últimos 15 anos, em meio a um dos meus "pecados gamísticos" como Resident Evil 2 e conseguir jogar lançamentos como Spider-Man, Days Gone e outros. Como você vai perceber foi o ano que joguei menos retrogames e isso tem uma explicação - acabei dando uma parada com "retrogames" pelo fato de que estava me prendendo muito ao passado e esquecendo as coisas novas, por mais que algumas sejam inesquecíveis e sempre vale revive-las o novo não pode ser deixado de lado. E a verdade é que estou tentando me desapegar do passado - desapegar é diferente de esquecer.


Fechando lista de jogos?

E esse ano talvez seja o ano que fecho esses listas do que "joguei no ano". Em 2020 a minha jogatina vai diminuir drasticamente por alguns motivos que venho refletindo algum tempo. Eu amo videogames e isso vêm me acompanhando por toda a vida, mas chegou a hora de me dedicar em novas áreas e até quem sabe um hobby novo. Além do fato de estudar mais firmemente em 2020, estou querendo fazer outras atividades, como aprender algo novo: língua nova, tocar algum instrumento musical, atividade física e etc e principalmente a leitura. Sinto muita falta de ler e antes mesmo de jogar videogame a leitura era uma das minhas paixões e ela foi deixada de lado nos últimos anos. Estou querendo em 2020 fazer a lista de leitura ao invés de games. Quem sabe?

Mas chega de papo e hora de colocar a lista do que joguei em 2019.
E vale lembrar que todos citados abaixo foram detonados. Bora lá!!


Resident Evil 2 - Playstation 4

O começo do ano veio com nada menos que o remake de RE2 e um dos meus "pecados gamísticos" dos anos 90. Sem dúvida um dos melhores jogos do ano e um presente para os amantes da série de "survivor horror". Um game feito totalmente com carinho pela Capcom e que sem dúvida mostrou que ela finalmente está de volta. Eu platinei o jogo detonando ele do começo ao fim e você pode ver meu review completo dele aqui . Inclusive ganhei a chave da própria Capcom e que foi uma bela surpresa para euzinho aqui. Torço para que Resident Evil 3 seja lançado por ela no mesmo naipe que foi esse Resident Evil 2.


Batman Returns - Super Nintendo

Ta aê um joguinho que estava devendo reviver e terminar. Meu primeiro contato com ele foi lá em 1994 em um evento de games na minha ex-cidade (onde nem se falava de evento de games como hoje). Logo ele se tornou um dos meus jogos prediletos de Super Nintendo e em 2019 resolvi joga-lo. Ele ainda tem todo aquele clima sombrio igual do filme e mantem seu charme mesmo depois de tantos anos. Inclusive terminei ele no último nível e descobri tem um final especial nele (apenas uma imagem, mas vale a pena!).


Devil May Cry - Playstation 4

Mais um joguinho que nunca tive a oportunidade de jogar na época do Playstation 2 e cia. Mais um game que recebi o código da Capcom de presente. Um jogo clássico com a volta do Dante e toda sua turma e outra cartada perfeita da Capcom em revitalizar suas franquias antigas. Um jogo que agrada do começo ao fim e somente peca por ser bem curtinho. Esse também foi devidamente platinado!


Sekiro - Playstation 4

O "blábláblá" de jogadores de Dark Souls me irritava profundamente. "Aíii o jogo é difícil", "aí o jogo não é para qualquer um", "aí eu fechei Dark Souls" e "blábláblá" e por fim Sekiro foi lançado como o novo Dark Souls. Bom, resolvi pegar o jogo e termina-lo e confirmo o que já tinha comentado jogando Nioh - esses jogos não tem nada disso de "supra-sumo". É só aprender/decorar o mecanismo do game, chefes, inimigos e cia a coisa se resolve facilmente. Joguei e platinei tranquilamente e sinceramente é um dos jogos que menos gostei nesse ano, mas ainda sim é melhor que Nioh pelo menos. Resumidamente esse tipo de jogo (Dark Souls) não é meu estilo e foi o último que investi meu tempo jogando. E tá provado que é muita "pagação de pau" sobre esse estilo "Souls".


Days Gone - Playstation 4

Zumbis, mundo apocalíptico, sobrevivência e um estilo de filme que adoro, mas imagina isso em um jogo? Essa é a proposta do Days Gone e resolvi joga-lo. É um game que pega todas as mecânicas inovadoras de outros jogos da série e implementa nele. Até aê o jogo é muito bem feito com gráficos bonitos, mecânicas legais (como citei!), jogabilidade precisa, personagem principal carismático e sua história boa (que não é a oitava maravilha do mundo, mas tá bem!). O que peca todo o game é a repetição das missões. Invadir áreas de inimigos é praticamente 70% do jogo e isso deixou a história principal de lado e o desenvolvimento do jogo cansativo. Para cada parte da história principal tem 30 missões paralelas em qual 29 são de invadir territórios. Essa é a minha reclamação do game! Mas se mesmo assim você ama zumbis e sobrevivência como euzinho aqui vai curtir seus bons momentos... recomendo o game.


Team Sonic Racing - Playstation 4

Quem me conhece sabe que Mario Kart 64 é o meu jogo predileto de todos os tempos. E já que a Nintendo não lança nenhuma versão nova para consoles desde 2014 (Deluxe de Switch não vale!) o jeito foi recorrer ao Team Sonic Racing e ainda na expectativa de jogar com os amigos online. Bom, eu fiz até um mini campanha para convencer todo mundo a jogar online e sabe qual foi o resultado? Ninguém jogou! A conclusão é que da galera que conheço e jogava online ou junta nesses tipos jogatina... morreu por "N" motivos. Mas e o jogo Ivo? Team Sonic Racing é o mais perto que temos de Mario Kart, desde sua diversão a sua variedade de pistas e personagens. Sem dúvida se você sente falta de um Mario Kart novo essa é a opção de jogar... até que Nintendo resolva lançar um Mario Kart novo lá em 2030.


Samurai Shodown - Playstation 4

Ahhhh! SNK que saudade de você! Ops! Ela resolveu voltar em 2019! E com nada menos que na minha opinião foi o melhor jogo de luta em 2019 - Samurai Shodown. Quem viveu os anos 90-2000 sabe que SS fez a vida de muitos jogadores de fliperamas e botecos da vida. E depois de muitosssss anos a SNK resolveu lançar um SS novo e o resultado foi maravilhoso. Um jogabilidade clássica, mas com toques de modernidade e gráficos novos fizeram o SS voltar ao patamar de onde nunca deveria ter saído - como um melhores jogos de luta de todos os tempos. Se você é fã da SNK assim como euzinho e ainda mais de jogos de luta... não perca esse jogo! Recomendo.


198x - Playstation 4

Um proposta indie, com um toque retro e contando a vida de um gamer dos anos 90 nos dias atuais? Com música de Yuzi Koshiro? Eu não poderia deixar de conferir esse jogo. E o resultado? Foi ótimo e você pode conferir meu review aqui. Muitos odiaram o jogo falando que ele é apenas um "punhado de mini games" mas a verdade que o importa no jogo ao meu ver é a sensação que ele trás... aquela nostalgia que só quem viveu os anos 80-90 sabe como foi. E isso o jogo foi implacável!


Goof Troop - Super Nintendo

Como eu amo esse jogo! Esse para muitos deve ser um joguinho qualquer de SNES, mas para mim é sem dúvida um dos melhores. Esse jogo me trás tantas lembranças boas! Mas não só isso! O jogo ainda continua super divertido e desafiador com seus puzzles. Fazia mais de 20 anos que não jogava ele e foi uma delícia relembra-lo e fecha-lo em um fim de semana (como adoro jogos de SNES de fim de semana!). Não sei porque demorei tanto para joga-lo de novo, mas se bobear vou jogar ele de novo em um futuro próximo.


Battle Chasers - Playstation 4

Esse game tá comigo faz 2 anos e fui jogando aos poucos e sempre enrolava para fecha-lo e depois de muita insistência resolvi termina-lo. Esse é um joguinho dos que menos gostei em 2019. Apesar a história, gráficos e personagens legais... ele não me cativou. Não que ele seja ruim, longe disso! Só que já o tipo de jogo que não me cativa mais depois de tantos anos. Esse infelizmente foi com menor nota (dos que fechei!) esse ano.


Alien Vs Predator - Super Nintendo

Eu tive uma ideia de fechar todos os "Beat En Up" de SNES um tempo atrás (que desisti no meio do caminho por causa de tempo!) e tinha começado com Alien Vs Predator. Um jogo ruim, muitoooo ruim de SNES. Eu já achava ele ruim na época do SNES e hoje dia ele é "injogável". Só não coloco ele com o pior de 2019 porque ele já teve esse título de pior do anos lá em 1994 quando joguei ele. Então você que é amante de SNES... passe longe desse jogo!


Ninja Warriors - Once Again - Nintendo Switch

No meio do ano tive a oportunidade de conseguir um Nintendo Switch que o primo da minha esposa trouxe do Japão e por um preço de banana por sinal. A diferença de preço é descomunal mesmo você trazendo do Japão. Bom, logo de cara resolvi pegar um joguinho simples que é nada menos que Ninja Warriors. Sim, aquele "Beat Em Up" de SNES, só que agora ele voltou todo reformulado, com personagens novos na versão de Switch. Qual o resultado? Se você é fã de SNES vai amar essa versão! Tudo está ali com algumas melhoras e agora com a opção de dois jogadores o que gente reclamava demais na época do SNES. Uma delícia de jogo para você jogar numa tarde de fim semana... tem coisas que só SNES proporciona e mesmo depois de tantos anos.


Mario Kart 8 Deluxe - Nintendo Switch

Com o Nintendo Switch acabei comprando Mario Kart 8 Deluxe para dar aquela jogada básica e ir matando minha vontade de Mario Kart até o próximo lançamento. O resultado? Eu simplesmente detonei o jogo com todas as estrelas em todas as cilindradas (inclusive 200cc). Como citei em Team Sonic Racing a jogatina online com os amigos também morreu nesse game e a diversão ficou somente online sozinho ou offline,  mas mesmo assim valeu cada jogatinha... além do fato de jogar com a esposa que é sempre bom =)


Ultra Street Fighter 2 - Nintendo Switch

Joguinho de luta no Switch? Vamos olhar! Acabei pegando Ultra Street Fighter 2 para matar a minha saudade de Street Fighter antigos e não esses novos que infelizmente não curto muito (SF para mim é 2D e ponto final!). Ele é o mais do mesmo com algumas firulas como Evil Ryu e Evil Ken e o resto é bom e velho Super Street Fighter que amamos. E assim está ótimo e valeu cada jogatina.


Blazing Chrome - Nintendo Switch

Desde que foi anunciado pela JoyMasher venho acompanhando o lançamento desse jogo e quando ele saiu foi justamente quando peguei meu Switch. Não deu outra! Lá estava jogando ele! E digo para vocês retrogames... que jogo MARAVILHOSO! Um verdadeira aula de como fazer um jogo das antigas no dias hoje e o recado fica para Konami que depois Contra Hard Corps nunca mais lançou nenhum Contra descente e isso já fazem mais de 20 anos. Blazing Chrome é um jogo desafiador, divertido, fantástico e merece todos os elogios em 2019 e está no meu TOP 3 de 2019 de melhores jogos. Agora fica o fato que o senhores "retrogamers" quase não comentaram desse game em 2019 e perderam a oportunidade de mostrar esse jogo fantástico que merece todos os créditos.


Mario Odyssey - Nintendo Switch

Tá aê o campeão de 2019. O melhor jogo que joguei em 2019 é Mario Odyssey sem sombra de dúvida. Ele é uma homenagem a você que jogou os games do Mario desde criança. A magia dos jogos do Mario está ali e vai fazer tirar um sorriso do seu rosto como fez comigo. Eu amo Mario 64 e meu sonho era ter uma continuação ou algo parecido durante todos esses anos, tudo bem que tivemos o Mario Sunshine, mas ele tropeçou em um monte de coisa e acabou não sendo algo que pudêssemos colocar como continuação de Mario 64. Agora Mario Odyssey é justamente que sempre sonhei! Todos sabem que  meu Mario predileto é o 64 e por tudo que ele foi e ainda é nos games de até hoje e a história pessoal que tenho dele (que inclusive tenho que fazer um review aqui!), mas Mario Odyssey mexeu com meu coração... Qual é o meu Mario predileto agora!! Quer um conselho meu? Para de jogar o que você está jogando e vá jogar Mario Odyssey.


Star Wars: Jedi Fallen Order

Quanto tempo faz que não jogo um game do Star Wars bom? Mas bom mesmo?! E digo aqui! O último que realmente amei foi Star Wars: Shadows of the Empire de 1996 do Nintendo 64. Tem o de PC como Dark Forces, mas ele é de 1995 e um ano do lançamento citado do N64. Depois disso nenhum me agradou! Tirando os do Lego, mas esses coloca em um lista separada. Star Wars: Jedi Fallen Order foi minha aposta depois de tantos anos em um jogo de SW e foi um acerto em cheio. Um game que reúne todas mecânicas boas  de outros jogos nesse estilo aventura e introduz no mundo de Star Wars. Está aê a prova que não precisamos de "mega inovações" para fazer um jogo bom.

Bom pessoal! Isso foi que joguei em 2019. E deixo aqui todo meu feliz 2020 para todos você.
Que seja um ano especial e que a saúde, paz, felicidade e jogatinas sempre estejam com vocês.

Um grande Abraço.
Qualquer coisa deixa um comentário aqui embaixo.
Ivo.