Minha História com 3DO - Versão 2.0 (Parte 1)


Alguns anos atrás acabei escrevendo minha história sobre o 3DO no site Retroplayers. Admito que aquele texto era mais um relato da minha frustração de tê-lo comprado em 1996 que propriamente falar sobre ele. Anos se passaram e acabei encontrando um pequeno livro (Dossiê Old!Gamer) contando a história desse console. Foi aí que pude perceber o que levou à ruína um console que parecia tão promissor. E, me informando mais a fundo nesse dossiê, acabei deixando de lado um pouco a frustração que tenho dele e entendi os vários motivos que levaram ao seu fracasso. Em cima disso resolvi reescrever meu texto do 3DO em duas partes, de forma mais informativa, com menos frustrações e, principalmente, olhando novos aspectos (desde pioneiros e desastrados) desse console. Então bora lá, pessoal!


Minha história inicial com o 3DO

A versão do 3DO que comprei - FZ-10

Meados de 1994, uma época de transição de consoles e, na visão de um garoto de 14 anos, seu Super Nintendo já não se encontrava em condições de disputa com as novas tecnologias, que apresentavam jogos maravilhosos em arcades e em novos consoles que estavam sendo anunciados. Com a ideia de adquirir um console novo em mente, tive um encontro inesperado. Encontrei um novo console em uma locadora, com uma aparência inovadora e que utilizava CDs, chamado 3DO, algo mágico para um garoto que até então só conhecia cartuchos. Como jogar em locadoras era algo frequente naquela época, acabei pagando R$ 2,00 para jogar trinta minutos do 3DO em um jogo chamado The Need For Speed. Bom, nem preciso dizer que meus olhos saltaram ao ver aqueles gráficos incríveis, movimentações e muitas outras coisas que não se encontravam em consoles antigos.

 The Need For Speed de 3DO

Conversando com o dono da locadora descobri que se tratava da nova geração de consoles de 32 bits, e que ele seria o console do momento, com vários jogos, gráficos revolucionários, possibilidade de ouvir música nele, e muitas outras coisas. Depois de trinta minutos jogando fui convencido a perguntar quanto ele custava e ouvi a seguinte resposta: R$ 600,00.

Para os padrões daquela época (o real havia acabado de ser implantado no país) esse valor era realmente alto. Para vocês terem ideia, o valor do salário mínimo em 1996 era de R$ 100.  Mas R$ 600 ainda não era o valor total do console, ainda existia a necessidade do “transcoder“, que transformava o 3DO de PAL para NTSC e custava mais R$ 150,00. No total o console ficava R$ 750,00. Com a ingenuidade de um garoto de 14 anos sem noção de valores, dinheiro suado, contas para pagar e cia... resolvi pedir ao meus pais o console.

Alguns nesse momento devem achar que minha família era rica nessa época, mas não era. Os meus pais em 1995 tinham uma boa condição e isso era fato, mas também existia uma regra que presentes na minha casa só eram dados em uma data somente. Exemplo: Se fosse ganhar algo de Natal, não tinha nada no dias das crianças ou aniversário, e se fosse ganhar em aniversário não tinha nada em dia das crianças e Natal e por fim se fosse ganhar no dia das crianças não tinha nada no Natal e aniversário. Pode parecer estranho, mas com isso era possível eles juntarem um pouquinho mais de dinheiro e comprar algo melhor.

Assim, pedi aos meus pais para comprarem o 3DO e eles aceitaram, mas teria que esperar algum tempo para eles conseguirem o dinheiro. Demorou um pouco, mas eles compraram o 3DO perto do final de 1995.


Jogos que tive e destaques do 3DO
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Paraguai nos Anos 90

Inicialmente o 3DO possuía bons jogos e que me entreteriam por algum tempo. Jogos como: Super Street Fighter, Need For Speed, Road Rash, Gex, Demolution Man, YuYu Haskusho e Fifa.
E no início de 1996 ainda fui pela primeira vez com meu pai ao Paraguai. Isso mesmo, fui comprar muambas com ele no Paraguai e por lá encontrei jogos como o Fifa e Yuyu Haskusho piratas (3DO não tinha sistema de trava de região ou segurança de cópias). Fiquei felizão e principalmente com YuYu Haskusho, que passava na Manchete e eu assistia todo santo dia. Mas infelizmente a felicidade foi acabando...e em menos de um ano fiquei praticamente restringido a esses jogos citados acima (e mais alguns ruins!) e somente na locadora onde comprei o console (as outras locadoras na minha cidade não tinham jogos de 3DO).  Apesar de poucos jogos, que foram praticamente todos que joguei, o 3DO teve uma boa leva inicial.

Ficam aqui os destaques:

Super Street Fighter 2 Turbo - A versão idêntica à do Arcade e a primeira a ser lançada em consoles. Sem dúvida uma conversão perfeita desse clássico de SF2 e com a possibilidade de especiais, jogar com o Akuma e cia. Demorou bastante tempo para essa versão sair para outros consoles como o PS One e Saturno.


Gex - Um jogo de plataforma com uma lagartixa super simpática. Eu o considero mascote do 3DO! Um jogo super divertido, cheio de fases, segredos, lindos gráficos e trilha sonora. Foi o que mais joguei no 3DO, sem dúvida alguma.


Road Rash - Com cutscenes fantásticas, trilha sonora com bandas como SoundGarden, muitas motos e porradas. Um jogo que entra no top 3 do 3DO. Essa versão foi também exclusiva para 3DO por muito tempo. A versão de Sega CD não tinha cutscenes e os gráficos eram 2D igual do Mega Drive.


YuYu Hakusho - Um jogo de luta com todos os personagens da série. Com animações tiradas do próprio anime e inclusive suas aberturas. A jogabilidade não era das melhores, mas fazia a diversão dos fãs da série que passava na Manchete e inclusive a minha.

 


FiFa - Eu nunca fui fã de FiFa, mas esse joguinho era divertido e com melhorias da versão de Mega, além de várias cenas digitalizadas das copas de 1970 e cia. Era divertido ficar vendo os gols do Pelé na Copa de 70 entre o intervalo do 1º tempo para o 2º tempo.


Aqui fica uma listinha de outros jogos de 3DO que recomendo:

- Policenauts
- Wing Commander 3: Heart Of The Tiger
- Out of This World
- Return Fire
- Samurai Shodown
- Mad Dog McCree
- Demolution Man
- Myst
- Crash´n Burn
- Shockwave
- StarBlade
- Flashback


O Começo do FIM do 3DO para mim!

O 3DO foi lançado em 1994, o ganhei no final de 1995 e já em 1996 o fim de vida dele tinha começado (na segunda parte irei comentar sobre isso - vamos continuar na minha história!). Se era difícil encontrar jogos dele em pleno momento de vida, imagine quando o 3DO começou a entrar em seu fim de vida? Só que a verdade é que eu não sabia disso! Vale lembrar que em 1996 não tínhamos acesso às informações rápidas como hoje, tudo era na base do "boca a boca" ou por revistas de videogames. Não existia uma forma de saber se ele iria ser um sucesso ou um fracasso, só saberíamos disso com alguns anos após seu lançamento. Ao mesmo tempo em que me isento de culpa por não ter informações se o videogame seria um sucesso, o que me faltou  foi esperteza de esperar algum tempo para comprá-lo, pois assim poderia ver se ele teria retorno no mercado (lição essa que foi aprendida pós 3DO e utilizada até hoje).


Bom, com o declínio do 3DO, os jogos começaram a ficar escassos e eu já tinha alugado praticamente todos e os que existiam na minha cidade e os que eu tinha comprado... joguei até cansar. E isso começou a me incomodar, ainda mais com os lançamentos que estavam surgindo no próprio Super Nintendo (da geração anterior!), novo Playstation e Saturno. Com isso fiquei chateado e comecei a perceber que o 3DO tinha sido uma má escolha. Mas a má escolha viria a ser pior com um fato que ainda iria acontecer.


O dia que queimei meu 3DO e o fim.

O 3DO que eu tinha comprado era PAL-M. Para quem não sabe esse é o sistema europeu de sintonia da TVs e para transformar em NTSC, que é o nosso sistema, tinha que usar o "transcorder". Ele era um aparelho que convertia o sinal de PAL-M para NTSC. Outro fato era que o 3DO era 110v (sistema de voltagem europeu) e lá em Santos-SP (onde morava!) a voltagem era 220v. Com isso, também tinha que usar um aparelho para converter 110v em 220v. Então vocês imaginam a "complicação" que era ligar esse videogame?! Eram vários cabos e aparelhos para jogar. Não que me importasse tanto com isso, quem viveu a época de Atari sabe como tínhamos que ligar aquela caixinha atrás da TV para jogar e tudo mais. Resumindo! Ninguém se importava naquela época de ligar 1000 cabos para jogar videogame. Mas infelizmente comigo teve um porém!

Um dia em que fui jogar, por distração acabei ligando o 3DO, que era 110V, sem o aparelho de conversão para 220v e o resultado foi que queimei o videogame. Alguns segundos de distração foram suficientes para queimar o console! Foi uma situação realmente chata, afinal, eu já tinha noção da escolha errada de videogame que tinha feito, e se fosse arrumar iria gastar mais ainda. O resultado é que meus pais mandaram o videogame para uma assistência técnica na minha cidade e o valor não foi nada barato.

E no momento em que ele voltou do conserto, o prego no caixão já tinha sido martelado. O videogame tinha sido descontinuado, não teriam mais jogos para seu lançamento, não existiriam mais jogos para alugar na minha cidade e, por fim, a possibilidade de comprar um novo console com dinheiro do meus pais já estava fora de cogitação.

Eu até tentei vender, mas infelizmente ninguém se interessou em comprar. Às vezes o emprestava para alguns amigos que não o conheciam e se interessavam por jogá-lo e quando ele voltava... o guardava no fundo do armário.


Os Erros

O 3DO teve seus lados bons para mim, isso não tem como negar. Os jogos iniciais, a nova tecnologia, ouvir música, bons momentos de jogatina e cia. E seus lados ruins? Bom, ele teve sim e talvez mais que os prós, mas como sempre estamos aprendendo nessa vida, com o 3DO não foi diferente e cito alguns aqui. E quem sabe ajudem algum leitor perdido a aprender também.

O primeiro erro em ter comprado o 3DO era que ele foi um videogame para padrões altos e isso ocasionava vários problemas. Seu preço não o tornava popular e o resultado era que o interesse das locadoras em ter jogos (falando aqui no Brasil!) dele era praticamente nula. Se você for pensar como um dono de locadora, qual seria o sentido de investir em vários jogos de 3DO se existiam poucos usuários do console? Seria um dinheiro gasto e sem retorno, então era muito melhor investir em outras plataformas como Snes, Mega, Playstation e cia, que com certeza tinham vários donos desses consoles e com isso gerariam a demanda de locações de jogos e retorno $$$. Então, eu deveria ter observado o fator de que o principal meio de poder jogar era a locação e que não teria muitas opções devido ao alto preço do console.

O 3DO não era um videogame somente para "quem poderia comprá-lo". Explico melhor! Era para pessoas com nível econômico "muito bom MESMO". Aqueles que tinham o luxo de ter outros consoles e não viver só de 3DO. Caso ele não desse certo teriam dinheiro para comprar outro imediatamente ou jogar outro console. No meu caso eu tinha dinheiro para comprá-lo, mas caso ele não desse certo, a possibilidade de comprar outro videogame era nula. Por isso digo que "era apenas para um público que poderia comprá-lo", mas que não se importaria se ele não desse certo... afinal ele tem outros videogames e padrão econômico para não se importar com isso.

A espera foi outro fator que errei. Hoje, se você não é rico, não compre um videogame em seu lançamento. Existem "N" fatores que justificam isso, mesmo que seja um produto já consolidado no mercado. Vou dar um exemplo com uma marca consolidada nos dias de hoje - Playstation 5. Tirando o fator de valor e que já sabemos que é absurdo em lançamentos, existem outros fatores a se comentar. Problemas técnicos são constantes em lançamentos, vimos isso no Xbox 360, no Playstation 3, no Playstation 4 e Xbox One. Na última geração a frequência foi menor, mas ainda assim vários videogames apresentaram problemas de aquecimento ou defeitos. Esperar um pouco é o mais certo, mesmo porque nesse tempo eles lançam atualizações e melhorias no hardware. Outro fator é o proveito das suas funcionalidades. Eu sei que muita gente não se importa com isso, mas jogar PS5 em um TV tela plana antiga sem funções HDR, 4K e cia é deixar o seu potencial tecnológico de lado. Afinal, é como ter um Ferrari, mas só andar com motor de Gol... Vai andar, mas você não terá o potencialidade de um motor da Ferrari.

Outro fator era - O mercado estava mudando bruscamente da geração de 16 para 32 bits devido aos gráficos poligonais, mudança de mídia de cartucho para CD, a 3DO Company não era um marca consolidada no mundo dos games, havia competição imensa entre Nintendo, Sony, Sega, Microsoft (PCs estava entrando na briga também!). Isso tudo é um fator que teria que colocar na mesa na época.

Mas apesar de apontar todos esses erros, hoje tenho um pensamento mais coerente sobre isso. No texto antigo me culpava fortemente por não ter pensado nessas fatos relatados acima, mas como conseguiria isso com 15 anos? É praticamente impossível!

Vale lembrar, como já citei, que nessa época as informações eram escassas (sem internet e notícia em tempo real como hoje) e a maturidade em um garoto de 15 anos estava apenas nascendo ainda. Se dessem um poder de escolha a um garoto de 15 anos em 1996 e que pudesse comprar o 3DO... com certeza ele diria SIM como eu fiz. Afinal, o que a gente queria mesmo era curtir a jogatina e aproveitar o que podíamos sem conhecimento algum de críticas sobre videogames.  Nesses anos todos que converso sobre o 3DO, conto nos dedos quem veio com esse argumento - Não tem como Ivo! Era uma época diferente! Com certeza se tivesse dinheiro teria comprado também!. Essas pessoas são justamente as que consigo ler/ouvir uma crítica diferenciada nos dias de hoje... do que aquela que passei muito tempo ouvindo: - Ahhh Ivo! Você comprou um 3DO, que porcaria!


Conclusão

Antigamente, eu via o 3DO com "olhos de decepção" e hoje o vejo como uma experiência diferente no meu currículo gamer, algo que poucos tiveram a oportunidade de jogar e que somente alguns podem contar. É muito fácil dizer hoje que teve a experiência de jogar Super Nintendo, Mega Drive, Playstation e tantos outros, mas só alguns tiveram a experiência de jogar 3DO e entender o que ele significou no mercado dos games. Foi uma escolha ruim na época? Foi. Mas hoje é um aprendizado em relação ao mercado de games que acompanho desde aquela época e, sem dúvida, uma experiência que poucos podem contar - ter tido um 3DO.

Aliás, na segunda parte começa a minha explicação sobre o que o 3DO representou no mercados dos games e já adianto que não foi um console mal sucedido, mas o iniciador de um nova era nos videogames.

Então obrigado por lido até aqui!
E até a segunda parte!
Obrigado - Ivo Ornelas.


Desafio Neo Geo CD - Todos os Games #1

 


Não é de hoje que sou apaixonado pela SNK e até fiz um textinho contando minha história sobre ela (clique aqui para ler). Eu sempre sonhei em ter uma coleção completo de jogos do Neo Geo CD e também o próprio Neo Geo CD, mas nos dias de hoje é praticamente impossível, devido aos custos absurdos que cobram desses jogos. Então resolvi baixar todos os jogos de Neo Geo CD (achei um pack com todos os jogos lançados) e resolvi joga-los aos poucos.

Vai demorar um pouco para jogar tudo, mesmo porque falta tempo para isso, mas o importante é ir devagar e curtindo cada jogo tranquilamente. Alias, eu fiz um lista de todos os jogos e suas respectivas datas de lançamento e assim vou seguir as respectivas datas para ir jogando. Separei tudo em uma planilha de Excel (está no final do texto!),

Esse fim de semana comecei com 3 joguinhos. Dois da primeira leva de lançamento do Neo Geo CD que foi em 09 de Setembro de 1994 (lançamento do Neo Geo CD) com Art Of Fighting 1 e Art Of Fighting 2. Joguei um fora da ordem porque já tava no videogame, mas vai ser o único assim que é o Samurai Shodown 3.

Abaixo o registo da minha jogatina que vou colocando aos poucos aqui no blozinho =)
Até a próxima! Ivo. 

 


 Planilha de todos os jogos da NeoGeo com as datas de lançamento. 

Developer English Title / Japanese Title CD
SNK 3 Count Bout / Fire Suplex 21/04/1995
Video Systems Aero Fighters 2 / Sonic Wings 2 29/09/1994
Video Systems Aero Fighters 3 / Sonic Wings 3 08/12/1995
ADK Aggressors of Dark Kombat / Tsukai Gan Gan Koshinkyoku 13/01/1995
SNK Alpha Mission 2 / ASO II : Last Guardian 09/09/1994
SNK Art of Fighting (Ryuuko No Ken series) 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 2 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 3: Path of the Warrior 14/09/1996
SNK Baseball Stars Professional 21/04/1995
SNK Baseball Stars 2 09/09/1994
ADK Blue's Journey / Raguy 31/10/1994
Visco Breakers 25/04/1997
SNK Burning Fight 09/09/1994
Taito Bust-A-Move / Puzzle Bobble 27/04/1995
ADK
Crossed Swords
31/10/1994
SNK Cyber-Lip 21/04/1995
Technos Double Dragon 02/06/1995
SNK Fatal Fury (Garou Densetsu series) 09/09/1994
SNK Fatal Fury 2 09/09/1994
SNK Fatal Fury Special 09/09/1994
SNK Fatal Fury 3 28/04/1995
SNK Football Frenzy 09/09/1994
Sunsoft Galaxy Fight 21/04/1995
SNK Ghost Pilots 17/03/1995
Hudson
Kabuki Klash / Tengai Makyo Shinden
24/11/1995
Data East Karnov's Revenge / Fighters History Dynamite 22/12/1994
SNK King of Fighters '94 02/11/1994
SNK King of Fighters '95 29/09/1995
SNK King of Fighters '96 25/10/1996
SNK King of Fighters '97 30/10/1997
SNK King of Fighters '98 23/12/1998
SNK King of Fighters '99 02/12/1999
SNK King of the Monsters 2 09/09/1994
SNK Last Blade (Gekka no Kenshi series) 26/03/1998
SNK Last Blade 2 27/02/1999
SNK Last Resort 09/09/1994
SNK
League Bowling
09/09/1994
Data East Magical Drop 2 24/05/1996
ADK Magician Lord 31/10/1994
SNK Mahjong Kyoretsuden 09/09/1994
ADK Master of Syougi / Shogi no Tatsujin 20/10/1995
Nazca Metal Slug 05/07/1996
SNK Metal Slug 2 25/06/1998
SNK Mutation Nation 25/02/1995
SNK NAM 1975 09/09/1994
Visco
Neo Driftout
26/07/1996
Nazca Neo Turf Masters / Big Tournament Golf 01/05/1996
ADK Ninja Combat 31/10/1994
ADK Ninja Commando 31/10/1994
ADK / SNK Ninja Master's 27/09/1996
ADK Over Top 05/07/1996
Saurus Pleasure Goal 5-on-5 Street Soccer / Futsal  19/071/1996
Video System
Power Spikes 2
  18/03/1995
Aicom Pulstar 27/10/1995
SNK Puzzled / Joy Joy Kid 09/09/1994
Yubis Quest of Jong Master / Mahjong Janshin Densetsu   31/03/1995
Saurus Quiz King of Fighters 07/04/1995
Saurus Ragnagard / Shinoken 23/08/1996
SNK Real Bout Fatal Fury 23/02/1996
SNK Real Bout Fatal Fury Special 30/03/1997
SNK Real Bout Fatal Fury 2 23/07/1998
SNK
Riding Hero
26/05/1995
SNK Robo Army 21/04/1995
SNK Samurai Shodown (Samurai Spirits series) 09/09/1994
SNK Samurai Shodown 2 15/12/1994
SNK Samurai Shodown 3: Blades of Blood 29/12/1995 (jogado)
SNK Samurai Shodown 4: Amakusa's Revenge 27/12/1996
SNK Savage Reign / Fu'un Mokujiroku 16/06/1995
SNK Sengoku 17/03/1995
SNK Sengoku 2 17/03/1995
SNK
Soccer Brawl
31/03/1995
Saurus Stakes Winner 23/03/1996
Data East Street Hoop / Dunk Dream 20/01/1995
Pallas Super Baseball 2020 25/02/1995
SNK Super Sidekicks (Tokuten Oh series) 31/03/1995
SNK Super Sidekicks 2 09/09/1994
SNK Super Sidekicks 3 23/06/1995
SNK Super Spy, The 09/09/1994
ADK
Thrash Rally (Rally Cross CD)
31/10/1994
SNK Top Hunter 29/09/1994
SNK Top Player's Golf 09/09/1994
ADK Twinkle Star Sprites 21/02/1997
Sammy Viewpoint 25/02/1995
Technos Voltage Fighter Gowcaizer / Chojin Gakuen Gowcaizer 24/11/1995
Data East Windjammers / Flying Power Disk 20/01/1995
ADK World Heroes 17/03/1995
ADK World Heroes 2 14/04/1995
ADK World Heroes 2 Jet 11/11/1994
ADK World Heroes Perfect 21/07/1995
ADK ADK World / ADK Special 10/11/1995
ADK Crossed Swords 2 02/05/1995
Saurus Ironclad / Chotetsu Bri'kinger 20/09/1996
SNK King of Fighters '96 Collection 14/02/1997
Video Systems
Mahjong Final Romance 2
25/08/1995
SNK Neo Geo CD Special 22/12/1996
SNK Samurai Shodown RPG 27/06/1997

 


Pequenas Histórias Gamers Da Locadora Resident Ivo #3

Já faz algum tempo que estava querendo contar essa história. Pode parecer uma lenda, mas eu tive um cartucho de "Mortal Kombat 2 Maluco" ou de rodoviária como costumam falar. E vou contar essa história aqui na terceira parte: "PEQUENAS HISTÓRIAS GAMERS DA LOCADORA RESIDENT IVO #3 - O CARTUCHO DO MORTAL KOMBAT 2 MALUCO!".


O COMEÇO!

Era 1993 e o jogo do momento era "Mortal Kombat 1", com seus "fatalities", personagens, sangue e muita porrada. O jogo fazia a cabeça dos gamers daquela época e aparecia e todas as revistas gamers possíveis como capa. Mas a explosão máxima em 1993 foi quando anunciaram a continuação chamada "Mortal Kombat 2", tanto para os fliperamas como para os consoles. O jogo apresentava mais personagens, mais "fatalities", mais golpes, mais sangue, mais tudo... E minha expectativa aumentou ainda mais quando desta vez foi anunciado que a versão de snes teria sangue (Mk1 de snes não teve sangue!).

Bom, eu tive Mortal Kombat 1 de Super Nintendo em 1992 que ganhei de aniversário. Na verdade eu queria "Star Fox", mas quando cheguei na loja clássica chamada "DB Brinquedos" acabei não não encontrando ele e o jeito foi pegar Mortal Kombat 1. Eu joguei muito esse jogo e inclusive com os amigos do meu prédio. Passávamos tardes inteiras lutando e soltando "fatalities" nesse jogo. Jogamos até o ponto enjoarmos! Me lembro que fiz até a dica para lutar contra "Reptile" e que descobri em uma revista de videogame na seção de cartas (Ação Games Nº37), em que um garoto perguntava se realmente existia um ninja verde no jogo.... e existia.

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Mas logo após enjoar de tanto jogar MK1 a notícia de MK2 iria ser lançado explodiu minha mente quando vi as primeiras fotos do jogo na - "Super GamePower" Nº5. Era o jogo que mais queria naquela momento e eu devorava qualquer revista que tivesse informações sobre ele. Até que em exatamente dia 25 de junho de 1993, quando ele foi lançando para os consoles e a busca por jogar esse game entre os gamers do mundo daquela época começou.


A BUSCA PELO JOGO!

Eu queria muito o jogo, afinal alugar ele era praticamente impossível, pois todos  estavam atrás dele (tinha gente que ficava 7 dias seguidos com o jogo alugado!). Então pedi milhões de vezes para minha mãe compra-lo, mas tinha alguns poréns em 1993. O primeiro que o cartucho de snes naquela época era absurdamente caro e ainda mais sendo original, o segundo é que não sabíamos onde comprar o jogo e por fim meus pais não tinham dinheiro suficiente.

Mas minha mãe e pai sempre foram pessoas de coração imensamente grandes, apesar de não ter dinheiro eles tentavam de algum forma ver outra alternativas de conseguir o jogo e a solução foi tentar olhar um jornal de vendas chamado "Primeira Mão". Era um jornal em que as pessoas anunciavam suas coisas para vender (um mercado livre só que em jornal!) e ali tinha seções de informática, carros, móveis, motos e tudo que você poderia imaginar para venda e inclusive "VIDEOGAMES". Nessa época muitas lojas, locadoras e vendedores (muambeiros do Paraguai!) anunciavam ali seus produtos. Eu e minha mãe sempre comprávamos toda quinta-feira esse jornal e ficávamos olhando se tinha algum anúncio de um cartucho de MK2 para vender baratinho, mas os que tinham eram caros e não tínhamos como comprar.


O ACHADO! 

Até que um dia em que quase estávamos desistindo acabamos encontrando um anúncio. Era de um cartucho de MK2 baratinho e praticamente pela metade do preço. Nossos olhos pularam para o anúncio e logo peguei o telefone e pedi para minha mãe ligar para o local. Para minha surpresa era um locadora que conhecia e se chamava "LIGUE GAMES". Ficava perto da minha casa e além de alugar jogos eles tinham um serviço de entrega de locação de fitas (não venda!) via moto e por isso o nome "LIGUE GAMES" (um verdadeiro "UBER" ou "IFOOD" dos games nos anos 90 hahahahaha!). Ligando lá minha mãe conversou com o rapaz e ele disse que tinha dois cartuchos de MK2 nesse preço e se quisesse comprar ele reservava para gente.
Não deu outra, eu e minha mãe falamos que sim e fomos lá na "LIGUE GAMES".

Local onde era a "LIGUE GAMES"

Ansiosidade me matava naquela momento no caminho da loja. Ficava imaginando jogando MK2 e soltando "fatalities" todos os dias e isso fazia meus olhos brilharem. Eu e minha mãe pegamos o ônibus e depois de uns 15 minutos lá estávamos na "LIGUE GAMES". A entrada era um corredor minúsculo e lá dentro parecia mais uma caverna escondida. O local era escuro, pequeno, com 2 fliperamas e umas prateleiras com jogos de Snes, Mega e Nes para locação e mais para frente uma bancada com um cortina atrás. Não tinha ninguém na locadora quando entramos, assim chegamos até a bancada e falamos: - Olá! Alguém aê? Até que alguns segundos depois saiu um tiozão barbudo de trás da cortina falando: Desejam algo? Parecia mais um filme de terror ou até mesmo o clima sombrio da locadora poderia se confundir com a "Outerworld" de Mortal Kombat ou quem sabe o tiozão fosse o próprio Shan Tsung.

Minha mãe falou que tinha ligado e perguntando sobre o cartucho de Mk2 e que gostaria de compra-lo.  O tiozão pediu um segundo saiu indo para trás da cortina e depois de uns minutos veio com o cartucho. Lá estava ele! MK2 em um cartucho que era estranho, em japonês e diferente dos originais do snes, com um label azul e preto... tudo era estranho nele! Mas quem se importava? Eu com certeza não! Bom, peguei o cartucho e minha mãe perguntou se era esse mesmo e disse que sim. Logo após isso pagamos e saímos de lá. Eu nem preciso dizer que meus olhos brilhavam né!? Eu só queria jogar aquela lindeza o quanto antes e com isso fui para casa.


O CARTUCHO MK2 MALUCO!

Chegando em casa, fui correndo ligar meu Super Nintendo, liguei o jogo e lá estava ele - Mortal Kombat 2. Eu estranhei por um segundo em não ver logo de empresa e o jogo ir direto para tela de "Press Start", mas quem ligava para logo da empresa naquela época né!? Comecei a jogar e logo peguei o "Scorpion", meu personagem predileto e até esse momento tudo normal. Mas de repente em um momento na primeira luta fiz uma sequência de golpes e sem motivo algum um "fatality" saiu no meio do "round". Mas como assim? Um "fatality" no meio da luta? Seria o novo jeito de jogar MK2? Algum especial secreto do Scorpion? O Scorpion estaria bugado? Minha cabeça enchia de dúvidas.


Mas percebi que dando o "fatality" o round não terminava. Minha cabeça explodiu na hora! Nisso resolvi resetar o jogo e começar com outro personagem, desta vez com "Sub-Zero". Joguei normal e nada acontecia com ele, joguei com os outros e nada. Por curiosidade eu peguei uma revista que ensinava os "fatalities" e tentei ver se falava de algo desse tipo em MK2 e e NADA. Até que resolvi fazer o "fatality" do Sub-Zero no meio do round... e adivinha que tinha aconteceu? Sim, o "fatality" também funcionava no meio da luta. Eu congelava o adversário e aplicava o "fatality" e ele explodia e do nada voltava a lutar... era totalmente MALUCO! Ali eu percebi que estava jogando uma versão pirata-maluca de Mk2. Nesse momento você deve estar pensando que fui devolver o jogo né?! Pedir meu dinheiro de volta? Nãooooo eu adorei aquilo! Veja o vídeo abaixo e veja como era o jogo!

 


COMO ERA O MK2 MALUCO?

Esse Mk2 tinha outras maluquices, era possível dar "fatalities" no chefões, sim no Shao Kahn e Kintaro (no meio do round!). Imagina você tirando a alma do Kitaro jogando com o Shan Tsung? Sim, era possível! A dificuldade do jogo já começava no "EXPERT" (não tinha normal!) e tanto que para vencer os chefões era mega difícil. O "Baraka" voava na tela,  acredite se quiser, ele fica voando no meio da ela (você pode ver na foto abaixo!).

Outros detalhes eram  os códigos secretos não existiam nesse jogo (aqueles com comandos para habilitar coisas secretas!), não tinha aquela abertura do "Kitaro" destruindo o logo no começo do jogo. De resto o jogo tinha todos os personagens, todos "fatalities", todos os golpes e cia... então em si o jogo era praticamente completo e com a diversão de dar "fatalities" no meio da luta se quisesse. Claro que isso era proibido quando jogava com os amigos, mas as vezes os comandos dos "fatalities" saiam sem querer e maluquice acontecia e a gente ria muito.


CONCLUSÃO!

Joguei muito esse MK2 e mesmo com todos as maluquices dele eu acabei aproveitando bastante. O minha única reclamação era não entrar os códigos para abrir coisas secretas, mas de resto era divertido pra caramba. Por sinal anos depois fui a fundo na internet procurando informações sobre esse jogo e descobri que ele tratava de uma versão beta de Mk2 que vazou e acabou sendo pirateada. Alias é muito fácil de achar nos dias de hoje a ROM para download. Se você fã de MK2 não deixe de jogar! Você vai dar boas risadas!

É pessoal! Essa é a minha história sobre MK2 Maluco! Mais uma para o Hall das minhas história gamers!
E você jogou essa versão? Conheceu alguém que jogou? Fale aê nos comentários!


Final Fantasy 7 (Parte 2 Final) - O Garoto Que Não Jogou FF7


E lá vamos nós para segunda parte e final da minha história com Final Fantasy 7. E agora que propriamente começo a falar dele de vez. Como conheci, como sobrevive sem joga-lo, como tudo que envolvia ele naquela época e chegou a minha pessoa. Então bora lá pessoal.

 


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

Depois de descobrir os RPGs no Super Nintendo, ter terminado Super Mario RPG, jogado Final Fantasy 6 e ficar encalhado devido ao meu inglês... o fim da era Super Nintendo tinha chegando de algum modo. As revistas se empenhavam em falar da nova geração de consoles como: 3DO, Saturno, Playstation e N64. As locadoras já começavam a mostrar esses consoles (R$ 2 reais e jogue trinta minutos!) em uma dessas ida a locadora acabei vendo um 3DO. Sim, acabei comprando ele e me decepcionando (você pode ler a minha história com o 3DO aqui!) e depois de 1 ano ele acabou "falindo". Logo após isso acabei comprando um N64 que era fantástico, mas infelizmente foi roubado (você poder essa história aqui também) e no final fiquei sem videogames.

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FINAL FANTASY 7 NO N64?

Mas uma parte interessante e uma das razões de ter comprado N64 (além de Mario 64 é óbvio!) é que tem relação com Final Fantasy (e que pouca gente sabe!). Eu tinha um amigo que comprava revistas importadas de games e uma delas era justamente a "Game Fan". Essa era uma "baita revista" e repleta de informações sobre games que geralmente não existiam  nas revistas nacionais da época (ou demorava para aparecer!). E em uma dessas (edição nº 10 - foto ao lado) revistas tinha nada menos que uma reportagem exclusiva sobre o novo "Final Fantasy para Nintendo 64". Se eu já estava maluco com Mario 64 imagina vendo essa notícia? Isso me deixou ainda mais empolgado para compra-lo. Só que nessa época eu tinha um serio (como maioria dos adolescentes) problema de me informar só de "um lado" (só ver Nintendo ou Sega por exemplo) e com isso não via nada sobre o Playstation.

Essa edição ao lado com a capa do "Vectroman" é a que possuía a reportagens sobre o FF6 de N64 que você pode ver abaixo. Se alguém tiver curiosidade tem vários scans dessa revista na internet e um das coisas é perceber como o "marketing" das empresas de jogos era intenso nessas revistas, algo que infelizmente não acontece muito hoje a não ser por trailers e demos.

 

A verdade é que esse projeto do Final Fantasy no N64 nunca aconteceu, devido a problemas entre a Nintendo e Square (sistema em cartucho e seu espaço, desentendimento internos das empresas e cia), essa era um demo de demonstração de gráficos de FF6 no N64. E nessa confusão entre Nintendo e Square... obviamente a Sony se aproveitou e ofereceu seu console para a próxima versão de Final Fantasy e o resultado foi nada menos que o sucesso absoluto chamado Final Fantasy 7.


O COMEÇO DE FINAL FANTASY 7 no PS1

E nessa época sem 3DO e muito menos N64 o negócio era jogar na casa dos amigos (sim eu tinha muitos amigos! Hahahaha!) e numa dessas ida acabei conhecendo FF7. Um amigo que era viciado em RPGs e tinha acabado de comprar PS1 e junto comprou FF7.  Se a gente já ficava maluco com jogos em CD... imagina um jogo com 3 CDs? Bom, esse era o FF7! Ele vinha com 3 CDs e horas e mais horas de jogatina. Me lembro que as vezes ia na casa ia amigo e ficava vendo ele jogar FF7. Depois disso foi um explosão de pessoas jogando FF... e era gente jogando o game em japonês, em inglês, em CDs que eram "bixados" (mal gravados dos piratas!), CDs onde os CGs eram cortados e tudo mais. Não importava! Todos estavam jogando esse game.

Não tinha como não se arrepiar com FF7. Ao mesmo tempo que os anos tinham se passado desde o lançamento dos consoles 8 bits e 16 bits, os anos haviam passados também aos jogadores (eles cresceram!). Então era mais do que óbvio que a entrada de algo "mais adulto" era necessário nesse meio e FF7 e PS1 e atacaram em cheio isso. Com personagens carismáticos, gráficos impressionantes, músicas fantásticas, roteiro mais complexo, mortes de personagens principais, CGs espetaculares para época... o game caiu no gosto desse público "mais adulto" e que cresceu  jogando videogame. Isso foi tão evidente que a Sony começou a tentar trazer isso de "adolescente + adultos" aos seus jogos e fugindo um pouco daquela temática mais infantil como a Nintendo fazia. Com isso FF7 virou um febre mundial e impulsionou as vendas do Play 1 e da franquia FF para os jogos seguintes. Em apenas três dias o jogo já havia vendido 2,3 milhões de cópias (só no Japão) e vale lembrar que essa época não existia praticamente internet e era tudo "boca a boca".  No total foram mais de 11 milhões de cópias vendidas incluindo o lançamento para PC também e outra plataformas como Steam e cia.


A BENDITA GAMERS BOOK Nº1

Em 1997  também foi lançando talvez uma das revistas de games de videogame mais lembradas o Brasil até hoje - a famosa Gamer Book Nº1. Era uma revista diferente de tudo que tinha sido lançado antes no Brasil até aquele momento. Ela continha mais de 100 páginas e todos os detalhes, dicas, detonado, estratégias de Final Fantasy 7. Quem viveu naquela época sabe que os detonados eram bem curtinhos nas revistas de videogames, justamente porque tinham que dividir as páginas com lançamentos, notícias e tudo mais. Esse não foi o caso da Gamers Book Nº1 que era um deleite para os apaixonados por FF7 e até mesmo aqueles que ainda não tinha jogado. Como minha situação financeira naquela época era complicada, essa foi outra revista que não pude ter e fiquei somente curtindo ela através de amigos. Hoje ela é um item raríssimo de achar em qualquer lugar e quem vende coloca preços absurdos na sua venda.

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O TEMPO PASSOU e AGORA?

O tempo foi passando pessoal e infelizmente e fui deixando FF7 para trás e mesmo na época de emuladores acabei não querendo joga-lo. Talvez por ser um daqueles pecados gamísticos que a gente prefere não lembrar (ou lembra com um carinho escondido!) e se conforma sabendo  que não é possível jogar todos os games  que você quis em 1 vida (eu precisaria de umas sete para jogar tudo!).  Mas as eventualidades do mundo gamer acabou trazendo ele a tona novamente com o lançamento do seu Remake. E agora tenho certeza que vou poder joga-lo com todo o carinho que não tive lá no passado. Pode parecer besteira para alguns, para outros já uma forma de lembra os anos incríveis de 1997 e 1998 e que na minha sincera opinião é considerado o "ano do videogame".  Então ficou por aqui, mas pode deixar que vou comentar aqui no blog sobre meu relato jogando FF7 Remake com certeza.

Mas e você? Tem alguma alguma história com final Final Fantasy?
Se chegou até aqui não deixa de escrever aqui nos comentários sobre ela.
E obrigado por lido até aqui!
Grande Abraço. Ivo. 

 


Final Fantasy 7 (Parte 1) - O garoto que não gostava de RPG!

Final Fantasy 7 Remake está chegando e todos aqueles fãs ávidos que esperaram, pediram, imploraram, choraram e fizeram promessas por todos esses anos de espera estão felizes. Bom, eu poderia fazer um texto analisando a demo de FF7 (que saiu semanas atrás) nos mínimos detalhes, mas essa não é minha intenção nesse texto por um simples fator. E qual é esse fator, Ivo?          

                              - Eu não joguei Final Fantasy 7 do Playstation 1!


O BIG BANG DO PECADO GAMÍSTICO

Pode parecer um absurdo e ainda mais quem me conhece, mas o fato de não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (até tem um pouco! vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores "pecados gamísticos" que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um "alien" em meio aos jovens gamers lá em 1997,98,99 e cia. Pois bem! Eu era um desses "aliens!"Pode parecer um absurdo, ainda mais para quem me conhece, mas o fato de eu não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (bom, no fundo até tem um pouco! Vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (o que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores “pecados gamísticos” que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um “alien” em meio aos jovens gamers lá em 1997, 98, 99 e cia. Pois bem! Eu era um desses “aliens!”

No caso de RE2 tudo foi resolvido com o lançamento do “remake” (mais de 20 anos depois, hahahahaha!) e que por sinal você poder conferir tudo que escrevi dele aqui. Mas se RE2 era como fosse uma “explosão atômica” do pecado gamístico na minha vida, FF7 é o tipo “O BIG BANG” do pecado gamístico” na minha vida. Por quê? Essa é a história que vou contar agora! Então, bora lá!


Voltando para 1995-1996

Antes de propriamente começar a falar o motivo de não ter tido o Playstation 1, não ter jogado FF7 e tudo mais de 1997 para frente, vou ter que voltar no tempo para mais exatamente 1995-1996 e direi a razão. Foi exatamente nessa época que conheci pela primeira vez um RPG, o Chrono Trigger. Bom, eu sempre fui apaixonado por jogos de plataforma e isso vinha da linhagem dos consoles de 8 bits, naquela época simplesmente nem ligava para outros estilos. Eu tinha em mente que o futuro era que os jogos de plataforma fossem ser o gênero supremo e que todos os outros gêneros iriam morrer (doce ilusão!). protegia esse argumento ferrenhamente em conversas entre amigos (mais que eleitor fanático por partido político em redes sociais nos dias hoje).


Chrono Trigger chegou em 1995 nas locadoras da minha cidade e a primeira vez que o vi foi na casa de um amigo. Ele tinha alugado e não parava de elogiar o game a todo instante. Depois de ver o jogo na casa dele, achei um jogo chato, parado e apenas com bons gráficos e músicas (quero ver alguém dizer isso nos dias de hoje de Chrono Trigger! Vai ser linchado com certeza!). O tempo passou e vários outros amigos elogiavam cada vez mais Chrono Trigger e o restante não parava de falar que conheceu outros jogos nesse estilo (como tivessem se esquecido do gênero plataforma do dia para noite!) E foi assim com Breath Of Fire, Final Fantasy 6, Secret Of Mana, Earthbound e outros. Mas mesmo com tantos elogios, euzinho continuava firme e forte com meus jogos de plataforma e torcendo o olho para RPGs (Maluco! Tinha DK naquela época e que se exploda o RPG! Esse era meu pensamento). Mas a história iria começar a mudar...


A mudança


Em 1996 seria lançado Super Mario RPG e a notícia de que a Nintendo e a Square estavam fazendo esse jogo juntas abalou todo mundo naquela época, ainda mais quando essa edição da Super GamePower colocou o jogo como capa. Quem gostava de RPGs ficou mais empolgado e quem ainda não tinha se convencido foi obrigado a jogá-lo. Eu não gostava de RPGs e declarava isso aos quatro ventos (mas tinha a revista! Dawww!) e era até conhecido como “O GAROTO QUE NÃO GOSTAVA DE RPG” na locadora e entre os amigos. Mas um dia chegando tarde na locadora (sábado de tarde nunca tem nada!) vi praticamente todos os jogos de plataforma e cia alugados e tinha um jogo inesperado para alugar… Adivinha qual era? Super Mario RPG (algum maluco o devolveu no sábado de tarde porque provavelmente deve ter alugado na semana!). Pensei muuitoooo, muuitoooo e acabei alugando. Quando puxei Super Mario RPG da prateleira da locadora era como se todos estivessem me olhando e dizendo:

                            - Ahrãããããã! Vai alugar RPG Ivo! Quem diriaaaaa!


Foi uma sucessão de olhares e comentários: do dono da locadora (que anotou meu pedido!), do sócio da locadora (que colocou o jogo na caixinha!), dos garotos que estavam na locadora jogando ou olhando o que alugar!, dos amigos da minha rua (que estavam chegando na locadora!), dos amigos do meu colégio (quando saí da locadora!), dos amigos dos amigos (que encontrei em frente ao meu prédio!), do presidente, do papa… todos, literalmente!  Se bobear até minha mãe que nem sabe o que é RPG estava me falando isso. Naquele fim de semana simplesmente me tranquei no quarto e não saí mais para jogar Super Mario RPG e o inevitável aconteceu – Acabei adorando o jogo! Ao ponto de alugá-lo mais umas 3 ou 4 vezes para terminá-lo sempre ouvindo:               

                                        - ESTÁ GOSTANDO DE RPG NÉ IVOOOO!!



Super Mario RPG foi sem dúvida a introdução dos RPGs na minha vida gamer. Eu adorava organizar, equipar, subir de nível, entender a história, as piadinhas e tudo mais nesse jogo. Ele é sem dúvida um dos melhores RPGs que joguei até hoje (se você tiver a oportunidade, jogue!). Mas assim que terminei nem pensava em jogar outro RPG (já tinha dado meu braço a torcer jogando um!). Depois disso o que eu mais ouvia entre os amigos eram pedidos (com piadinhas de que gostei de RPG ¬¬) para jogar Chrono Trigger e Final Fantasy 6. E por insistência (cansado de ouvir isso!) acabei alugando Final Fantasy 6.


Final Fantasy 6 - Quem diria!

Aluguei primeiro FF6 a contragosto, deixando os fãs de Chrono Trigger que me enchiam o saco para jogar irritados. (Antes que me atirem pedras, já aviso que anos depois Chrono Trigger me conquistou absurdamente também. Mas aê foi na época dos emuladores). O resultado? Adorei Final Fantasy 6! Ele tinha um clima sombrio, era mais sério, com maiores dificuldades, enredo mais complexo, mais personagens e lá estava euzinho alugando esse jogo várias vezes. Fui muito longe em FF6 (não terminei!), mas devido ao meu inglês fraco da época, acabava encalhando no game ao ponto de não saber mais o que fazer. Isso aconteceu umas cinco vezes que aluguei FF6. Além disso, tinha o fato que toda vez que alugava de novo alguém tinha apagado meus SAVES! E aí era obrigado a fazer tudo de novo, com outro detalhe:

   - EM UM FIM DE SEMANA
(Alugava sábado e devolvia o jogo segunda!)

Joguei muito FF6, mas acabei desistindo de continuar a jogar (malditossss que apagavam o meu save!) e nisso já era também o fim de vida do Super Nintendo lá em meados de 1996-1997, onde todos só queriam saber de Nintendo 64, Saturno, Playstation e Final Fantasy 7. Mas o interesse pela franquia acabou me levando a conhecê-la mais a fundo por revistas, por outros jogos, conversas entre amigos e tudo mais… assim acabei me envolvendo absurdamente, principalmente com Final Fantasy 6, que desejava fechar um dia  e que não o fiz na época porque vendi meu Super Nintendo para comprar um 3DO (fui terminar somente na época dos emuladores!). Irei contar mais na segunda parte.

Bom, essa foi a primeira parte da minha história de como conheci RPGs e Final Fantasy 7. A segunda parte vai contar a minha empreitada de quando vi pela primeira vez a notícia de um novo Final Fantasy em outros videogames, como foi viver sem Playstation 1 e não jogar Final Fantasy 7, a maldita revista Gamers Book de FF7 que todos tiveram e muito mais. 

Valeu pra quem leu!
Um grande Abraço e até a parte 2.
Ivo Ornelas


O que joguei em 2019?


Fim de ano chegou e também a hora de comentar o que joguei em 2019. E por sinal esse ano anotei todos os jogos que joguei ou melhor dizendo os que terminei. Esse sem dúvida foi o ano que mais joguei nos últimos 15 anos, em meio a um dos meus "pecados gamísticos" como Resident Evil 2 e conseguir jogar lançamentos como Spider-Man, Days Gone e outros. Como você vai perceber foi o ano que joguei menos retrogames e isso tem uma explicação - acabei dando uma parada com "retrogames" pelo fato de que estava me prendendo muito ao passado e esquecendo as coisas novas, por mais que algumas sejam inesquecíveis e sempre vale revive-las o novo não pode ser deixado de lado. E a verdade é que estou tentando me desapegar do passado - desapegar é diferente de esquecer.


Fechando lista de jogos?

E esse ano talvez seja o ano que fecho esses listas do que "joguei no ano". Em 2020 a minha jogatina vai diminuir drasticamente por alguns motivos que venho refletindo algum tempo. Eu amo videogames e isso vêm me acompanhando por toda a vida, mas chegou a hora de me dedicar em novas áreas e até quem sabe um hobby novo. Além do fato de estudar mais firmemente em 2020, estou querendo fazer outras atividades, como aprender algo novo: língua nova, tocar algum instrumento musical, atividade física e etc e principalmente a leitura. Sinto muita falta de ler e antes mesmo de jogar videogame a leitura era uma das minhas paixões e ela foi deixada de lado nos últimos anos. Estou querendo em 2020 fazer a lista de leitura ao invés de games. Quem sabe?

Mas chega de papo e hora de colocar a lista do que joguei em 2019.
E vale lembrar que todos citados abaixo foram detonados. Bora lá!!


Resident Evil 2 - Playstation 4

O começo do ano veio com nada menos que o remake de RE2 e um dos meus "pecados gamísticos" dos anos 90. Sem dúvida um dos melhores jogos do ano e um presente para os amantes da série de "survivor horror". Um game feito totalmente com carinho pela Capcom e que sem dúvida mostrou que ela finalmente está de volta. Eu platinei o jogo detonando ele do começo ao fim e você pode ver meu review completo dele aqui . Inclusive ganhei a chave da própria Capcom e que foi uma bela surpresa para euzinho aqui. Torço para que Resident Evil 3 seja lançado por ela no mesmo naipe que foi esse Resident Evil 2.


Batman Returns - Super Nintendo

Ta aê um joguinho que estava devendo reviver e terminar. Meu primeiro contato com ele foi lá em 1994 em um evento de games na minha ex-cidade (onde nem se falava de evento de games como hoje). Logo ele se tornou um dos meus jogos prediletos de Super Nintendo e em 2019 resolvi joga-lo. Ele ainda tem todo aquele clima sombrio igual do filme e mantem seu charme mesmo depois de tantos anos. Inclusive terminei ele no último nível e descobri tem um final especial nele (apenas uma imagem, mas vale a pena!).


Devil May Cry - Playstation 4

Mais um joguinho que nunca tive a oportunidade de jogar na época do Playstation 2 e cia. Mais um game que recebi o código da Capcom de presente. Um jogo clássico com a volta do Dante e toda sua turma e outra cartada perfeita da Capcom em revitalizar suas franquias antigas. Um jogo que agrada do começo ao fim e somente peca por ser bem curtinho. Esse também foi devidamente platinado!


Sekiro - Playstation 4

O "blábláblá" de jogadores de Dark Souls me irritava profundamente. "Aíii o jogo é difícil", "aí o jogo não é para qualquer um", "aí eu fechei Dark Souls" e "blábláblá" e por fim Sekiro foi lançado como o novo Dark Souls. Bom, resolvi pegar o jogo e termina-lo e confirmo o que já tinha comentado jogando Nioh - esses jogos não tem nada disso de "supra-sumo". É só aprender/decorar o mecanismo do game, chefes, inimigos e cia a coisa se resolve facilmente. Joguei e platinei tranquilamente e sinceramente é um dos jogos que menos gostei nesse ano, mas ainda sim é melhor que Nioh pelo menos. Resumidamente esse tipo de jogo (Dark Souls) não é meu estilo e foi o último que investi meu tempo jogando. E tá provado que é muita "pagação de pau" sobre esse estilo "Souls".


Days Gone - Playstation 4

Zumbis, mundo apocalíptico, sobrevivência e um estilo de filme que adoro, mas imagina isso em um jogo? Essa é a proposta do Days Gone e resolvi joga-lo. É um game que pega todas as mecânicas inovadoras de outros jogos da série e implementa nele. Até aê o jogo é muito bem feito com gráficos bonitos, mecânicas legais (como citei!), jogabilidade precisa, personagem principal carismático e sua história boa (que não é a oitava maravilha do mundo, mas tá bem!). O que peca todo o game é a repetição das missões. Invadir áreas de inimigos é praticamente 70% do jogo e isso deixou a história principal de lado e o desenvolvimento do jogo cansativo. Para cada parte da história principal tem 30 missões paralelas em qual 29 são de invadir territórios. Essa é a minha reclamação do game! Mas se mesmo assim você ama zumbis e sobrevivência como euzinho aqui vai curtir seus bons momentos... recomendo o game.


Team Sonic Racing - Playstation 4

Quem me conhece sabe que Mario Kart 64 é o meu jogo predileto de todos os tempos. E já que a Nintendo não lança nenhuma versão nova para consoles desde 2014 (Deluxe de Switch não vale!) o jeito foi recorrer ao Team Sonic Racing e ainda na expectativa de jogar com os amigos online. Bom, eu fiz até um mini campanha para convencer todo mundo a jogar online e sabe qual foi o resultado? Ninguém jogou! A conclusão é que da galera que conheço e jogava online ou junta nesses tipos jogatina... morreu por "N" motivos. Mas e o jogo Ivo? Team Sonic Racing é o mais perto que temos de Mario Kart, desde sua diversão a sua variedade de pistas e personagens. Sem dúvida se você sente falta de um Mario Kart novo essa é a opção de jogar... até que Nintendo resolva lançar um Mario Kart novo lá em 2030.


Samurai Shodown - Playstation 4

Ahhhh! SNK que saudade de você! Ops! Ela resolveu voltar em 2019! E com nada menos que na minha opinião foi o melhor jogo de luta em 2019 - Samurai Shodown. Quem viveu os anos 90-2000 sabe que SS fez a vida de muitos jogadores de fliperamas e botecos da vida. E depois de muitosssss anos a SNK resolveu lançar um SS novo e o resultado foi maravilhoso. Um jogabilidade clássica, mas com toques de modernidade e gráficos novos fizeram o SS voltar ao patamar de onde nunca deveria ter saído - como um melhores jogos de luta de todos os tempos. Se você é fã da SNK assim como euzinho e ainda mais de jogos de luta... não perca esse jogo! Recomendo.


198x - Playstation 4

Um proposta indie, com um toque retro e contando a vida de um gamer dos anos 90 nos dias atuais? Com música de Yuzi Koshiro? Eu não poderia deixar de conferir esse jogo. E o resultado? Foi ótimo e você pode conferir meu review aqui. Muitos odiaram o jogo falando que ele é apenas um "punhado de mini games" mas a verdade que o importa no jogo ao meu ver é a sensação que ele trás... aquela nostalgia que só quem viveu os anos 80-90 sabe como foi. E isso o jogo foi implacável!


Goof Troop - Super Nintendo

Como eu amo esse jogo! Esse para muitos deve ser um joguinho qualquer de SNES, mas para mim é sem dúvida um dos melhores. Esse jogo me trás tantas lembranças boas! Mas não só isso! O jogo ainda continua super divertido e desafiador com seus puzzles. Fazia mais de 20 anos que não jogava ele e foi uma delícia relembra-lo e fecha-lo em um fim de semana (como adoro jogos de SNES de fim de semana!). Não sei porque demorei tanto para joga-lo de novo, mas se bobear vou jogar ele de novo em um futuro próximo.


Battle Chasers - Playstation 4

Esse game tá comigo faz 2 anos e fui jogando aos poucos e sempre enrolava para fecha-lo e depois de muita insistência resolvi termina-lo. Esse é um joguinho dos que menos gostei em 2019. Apesar a história, gráficos e personagens legais... ele não me cativou. Não que ele seja ruim, longe disso! Só que já o tipo de jogo que não me cativa mais depois de tantos anos. Esse infelizmente foi com menor nota (dos que fechei!) esse ano.


Alien Vs Predator - Super Nintendo

Eu tive uma ideia de fechar todos os "Beat En Up" de SNES um tempo atrás (que desisti no meio do caminho por causa de tempo!) e tinha começado com Alien Vs Predator. Um jogo ruim, muitoooo ruim de SNES. Eu já achava ele ruim na época do SNES e hoje dia ele é "injogável". Só não coloco ele com o pior de 2019 porque ele já teve esse título de pior do anos lá em 1994 quando joguei ele. Então você que é amante de SNES... passe longe desse jogo!


Ninja Warriors - Once Again - Nintendo Switch

No meio do ano tive a oportunidade de conseguir um Nintendo Switch que o primo da minha esposa trouxe do Japão e por um preço de banana por sinal. A diferença de preço é descomunal mesmo você trazendo do Japão. Bom, logo de cara resolvi pegar um joguinho simples que é nada menos que Ninja Warriors. Sim, aquele "Beat Em Up" de SNES, só que agora ele voltou todo reformulado, com personagens novos na versão de Switch. Qual o resultado? Se você é fã de SNES vai amar essa versão! Tudo está ali com algumas melhoras e agora com a opção de dois jogadores o que gente reclamava demais na época do SNES. Uma delícia de jogo para você jogar numa tarde de fim semana... tem coisas que só SNES proporciona e mesmo depois de tantos anos.


Mario Kart 8 Deluxe - Nintendo Switch

Com o Nintendo Switch acabei comprando Mario Kart 8 Deluxe para dar aquela jogada básica e ir matando minha vontade de Mario Kart até o próximo lançamento. O resultado? Eu simplesmente detonei o jogo com todas as estrelas em todas as cilindradas (inclusive 200cc). Como citei em Team Sonic Racing a jogatina online com os amigos também morreu nesse game e a diversão ficou somente online sozinho ou offline,  mas mesmo assim valeu cada jogatinha... além do fato de jogar com a esposa que é sempre bom =)


Ultra Street Fighter 2 - Nintendo Switch

Joguinho de luta no Switch? Vamos olhar! Acabei pegando Ultra Street Fighter 2 para matar a minha saudade de Street Fighter antigos e não esses novos que infelizmente não curto muito (SF para mim é 2D e ponto final!). Ele é o mais do mesmo com algumas firulas como Evil Ryu e Evil Ken e o resto é bom e velho Super Street Fighter que amamos. E assim está ótimo e valeu cada jogatina.


Blazing Chrome - Nintendo Switch

Desde que foi anunciado pela JoyMasher venho acompanhando o lançamento desse jogo e quando ele saiu foi justamente quando peguei meu Switch. Não deu outra! Lá estava jogando ele! E digo para vocês retrogames... que jogo MARAVILHOSO! Um verdadeira aula de como fazer um jogo das antigas no dias hoje e o recado fica para Konami que depois Contra Hard Corps nunca mais lançou nenhum Contra descente e isso já fazem mais de 20 anos. Blazing Chrome é um jogo desafiador, divertido, fantástico e merece todos os elogios em 2019 e está no meu TOP 3 de 2019 de melhores jogos. Agora fica o fato que o senhores "retrogamers" quase não comentaram desse game em 2019 e perderam a oportunidade de mostrar esse jogo fantástico que merece todos os créditos.


Mario Odyssey - Nintendo Switch

Tá aê o campeão de 2019. O melhor jogo que joguei em 2019 é Mario Odyssey sem sombra de dúvida. Ele é uma homenagem a você que jogou os games do Mario desde criança. A magia dos jogos do Mario está ali e vai fazer tirar um sorriso do seu rosto como fez comigo. Eu amo Mario 64 e meu sonho era ter uma continuação ou algo parecido durante todos esses anos, tudo bem que tivemos o Mario Sunshine, mas ele tropeçou em um monte de coisa e acabou não sendo algo que pudêssemos colocar como continuação de Mario 64. Agora Mario Odyssey é justamente que sempre sonhei! Todos sabem que  meu Mario predileto é o 64 e por tudo que ele foi e ainda é nos games de até hoje e a história pessoal que tenho dele (que inclusive tenho que fazer um review aqui!), mas Mario Odyssey mexeu com meu coração... Qual é o meu Mario predileto agora!! Quer um conselho meu? Para de jogar o que você está jogando e vá jogar Mario Odyssey.


Star Wars: Jedi Fallen Order

Quanto tempo faz que não jogo um game do Star Wars bom? Mas bom mesmo?! E digo aqui! O último que realmente amei foi Star Wars: Shadows of the Empire de 1996 do Nintendo 64. Tem o de PC como Dark Forces, mas ele é de 1995 e um ano do lançamento citado do N64. Depois disso nenhum me agradou! Tirando os do Lego, mas esses coloca em um lista separada. Star Wars: Jedi Fallen Order foi minha aposta depois de tantos anos em um jogo de SW e foi um acerto em cheio. Um game que reúne todas mecânicas boas  de outros jogos nesse estilo aventura e introduz no mundo de Star Wars. Está aê a prova que não precisamos de "mega inovações" para fazer um jogo bom.

Bom pessoal! Isso foi que joguei em 2019. E deixo aqui todo meu feliz 2020 para todos você.
Que seja um ano especial e que a saúde, paz, felicidade e jogatinas sempre estejam com vocês.

Um grande Abraço.
Qualquer coisa deixa um comentário aqui embaixo.
Ivo.


Programa Stargame

É HORA DE DEBULHARRRRRRRR! Se você conhece essa frase, então deve ter assistido um dos melhores programa televisivos sobre games que o Brasil já teve. Estou falando do saudoso Stargame! Vamos relembrar alguns dos melhores momentos, os games da época e curiosidades sobre esse programa que alegrava nossos sábados e dias da semana na TV. Então prepare a sua antena parabólica, a TV, e pegue o caderninho de anotações de dicas porque está na hora de falar do Stargame.


O Programa - STARGAME

Stargame foi um programa televisivo que tratava exclusivamente do mundo dos games. Iniciado no ano de 1995 e transmitido pelo canal pago Multishow, mas que tinha seu sinal aberto para antenas parabólicas, assim funcionando como canal aberto (para alegria de muitos na época, afinal, TV paga não era comum ainda). O conceito do programa foi idealizado pela Ângela Patrícia Reiniger (diretora do programa) que por coincidência, estudava inglês com o Cristiano Gualda e o convidou para trabalhar inicialmente em matérias externas (entrevistas), e no final acabou virando o clássico apresentador do programa. Informação explicada na entrevista com o Cristiano Gualda para a galera do site Hadouken e aqui você encontra outra entrevista do Cristiano Gualda feita pela galera do Passagem Secreta  Também devemos lembrar o famoso garoto que “detonava” os jogos, chamado de Deco Cruel, interpretado por André Cardona, que era amigo do Cristiano Gualda e foi convidado para trabalhar com ele.

O programa durou praticamente cinco anos e meio e trazia dicas, reportagens, detonados, notícias, entrevistas etc, tudo voltado ao mundo dos games. O fim do programa foi em 2000, após o canal Multishow decidir tornar a programação do canal mais adulta, e como o Stargame era voltado predominantemente ao público jovem, acabou tendo seu fim decretado naquele ano (azar da Multishow porque depois disso eu nunca mais assisti a esse canal e aposto que muitos fizeram isso). Vale lembrar que o Stargame foi o primeiro programa de TV a cobrir a E3, e isso foi algo que “abalou os pilares” da galera gamer no Brasil, afinal só estávamos acostumados a acompanhar a E3 por meio de revistas. Lembro-me bem de assistir ao Stargame na E3 com alguns amigos no lançamento do N64 com Mario 64 e nem preciso dizer que foi aquele silêncio absoluto na hora. Para um programa de apenas 25 minutos, o Stargame era bem diversificado, carismático e com uma dose de humor na medida certa (vou comentar mais sobre esse aspecto do humor abaixo), características que fizeram com que o programa entrasse para a história dos games no Brasil.


Os Personagens 

Cristiano Gualda  Era o apresentador do programa. Um cara carismático e sem dúvida o grande responsável pelo sucesso do programa. Sempre bem humorado e por diversas vezes “feliz” em apresentar para a garotada da época as matérias sobre games. Até hoje em suas entrevistas percebemos que ele realmente entende de games, apesar de ser um péssimo jogador e perder sempre para os entrevistados do STARGAME. Hoje ele é ator e trabalha em peças teatrais e filmes e inclusive participou do programa "Malhação" em alguns temporadas na Globo.

Deco Cruel (André Cardona)  Era o garoto que “detonava” os jogos (encarregado de passar todas as dicas de como fechá-los) e tinha o trabalho dos sonhos da galera gamer (jogar videogame). Ele apareceu diversas vezes no programa, principalmente em especiais de fim do ano. Eu nunca esqueço a dica do Daytona USA para conseguir créditos de graça. Ele virou desenvolvedor de jogos,, mora no Canadá e trabalha na Ubisoft.


Ângela Patrícia Reiniger  Era a produtora do programa. Ela apareceu em diversos finais fazendo brincadeiras com o Cristiano Gualda. Em um desses finais, inclusive, ela virou uma fada e mandou o Cristiano para outro mundo (toscão!). Ela continua como produtora de programas e alguns dos seus últimos trabalhos foi um documentário chamado “Três Irmãos de Sangue”, como diretora e com o roteiro escrito por ela juntamente com o Cristiano Gualda e também um programa televisivo chamado “Programa Especial”, do canal TV Brasil.

Mãozinha  Como o próprio nome diz, era uma mão que pegava as cartas que eram lidas ao final do programa. Ela sempre aprontava “pegadinhas” com o Cristiano no fim do programa (mandava o apresentador para outros mundos, o explodia, fazia com que ele voasse e cia) e acabou se tornando o verdadeiro mascote do programa. Recebia inúmeras cartas de vários espectadores querendo conhecê-la e pedindo para não fazer “piadinhas” com o Cristiano. O mistério é que nunca ninguém soube quem fazia essa “mãozinha”. Um dos momentos mais toscos-engraçados do programa foi quando ela jogou um fio com tomada e o Cristiano achou que era o arpão do Scorpion (Mortal Kombat). Alguém se lembra disso?

Sgum  Mascote que foi criado pelo telespectador Bruno Trevisam Zacharias, vencedor do concurso “Crie o mascote para o Stargame”. Sgum quer dizer “Star Game Ultra Maníaco“. Ele foi muito pouco utilizado pelo programa, aparecia apenas em alguns quadros e a maioria das pessoas não se lembra de sua existência.

 


O Humor

Essa foi uma das características principais do programa como mencionei no começo do texto. O humor um pouco escrachado ou bobo tornava o programa mais leve e divertido. Isso se deve também pela liberdade que eles tinham em criar o programa, afinal, hoje em dia você dificilmente vê um apresentador fazendo entrevista de bermuda na casa do convidado (Ri muito quando vi o Stargame esses dias e o Cristiano estava de bermuda na casa do Luigi Baricelli). E me diga se você não ficava esperando até o finalzinho do programa para ver o que iria acontecer com o Cristiano Gualda? Eu e meus amigos quase tínhamos um infarto com esses finais trágicos para o apresentador, que eles achavam horríveis, mas que no fundo faziam todos rirem e nunca deixávamos de ver. Outra parte engraçada era quando o Cristiano apresentava algum lançamento utilizando o cenário do jogo em um “croma key”, onde por diversas vezes ele interagiu com o cenário ou personagens dos games fazendo a gente rir ou chorar (você escolhe!).


O que o programa tinha?

Dicas  Essa era umas das principais atrações do programa. O Stargame trazia muitas dicas (cheats) dos jogos, alguns apresentados por eles mesmos e outros a pedido dos telespectadores. Para todos nós, acostumados a ver dicas somente em revistas, esse foi um quadro de grande ajuda. Como comentei anteriormente, uma das dicas que me lembro bem foi para Daytona USA de Arcade, de como ganhar créditos. Vale lembrar que eles também davam dicas para consoles antigos para a época (Super Nintendo, Mega Drive e cia).

Lançamentos  São os famosos “reviews” que apresentavam os lançamentos de jogos. Clássicos como: Resident Evil, Mario 64, Zelda Ocarina Of Time, Street Fighter Alpha, King Of Fighters, Sonic Adventure, Toshiden e vários outros apareceram no programa assim que chegaram às lojas! Algo muito legal era que esse quadro dos lançamentos não ficava só fechado a jogos, mas também incluía os consoles: Dreamcast, N64, Saturno, Playstation 2.., Enfim, várias novidades sobre jogos e consoles que muitos viram pela primeira vez no programa. Meu momento épico foi ver o N64 pela primeira vez no StarGame em plena E3, como falei anteriormente.

Game News  Esse era o quadro em que o Cristiano comentava sobre os rumores, lançamentos e mudanças no mercado de games. Era como uma “previsão do futuro” no mundo dos games. Notícias como Ultra64 (que seria o N64 no futuro – obrigado pela correção Jeff), tecnologia 3DO, filme do Mortal Kombat entre outros assuntos fizeram parte desde quadro.

Computador  Pode parecer estranho, mas nessa época do Stargame, em meados de 95, os computadores estavam começando a se tornar comuns no Brasil. Como a utilização desse novo meio de comunicação estava se tornando comum, os jogos para computadores começaram também a ficar em evidência. E esse foi o principal tema do quadro, eles falavam sobre jogos de computador, lançamentos e dicas de como jogá-los.

Debulhação  “É HORA DE DEBULHAR“ era o jargão utilizado para esse quadro que ficou famoso em todo Brasil. Era um quadro que mostrava como fechar um jogo passo a passo. Jogos clássicos como: Tomb Raider, Mario 64 e Final Fantasy VII entre outros foram “debulhados” no programa. Era o principal atrativo do StarGame, até mais que as entrevistas.

Baú do Game  Esse era o quadro  que eles apresentavam jogos de gerações anteriores e relembravam clássicos de Super Nintendo, Mega Drive, Master System e cia. Achava super interessante esse quadro por lembrar sempre que mesmo nas gerações atuais (naquela época) os retrogames ainda tinham um carinho especial por grande parte dos jogadores.

Golpe de Mestre  Um quadro voltado aos jogos de luta que ensinava golpes e especiais de um determinado personagem.

Entrevistas – Neste quadro eram entrevistados os “famosos” da TV brasileira(geralmente atores e atrizes da Globo, principalmente da Malhação), bandas, esportistas, entre outros. Uma das entrevistas mais marcantes foi com Christopher Lambert, que fez o personagem Raiden no filme do Mortal Kombat. Eu particularmente não gostava desse quadro, porque dificilmente algum ator sabia algo sobre games e sempre ficavam com aquela cara de “o que estou fazendo aqui?”.

Matéria Especial  Era justamente quando o programa cobria um evento como a E3 ou mesmo feiras de eletrônicos aqui no Brasil. Era o momento mais aguardado para quem assistia ao programa. O StarGame abria vários programas seguidos comentando e falando dos eventos que estavam acontecendo, o que só nos deixava cada vez mais ansiosos pelo próximo programa. Quando se tratava de um grande acontecimento como a E3, a matéria chegava a durar 6 ou 7 programas.

Encerramento  Era o final do programa, onde geralmente o Cristiano lia alguma carta ou e-mail (e-mails eram raros) enviado para o Stargame. E não podemos esquecer os finais “engraçados” que aconteciam após ele ler a carta e finalizar o programa. Havia também outros quadros, mas que poucas vezes apareceram no programa.

  • Password – Um quadro que passava dicas e logo foi substituído pelo quadro “Dicas” (dãããã!).
  • Glossário – Explicava algum termo relacionado a games.
  • Documento Secreto – Apresentava a ficha de um personagem, falando coisas como sua idade, altura, história e outras características.

Eu Sei!- uma charada era apresentada no início do programa cuja resposta seria dada no final e, obviamente, sempre tinha relação com games.


Saudades

Na longa história do “mundo gamer” aqui no Brasil, existiram sim outros programas televisivos voltado aos games: Play Tv, G4 ou Mar Games (na Baixada Santista!) e que representavam bem o “mundo gamer”, mas em minha opinião nenhum deles chegou a apresentar tudo de forma tão divertida, informativa, surpreendente e carismática como o Stargame. Em uma época cheia de novidades, em que o videogame foi incorporado como entretenimento na família brasileira com os lançamentos de consoles como o Playstation, o SaturnoDreamcastNintendo 64, e outros, o Stargame demonstrou que videogame não era coisa somente de criança, e sim, um meio também de entretenimento e cultura importantíssimo para todos, jovens e adultos. É uma pena que hoje os canais de TV não tenham um espaço dedicado para games, isso só demonstra sua derradeira falta de ideias, qualidade, novidades e originalidade para criar algo como foi o Stargame. Sempre quando comento sobre um programa de TV dedicado aos games nos dias atuais, acabo encontrando opiniões diversas. Uma delas é a facilidade das informações, vídeos no YouTube, sites e demais ferramentas acaba fazendo pensar que seria uma furada criar um programa de games na atualidade, mas seria mesmo? Deixa seu comentário sobre isso aê embaixo =)


Onde encontrar e curiosidades

Algum tempo atrás eu descobri um usuário no YouTube que simplesmente colocou praticamente todos os episódios do Stargame para assistir. Segue o link com os episódios: Stargame Sabe o que é mais engraçado em assistir aos episódios do programa? Além, obviamente, de tudo que falei acima, você se sente em uma revista televisiva retrogamer. Você terá a oportunidade de lembrar aquele joguinho clássico como se estivesse sentado em frente à TV nos anos 90.

Algumas curiosidades sobre o Stargame que achei pela internet:

O site com o nome de todos os episódios do Stargame:
http://www.ogat.com.br/stargame_capitulos.php

Entrevista com o Cristiano Gualda (de cabelos brancos!) no Techtudo em 2011:
http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2011/05/entrevista-com-cristiano-gualda-ex-apresentador-do-stargame.html

Bom pessoal, espero que tenham gostado da matéria do Stargame. E um presentinho para vocês!
Abaixo um episódio com aquela musiquinha clássica da abertura.

 


Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2 - Final Especial de SF2


Outro dia estava jogando um pouco de Street Fighter 2 de Snes para matar a saudade e acabei me lembrando de uma história clássica e resolvi contar ela aqui no blog. Qual história é? "A lenda do final especial de Street Fighter 2". Então bora lá para mais uma - Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2.

 


Onde surgiu a lenda?

Quem viveu no "boom" de SF2 nos fliperamas e consoles sabe o quanto de lendas existiam e surgiam sobre esse jogo e aposto que você já ouviu alguma delas. No meu  caso eu ouvi várias como essas:

  • Personagem secreto Sheng Long.
  • Se ficar parado na árvore do estágio do Blanka por 90 segundos você vai para outro lugar.
  • Se você der "perfect" em todos os "rounds" até o Bison e no último round der "draw" você habilita o pai do Ryu.
  • Existia um comando que habilitava o "Hadouken" secreto do Ryu
  • Que Ryu e Chun-Li eram irmãos 
  • Existia código de sangue em SF2

Quando comprei meu Snes em meados e 93/94 com nada menos que Street Fighter 2, nem ligava muito para essas coisas e só queria jogar ele o máximo possível. Tanto que todo dia jogava e minha meta era fechar o jogo com todos os personagens. Até que um dia saindo do colégio e indo para o ponto de ônibus para voltar para casa percebi dois garotos conversando sobre SF2 e fiquei atento a conversa deles:

Garoto 1: - Você já fez o final especial de SF2?
Garoto 2: - Final especial? Não sabia disso!

E nesse momento comecei a prestar mais atenção na conversa:

Garoto 1: - Sim! Se você terminar no último nível e sem perder rounds e não pegar continue vai aparecer um foto com todos os lutadores juntos.
Garoto 2: - Que demais! Eu queria fazer isso!

.........................................................Colégio que estudava e o ponto de ônibus que existe até hoje.

Chegando em Casa!

Eu fiquei incrédulo na hora! Eu já tinha ouvido falar de  milhares de lendas absurdas sobre games, mas o garoto tinha falado com uma convicção tão grande que me fez acreditar. Eu peguei o busão na volta para casa e fiquei o tempo inteiro pensando naquilo - Será que é verdade? Final secreto? Vou tentar fazer ou não?
Nisso resolvi acreditar nessa lenda e tentar fazer o final secreto de SF2.

Fiquei meses tentando terminar o jogo no nível 8 que era o último e para quem jogou SF2 sabe o quanto era difícil. Primeiramente tentei com os personagens que mais jogava que eram o Ryu e Ken, mas era difícil demais quando chegava nos chefes finais e principalmente o Sagat que dava seu "Tiger Robocop" que tirava metade da barra e energia ou aquela maldita "tesoura" do Bison que simplesmente quebrava qualquer golpe seu, detonava sua barra de energia e ainda deixava você tonto.

 

........Option Mode com Nível 8 em SF2

Jogando com a Chun-Li!

Foi nisso que resolvi jogar com a Chun Li. Isso mesmo! Com a Chun Li! Nisso fui jogando com ela acabei inventando uma apelação com soco médio perto do adversário. Se você chegasse perto do adversário e usasse soco médio se o adversário defendesse era agarrado e se não defendesse o soco médio o acertava. Se fizesse isso corretamente não existia reação adversário em contra-atacar. Claroooo que tinha um porém!! Isso não funcionava com Sagat e Bison e o esquema era vencer na raça mesmo. E vou dizer que mesmo com essa apelação foi difícil vencer os dois, mas finalmente depois de muita insistência acabei conseguindo. Me lembro que nesse dia tinha um amigo meu do lado assistindo jogar e ele comemorou tanto quanto euzinho a vitória sobre Bison. Com isso eu fechei o jogo no nível 8 sem "continues" e incrivelmente sem perder nenhum "round".

...............................................................................................Derrotando Bison na apelação em SF2

E para minha surpresa logo depois de ver o final da Chun Li um final especial apareceu. Era um final com uma música diferente SENSACIONAL, com o nomes dos produtores, a CPU jogando com ela mesma em vários cenários e ao final os dois lutadores fazendo suas poses de vitória. Foi uma cena mágica e uma conquista recompensadora que me deixou com os olhos arregalados e super feliz.

.....................................................Final Especial com apresentação de cada lutador

E a foto de todos lutadores juntos?

Até que surgiu uma pergunta na minha mente - E a foto com todos os lutadores juntos? Seria mentira dos garotos? Fiquei pensando nisso por um momento... até logo depois das cenas dos lutadores e nomes dos produtores a imagem apareceu. E foi ESPETACULAR! Algo que parecia uma lenda de dois garotos no ponto de ônibus se tornou REAL e a imagem de todos lutadores de SF2 estava ali para meu delírio. Isso ficou registrado na minha memória até o dias atuais. Segue abaixo o vídeo com o final especial e a foto de todos juntos =)

Bom é isso pessoal! Fica aqui mais uma pequena história minha no blog. Mas e você? Teve alguma lenda com SF2? Escreva aê nos comentários! Grande Abraço. Até a próxima! Ivo. 


Rival Turf - Review

Fala galera! Voltando e desta vez com um review de um clássico. Mas antes de começar a comentar sobre o jogo tenho que contar a minha história sobre como conheci esse game e tenho certeza que muitos aqui vão se identificar. Então! Bora lá!


Minha História com Rival Turf

A minha história começa obviamente como a de muitos por aqui: em uma locadora de videogames nos anos 90. A minha família sempre teve uma parte financeira modesta, e isso incluía não comprar jogos de SNES com muita frequência e só alugar um jogo no fim de semana na clássica locação: sábado + domingo = devolve na segunda-feira. Como muitos devem saber, alugar jogos aos sábados nas locadoras era uma tarefa difícil. Difícil porque se você não chegasse à locadora até as 10 horas (quando elas geralmente abriam!) a probabilidade de todos os jogos terem sido alugados às 10:05 era de 99,9%. Afinal, todos seus amigos, colegas, familiares, extraterrestres e quem mais gostasse de videogames já estavam amontoados em frente à locadora antes que ela abrisse as portas. O pior é que mesmo se você chegasse bem antes, lá pelas 9 horas e entrasse correndo para pegar o seu jogo do final de semana, existia outro fator que dificultava tudo: os espertos que alugavam os jogos na sexta-feira e só os devolviam na segunda (pagavam duas locações sexta + sábado e sábado + domingo), o que só piorava para quem quisesse ou só pudesse alugar aos sábados.

E num desses sábados em que fui à locadora e cheguei atrasado (o maldito despertador não tocou!), me deparei com o que era uma das maiores “dificuldades” da minha vida nessa idade maravilhosa. O que eu alugaria? Não tinha praticamente mais nada lá, todos os jogos mais legais de corrida, aventura, luta, tiro etc já estavam alugados e até mesmo aqueles jogos de esportes olímpicos que ninguém alugava estavam com a etiqueta – “ALUGADO”. Era um terror!

 

Mas existia uma peculiaridade boa nessa época, que vocês devem se lembrar. Diferente dos dias de hoje, onde todos têm informações facilmente sobre os jogos, suas características, produtoras, críticas, notas, dia do lançamento, quanto custou para ser produzido e etc, naquela época praticamente não ficávamos sabendo de nada (não existiam tantos meios de comunicação como hoje!) e isso acabava resultando na peculiaridade que citei: DE ALUGARMOS UM JOGO SÓ PELA CAPA NA LOCADORA sem nunca ter ouvido falar dele.  Vai dizer que você nunca alugou um jogo que não conhecia só por causa da capa? Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso nos anos 90!

E foi devido a essa peculiaridade que naquele dia, ninguém tinha alugado ainda um certo jogo chamado RIVAL TURF. Óbvio que ele só estava na prateleira ainda por causa da capa horrível (olhe na imagem ao lado para ver!) e essa é minha teoria até os dias atuais, mas cite outras teorias nos comentários se você tiver! Agora vamos ser sinceros: o que um garoto magricela com um casaco vermelho feio, junto de outro garoto com uma faixa na cabeça ao melhor estilo Sidney Magal e um prédio ao fundo teriam de interessante a oferecer? Um jogo dos BOY BAND? Não galera, para minha surpresa eu havia encontrado um bom game.

É pessoal, aluguei esse jogo com uma capa estranha e como diz o velho ditado: “Não julgue o livro pela capa!” Um game ao melhor estilo Final Fight que se tornou uma das minhas franquias prediletas de SNES e do qual tenho ótimas lembranças até hoje. 

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou a representação máxima do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do grau de perfeição do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássicoJAAAAAAAAAAAALECOOOO” que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide: existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. Além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, capas modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi diminuído e até alguns vilões foram removidos.


Japão Vs Usa - 1992

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou uma das representações máximas do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássico JAAAAAAAAAAAALECOOOO que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide assim - existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. A versão americana além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, as capas foram modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi  diminuído e até alguns vilões foram removidos. Nisso você já viu como ficaram as coisas da versão americana e japonesa. Mas tem mais!

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Rival Turf faz parte de uma trilogia que possui os nomes diferentes na versão americana, versão japonesa e até mesmo as edições seguintes americanas - veja: “Rival Turf” (Rushing Beat 1 em japonês), “Brawl Brothers” (Rushing Beat 2 em japonês) e “Peace Keepers” (Rushing Beat 3 Shura na versão japonesa). Nem preciso dizer que as versões americanas são inferiores às japonesas, então, se você tiver a oportunidade de jogar a versão oriental, recomendo muito. O meu game predileto da trilogia é o Rushing Beat 3  Shura, onde você tem opção de escolher cinco personagens diferentes, o game possui caminhos alternativos para escolher e uma ótima história. 


História, Inimigos, Cenários, Modos e Cia

Aqui vou seguir a história da versão americana. A namorada de Jack Flak foi raptada pela gangue Kings Street em Los Angeles. Jack convida seu amigo, o policial Oswald Oozie Nelson (olha o nome!) para resgatar sua namorada, além de socar e chutar toda gangue para fora da cidade, e ambos seguem para um estádio onde ficam sabendo de informações sobre o esconderijo da gangue. Nossos heróis lutarão e muito contra inimigos com diversas técnicas de lutas. Entre eles temos: punks, grandalhões, ninjas e tudo que se pode imaginar. O game possui seis estágios, várias sub-fases e um chefão no final em cada uma delas. Os cenários incluem na grande maioria áreas comuns da cidade como armazéns, praças, interiores de ônibus, ruas, prédios etc. Existem armas e itens pelo cenário como espadas, facas e tacos de basebol que te auxiliam na porrada, e os comandos são clássicos: um botão para pulo, um para soco, um para corrida e um para o especial. Além do modo tradicional, o jogo inclui o modo “Raiva”, onde os heróis ficam poderosos e imunes a qualquer ataque inimigo e o “Versus” ao melhor estilo Street Fighter.

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Mais um pouco e a Conclusão!


A jogabilidade do Rival Turf é boa e os controles respondem bem, jogadores que quiserem experimentar o título não terão maiores problemas com ele tanto por que o jogo é bem fácil e não exige muito dos controles. Tecnicamente o jogo é bem modesto: a trilha sonora não atrapalha mas passa batido e os efeitos sonoros são bem pobres, e graficamente o game fica abaixo ainda do padrão alcançado pela versão Final Fight de SNES que já não era lá grande coisa, mas o seu maior problema mesmo é que a modificação para a versão americana deixou o game bem capado. A história japonesa obviamente é melhor e mais séria, e além de na americana terem retirado as cenas de introdução, cortaram também os créditos e diminuíram o tamanho da animação final para ficar condizente com a história adaptada. Se quiser melhorar a experiência ao jogá-lo, prefira a versão japonesa.

Sua trágica capa que deveria ser motivo de críticas pesadas se tornou algo cult entre a galera gamer, que costumava dizer que o povo que queria vender o jogo não entendia muito de marketing.

O grande ponto positivo do jogo é justamente ser um Beat em’ Up: a cagada teria que ser muito grande para que um game deste gênero não seja divertido, e não foi o caso de Rival Turf. Dá pra se divertir por horas tanto sozinho quanto com os amigos, e esta segunda opção já não existe em Final Fight. Ponto para a Jaleco!

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Rival Turf é um bom jogo. Eu sei! Muitos vão dizer que Rival Turf passa longe de ser um Final Fight de arcade ou um Streets Of Rage, mas posso dizer que ele é uma boa surpresa até os dias de hoje, principalmente para quem vive buscando jogos desconhecidos de Super Nintendo. É um game bem ao estilo anos 90, com policiais bombados, herói com casaco de couro, inimigos punks, maloqueiros, motoqueiros, negão de jeans rosa, ninjas da Bahia e um chefão final que luta karatê. Mesmo que o jogo não seja um "supra-sumo" de briga de rua GARANTO que vocês vão ter ótimas horas de diversão e de risadas com os vilões desse jogo (preparem as gargalhadas!). 

Então é isso pessoal! Se alguém jogou ou não jogou e acabou jogando esse agora! Comente aqui o que achou dele!
Valeu por que leu até aqui! Grande Abraço. Valeuuuuuuuuuuuuu!! Ivo. 


Curiosidades

  • Mude o nome de qualquer personagem do jogo: – Jogue e faça um recorde, e na tela de high score escreva CHRCONF. Logo em seguida vai aparecer uma tela que permite mudar o nome dos personagens. Mude para SABAT ou NELSON >.<
  • Warp Zone: – Veja como lutar direto com o chefe da fase 4. Para o lance funcionar é preciso eliminar antes 30 inimigos. Isso você controla pelo número de carinhas que aparecem a direita de sua barra de energia. Chegando a primeira porta que encontrar no cenário da fase 4, pressione para cima. Uma tela muito estranha de Warp Zone vai aparecer e, logo depois, você vai dar de cara com o chefe da fase.


198X - Homenagem aos gamers dos anos 80/90

 

Fala galera! Tô de volta e desta vez sobre um joguinho que foi uma grata surpresa. Hoje estou aqui para falar de 198X. Bora lá!


A descoberta! 

Tempos atrás surgiu um trailer de um game em um grupo de amigos que participo no Whatsapp. Com isso acabei me deparando com 198x. No início pensei que era apenas um Beat ’em Up como os clássicos Final Fight e Street Of Rage, mas no final acabei sendo enganado.

Na verdade o jogo começa como um Beat ’em Up bonitão e com tudo que remete aos clássicos desse gênero: boa jogabilidade, inimigos clássicos como punks, fortões bombados, malucas com facas, frangos no chão, cabines de telefone para socar e tudo mais.

Mas ao terminar o final da primeira fase desse Beat ’em Up inicia-se uma narração da protagonista (chamada de "Kid") falando sobre sua vida antes, quando vivia em fliperamas, locadoras, amigos de jogatina, super-heróis, games e mais games e depois sobre a sua vida de adulto (como se sente agora!) no bairro onde mora chamado "Suburbia".

Em uma rua vazia onde na entrada existe um letreiro em neon piscante é que se passa a nossa história. Um mundo com vários mundos, várias pessoas/tribos, um local que não era para crianças, mas que reunia elas e tantos outros. Lembrou de algo? Certeza! Estamos falando de um fliperama que fez a minha e alegria de muitos gamers no passado.


Os Jogos!
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Aqui Kid joga 5 tipos de jogos. Todos os jogos são muitos bem feitos e remetem de algum modo a infância de quem cresceu com com videogames nos anos 80-90. Esse jogos são:

Beating Heart: Beat ’em Up citado no começo do texto.

The RunAway: Jogo de corrida clássico ao melhor estilo Top Gear.

Out of the Void: Um Shoot ‘Em Up clássico ou como chamávamos: "Jogo de Navinha".

Shadowplay: Side Scroller de ninja, ao estilo de ação e plataforma como os clássicos Ninja Gaiden e Shinobi.

Killscreen: Um RPG bem antigo com labirintos ao estilo Phantasy Star de Master System.


A intenção do jogo não é só jogar esses jogos citados acima, mas intercalar com a narração de Kid, comentando sobre sua infância jogando games, assistindo desenhos, indo com o pai na locadora, jogando com amigos vários games... como tudo era naquela época e infelizmente se perdeu com o tempo. 

É nessas narrações que acabamos nos envolvendo com o game. O que Kid fala acaba remetendo as nossas lembranças e principalmente nós que vivemos e crescemos nos anos 80-90 com videogames. Posso dizer que me envolvi mais nisso que propriamente jogando os games.

 

O único problema nesse jogo é a duração. Ele é curtinho e dura de 1h à 1h30 de jogatina. Eu queria muito mais quando terminei ele =(

Sinceramente se você é fã e viveu os anos 80 e 90 de videogames é
uma jogatina obrigatória. Ele vai fazer você relembrar com carinho suas lembranças de gamer na infância.

198X foi criado pela Hi-Bit Studios e financiado via KickStarter, Torço muito para que exista continuação. 198x está disponível para todas plataformas e inclusive PC.

Bom! Fico por aqui pessoal e até a próxima!
Grande Abraço! Ivo.