Phantasy Star I - Diário de Bordo (Final + Considerações)

E finalmente cheguei ao final do meu diário de bordo de Phantasy Star. Terminei ele faz 1 horinha atrás e vim correndo escrever aqui. Problema de você comentar ou conversar sobre um jogo de 1987 é que 99,9% das pessoas vão julgar ele com gráficos ultrapassados, mecânicas velhas, negativismo absoluto e cia.  Elas desconhecem uma palavra que se chama "anacronismo". Anacronismo é a ideia de você analisar algo, mas não se  colocando na época que ele aconteceu e sim na atual. 

Phantasy Star é um game com viagens espaciais, monstros mitológicos, efeitos 3D em labirintos, um enredo fantástico, surpresas no decorrer do jogo, exploração em praticamente um mundo aberto, uma mulher protagonista, várias referências da cultura geek (como Star Wars), vilões dos mais diversos, tradução em português, músicas marcantes e muito... mas MUITO desafio. Agora se coloca em 1987 onde tinha benditos jogos com 1,2 ou 4 megas no máximo? E você ter tudo isso citado acima nas suas mãos! É simplesmente fantástico!

Eu me envolvi muito jogando esse game. Procurei sobre sua produção, seu legado, seus sucessores, sua base de fãs, sua arte, seus produtores (que time fantástico! Só o criador do Sonic, Alex Kidd, Reiko Kodama e cia), artbooks com ilustrações, curiosidades, cds de música e tudo mais. Eu realmente fui a fundo sobre o jogo. E digo que é como começasse uma jornada cheia de energia e ao longo do jogo o cansaço fosse batendo... mas não um cansaço RUIM, mas sim algo como tivesse com os personagens dia após dia lutando, enfrentando labirintos, decifrando enigmas, encontrando mundos repletos de monstros e seguindo a jornada até o final.

E foi assim que cheguei ao fim do jogo. Tanto que quando terminei ele e senti um alívio como tivesse realmente livrado Algol das garras dos mal. Phantasy Star é um jogo absurdamente difícil... desculpe Battletoads, mas Phantasy Star é muito mais difícil que você. O jogo não te dá quase referência nenhuma de onde seguir e o que fazer e os labirintos que você encontra são infernais. Se você seguir o jogo sem guia é praticamente impossível chegar ao fim. E o Lassic? Mesmo com nível lá em cima o safado te espanca sem dó! Parece até que o jogo tem inteligência artificial. Ele esquivava de todos meus golpes quase quando estava morrendo.

Entenda bem! Tem labirintos com 2 andares para baixo e 2 andares para cima. Armadilhas que por mais que você esteja desenhando direitinho em um caderno te levam para andares inferiores com novos labirintos completamente novos. E os labirintos são infestados de monstros de todos os tipos. Ah! E não para por aê! Tem baús com armadilhas, portas escondidas. Ahhh Ivo, mas que jogo horrível nem quero jogar! Aê que está! O jogo não é horrível... ele tem uma magia faz você estar lá enfrentando TUDO e quando percebe já está imerso nesse mundo.

Claro que jogar PURO (sem guia!) é complicadíssimo para nós adultos hoje. Filho, trabalho, falta de tempo, contas e cia te impedem de jogar assim... mas quando você criança e tem todo tempo do mundo isso difere, mas mesmo assim era difícil.

Como as crianças da época agiam em um jogo de tamanha dificuldade assim?! Fiquei bom tempo pensando resposta... e ela me veio. E era justamente um das coisas que mais AMAVA jogando games no passado e falta atualmente  - A troca de informações jogando games JUNTOS.

 

 

Não existia guia, revista, internet, youtube... NADA! Era tudo na base da troca de informações com amigos, conhecidos, familiares e todo mundo que estava jogando o game. Criando uma "comunidade ativa em um jogo" ou um grupo de amigos no mesmo jogo.

Como era bom você desvendar algo e compartilhar com um amigo, que também de trazia uma descoberta e que compartilhou com outro lá no intervalo do colégio e tantos outros lugares e assim gente ia criando uma rede de informações e íamos desvendando os mistérios do jogo e avançando. Como isso era bom! E essa é a intenção do jogo no final de contas... você se envolver nesse mundo e compartilhar ele no seu mundo!

 

Aliás, eu só tenho que agradecer ao meu amigo Igor que me incentivou a jogar esse game e ficamos muito tempo conversando sobre esse jogo em todos os aspectos. A última vez que fiz isso foi em Donkey Kong Country em 1994 e me lembro bem. Obrigado Igor!

Eu tenho dois pesares com Phantasy Star e o primeiro é não ter jogado esse jogo antes. Eu me pergunto onde estava ou que estava jogando na época para deixar esse jogo passar batido. Talvez eu estivesse envolvido com jogos de plataforma que é minha paixão até hoje ou talvez me faltasse contato mesmo.

Meu segundo pesar é gostaria de ter aproveitado ainda mais esse jogo sabe. Infelizmente a correria absurda da minha vida atual não me deixou fazer assim. Mas num futuro distante e pretendo revisitar esse jogo, mas de qualquer forma me sinto satisfeitíssimo. Hoje posso dizer que joguei Phantasy Star e nas mais sinceras palavras digo - que é um dos jogos mais épicos que joguei na minha vida. Não é entusiasmo, não é nostalgia, não é "pagação de pau" é a verdade sobre um jogo épico. E fiquei muito, mas muito feliz em joga-lo.


E agora segue meu último diário de bordo desse game. 

Diário de Bordo - Final


  • Agora cheguei na entrada de Baya Malay. Ela é cidade onde fica o castelo de Lassic em Palma. E só tenho que dizer uma coisa que jamais pensei em dizer.... senti saudade de Dezoris. Se Dezoris era terrível... Baya Malay + Castelo de Lassic são piores. 


  • A entrada já é um labirinto que tenho que atravessar, para depois chegar em uma caverna que é mais um labirinto e saindo da caverna encontro um rio de larva para depois finalmente chegar a entrada da Torre de Baya Malay que vai me levar ao Castelo de Lassic. E essa torre é o labirinto mais difícil do jogo... saca só o mapa dela, logo abaixo.


  • A verdade que na torre não é só seguir e sair no castelo de Lassic. Você tem que encontrar dois itens para aê sim poder chegar ao castelo. O primeiro é o Cristal que está com um cara chamado Damor. Ao usar esse cristal você vai fazer aparecer o castelo de Lassic que está escondido no céu. E o segundo item é a Chave Mestra para o portão do castelo. Agora tudo isso em um lugar que qualquer erro te deixa perdido, te leva para monstros e mais monstros e por fim a morte. Eu demorei MUITO para conseguir passar esse labirinto. Mas finalmente depois de muito suar a cueca... fiz o castelo de Lassic aparecer.


  • E finalmente cheguei ao castelo de Lassic. Um local onde o bonitão vive nas farturas dos pobres e inocentes. Tem uns moradores lá com ele desfrutando da boa vida. Deveria detonar todos, mas meus heróis são bonzinhos e deixar eles de lado.  A parada era detonar Lassic.


  • E claro que na mansão dele tinha mais um labirinto e por um fim uma porta escondida que encontrei na sorte.
    E entrando lá estava o ditador safado. Porradaaa nele!


  • Perdi duas vezes para ele. O Lassic é SUPER APELÃO! Tive que criar uma estratégia para derrota-lo, afinal ele solta 4 raios de uma vez só em todos os meus heróis. Mas com a estratégia de Alis na porrada, Myau no suporte, Odin na porrada e Noah na magia de fogo... finalmente detonei o tirano. Pura alegria e satisfação! 


  • E lá estava eu comemorando minha vitória e voltando para casa para encontrar o governador e dar as boas notícias... quando uma surpresa me pega de jeito. Na casa do governador o verdadeiro vilão estava a minha espera.


  • Este é Dark Falz o verdadeiro vilão do jogo e o que estava por trás de tudo e tinha dominado na mente de Lassic e dados os poderes sombrios para ele. Ele é um verdadeiro apelão dando umas baforadas de raios seguidos e nenhuma barreira de mágica minha consegue defender esse ataque. O jeito foi ir na raça de detona-lo... e por incrível que pareça meus heróis não deram oportunidade para ele e derrotaram de primeira.


  • E finalmente galera... o mal foi derrotado de vez em Algol.


  • Foi uma jornada e tanto. Feliz! Muito feliz por ter fechado esse jogo. Essa última mensagem simboliza a minha ideia do jogo. Um jogo que vai permanecer no meu coração para sempre. Viva em paz Algol.


E aqui fecho meu Diário de Bordo de Phantasy Star.
Obrigado a você que leu até aqui.
Abração. Ivo. 


Minha jogatina final desse diário de bordo.



 


Phantasy Star I - Diário de Bordo (Parte 3)

E lá estou euzinho voltando com a jogatina de Phantasy Star. Desda vez fui bem longe no jogo e continuo minha jornada em Algol.

Diário de Bordo - Dia 3


  • Primeira coisa que fiz foi ir atrás de Noah. Fui para caverna da Naharu e me perdi um bom tempo lá até encontrar o encapuzado em uma sala perdida. Ele disse que tava ali treinando! 


  • Voltando com Noah e o grupo quase morri antes de chegar na cidade. Eu tenho essa bela mania de não comprar energético e barra de cereal para os personagens... só vivo nas magias de cura!


  • Ainda na caverna Naharu no nível mais baixo tem o grande Dragão Vermelho. Quando achei o Noah deixe ele para trás (pensando em enfrentar depois) por medo de morrer. Então voltei a cidade, enchi meu life e voltei para derrota-lo. Mas adivinha? Não comprei nada de comida para o grupo... e só lembrei disso já na metade do caminho na caverna. Então fui na coragem e matei ele sem usar usar comida nenhuma. E não me xinguem! Eu tentei falar com ele hahahahahaha! 


  • Agora chega a jornada mais longa que tive no jogo. Aproveitei um domingo de noite onde meu filho foi dormir e tive mais tempo de jogar. Tanto que coloquei essa parte com o título - A longa Jornada Até Uzo. Voltando para Palma descobri que o aeroporto estava fechado(Lassic descobriu meu passaporte falso), mas encontrei um atalho pelos esgotos do aeroporto. Na verdade, eu precisava ir até uma cidade chamada Gothic.


  • Cheguei em Gothic passando pelo esgoto cheirando a cocô, mas tomei banho depois. Lá em Gothic acabei encontrando uma cidade totalmente destruída e uma pobreza extrema. Lembra que disse que não comprava comida? Pois bem, nessa cidade tem várias pessoas pedindo comida... e eu não tinha uma barrinha para oferecer para eles. Nem preciso dizer que me senti um lixo.


  • Em Gothic precisava encontrar o doutor Louveno e pedir para construir uma nave para mim. Chegando na casa dele não encontrei ele... então o jeito foi procurar o velhinho.


  • A dica que recebi acabou dizendo que o doutor Louveno está em uma prisão chamada Triada. Nem preciso dizer que nem sabia onde ficava isso e fiquei vagando no mapa até encontrar o local, mas antes encontrei vários inimigos novos.



  • Depois de algum tempo achei a prisão onde estava o doutor Louveno. O bom de você se perder assim é que fica upando e ganhando dinheiro enfrentando os monstros. Pelo menos isso né!


  • Esse doutor além de me cobrar 1200 mesetas me pediu para fazer várias coisas. Primeiro tive que achar o assistente dele, depois o robô piloto chamado Hapsby e procurar um líquido chamado Polymeteral. Esse líquido é a única coisa que vai fazer Hapsby voltar a funcionar e fica em uma cidade super distante chamada Albion.


  • Nessa cidade também enfrentei o doutor Mal ou doutor Mad na tradução. Um cientista que fica fazendo experiência com animais. Fui sem dó e piedade detonar esse cara! Se tem algo que odeio é gente que maltrata animais. Não tenho perdão com gente assim! 


  • Depois que derrotei doutor Mad fiquei um bommmm tempo fazendo dinheiro para comprar umas arminhas novas que estava á venda em Albion.


  • Após comprar as armas era hora de voltar para Botevo e achar finalmente o Hapsby.


  • E depois de muita luta, upagem, andar no mapa, achar o assistente do doutor Louveno, matar doutor Mad, achar Polymeteral , recuperar Hapsby... e ir de volta ao doutor Louveno (ufaaaa!). Minha nave finalmente ficou pronta!


  • E minha próxima parada é Uzo em Motávia. Meu grupo não tem descanso!


  • Chegando em Uzo a galera me pede para enfrentar um Dragão Azul (Dragão Sábio ficou horrível como nome) que fica em uma caverna ao sul chamada Casba. Matando ele você ganhará o "Olho de Casba". Então sem pensar duas vezes... lá fui detonar o dragão. E não foi difícil!


  • Agora veio a parte mais sacana do jogo até o momento. Eu comprei um "LandRover" por 5000 mesetas. E descobrir ter um "HoverCraft no ferro velho em Botevo. A verdade que fiquei 200 anos lá procurando e não achei NADA. Simplesmente ele não aparecia! Até descobrir ter que conversar com um cara em Uzo para ele poder aparecer no ferro-velho. Eu já tava pensando que o jogo tinha bugado! E finalmente agora tenho uma verdadeira frota estelar - Um LandRover, HoverCraft e uma nave!

 


  • E aqui termino a parte 3 do meu diário de bordo de Phantasy Star. Que será que me aguarda agora com "HoverCraft" e" LandRover" e uma "Nave Intergalática" com meu grupo?

Minha jogatina desse segundo Diário de Bordo.





Phantasy Star I - Diário de Bordo (Parte 2)


E continuamos com a jornada de Phantasy Star em meu diário de bordo.

Diário de Bordo - Dia 2


  • Matei finalmente o bendito Fishman ou Tubaroman na versão que estou jogando. Era o inimigo mais difícil de matar, mas agora consigo matar ele e ganhar bastante dinheiro.


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  • Como lutei várias vezes contra o Fishman, acabei upando até nível 12 e comprei as melhores armas




Diário de Bordo - Dia 3


  • Viajei até Motavia





  • Peguei finalmente o Myau. Engraçado o nome do meu gato é Miu hahahahaha!


  • Na igreja aprendi que posso ver quantos pontos de experiência falta para o próximo nível

 

 


  • Enfrentei o minhocão. Até que ele não é tão forte assim


  • Tomei outro gamer over na caverna de Motavia

 



Diário de Bordo - Dia 4


  • Consegui sair da caverna de Motavia onde estava perdido e morrendo



  • Salvei Odin ou o Arnold Achwarzenegger hahahahaha! Peguei a bússola que vai me orientar no caminho a cidade na floresta

 


  • Entrei na cidade floresta e descobri que a chave do calabouço está perto de Camineet

 


  • Finalmente descobri que a chave da masmorra fica no primeiro labirinto do jogo. Eu só achei isso pura sorte. Eu vasculhei todos os lugares e não achava ela!



  • Fui até a caverna ao sul da cidade portuária (que não era a caverna de Naula) e derrotei um esqueleto.


     



Diário de Bordo - Dia 5


Phantasy Star I - Diário de Bordo (Parte 1)


Sabe um jogo que nós cansávamos de ver em revistas, mas sempre deixávamos de lado e não jogávamos? Esse jogo para mim é Phantasy Star de Master System. Cansei de ver propagandas dele em revistas na minha infância, sabia que o jogo era complemente em português e era um dos "tesouros" da Tectoy... mas por algum motivo sempre deixei ele de lado.


Anos atrás, quando os retrogames não eram tão "
visados $$$" acabei encontrando uma cartucho novinho de Phantasy Star e resolvi jogar, mas infelizmente na mesma época, meu Master System acabou quebrando e nunca consegui jogar e o pior que mais uma vez deixei o jogo passar em branco.

De uns meses para cá e devido ao lançamento do Alex Kidd in Miracle World DX que um amigo meu também comprou, ficamos conversando e jogando o game fase a fase. Discutimos os cenários, as músicas, o desafio, os detalhes, diferenças entre o novo e antigo e muitas outras coisas e foi super divertido. Para falar a verdade não me divertia jogando um game assim conversando com alguém a muitooosss... muitoooooos anos!

E finalmente resolvi jogar Phantasy Star e posso dizer que estou amando o jogo. Que jogo sensacional! Peguei uma versão melhorada por fãs na internet da própria versão de Master System. Isso inclui uma melhor tradução, melhor programação, som FM, até a mudança do cabelo a Alis para cor original e diversas outras coisas.

Então por fim estou aqui lançando meu Diário de Bordo do jogo, jogando devagar, afinal meu tempo é curto, mas aproveitando o máximo possível do game.

Diário de Bordo - Parte 1


  • Liguei aqui o jogo e comecei a jogar. Na verdade, eu não sei NADA de Phantasy Star e o pouco que tinha jogando nem me lembrava mais. E digo que já primeira vez que saí para upar o personagem acabei morrendo. Logo de primeira!



  • Não entendi o sistema de batalha e tive que morrer algumas vezes para entender. Logo que cara percebi que não, é qualquer inimigo que posso derrotar. O meu amigo me deu uma dica que existia uma casa que regenerava sua energia de graça (casa da Suelo) logo na primeira cidade e essa foi uma dica essencial para sobreviver nesse começo de game.


  • Eu visitei toda a primeira cidade, falei com cada NPC, vi as lojas e criei minha estratégia. Resolvi upar de nível nos perímetros da cidade antes de sair dela e explorar o mapa. E nisso aproveitei para juntar dinheiro e comprar um escudo e uma arma melhor.


  • Sobre os NPCs, eles me deram informações anotadas no caderninho aqui:
    - Cidade Portuária fica ao leste
    - Caverna da Medusa ao Sul
    - E outra cidade a Oeste


     


  • Inicialmente só enfrentava o "Mosca Mutante". Matava ele e voltava para casa da Suelo, mas com o tempo já consegui matar ela sem perder muita energia e assim subir um pouco mais rápido de nível. Mas mesmo assim matar o "Morcego Caolho" ou "Escorpião" era morte na certa. Só após subir uns 2 níveis consegui mata-los, mas ainda sim voltando para casa da Suelo para me recuperar sempre.


  • Depois de algum tempo e já no nível 7 com um escudo (que ajudou muito na defesa e diminuiu assim os danos) resolvi explorar o mapa e encontrei uma caverna. Mas antes de chegar na caverna e mais confiante (pura ilusão) resolvi ir até uma praia próxima de onde tava e morri para um monstro absurdamente forte o "Tubaromem" (1 golpe ele me matou).


  • Já equipado com itens de comida, arma nova e escudo fui para a caverna. Vasculhei ela toda, fiz até um mapa desenhado a mão aqui no meu caderninho (que também possui as informações dadas pelo NPCs). Na caverna encontrei o Odin petrificado, mas não consegui salva-lo. Não sei que tem que fazer! Vasculhei mais a caverna, mas não encontrei nada mesmo. O jeito vai ser explorar as cidades e o mapa lá fora e tentar voltar para despetrificalo. Fica para próxima jogatina - Parte 2.


Minha jogatinha desse primeiro Diário de Bordo.


#SnesADay - Kaizou Choujin Shubibinman Zero


Na verdade, eu sou a categoria de pessoa que tenta abraçar tudo quando o assunto é games. Mega, Snes, Nes, 3DO, Psx, Neo Geo, Gameboy, Master System e tantos outros consoles. Nunca fui de ser "fãnboy" e me fechar em apenas um console. Joguei de tudo em todos os consoles possíveis e não bato o martelo para  "o melhor jogo é do sistema X e ponto final". Minha opinião é sempre que se te faz bem jogue e ponto final. Mas infelizmente hoje com os deveres da vida e o tempo cada vez mais escasso é quase impossível eu conseguir abraçar tudo que tem de games (bem que queria!). Então eu tenho me focado no console que mais me diverti e me encanta até os dias e hoje que é o Snes. E nessas buscas de histórias, informações, curiosidades do Snes, acabei achando esse jogo do curioso Satellaview.



Kaizou Choujin Shubibinman Zero
é um daqueles clássicos de cults de snes que poucos conhecem. Principal motivo é que ele nunca foi lançado para cartucho no Snes, na verdade, ele foi lançado apenas através da Satellaview aquele sistema de jogos via "download-satélite" no Japão em uma época onde ninguém nem sabia o que era ou seria internet.

Shubibinman Zero é o quarto game da série,  os três primeiros foram lançados para o clássico PC Engine. A história do jogo gira basicamente num futuro incerto e você tem que salvar a cidade de uma vilã que, com seus capangas que sequestrou um eminente cientista e agora ela quer roubar a tecnologia dele e usar para criar alienígenas e governar por todo o universo. Agora cabe a você salvar tal cientista para evitar que o pior aconteça.

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Como o jogo nunca foi lançado em cartucho, foi impossível joga-lo até meados de 2018 quando finalmente ele foi liberado em cartucho e vendido no Japão (sim, acredite que tem jogos de Snes sendo lançado até hoje).


E digo que vale a pena jogar esse game. Simples, divertido, agradável e não muito difícil. Se quer jogar para relaxar essa é minha dica no Snes - Kaizou Choujin Shubibinman Zero. Abaixo segue a minha jogatina até o fim do game. E talvez em breve escreva sobre o Satellaview aqui no blog. Achei a história dele muito interessante.


Propagandas Gamers - Anúncios Clássicos da Editora Europa.


Comprei esse livrinho sem pretensão nenhuma e me surpreendi. Ele comenta sobre as principais propagandas/anúncios sobre videogames nos Brasil. Todos os anúncios foram vinculadas em revistas de games da época 80,90 e 2000. Tem ótimas seleções de propagandas e fiquei surpreso (também dei risada de certos anúncios que jamais seriam vinculados hoje no Brasil) com certos anúncios que nunca imaginei que foram vinculados no Brasil (não vou comentar para não estragar a leitura caso alguém se interesse!). Para quem curte conhecer mais um pouco sobre a história gamer no Brasil vale a pena. Fica a dica!

Prós
- Ótima seleção de anúncios.
- Surpresa em anúncios que nunca tinha visto no Brasil.
- Conhecer um pouco da história gamer no Brasil.
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Contras
- Preço (Espere uma promoção do Amazon).
- Formato muito pequeno.
- Deveria ter mais páginas (de interessante que é!).


Todos os Episódios do Street Fighter Victory


E mais uma novidade para assistir na Locadora Resident Ivo. Lembram do anime Street Fighter Victory que passou na SBT? Um dos maiores clássicos da TV dos anos 90! Eu particularmente amo esse anime e assisto sempre quando posso. Grandes cenas, personagens, lutas, hadoukens e tudo mais que nos gostamos. Então prepare a pipoca e assista esse clássico aqui na locadora.


Pequenas Histórias Gamers Da Locadora Resident Ivo #4 - Histórias Gamers dos Amigos

Mais que terminar um game, jogar um lançamento, ter um console de última geração, ter uma coleção memorável de games e para mim o melhor é ter "histórias gamers". Não é a toa que meu blog é recheado de histórias e lembranças gamers, muito mais que reviews ou gameplays e é essa é a intenção do meu blog e para sempre será - deixar registrado o máximo possível de histórias.

Acho que com o passar da idade, deixei de ser um colecionador de games e consoles e me tornei um colecionar de histórias gamers. Alias se vocè parar conversar comigo, sobre games, vai perceber que esse é meu assunto predileto e que não tenho mais paciência para "discutir sobre games e ser o "analisador de jogos" como muito se faz hoje.

E nessas conversas com outros amigos, acabamos levantando histórias. Quem nunca teve seus jogo roubado? Emprestou e não devolveu? Foi enganado? Teve um momento ruim na vida e com games melhorou? E tantas outras histórias! O que começou com alguns comentários se tornou algo super maneiro e com vários pessoas participando. Então resolvi colocar elas aqui no blog e compartilhar com todos.

E no final esse foi um dos textos mais gostosos de escrever aqui no blog e que fez abrir a caixa da imaginação e imaginar cada situação contada aqui.  E antes de tudo gostaria de agradecer todos que me mandaram suas respectivas histórias. Obrigado de mesmo!

De resto vamos lá! Bora lá ler "História Gamers dos Amigos".


Hollow Mario - https://twitter.com/SuperMarioPires

Imagina você ganhar aquele controle lindo que aparecia em toda revista gamer e que sonhava em ter. Pois bem pessoal, quem viveu os anos 90 sabe do controle Aquapad. Ele era transparente, cheio de funcionalidades especiais e aparecia sempre nas revistas Ação Games e Game Power. Pois bem, o nosso amigo Mario ganhou eles dos pais e seus olhos brilharam. Mas o que poderia acontecer de errado? O que poderia deixar mais marcado que ganhar esse controle? O Mario conta para gente.


Mario - Eu sempre fiquei babando nas propagandas das revistas sobre o controle Aquapad. Sempre! E um belo dia meus pais compraram ele no Makro e trouxeram para mim. Meu olhos brilharam e nunca esqueço desse momento. Foram meses de alegria jogando com ele, até que um belo dia chamei uma amigo para jogar comigo Street Fighter. Nisso emprestei o esse controle para ele jogar e adivinha que ele fez? Ele pegou o controle pelo fio e "rodopiou"... eu gelei na hora e tirei da mão dele. E adivinha? O controle parou de funcionar na mesma hora.

Hoje entendo que deveria ser um simples problema de solda, mas quem tinha ideia disso na época? Perdi um controle lindo e maneiro por causa de um amigo que no final nem sabia dar "Hadouken" em Street Fighter.

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Comentário Ivo
- É Mario, que nunca teve um amigo "maledito" desse. Eu mesmo já passei por coisas assim e levando meu Super Nintendo na casa da pessoa para jogar. Ele perdeu em Street Fighter e jogou meu controle longe... por sorte não aconteceu nada, mas nunca mais emprestei nada para ele depois disso e muito menos levei meu querido Super Nintendo de novo lá. A vontade era de dar um "Hadouken" na cara deles isso sim...


Hollow Mario - https://twitter.com/SuperMarioPires

Quem lembra do jogo Street Fighter 3 de Nes? Um bela sacanagem para quem imagina que existia SF para NES. Era praticamente igual a você ganhar um Polystation achando que era um Playstation. Mas será que alguém seria capaz de trapacear para ter esse jogo? Um golpe no golpe do Street Fighter 3? Nosso amigo Mario passou por isso e nos conta.


Mario - Sim eu fui proprietário do  Street Fighter 3 do Nes... e tinha um "amigo", mais pra conhecido, que sempre pegava emprestado. Um belo dia quando fui jogar SF3 algo estranho aconteceu.  O jogo não funcionava!  Balancei o cartucho e ouvi um barulho de coisa solta nele, então resolvi abrir o o cartucho. E adivinha? Esse "amigo" tinha  trocado o "chip" e colocou outro no lugar. Como tinha outra furagem, o lazarento colou um pedaço de plástico com super bonder pra segurar o chip. Olha só a audácia do #$%@#. E o pior! Quando fui reclamar ele falou que não fez nada! Sinceramente espero que esse garoto queime no mundo Polystation e SF3 da vida até hoje.

 


Ivo - É Mario! Eu já sofri muito também com esses "amigos do capeta", eu já fui roubado, enganado, zoado com assunto é games por ter essas amizades. Mas sacanaear com SF3 de NES é seguir o singnificado do aurélio mesmo.


Bruno Alves - https://twitter.com/bcastroalves

Imagina você com seu Game Boy Pocket lindão e jogando Pokemon Red nos anos 90. Sonho de qualquer garoto da época, certo? Você lá todo felizão e de repente sua  irmã chega e faz algo com ele? Qual seria sua reação?! Pois bem! O Bruno teve a reação mais inusitada que se poderia esperar com o Game Boy Pocket dele.

 


Bruno - Era um dia normal e minha irmã pediu meu Game Boy Pocket para levar para o colégio. Até aê tudo bem! Qual o problema de emprestar para ela o GBP junto com Pokemon Red. Ela pegou e colocou na lancheira dela e levou para o colégio. Mas algo inesperado aconteceu... colocando na lancheira ela acabou derramando todo SUCO DE LARANJA nele. Eu fiquei maluco! Triste! E sabe que fiz? Se você acha que tentei limpar está errado... eu simplesmente JOGUEI NO LIXO o Game Boy Pocket com Pokemon Red... isso mesmo! E eu me culpo por isso até hoje! Mas eu era apenas uma criança...

 


Comentário Ivo - Bruno! Nessa idade a gente faz umas coisas que até Deus dúvida. Eu mesmo joguei minha coleção (mais de 100 revistas) da Super Game Power, Ação Games, VideoGame, Gamers fora... eu me culpo até hoje! É Bruno! Não dá! A negócio é dar as mãos e chorar juntos! Hahahahaha!


Religião Gamer - https://twitter.com/religiaogamer_

Quem viveu os anos 90s literalmente viveu nas locadoras. Eu mesmo cheguei a ir 3 vezes no mesmo dia na locadora para ver se tinha um determinado jogo. E a locadora simplesmente ficava uns 40 minutos de bicicleta de onde morava... aja pernas! Mas alguém me superou! Esse é o caso do Religião Gamer.


Religião Gamer - Meus tios moravam no Rio de Janeiro e com isso nada melhor que passar minhas férias por lá. Mas numa dessas férias acabei encontrando uma locadora de games. E se ter férias era motivo de alegria... que tal férias com uma locadora de games? Bom, eu levei isso ao pé da letra. Um belo dia saí da casa dos meus tios as 8:30hrs da manhã e cheguei na locadora as 9:00hrs (quando ela abriu!) e só fui sair de lá às 23:00hrs porque meus tios estavam desesperados a minha procura o dia todo.  Preciso dizer que aconteceu depois né!? Foto do lado! 

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Comentário Ivo - Caraca Religião Gamer, eu já fiquei muito tempo em locadora, mas você conseguiu bater o recorde. Mas o curioso é saber que uma locadora ficava aberta até às 23:00hrs. Que loucura! E aposto que seus tios já estavam quase ligando para 190 a sua procura. E outra fato é que você literalmente ficou sem almoço e janta... literalmente almoçou e jantou games o dia todo! Hahahahaha!


Gamer Caduco - https://twitter.com/GamerCaduco

O que seria pior?!  Alguém surrupiar seus jogos ou você emprestar e ele não devolver? Tem coisa pior? Tem sim e o Cadu nos conta.

Cadu - Emprestar coisas e não devolverem é um saco e já aconteceu muito comigo, mas tem coisa pior que isso? Tem sim! Quando o Playstation 2 estava em alta emprestei alguns cartuchos do meu saudoso Mega Drive para um "amigo". Esses jogos eram nada menos que Street Fighter2, International Super Star Soccer e Golden Axe 3. Passou dias, semanas, meses e nada dele comentar ou me devolver os jogos. Até que um dia cheguei nele e pedi de volta... Sabe que le me disse? Ele jurou de pé junto que euzinho tinha emprestado esses jogos para ele. Sim, acreditem! Falei um monte, mas não teve jeito e acabei perdendo os jogos com isso.


Comentário Ivo - Cadu, eu já tinha visto de tudo. Roubar na cara de pau jogos, emprestar e não devolver, quebrar e cia. Mas o cara dizer que na maior cara de pau que você não emprestou o jogo é novidade. Por acaso esse cara é político hoje em dia? Ele mora em Brasília? Ele deve ter vocação para isso pelo jeito. É muitaaa cara de pau!

 


Sabe qual é dos maiores pesadelos dos gamers nos anos 90? Apagarem os malditos saves. Quem nunca teve uma história assim? Então aqui uma coletânea de momentos de socar a parede com os saves deletados.

Fernando - https://twitter.com/ferques

Tão difícil quanto pegar emprestado Ayrton Senna's Super Mônaco GP II, que era febre na época, era abrir tudo no jogo. Meu irmão pegou emprestado esse jogo de um amigo e trouxe para casa para passarmos o fim de semana jogando. Adivinha que aconteceu? Eu sem querer apaguei o save do dono do jogo que tinha tudo habilitado. Eu e me irmão corremos mais que o Ayrton Senna no fim de semana para abrir tudo de novo e devolver o save direitinho do dono.


Gamer Roots - https://twitter.com/GamerRoots1

Final Fantasy 3 de Snes é longo, complicado, com horas e mais horas para subir de nível. E nisso um belo dia um amigo veio me mostrar o jogo e onde ele estava na maior empolgação. Eram horas e horas de jogatina e ele todo feliz me mostrando. Até que um determinando momento fui jogar e dei um puxão no cabo do controle, que mexeu no videogame, travou o jogo e fez tudo balançar. Adivinha que aconteceu? Quando religamos o console o save tinha SUMIDO... o puxão simplesmente apagou o save do cartucho. Meu amigo... bom ele nunca mais foi meu amigo!


Igor - https://twitter.com/thomas.cavendish.5

Eu aluguei mutas vezes Phantasy Star de Master System, mas como era alugado não tinha muito tempo pra debulhar o jogo, avançava muito pouco e já tinha que devolver. Mas um belo dia eu aluguei o jogo com um save de alguém que tinha avançado muito no jogo. O save já estava com os veículos, armas, xp, magias, tudo avançado e prontinho para eu jjogar. Me lembro que fiquei lá me divertindo com tudo upado. Até que minha irmã que nunca jogava videogame me encheu o saco para jogar... no fim deixei ela lá jogando e fui tomar banho. Quando terminei o banho e voltei.... ela estava na tela abertura no botão ERASE e apagando nos últimos 5 saves que tinha no jogo. Eu não acreditei!


Comentário Ivo - Eu já passei por situação parecida pessoal! Eu tive um N64 e no final de vida dele não tinha mais jogos para jogar... então o jeito era jogar os mesmo jogos. E um desses jogos era Wave Recer 64 que joguei MUITO, mas MUITO mesmo e tinha recordes absurdos de tempo e pontuação. O jog era emprestado de um amigo, mas o dono mesmo nunca deletou meus recordes... até que um dia ele emprestou para um outro amigo e ele DELETOU TUDO. Ele não consegui bater nenhum recorde meu e simplesmente deletou TUDO! Nossa! Eu fique fulo da vida quando descobri isso.


Diogo - https://twitter.com/Cyber_Woo

Se tem algo doloroso nessa vida é furúnculo. Meu irmão tinha e ele chorava de dor... dizem que é igual dor de pedra nos rins. Mas que isso tem relação com videogames? O Diogo conta para gente.


Diogo - Minha mãe estava sofrendo horrores com um furúnculo na bunda (acredite!) e por coincidência meu pai havia alugado Killer Instinct das dores dela e em um fim de semana. Era tanta dor na minha mãe que ela não conseguia dormir e chorava de dor. Triste em ver ela assim liguei o videogame e chamei pra ficar jogando e se distrair... e não é que funcionou! Foi uma momento muito agradável ter ela ali jogando comigo e lembro até hoje. Inclusive deixava ela dar uma surra em mim e ficava fingindo que ficava bravo e ficava rindo. No final ela esqueceu a dor e ficou lá jogando a noite toda comigo. É um momento que ela e eu lembramos ate hoje, inusitado por conta das condições, mas que guardo com grande carinho.


Comentário Ivo - Eu deveria ter te conhecido antes Diogo, meu irmão tinha isso e passava a noite acordado reclamando de dor. Se soubesse disso juntava o útil ao agradavél... jogava videogame a noite toda (meus pais não deixavam!) e ainda fazia meu irmão esquecer a dor dele. 


Robson - https://twitter.com/elsupernino


Todos os Programas do Stargame


E finalmente está aqui na Locadora Resident Ivo todos os episódios disponíveis na internet do saudoso programa Stargame. Nem preciso dizer que sou fã de carteirinha desde os 15 anos desse programa. Se você conhece e ainda adora retrogames irá voltar no tempo vendo esses vídeos. E caso você não conheça ou não conseguiu ver na época essa é a chance. Então pegue a pipoca e assista! Aproveite e leia meu review sobre o programa completinho aqui nesse LINK .

 

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Way Of The Warrior - Um jogo ruim... com um final surpreendente!

Respire fundo galera, vocês estão prestes a ler sobre um dos piores jogos de todos os tempos. Se você continuar a partir de agora, irá conhecer o caminho de: Way Of The Warrior (entendeu a piadinha né? Caminho + Way = piada sem graça ). O jogo que enterrou o 3DO de vez no mundo dos videogames. E antes que me pergunte: - Porque você vai falar desse jogo então Ivo? A resposta é fácil. O jogo é tão lixeira que chega a ser engraçado, mas por trás de tudo isso, existe uma história inspiradora pelo criadores do game. Então prepare e venha ler sobre Way Of The Warrior.


Way Of The Warrior (WOTW) foi lançado para o 3DO e abalou os pilares da podridão de jogos no mundos dos games. E alguns já sabem, eu era um proprietário de 3DO e acabei jogando esse game. Para ser mais exato, o game foi lançado em 1995, pela Naughty Dog (acredite se quiser!), isso mesmo, a produtora de clássicos como Last Of Us, Uncharted, e Crash Bandicoot . Então lembre-se, se você um dia lançar um jogo no mercado, faço algo RUIM, mas tão ruim, para nunca mais será esquecido (essa foi tática da Naughty Dog) e com certeza irá fazer sucesso. Você irá perceber isso mais claramente isso no texto abaixo.

 


O Mortal Kombat do 3DO

Em uma época em que Mortal Kombat bombava nos consoles e arcades, com suas capturas de movimentos, personagens, fatalities e fazia alegria dos gamemaniacos. A Naughty Dog estava praticamente falindo. Então dois produtores da empresa chamados: Jason Rubin e Andy Gavin tiveram a brilhante ideia de fazer um jogo igual ao Mortal Kombat, com o seguinte pensamento - "ficarem ricos" e ajudarem Naughty Dog a não falir". Infelizmente a intenção foi boa, mas eles esqueceram de um pequeno detalhe - "O custo". A produção de um jogo estilo Mortal Kombat possui um valor alto e ainda mais quando possui questões como: captura de movimentos, telas azuis ao fundo, contratação de dublês em artes marciais, locação de lugares e tudo mais que envolve-se esse tipo de criação. Ao perceberem que não teriam dinheiro para realizar tudo isso, eis que eles tiveram a ideia de fazer tudo no fundo do apartamento deles com os amigos.

Sim, para quem não sabe o jogo foi capturado com uma câmera velha (TECPIX! HAHAHA! É zoera hein! Não é TECPIX!) do Andy e Jason em seu próprio apartamento. E sem dinheiro para dublês, eles chamaram vários amigos para interpretar os personagens. O figurino das roupas são formados por várias itens do apartamento deles, desde a vassouras, fronhas, leques, máscaras ninjas, lixo, mc lanche feliz, cuecas e toda tranqueira que você imagina. O incrível que eles acreditavam que o jogo seria realmente um sucesso (acredite no seu sonho até o fim viu!) e até o próprio Andy participou como personagem no game. Já no final de produção do game, eles perceberam que o jogo não tinha ficado "como esperavam" e principalmente por causa dos personagens, mas isso tudo teve uma reviravolta e improviso que conto para vocês mais abaixo.


E o jogo?

História:

Você encarnará um personagem "feio para diabo" contra 9 outros lutadores "feios para diabo" em 9 lugares do mundo "feios para diabo" no final irá encontra o chefão "feio para diabo" e tentar selar o "livro do diabo". Acredite a história é só isso mesmo! 

Gráficos:

Tenho que admitir que eles tiveram méritos em fazer a captura dos personagens com uma câmera TECPIX. Alguns movimentos são bizarros como o do ninja que parece que está sentado em uma privada, mas no geral é a grande diversão do jogo é ficar assistindo os movimentos e colocar apelidos neles, por isso eu não vou criticar tanto essa área. Os cenários também tem alguns méritos, mas a coisa fica horrível quando aparece os "zooms" de aproximação (socorro!). Todos os cenários e personagens ficam estourados!

Músicas/Sons:

Para a galera que curte um Metalzão, vai curtir a trilha sonora do jogo. Ela foi feita toda praticamente pela banda White Zombie do Rob Zombie. Eu particularmente não gosto, mas respeito o gosto da galera do Metal. Então essa é uma das poucas partes altas desse game. Já os efeitos sonoros, são terríveis e foram feitos aos moldes do Star Wars (com barbeadores em panelas!) e construídos no próprio apartamento do Andy e Jason. O resultado é praticamente você gravando os sons de socos, chutes e vozes no celular.

Controles:

Você que jogou 3DO já conhece aquele controle de 3 botões né?! Então se já era horrível jogar qualquer game de luta nele, pense isso com um jogo com controles ruins? O único fator bom é quem nunca se familiarizou com videogames ou pelo menos jogou pouco jogos de luta... consegue fazer qualquer coisa apertando os botões que nem um louco. Interessante que se você apertar todos os botões que nem um maluco na hora do "faltality" a possibilidade de sair algo é de 99,9%.

 


Os Personagens:

A melhor parte desse jogo (ou não!) são os personagens, então vamos a eles. PS: Um aviso, todas as histórias seguem "FIELMENTE" minha tradução do manual do jogo.

Konotori - O Ninja sem calçado, manco e sem dinheiro. Quando criança teve que decidir entre comprar seus calçados ou um leque dourado. Ele resolveu comprar seu leque, com isso acabou queimando a sola dos pés quando foi na praia, obrigando a lutar com apenas uma perna para ficar em pé. Seus principais golpes são o "ataque manco-chulé" e o "leque-de-carnaval".

Ninja - Ninja era um criança feliz e queria ser igual ao Raiden do Mortal Kombat, mas seus pais nunca concordaram com isso. Então o Ninja cresceu frustado, até que um dia resolveu largar tudo e seguir seu sonho em ser um Raiden, mas esqueceu de trocar sua roupa de ninja. Ele possui os golpes iguais do Raiden e inclusive sua comemoração de vitória é um homenagem a ele.

Nobunaga - Nobunaga é um homem honrado que tinha uma escola de Kendo no Brasil, mas devido aos altos impostos brasileiros, ele acabou falindo. Então ele entrou no torneio para conseguir dinheiro e voltar a abrir sua academia. Ele utiliza uma espada e seu maior golpe é o "corta-imposto".

Major Gaines - Major Ganeis na verdade é um cantor e dançarino, e seu sonho era participar da banda Village People, mas nos testes para entrar na banda ele foi recusado. Depois de várias tentativas para se tornar famoso e conseguir destaque para ser chamado na banda, ele viu o torneio como sua última alternativa. Seus golpes são baseados em poses da banda Village People e o principal golpe é "YMCA".

Fox -Fox é um ex-empresário da bolsa de valores e fã do filme Matrix e principalmente do personagem Morpheus. Depois de participar de um concurso de cosplay e ficar famoso, ele largou seu trabalho e resolveu ser um "global" e achou no torneio sua grande oportunidade. Seu principais golpe são "neo-matrix" e o famoso "gravatinha-vermelha".

Shaky Jake - Jake é um gari e fã dos Guns N Roses e do Slash. Seu sonho é comprar um guitarra e sair tocando músicas do Guns N Roses pelo mundo. Entrou no torneio para conseguir dinheiro justamente para comprar sua guitarra. Seus principais golpes são baseados na sua vassoura de gari.

Nikki Chan - Nikki Chan é um fã de animes e mangás e depois de ler e ver muitos deles, percebeu que poderia ser uma heroína. Treinou muito lendo mangás e vendo animes. Agora entrou no torneio e um dia espera que façam um mangá dela. Seus principais golpes são baseado em animes e mangás como Dragon Ball, Naruto e Sailor Moon.

Crimson Glory - Crimson Glory na verdade era uma atriz dos seriados da Disney. Ficou famosa, ganhou muito dinheiro e começou a aprontar na noite e se perder na vida. Depois de um tempo perdeu a fama, dinheiro e principalmente um rumo. Agora ela entra no tornei para provar que ainda pode ficar famosa, rica e novamente se tornar uma "pop-star". Seus principais golpes são o "Disney Club" , "Hanna Montana Kick".

Dragon - Dragon é um funkeiro no Brasil. Mas resolveu inovar... ele utiliza suas músicas de funk com um jeito de kung-fu. E para provar que inventou algo inédito, chamado "funk-fu". Então ele entrou torneio para mostrar seu talento com esse seu novo ritmo. Seus principais golpes são baseados, em deixar o adversário surdo ou tonto de tanto ouvir suas canções.


A História Supreendende de Way Of The Warrior

Tirando as brincadeiras acima, existe uma história surpreendente por trás do Way of The Warrior e talvez uma lição de perseverança. Ao final da conclusão do game Andy e Jason sabendo que o jogo não seria grande coisa e longe de ser um Mortal Kombat, foram ridicularizados por todos. Sabendo disso, eles resolveram usar uma estratégia diferente e começaram a realmente falar para todos que o jogo era bom (mesmo sabendo que era ruim! Não considero isso uma mentira e sim uma estratégia) e compara-lo ao Mortal Kombat. Como eles fizeram isso? Falando que todos os personagens tinham nove fatalities (tinha realmente, mas chutar um personagem e ele cair é um Fatality?), que o jogo era muito mais violento e sanguinário (sim, sai tanto sangue quanto aquele festival de tomates na Espanha) e tinha muito mais personagens e inclusive secretos (um velho de cueca é um personagem secreto nesse game) e distribuindo demos grátis em todos os meios de comunicação gamer.

Com essa estratégia e muito poder da persuasão, eles conseguiram chegar a ninguém menos Mark Cerny que era o chefão da Universal Interactive Studios na época, e conseguiram fazê-lo acreditar nessa lixeira (esses caras devem treinamento com os políticos do Brasil). Depois de muita conversa, eles convenceram a Universal que distribuísse o game pelo mundo e principalmente para plataforma 3DO. Mas Andy e Jason não se contentaram em somente em aceitar a distribuição WOTW pela Universal, eles fizeram um contrato para o lançamento de mais jogos em conjunto com Universal posteriormente ao lançamento WOTW. Eis que surgiu uma luz no fim do túnel para reerguer a Naughy Dog, com esse contrato eles conseguiram mais tempo (para fazer um bom game!) e mais dinheiro para salvar a empresa. No final a ideia não foi fazer sucesso com Way Of The Warrior e sim lançar mais games em conjunto com a Universal. E está foi justamente a maior sacada deles, tanto que o jogo seguinte foi um arrasa quarteirão chamado Crash Bandicoot, que vocês conhecem a história com certeza.


Way Of Warrior é um jogo horrível, com personagens horríveis e muitas outras coisas horríveis, mas e meio a tanta coisa ruim, ensina que mesmo uma ideia ruim, podemos fazê-la virar algo bom. Para quem gosta de “histórias do mundo gamer” e principalmente a galera que anda fazendo games indies no Brasil, devem muito que ler a história desses dois caras que usaram a força de vontade e continuaram sempre acreditando em seus projetos, mesmo que não tenha chegado no resultado esperado.

Então é isso pessoal! Fica aqui essa história.
Grande Abraço. Ivo.