A História do 3DO - Versão 2.0


A História do 3DO e o seu começo!

Quem sempre esteve envolvido no mundo dos games sabe que houve muitos momentos de transição de consoles na história. Seja pela mudança ocasionada por tecnologias novas, como a saída de cartuchos e entrada de CDs/DVDs/Blu-Rays e tantos outros fatores. E foi justamente nessa contagem de novas tecnologias e da mudança de cartuchos para CDs que existiu um console pouco conhecido, mas que possui uma parcela de importância nessas transições de gerações e o seu nome é 3DO.

 

O principal nome por trás do 3DO é Trip Hawkins, que tem uma trajetória de respeito, incluindo uma passagem pela Apple. Nos videogames, a história de Hawkins começou em 1982, com a fundação da Electronic Arts, uma das maiores produtoras de jogos de todos os tempos com jogos como: Fifa, The Sims, Need For Speed, Madden NFL, Battefield e tantos outros. Mas lá nos anos 90 a EA tinha sérios problemas com as taxas abusivas da Nintendo e da Sega para criação e lançamentos  dos seus jogos para os sistemas Mega Drive e Super Nintendo. Hawkins não concordava de modo algum com os valores e obrigações impostos para os lançamentos de seus jogos e valores dos kits de desenvolvimento dos mesmos.

Esse conflito gerou até o abandono da EA em produzir jogos para Super Nintendo e o rompimento com a Nintendo Já com a Sega quase aconteceu o mesmo, mas algo diferente tinha surgido. Em certo momento Trip Hawkins e sua equipe fizeram engenharia inversa no Mega Drive e assim conseguiram entender seu funcionamento, a fim de não utilizar os kits de desenvolvimento (que eram caros!) para produzir seus jogos. Com esse conhecimento em mente eles foram até a Sega e relataram a descoberta e, caso eles não melhorassem seus contratos e valores... iriam divulgar os conhecimentos da engenharia reversa para outras produtoras. Isso ocasionaria milhões em prejuízo à Sega, porque obviamente não iria mais vender kits de desenvolvimento para as produtoras. Isso gerou uma batalha entre EA e Sega, mas no final  a Sega não teve outra alternativa senão concordar com Trip Hawkins e aceitar suas exigências. Com as exigências aceitas e melhora de contratos a EA faturou milhões para seus cofres e assim a empresa cresceu virtuosamente como umas das principais produtoras de games do mundo.

Mas mesmo com a melhora dos contratos, dinheiro e lançamentos exclusivos, Trip Hawkins não pararia por ali. Em 1991 ele criaria a "The 3DO Company". E o que seria a "The 3DO Company"? A ideia era lançar um console que fosse um centro de entretenimento doméstico e que tivesse todos os atributos multimídia importantes e novos da época: CD PLAYER, TVs, VIDEOGAME e ainda, sendo o primeiro console 32 bits. Algo que não era preenchido por nenhuma empresa na época. E isso não pararia por aê! O que você vê hoje em Xbox e Playstation como uma central de entretenimento com filmes, músicas, redes sociais e cia...a ideia começou no 3DO.

"Estava preocupado que a Nintendo e a Sega tomariam medidas
para dificultar que a EA tivesse liberdade no futuro. A Sony
ainda não tinha entrado no mercado de consoles, e o PC estava
completamente morto como plataforma de jogos na época. Concluí
que era hora de a EA ter uma participação mais ativa no lado das
plataformas – talvez não no mesmo nível da Microsoft ou Sega,
mas de alguma forma que pudéssemos direcionar a expansão de
mercado e a liberdade de publicação de jogos”, comenta no livro
Gamers at Work: Stories Behind the Games People Play."

A ideia era utilizar a mesma estratégia da JVC (no caso, com a invenção do videocassete), vendendo a licença desta tecnologia para que outras empresas pudessem fabricar o 3DO. E para atrair as desenvolvedoras de games para o novo console e a fim de dar um "tapa na cara" das rivais Sega e Nintendo a "The 3DO Company" oferecia o seguinte: - cobrava royalties de apenas míseros três dólares por jogo (para vocês terem uma ideia, Sega e Nintendo cobravam até US$20 por jogo). Tudo isso resultou em boas perspectivas para o novo console,  que logo teve a Panasonic como primeira compradora da licença para fabricar o 3DO e em seguida vieram empresas como a GoldStar, Samsung, Sanyo e cia.


“Pensei que a indústria precisava de um console para avançar com gráficos 3D, mídia de disco óptico e capacidade de rede. Ninguém estava fazendo nada, então parecia que havia uma lacuna”, diz ao site Gamasutra. “No mercado de consoles havia essas máquinas que usavam cartuchos muito caros, tinham pouca capacidade, realmente não podiam fazer muito e eram também obstruídas com modelos de negócios bastante rigorosos. Então parecia uma boa hora para tentar e fazer algo assim”, completa à revista inglesa Edge #38

Tudo estava praticamente bem na ideia do 3DO. Um videogame novo, com tecnologias novas, uma central de entretenimento em casa, baixo royalties para produtoras produzirem jogos, implementação de CD e empresas prontas para fabricá-lo. Tudo estava tão certo que a notícia se espalhou rapidamente em várias mídias especializadas, se tornando o assunto do momento e sempre intitulado como: "o novo videogame de 32 bits".
Então o que poderia dar errado com o 3DO?


O início do que deu errado!

Quem conhece o 3DO vai falar que o principal fator de ter dado errado era o seu alto preço e isso não deixa de ser verdade, mas existiram outros fatores pouco conhecidos que também ajudaram no derradeiro destino do 3DO. Um deles começa em  7 de janeiro de 1993 na "Winter CES".

Nessa feira foi organizada uma conferência de imprensa sobre o 3DO com 265 convidados. Ela ficou tão lotada que vários convidados foram obrigados a ir a uma sala ao lado para transmissão em vídeo. Ali foi mostrado o modelo 3DO Panasonic Fz-1 com o preço de $700 e o comentário de que ele era 50 vezes mais poderoso e realista que qualquer outro produto disponível no mercado (guarde essa informação!). Nessa conferência também apareceram pequenos trechos de filmes e um game de simulação de voo bem realista (que nunca foi lançado!). Após essa conferência ocorreu uma overdose de notícias em jornais, revistas, programas de TV falando do 3DO e causando muita euforia.

No decorrer dos meses outros eventos anunciaram mais novidades do 3DO e o principal deles mostrou que o licenciamento com a AT&T havia sido concluído e que a Sanyo se tornaria a próxima empresa a fabricar o console. Também foi mostrado o protótipo do console da Sanyo e, depois, a placa-mãe do 3DO da Panasonic, mostrando que haviam cumprido a promessa de transformar o projeto em realidade. O 3DO da Panasonic chegaria aos EUA em outubro de 1993, seguido por Japão e Europa em 1994.

Meses depois em um desses eventos a revista inglesa Edge chamou atenção para uma farsa no estande da "The 3DO Company". Ela descobriu que os jogos mostrados nos eventos eram todos na verdade gerados pela Apple Mac. A revista Edge não perdeu tempo e disse:

"Você finge. Ou você simula. Pense na ironia. Jogos de 3DO empolgantes e rápidos sendo mostrados em todo o lugar, e nenhum 3DO funcionando completamente à vista. Um 3DO da Panasonic estava mostrando um jogo de corrida, e o demonstrador me disse que era uma ‘versão não finalizada’ do aparelho. Eu apertei o botão de eject e não tinha disco dentro."

E, por fim, a pior parte que dizia que o 3DO não era 50 vezes mais rápido que os consoles de 16 bits. 

"A velocidade clock de 12,5 MHz compete com cerca de seis milhões de instruções por segundo – fazendo-o em números brutos cerca de seis vezes mais rápido do que a CPU do SNES e do Mega Drive. Não 50 vezes mais rápido.”

Mesmo com a Panasonic tentando diminuir o estrago da notícia dizendo que tudo ali rodava com o chip set do console, não foi o suficiente para COMEÇAR a abalar as estruturas do 3DO. E desse momento para frente começaria uma sequência de erros junto com a polêmica do valor alto de $700. E quais os outros erros? Bora comentar deles!


Os Outros Erros!

O 3DO modelo FZ-1 da Panasonic foi lançado no mercado norte-americano no dia 4 de outubro de 1993. O preço era aquele mesmo, de $700. Era sem dúvida um valor altíssimo para um console na época! Mas além disso veio outro problema:

- Sua Distribuição: A expectativa era de 500 mil de consoles produzidos no lançamento, mas esse valor não chegou nem a mais de 50 mil. Com isso algumas lojas chegaram a ter apenas três consoles para venda, contando que um era para demonstração. Algumas lojas famosas ficaram tão insatisfeitas com isso que começaram a boicotar a venda do console em suas redes.  Esse erro de poucas unidades disponíveis à venda aconteceu pela PRESSA em lançar o console.

- Leva de jogos iniciais: No lançamento do 3DO havia apenas um jogo que era o Crash 'n Burn, um jogo de corrida futurístico (que não era tão bom assim!) e até o final de 1993 foram lançados apenas mais dois jogos -  Mad Dog McCree e Escape from Monster. Essa falta de jogos desencadeou a raiva de muitos compradores que devolveram o console para as lojas e pediram reembolso. Na ânsia de reverter o fracasso do lançamento o valor do 3DO foi reduzido para $499 em fevereiro de 1994.

"Nós queríamos construir nosso mercado mais rapidamente. Nós temos um certo limite de tempo antes que a Sega e a Sony enviem seus consoles e queríamos aproveitar ao máximo”

Mesmo com bons lançamentos nos meses seguintes, como John Madden Football, The Life Stage Virtual House e Ultraman Powered, o 3DO havia vendido apenas 100 mil unidades, sendo que a expectativa era de 1 milhão.  Mas a cartada fulminante viria em um comentário do Trip Hawkins nessa mesma época: 

"Não apenas isso, como começamos antes e sabemos que nosso hardware pode ser retrocompatível. Desde o início nosso sistema de próxima geração vai funcionar todo o nosso software existente – isso nos dá uma vantagem."

Mas como assim outro console? Eles tinham acabado de lançar o 3DO e já estavam comentando de outro? Isso deixou muitos proprietários do console e futuros consumidores com a "pulga atrás da orelha". Como comprar um console se a empresa já está falando em outro?

Com tantos "erros" acontecendo o 3DO sofreu sua primeira baixa. A AT&T, que era uma das grandes investidoras do projeto abandonou o barco dizendo que não iria produzir mais nada para o 3DO.


A baixa da EA em jogos exclusivos para o 3DO!

A ligação com a EA estava sendo lucrativa para a 3DO, abastecendo o console com alguns jogos excepcionais. Mas os benefícios não eram recíprocos. Então a EA teve a decisão de estender seus lançamentos para os consoles Playstation e Saturno e isso expôs um conflito de interesses entre a 3DO e EA. A EA continuaria lançando os jogos para o 3DO, mas ele não teria mais a oportunidade de ter exclusivos que fossem as principais franquias do aparelho. Por fim, as baixas taxas de licença (que o 3DO ofereceu no começo) não importavam tanto porque as softhouses estavam dispostas a pagar mais para a Sony e Sega. Elas acreditavam na força da Sony e Sega em construir o mercado. E analisando o cenário a 3DO se deu conta de que o preço irrisório da taxa de licença não foi uma boa ideia. O resultado é que as softhouses eram loucas para saber quem venderia consoles suficientes, então eles apostavam em todas as plataformas (lembra que o mesmo jogo era lançado em vários sistemas?), mas somente o 3DO sofreu por ser incapaz de financiar o negócio ao colocar as taxas de licença tão baixas.


Força extra em lançamentos no 3DO e um destruidor de 32 bits!

Depois desses acontecimentos citados acima a 3DO veio com a melhor safra de jogos para tentar justificar a compra do console e angariar novos consumidores. Eram eles: Samurai Shodown, Super Street Fighter II TurboGex, Return Fire, Road Rash e FIFA. Todos excelentes jogos e exclusivos para o 3DO (até certo momento, pois logo depois seriam lançados também para Playstation e Saturno). Ficou em destaque o game Road Rash que não era uma versão requentada do Mega Drive, longe disso. Com vídeos exibindo corridas reais de motos nas ruas, desafio frenético e ótimos gráficos, o jogo era uma superprodução que ainda apresentava trilha sonora com bandas como Soundgarden, Monster Magnet e Hammerbox, que apareciam tocando músicas em videoclipes no jogo.

Enquanto isso, o PlayStation e o Saturn, que pareciam as ameaças mais próximas ao 3DO, acabaram ficando para trás. E tudo parecia começa a voltar as rédeas para o 3DO. Mas não foi o que aconteceu! NESSA MESMA ÉPOCA EXISTIU UM JOGO DESTRUIDOR DE GERAÇÃO 32 bits. Quem poderia imaginar que o Super Nintendo, um console de 16-bit da geração anterior, traria o maior sucesso da época? Sim, estamos falando de Donkey Kong Country. O jogo que desbancou qualquer atrativo da 3DO, Sony e Saturno na época. 


Isso foi um balde de água fria para o 3DO, que começou a tentar outra alternativa  a fim de revitalizar o seu nome em todos os lugares do mundo gamer. E isso seria o M2, que veremos a seguir.


O Famigerado M2!

Lembra da conversa citada acima, de Hawkins falando sobre um novo console mesmo com tão pouco tempo de vida do 3DO? Pois bem, na verdade, com tantas dificuldade o 3DO resolveu levar essa ideia a frente. Confirmou oficialmente, por meio de um release de imprensa a produção do "M2 Accelerator". M2 teria uma CPU de 64-bit e capacidade de renderizar 240 mil polígonos. “A máquina será cinco vezes mais poderosa do que o PlayStation”, garante John Edelson, diretor de vendas e marketing da 3DO europeia.

Na verdade a ideia era um add-on para o 3DO e depois o M2 seria um sistema único.  Mas com isso os consumidores iriam pagar mais dinheiro no 3DO? Quanto seria esse add-on chamado M2? As produtoras teriam que produzir o mesmo jogo tanto para o M2 quanto para o 3DO? O 3DO seria abandonado? Eram questões que pairavam sobre todos naquela hora quando o assunto era 3DO.


O M2 que nunca existiu e o fim do 3DO!

No dia 2 de maio de 1995, a pouco mais de uma semana da primeira edição da E3, Hawkins realizou uma conferência de imprensa em Nova York para apresentar oficialmente o M2. Uma impressionante demo de um jogo de corrida foi apresentada, mas anos depois soube-se que mais uma vez, tratava-se de uma simulação do que representaria o M2.

O lançamento do M2 dependeria de que grandes títulos que estivessem disponíveis na primeira leva e a previsão de lançamento do M2 (para que não cometessem o mesmo erro do lançamento do 3DO!) passou a ser de 1996 ou 1997. O poder da máquina se concentraria em dois chips chamado PowerPC e Calvin, que garantiriam a compatibilidade com MPEG, sem a necessidade de periféricos. O console adotaria um design compacto, com todos os componentes na mesma placa.

Enquanto o M2 virava o centro das atenções, o 3DO ia perdendo espaço no cenário 32-bit, para o Saturn mesmo mal das pernas e especialmente para o PlayStation, que liderava o mercado. Para completar, o aguardadíssimo Nintendo 64 estava perto do lançamento e o console foi o destaque da E3 em 1996. Mas por incrível que pareça, o M2 se ausentou do grande evento realizado em maio e quem sobreviveu até então foi o 3DO, com seis jogos no estande da Panasonic que representariam a última leva de títulos do console. São eles: Cyberdillo, Lucienne’s Quest, Olympic Summer Games, Olympic Soccer, Obelisk.


E depois disso que aconteceu? O sonho de Trip Hawkins de estabelecer um padrão global de multimídia com o 3DO chegou ao FIM sem qualquer história bonita, explicação e cia. O 3DO tinha acabado de vez.

“As coisas foram difíceis desde o começo porque o lançamento foi
desorganizado. Ao longo de 1994 não estávamos investindo muito
nele – e nem a Panasonic –, mas ainda estávamos tentando de
um jeito ou de outro para continuar tentando. No início de 1995,
percebemos que não havia jeito de fazermos dar certo e que era
melhor desistir”, analisa Hawkins à Edge #38

E o M2? A tecnologia do M2 que estava sendo desenvolvida foi vendida para Matsushita por US$ 100 milhões. A essa hora a "3DO Company" já tinha largado de mão o 3DO e o M2 e venderia o que fosse possível para conseguir algum lucro depois de tantos prejuízos. A Matsushita ainda confirmava que o aparelho seria lançado, mas passou batido por todos os eventos de games em todo o mundo e no fim desistiu do projeto de maneira vergonhosa. E, para piorar, a Matsushita teve a incrível ideia de revelar publicamente o M2 depois que ele foi cancelado! O público que compareceu ao evento Digitalmedia World Expo em novembro de 1997  teve a oportunidade única de testar o M2. E se você viu algum foto dele na internet é justamente dessa feira.

No final a tecnologia M2 serviu para aplicações multimídia, promoção de vendas, apresentações de empresas e quiosques. Fora isso, a tecnologia foi usada em muitas outras áreas, sendo empregada até em máquinas de vendas automáticas de bebidas e salgadinhos no Japão. Uma forma quase patética de quem esperava algo "novo" para o 3DO.


A conclusão

Embora do ponto de vista geral o 3DO seja um fracasso, o console conseguiu atingir algumas coisas boas em certo período de vida e também teve seus jogos clássicos como Road Rash, The Need for Speed e Gex. Infelizmente ele pagou o preço ao tentar inovar novos conceitos com tanta "pressa" e "falta de estratégia". Conceitos que vemos nos videogames da atualidade e que tentam incorporar filmes, músicas e cia se tornando uma verdadeira central de entretenimento...  foram conceitos que surgiram com o 3DO.

Na minha opinião o 3DO era um grande videogame com ótimos conceitos e ideias, mas que infelizmente não deu certo por ter sido colocado cedo demais no mercado sem estar completamente preparado. Conceitos esses que deram certo em gerações posteriores como Xbox 360 e Playstation 3 e seguintes. O 3DO foi um fracasso? Talvez, mas seu legado está até hoje nos consoles.

Bom, pessoal! Finalmente termino aqui a história do 3DO. Fiquei muito feliz em poder novamente revisitar o meu texto sobre ele, que tem quase 10 anos de vida. Agora acrescentando muito mais coisas e mostrando um ponto de vista diferente. O 3DO faz parte da minha vida gamer, então com felicidade aqui deixo meu registo completo sobre ele depois de tantos anos somente criticando-o...posso finalmente agradecê-lo. Obrigado 3DO.

Grande Abraço.
Ivo Ornelas


Minha História com 3DO - Versão 2.0 (Parte 1)


Alguns anos atrás acabei escrevendo minha história sobre o 3DO no site Retroplayers. Admito que aquele texto era mais um relato da minha frustração de tê-lo comprado em 1996 que propriamente falar sobre ele. Anos se passaram e acabei encontrando um pequeno livro (Dossiê Old!Gamer) contando a história desse console. Foi aí que pude perceber o que levou à ruína um console que parecia tão promissor. E, me informando mais a fundo nesse dossiê, acabei deixando de lado um pouco a frustração que tenho dele e entendi os vários motivos que levaram ao seu fracasso. Em cima disso resolvi reescrever meu texto do 3DO em duas partes, de forma mais informativa, com menos frustrações e, principalmente, olhando novos aspectos (desde pioneiros e desastrados) desse console. Então bora lá, pessoal!


Minha história inicial com o 3DO

A versão do 3DO que comprei - FZ-10

Meados de 1994, uma época de transição de consoles e, na visão de um garoto de 14 anos, seu Super Nintendo já não se encontrava em condições de disputa com as novas tecnologias, que apresentavam jogos maravilhosos em arcades e em novos consoles que estavam sendo anunciados. Com a ideia de adquirir um console novo em mente, tive um encontro inesperado. Encontrei um novo console em uma locadora, com uma aparência inovadora e que utilizava CDs, chamado 3DO, algo mágico para um garoto que até então só conhecia cartuchos. Como jogar em locadoras era algo frequente naquela época, acabei pagando R$ 2,00 para jogar trinta minutos do 3DO em um jogo chamado The Need For Speed. Bom, nem preciso dizer que meus olhos saltaram ao ver aqueles gráficos incríveis, movimentações e muitas outras coisas que não se encontravam em consoles antigos.

 The Need For Speed de 3DO

Conversando com o dono da locadora descobri que se tratava da nova geração de consoles de 32 bits, e que ele seria o console do momento, com vários jogos, gráficos revolucionários, possibilidade de ouvir música nele, e muitas outras coisas. Depois de trinta minutos jogando fui convencido a perguntar quanto ele custava e ouvi a seguinte resposta: R$ 600,00.

Para os padrões daquela época (o real havia acabado de ser implantado no país) esse valor era realmente alto. Para vocês terem ideia, o valor do salário mínimo em 1996 era de R$ 100.  Mas R$ 600 ainda não era o valor total do console, ainda existia a necessidade do “transcoder“, que transformava o 3DO de PAL para NTSC e custava mais R$ 150,00. No total o console ficava R$ 750,00. Com a ingenuidade de um garoto de 14 anos sem noção de valores, dinheiro suado, contas para pagar e cia... resolvi pedir ao meus pais o console.

Alguns nesse momento devem achar que minha família era rica nessa época, mas não era. Os meus pais em 1995 tinham uma boa condição e isso era fato, mas também existia uma regra que presentes na minha casa só eram dados em uma data somente. Exemplo: Se fosse ganhar algo de Natal, não tinha nada no dias das crianças ou aniversário, e se fosse ganhar em aniversário não tinha nada em dia das crianças e Natal e por fim se fosse ganhar no dia das crianças não tinha nada no Natal e aniversário. Pode parecer estranho, mas com isso era possível eles juntarem um pouquinho mais de dinheiro e comprar algo melhor.

Assim, pedi aos meus pais para comprarem o 3DO e eles aceitaram, mas teria que esperar algum tempo para eles conseguirem o dinheiro. Demorou um pouco, mas eles compraram o 3DO perto do final de 1995.


Jogos que tive e destaques do 3DO
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Paraguai nos Anos 90

Inicialmente o 3DO possuía bons jogos e que me entreteriam por algum tempo. Jogos como: Super Street Fighter, Need For Speed, Road Rash, Gex, Demolution Man, YuYu Haskusho e Fifa.
E no início de 1996 ainda fui pela primeira vez com meu pai ao Paraguai. Isso mesmo, fui comprar muambas com ele no Paraguai e por lá encontrei jogos como o Fifa e Yuyu Haskusho piratas (3DO não tinha sistema de trava de região ou segurança de cópias). Fiquei felizão e principalmente com YuYu Haskusho, que passava na Manchete e eu assistia todo santo dia. Mas infelizmente a felicidade foi acabando...e em menos de um ano fiquei praticamente restringido a esses jogos citados acima (e mais alguns ruins!) e somente na locadora onde comprei o console (as outras locadoras na minha cidade não tinham jogos de 3DO).  Apesar de poucos jogos, que foram praticamente todos que joguei, o 3DO teve uma boa leva inicial.

Ficam aqui os destaques:

Super Street Fighter 2 Turbo - A versão idêntica à do Arcade e a primeira a ser lançada em consoles. Sem dúvida uma conversão perfeita desse clássico de SF2 e com a possibilidade de especiais, jogar com o Akuma e cia. Demorou bastante tempo para essa versão sair para outros consoles como o PS One e Saturno.


Gex - Um jogo de plataforma com uma lagartixa super simpática. Eu o considero mascote do 3DO! Um jogo super divertido, cheio de fases, segredos, lindos gráficos e trilha sonora. Foi o que mais joguei no 3DO, sem dúvida alguma.


Road Rash - Com cutscenes fantásticas, trilha sonora com bandas como SoundGarden, muitas motos e porradas. Um jogo que entra no top 3 do 3DO. Essa versão foi também exclusiva para 3DO por muito tempo. A versão de Sega CD não tinha cutscenes e os gráficos eram 2D igual do Mega Drive.


YuYu Hakusho - Um jogo de luta com todos os personagens da série. Com animações tiradas do próprio anime e inclusive suas aberturas. A jogabilidade não era das melhores, mas fazia a diversão dos fãs da série que passava na Manchete e inclusive a minha.

 


FiFa - Eu nunca fui fã de FiFa, mas esse joguinho era divertido e com melhorias da versão de Mega, além de várias cenas digitalizadas das copas de 1970 e cia. Era divertido ficar vendo os gols do Pelé na Copa de 70 entre o intervalo do 1º tempo para o 2º tempo.


Aqui fica uma listinha de outros jogos de 3DO que recomendo:

- Policenauts
- Wing Commander 3: Heart Of The Tiger
- Out of This World
- Return Fire
- Samurai Shodown
- Mad Dog McCree
- Demolution Man
- Myst
- Crash´n Burn
- Shockwave
- StarBlade
- Flashback


O Começo do FIM do 3DO para mim!

O 3DO foi lançado em 1994, o ganhei no final de 1995 e já em 1996 o fim de vida dele tinha começado (na segunda parte irei comentar sobre isso - vamos continuar na minha história!). Se era difícil encontrar jogos dele em pleno momento de vida, imagine quando o 3DO começou a entrar em seu fim de vida? Só que a verdade é que eu não sabia disso! Vale lembrar que em 1996 não tínhamos acesso às informações rápidas como hoje, tudo era na base do "boca a boca" ou por revistas de videogames. Não existia uma forma de saber se ele iria ser um sucesso ou um fracasso, só saberíamos disso com alguns anos após seu lançamento. Ao mesmo tempo em que me isento de culpa por não ter informações se o videogame seria um sucesso, o que me faltou  foi esperteza de esperar algum tempo para comprá-lo, pois assim poderia ver se ele teria retorno no mercado (lição essa que foi aprendida pós 3DO e utilizada até hoje).


Bom, com o declínio do 3DO, os jogos começaram a ficar escassos e eu já tinha alugado praticamente todos e os que existiam na minha cidade e os que eu tinha comprado... joguei até cansar. E isso começou a me incomodar, ainda mais com os lançamentos que estavam surgindo no próprio Super Nintendo (da geração anterior!), novo Playstation e Saturno. Com isso fiquei chateado e comecei a perceber que o 3DO tinha sido uma má escolha. Mas a má escolha viria a ser pior com um fato que ainda iria acontecer.


O dia que queimei meu 3DO e o fim.

O 3DO que eu tinha comprado era PAL-M. Para quem não sabe esse é o sistema europeu de sintonia da TVs e para transformar em NTSC, que é o nosso sistema, tinha que usar o "transcorder". Ele era um aparelho que convertia o sinal de PAL-M para NTSC. Outro fato era que o 3DO era 110v (sistema de voltagem europeu) e lá em Santos-SP (onde morava!) a voltagem era 220v. Com isso, também tinha que usar um aparelho para converter 110v em 220v. Então vocês imaginam a "complicação" que era ligar esse videogame?! Eram vários cabos e aparelhos para jogar. Não que me importasse tanto com isso, quem viveu a época de Atari sabe como tínhamos que ligar aquela caixinha atrás da TV para jogar e tudo mais. Resumindo! Ninguém se importava naquela época de ligar 1000 cabos para jogar videogame. Mas infelizmente comigo teve um porém!

Um dia em que fui jogar, por distração acabei ligando o 3DO, que era 110V, sem o aparelho de conversão para 220v e o resultado foi que queimei o videogame. Alguns segundos de distração foram suficientes para queimar o console! Foi uma situação realmente chata, afinal, eu já tinha noção da escolha errada de videogame que tinha feito, e se fosse arrumar iria gastar mais ainda. O resultado é que meus pais mandaram o videogame para uma assistência técnica na minha cidade e o valor não foi nada barato.

E no momento em que ele voltou do conserto, o prego no caixão já tinha sido martelado. O videogame tinha sido descontinuado, não teriam mais jogos para seu lançamento, não existiriam mais jogos para alugar na minha cidade e, por fim, a possibilidade de comprar um novo console com dinheiro do meus pais já estava fora de cogitação.

Eu até tentei vender, mas infelizmente ninguém se interessou em comprar. Às vezes o emprestava para alguns amigos que não o conheciam e se interessavam por jogá-lo e quando ele voltava... o guardava no fundo do armário.


Os Erros

O 3DO teve seus lados bons para mim, isso não tem como negar. Os jogos iniciais, a nova tecnologia, ouvir música, bons momentos de jogatina e cia. E seus lados ruins? Bom, ele teve sim e talvez mais que os prós, mas como sempre estamos aprendendo nessa vida, com o 3DO não foi diferente e cito alguns aqui. E quem sabe ajudem algum leitor perdido a aprender também.

O primeiro erro em ter comprado o 3DO era que ele foi um videogame para padrões altos e isso ocasionava vários problemas. Seu preço não o tornava popular e o resultado era que o interesse das locadoras em ter jogos (falando aqui no Brasil!) dele era praticamente nula. Se você for pensar como um dono de locadora, qual seria o sentido de investir em vários jogos de 3DO se existiam poucos usuários do console? Seria um dinheiro gasto e sem retorno, então era muito melhor investir em outras plataformas como Snes, Mega, Playstation e cia, que com certeza tinham vários donos desses consoles e com isso gerariam a demanda de locações de jogos e retorno $$$. Então, eu deveria ter observado o fator de que o principal meio de poder jogar era a locação e que não teria muitas opções devido ao alto preço do console.

O 3DO não era um videogame somente para "quem poderia comprá-lo". Explico melhor! Era para pessoas com nível econômico "muito bom MESMO". Aqueles que tinham o luxo de ter outros consoles e não viver só de 3DO. Caso ele não desse certo teriam dinheiro para comprar outro imediatamente ou jogar outro console. No meu caso eu tinha dinheiro para comprá-lo, mas caso ele não desse certo, a possibilidade de comprar outro videogame era nula. Por isso digo que "era apenas para um público que poderia comprá-lo", mas que não se importaria se ele não desse certo... afinal ele tem outros videogames e padrão econômico para não se importar com isso.

A espera foi outro fator que errei. Hoje, se você não é rico, não compre um videogame em seu lançamento. Existem "N" fatores que justificam isso, mesmo que seja um produto já consolidado no mercado. Vou dar um exemplo com uma marca consolidada nos dias de hoje - Playstation 5. Tirando o fator de valor e que já sabemos que é absurdo em lançamentos, existem outros fatores a se comentar. Problemas técnicos são constantes em lançamentos, vimos isso no Xbox 360, no Playstation 3, no Playstation 4 e Xbox One. Na última geração a frequência foi menor, mas ainda assim vários videogames apresentaram problemas de aquecimento ou defeitos. Esperar um pouco é o mais certo, mesmo porque nesse tempo eles lançam atualizações e melhorias no hardware. Outro fator é o proveito das suas funcionalidades. Eu sei que muita gente não se importa com isso, mas jogar PS5 em um TV tela plana antiga sem funções HDR, 4K e cia é deixar o seu potencial tecnológico de lado. Afinal, é como ter um Ferrari, mas só andar com motor de Gol... Vai andar, mas você não terá o potencialidade de um motor da Ferrari.

Outro fator era - O mercado estava mudando bruscamente da geração de 16 para 32 bits devido aos gráficos poligonais, mudança de mídia de cartucho para CD, a 3DO Company não era um marca consolidada no mundo dos games, havia competição imensa entre Nintendo, Sony, Sega, Microsoft (PCs estava entrando na briga também!). Isso tudo é um fator que teria que colocar na mesa na época.

Mas apesar de apontar todos esses erros, hoje tenho um pensamento mais coerente sobre isso. No texto antigo me culpava fortemente por não ter pensado nessas fatos relatados acima, mas como conseguiria isso com 15 anos? É praticamente impossível!

Vale lembrar, como já citei, que nessa época as informações eram escassas (sem internet e notícia em tempo real como hoje) e a maturidade em um garoto de 15 anos estava apenas nascendo ainda. Se dessem um poder de escolha a um garoto de 15 anos em 1996 e que pudesse comprar o 3DO... com certeza ele diria SIM como eu fiz. Afinal, o que a gente queria mesmo era curtir a jogatina e aproveitar o que podíamos sem conhecimento algum de críticas sobre videogames.  Nesses anos todos que converso sobre o 3DO, conto nos dedos quem veio com esse argumento - Não tem como Ivo! Era uma época diferente! Com certeza se tivesse dinheiro teria comprado também!. Essas pessoas são justamente as que consigo ler/ouvir uma crítica diferenciada nos dias de hoje... do que aquela que passei muito tempo ouvindo: - Ahhh Ivo! Você comprou um 3DO, que porcaria!


Conclusão

Antigamente, eu via o 3DO com "olhos de decepção" e hoje o vejo como uma experiência diferente no meu currículo gamer, algo que poucos tiveram a oportunidade de jogar e que somente alguns podem contar. É muito fácil dizer hoje que teve a experiência de jogar Super Nintendo, Mega Drive, Playstation e tantos outros, mas só alguns tiveram a experiência de jogar 3DO e entender o que ele significou no mercado dos games. Foi uma escolha ruim na época? Foi. Mas hoje é um aprendizado em relação ao mercado de games que acompanho desde aquela época e, sem dúvida, uma experiência que poucos podem contar - ter tido um 3DO.

Aliás, na segunda parte começa a minha explicação sobre o que o 3DO representou no mercados dos games e já adianto que não foi um console mal sucedido, mas o iniciador de um nova era nos videogames.

Então obrigado por lido até aqui!
E até a segunda parte!
Obrigado - Ivo Ornelas.


Desafio Neo Geo CD - Todos os Games #1

 


Não é de hoje que sou apaixonado pela SNK e até fiz um textinho contando minha história sobre ela (clique aqui para ler). Eu sempre sonhei em ter uma coleção completo de jogos do Neo Geo CD e também o próprio Neo Geo CD, mas nos dias de hoje é praticamente impossível, devido aos custos absurdos que cobram desses jogos. Então resolvi baixar todos os jogos de Neo Geo CD (achei um pack com todos os jogos lançados) e resolvi joga-los aos poucos.

Vai demorar um pouco para jogar tudo, mesmo porque falta tempo para isso, mas o importante é ir devagar e curtindo cada jogo tranquilamente. Alias, eu fiz um lista de todos os jogos e suas respectivas datas de lançamento e assim vou seguir as respectivas datas para ir jogando. Separei tudo em uma planilha de Excel (está no final do texto!),

Esse fim de semana comecei com 3 joguinhos. Dois da primeira leva de lançamento do Neo Geo CD que foi em 09 de Setembro de 1994 (lançamento do Neo Geo CD) com Art Of Fighting 1 e Art Of Fighting 2. Joguei um fora da ordem porque já tava no videogame, mas vai ser o único assim que é o Samurai Shodown 3.

Abaixo o registo da minha jogatina que vou colocando aos poucos aqui no blozinho =)
Até a próxima! Ivo. 

 


 Planilha de todos os jogos da NeoGeo com as datas de lançamento. 

Developer English Title / Japanese Title CD
SNK 3 Count Bout / Fire Suplex 21/04/1995
Video Systems Aero Fighters 2 / Sonic Wings 2 29/09/1994
Video Systems Aero Fighters 3 / Sonic Wings 3 08/12/1995
ADK Aggressors of Dark Kombat / Tsukai Gan Gan Koshinkyoku 13/01/1995
SNK Alpha Mission 2 / ASO II : Last Guardian 09/09/1994
SNK Art of Fighting (Ryuuko No Ken series) 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 2 09/09/1994 (jogado)
SNK Art of Fighting 3: Path of the Warrior 14/09/1996
SNK Baseball Stars Professional 21/04/1995
SNK Baseball Stars 2 09/09/1994
ADK Blue's Journey / Raguy 31/10/1994
Visco Breakers 25/04/1997
SNK Burning Fight 09/09/1994
Taito Bust-A-Move / Puzzle Bobble 27/04/1995
ADK
Crossed Swords
31/10/1994
SNK Cyber-Lip 21/04/1995
Technos Double Dragon 02/06/1995
SNK Fatal Fury (Garou Densetsu series) 09/09/1994
SNK Fatal Fury 2 09/09/1994
SNK Fatal Fury Special 09/09/1994
SNK Fatal Fury 3 28/04/1995
SNK Football Frenzy 09/09/1994
Sunsoft Galaxy Fight 21/04/1995
SNK Ghost Pilots 17/03/1995
Hudson
Kabuki Klash / Tengai Makyo Shinden
24/11/1995
Data East Karnov's Revenge / Fighters History Dynamite 22/12/1994
SNK King of Fighters '94 02/11/1994
SNK King of Fighters '95 29/09/1995
SNK King of Fighters '96 25/10/1996
SNK King of Fighters '97 30/10/1997
SNK King of Fighters '98 23/12/1998
SNK King of Fighters '99 02/12/1999
SNK King of the Monsters 2 09/09/1994
SNK Last Blade (Gekka no Kenshi series) 26/03/1998
SNK Last Blade 2 27/02/1999
SNK Last Resort 09/09/1994
SNK
League Bowling
09/09/1994
Data East Magical Drop 2 24/05/1996
ADK Magician Lord 31/10/1994
SNK Mahjong Kyoretsuden 09/09/1994
ADK Master of Syougi / Shogi no Tatsujin 20/10/1995
Nazca Metal Slug 05/07/1996
SNK Metal Slug 2 25/06/1998
SNK Mutation Nation 25/02/1995
SNK NAM 1975 09/09/1994
Visco
Neo Driftout
26/07/1996
Nazca Neo Turf Masters / Big Tournament Golf 01/05/1996
ADK Ninja Combat 31/10/1994
ADK Ninja Commando 31/10/1994
ADK / SNK Ninja Master's 27/09/1996
ADK Over Top 05/07/1996
Saurus Pleasure Goal 5-on-5 Street Soccer / Futsal  19/071/1996
Video System
Power Spikes 2
  18/03/1995
Aicom Pulstar 27/10/1995
SNK Puzzled / Joy Joy Kid 09/09/1994
Yubis Quest of Jong Master / Mahjong Janshin Densetsu   31/03/1995
Saurus Quiz King of Fighters 07/04/1995
Saurus Ragnagard / Shinoken 23/08/1996
SNK Real Bout Fatal Fury 23/02/1996
SNK Real Bout Fatal Fury Special 30/03/1997
SNK Real Bout Fatal Fury 2 23/07/1998
SNK
Riding Hero
26/05/1995
SNK Robo Army 21/04/1995
SNK Samurai Shodown (Samurai Spirits series) 09/09/1994
SNK Samurai Shodown 2 15/12/1994
SNK Samurai Shodown 3: Blades of Blood 29/12/1995 (jogado)
SNK Samurai Shodown 4: Amakusa's Revenge 27/12/1996
SNK Savage Reign / Fu'un Mokujiroku 16/06/1995
SNK Sengoku 17/03/1995
SNK Sengoku 2 17/03/1995
SNK
Soccer Brawl
31/03/1995
Saurus Stakes Winner 23/03/1996
Data East Street Hoop / Dunk Dream 20/01/1995
Pallas Super Baseball 2020 25/02/1995
SNK Super Sidekicks (Tokuten Oh series) 31/03/1995
SNK Super Sidekicks 2 09/09/1994
SNK Super Sidekicks 3 23/06/1995
SNK Super Spy, The 09/09/1994
ADK
Thrash Rally (Rally Cross CD)
31/10/1994
SNK Top Hunter 29/09/1994
SNK Top Player's Golf 09/09/1994
ADK Twinkle Star Sprites 21/02/1997
Sammy Viewpoint 25/02/1995
Technos Voltage Fighter Gowcaizer / Chojin Gakuen Gowcaizer 24/11/1995
Data East Windjammers / Flying Power Disk 20/01/1995
ADK World Heroes 17/03/1995
ADK World Heroes 2 14/04/1995
ADK World Heroes 2 Jet 11/11/1994
ADK World Heroes Perfect 21/07/1995
ADK ADK World / ADK Special 10/11/1995
ADK Crossed Swords 2 02/05/1995
Saurus Ironclad / Chotetsu Bri'kinger 20/09/1996
SNK King of Fighters '96 Collection 14/02/1997
Video Systems
Mahjong Final Romance 2
25/08/1995
SNK Neo Geo CD Special 22/12/1996
SNK Samurai Shodown RPG 27/06/1997

 


Pequenas Histórias Gamers Da Locadora Resident Ivo #3

Já faz algum tempo que estava querendo contar essa história. Pode parecer uma lenda, mas eu tive um cartucho de "Mortal Kombat 2 Maluco" ou de rodoviária como costumam falar. E vou contar essa história aqui na terceira parte: "PEQUENAS HISTÓRIAS GAMERS DA LOCADORA RESIDENT IVO #3 - O CARTUCHO DO MORTAL KOMBAT 2 MALUCO!".


O COMEÇO!

Era 1993 e o jogo do momento era "Mortal Kombat 1", com seus "fatalities", personagens, sangue e muita porrada. O jogo fazia a cabeça dos gamers daquela época e aparecia e todas as revistas gamers possíveis como capa. Mas a explosão máxima em 1993 foi quando anunciaram a continuação chamada "Mortal Kombat 2", tanto para os fliperamas como para os consoles. O jogo apresentava mais personagens, mais "fatalities", mais golpes, mais sangue, mais tudo... E minha expectativa aumentou ainda mais quando desta vez foi anunciado que a versão de snes teria sangue (Mk1 de snes não teve sangue!).

Bom, eu tive Mortal Kombat 1 de Super Nintendo em 1992 que ganhei de aniversário. Na verdade eu queria "Star Fox", mas quando cheguei na loja clássica chamada "DB Brinquedos" acabei não não encontrando ele e o jeito foi pegar Mortal Kombat 1. Eu joguei muito esse jogo e inclusive com os amigos do meu prédio. Passávamos tardes inteiras lutando e soltando "fatalities" nesse jogo. Jogamos até o ponto enjoarmos! Me lembro que fiz até a dica para lutar contra "Reptile" e que descobri em uma revista de videogame na seção de cartas (Ação Games Nº37), em que um garoto perguntava se realmente existia um ninja verde no jogo.... e existia.

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Mas logo após enjoar de tanto jogar MK1 a notícia de MK2 iria ser lançado explodiu minha mente quando vi as primeiras fotos do jogo na - "Super GamePower" Nº5. Era o jogo que mais queria naquela momento e eu devorava qualquer revista que tivesse informações sobre ele. Até que em exatamente dia 25 de junho de 1993, quando ele foi lançando para os consoles e a busca por jogar esse game entre os gamers do mundo daquela época começou.


A BUSCA PELO JOGO!

Eu queria muito o jogo, afinal alugar ele era praticamente impossível, pois todos  estavam atrás dele (tinha gente que ficava 7 dias seguidos com o jogo alugado!). Então pedi milhões de vezes para minha mãe compra-lo, mas tinha alguns poréns em 1993. O primeiro que o cartucho de snes naquela época era absurdamente caro e ainda mais sendo original, o segundo é que não sabíamos onde comprar o jogo e por fim meus pais não tinham dinheiro suficiente.

Mas minha mãe e pai sempre foram pessoas de coração imensamente grandes, apesar de não ter dinheiro eles tentavam de algum forma ver outra alternativas de conseguir o jogo e a solução foi tentar olhar um jornal de vendas chamado "Primeira Mão". Era um jornal em que as pessoas anunciavam suas coisas para vender (um mercado livre só que em jornal!) e ali tinha seções de informática, carros, móveis, motos e tudo que você poderia imaginar para venda e inclusive "VIDEOGAMES". Nessa época muitas lojas, locadoras e vendedores (muambeiros do Paraguai!) anunciavam ali seus produtos. Eu e minha mãe sempre comprávamos toda quinta-feira esse jornal e ficávamos olhando se tinha algum anúncio de um cartucho de MK2 para vender baratinho, mas os que tinham eram caros e não tínhamos como comprar.


O ACHADO! 

Até que um dia em que quase estávamos desistindo acabamos encontrando um anúncio. Era de um cartucho de MK2 baratinho e praticamente pela metade do preço. Nossos olhos pularam para o anúncio e logo peguei o telefone e pedi para minha mãe ligar para o local. Para minha surpresa era um locadora que conhecia e se chamava "LIGUE GAMES". Ficava perto da minha casa e além de alugar jogos eles tinham um serviço de entrega de locação de fitas (não venda!) via moto e por isso o nome "LIGUE GAMES" (um verdadeiro "UBER" ou "IFOOD" dos games nos anos 90 hahahahaha!). Ligando lá minha mãe conversou com o rapaz e ele disse que tinha dois cartuchos de MK2 nesse preço e se quisesse comprar ele reservava para gente.
Não deu outra, eu e minha mãe falamos que sim e fomos lá na "LIGUE GAMES".

Local onde era a "LIGUE GAMES"

Ansiosidade me matava naquela momento no caminho da loja. Ficava imaginando jogando MK2 e soltando "fatalities" todos os dias e isso fazia meus olhos brilharem. Eu e minha mãe pegamos o ônibus e depois de uns 15 minutos lá estávamos na "LIGUE GAMES". A entrada era um corredor minúsculo e lá dentro parecia mais uma caverna escondida. O local era escuro, pequeno, com 2 fliperamas e umas prateleiras com jogos de Snes, Mega e Nes para locação e mais para frente uma bancada com um cortina atrás. Não tinha ninguém na locadora quando entramos, assim chegamos até a bancada e falamos: - Olá! Alguém aê? Até que alguns segundos depois saiu um tiozão barbudo de trás da cortina falando: Desejam algo? Parecia mais um filme de terror ou até mesmo o clima sombrio da locadora poderia se confundir com a "Outerworld" de Mortal Kombat ou quem sabe o tiozão fosse o próprio Shan Tsung.

Minha mãe falou que tinha ligado e perguntando sobre o cartucho de Mk2 e que gostaria de compra-lo.  O tiozão pediu um segundo saiu indo para trás da cortina e depois de uns minutos veio com o cartucho. Lá estava ele! MK2 em um cartucho que era estranho, em japonês e diferente dos originais do snes, com um label azul e preto... tudo era estranho nele! Mas quem se importava? Eu com certeza não! Bom, peguei o cartucho e minha mãe perguntou se era esse mesmo e disse que sim. Logo após isso pagamos e saímos de lá. Eu nem preciso dizer que meus olhos brilhavam né!? Eu só queria jogar aquela lindeza o quanto antes e com isso fui para casa.


O CARTUCHO MK2 MALUCO!

Chegando em casa, fui correndo ligar meu Super Nintendo, liguei o jogo e lá estava ele - Mortal Kombat 2. Eu estranhei por um segundo em não ver logo de empresa e o jogo ir direto para tela de "Press Start", mas quem ligava para logo da empresa naquela época né!? Comecei a jogar e logo peguei o "Scorpion", meu personagem predileto e até esse momento tudo normal. Mas de repente em um momento na primeira luta fiz uma sequência de golpes e sem motivo algum um "fatality" saiu no meio do "round". Mas como assim? Um "fatality" no meio da luta? Seria o novo jeito de jogar MK2? Algum especial secreto do Scorpion? O Scorpion estaria bugado? Minha cabeça enchia de dúvidas.


Mas percebi que dando o "fatality" o round não terminava. Minha cabeça explodiu na hora! Nisso resolvi resetar o jogo e começar com outro personagem, desta vez com "Sub-Zero". Joguei normal e nada acontecia com ele, joguei com os outros e nada. Por curiosidade eu peguei uma revista que ensinava os "fatalities" e tentei ver se falava de algo desse tipo em MK2 e e NADA. Até que resolvi fazer o "fatality" do Sub-Zero no meio do round... e adivinha que tinha aconteceu? Sim, o "fatality" também funcionava no meio da luta. Eu congelava o adversário e aplicava o "fatality" e ele explodia e do nada voltava a lutar... era totalmente MALUCO! Ali eu percebi que estava jogando uma versão pirata-maluca de Mk2. Nesse momento você deve estar pensando que fui devolver o jogo né?! Pedir meu dinheiro de volta? Nãooooo eu adorei aquilo! Veja o vídeo abaixo e veja como era o jogo!

 


COMO ERA O MK2 MALUCO?

Esse Mk2 tinha outras maluquices, era possível dar "fatalities" no chefões, sim no Shao Kahn e Kintaro (no meio do round!). Imagina você tirando a alma do Kitaro jogando com o Shan Tsung? Sim, era possível! A dificuldade do jogo já começava no "EXPERT" (não tinha normal!) e tanto que para vencer os chefões era mega difícil. O "Baraka" voava na tela,  acredite se quiser, ele fica voando no meio da ela (você pode ver na foto abaixo!).

Outros detalhes eram  os códigos secretos não existiam nesse jogo (aqueles com comandos para habilitar coisas secretas!), não tinha aquela abertura do "Kitaro" destruindo o logo no começo do jogo. De resto o jogo tinha todos os personagens, todos "fatalities", todos os golpes e cia... então em si o jogo era praticamente completo e com a diversão de dar "fatalities" no meio da luta se quisesse. Claro que isso era proibido quando jogava com os amigos, mas as vezes os comandos dos "fatalities" saiam sem querer e maluquice acontecia e a gente ria muito.


CONCLUSÃO!

Joguei muito esse MK2 e mesmo com todos as maluquices dele eu acabei aproveitando bastante. O minha única reclamação era não entrar os códigos para abrir coisas secretas, mas de resto era divertido pra caramba. Por sinal anos depois fui a fundo na internet procurando informações sobre esse jogo e descobri que ele tratava de uma versão beta de Mk2 que vazou e acabou sendo pirateada. Alias é muito fácil de achar nos dias de hoje a ROM para download. Se você fã de MK2 não deixe de jogar! Você vai dar boas risadas!

É pessoal! Essa é a minha história sobre MK2 Maluco! Mais uma para o Hall das minhas história gamers!
E você jogou essa versão? Conheceu alguém que jogou? Fale aê nos comentários!


Final Fantasy 7 (Parte 1) - O garoto que não gostava de RPG!

Final Fantasy 7 Remake está chegando e todos aqueles fãs ávidos que esperaram, pediram, imploraram, choraram e fizeram promessas por todos esses anos de espera estão felizes. Bom, eu poderia fazer um texto analisando a demo de FF7 (que saiu semanas atrás) nos mínimos detalhes, mas essa não é minha intenção nesse texto por um simples fator. E qual é esse fator, Ivo?          

                              - Eu não joguei Final Fantasy 7 do Playstation 1!


O BIG BANG DO PECADO GAMÍSTICO

Pode parecer um absurdo e ainda mais quem me conhece, mas o fato de não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (até tem um pouco! vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores "pecados gamísticos" que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um "alien" em meio aos jovens gamers lá em 1997,98,99 e cia. Pois bem! Eu era um desses "aliens!"Pode parecer um absurdo, ainda mais para quem me conhece, mas o fato de eu não ter jogado Final Fantasy 7 não tem relação nenhuma com não gostar de RPGs (bom, no fundo até tem um pouco! Vou falar abaixo!) ou não saber inglês quando FF7 foi lançado 1997 (o que pouco importava naquela época!). A verdade é que não tive Playstation 1 em 1997 (nunca tive!) e Final Fantasy 7 e Resident Evil 2 foram sem dúvidas os maiores “pecados gamísticos” que tive em toda minha vida gamer. Você sabe que não ter jogado RE2 e FF7 te fazia um “alien” em meio aos jovens gamers lá em 1997, 98, 99 e cia. Pois bem! Eu era um desses “aliens!”

No caso de RE2 tudo foi resolvido com o lançamento do “remake” (mais de 20 anos depois, hahahahaha!) e que por sinal você poder conferir tudo que escrevi dele aqui. Mas se RE2 era como fosse uma “explosão atômica” do pecado gamístico na minha vida, FF7 é o tipo “O BIG BANG” do pecado gamístico” na minha vida. Por quê? Essa é a história que vou contar agora! Então, bora lá!


Voltando para 1995-1996

Antes de propriamente começar a falar o motivo de não ter tido o Playstation 1, não ter jogado FF7 e tudo mais de 1997 para frente, vou ter que voltar no tempo para mais exatamente 1995-1996 e direi a razão. Foi exatamente nessa época que conheci pela primeira vez um RPG, o Chrono Trigger. Bom, eu sempre fui apaixonado por jogos de plataforma e isso vinha da linhagem dos consoles de 8 bits, naquela época simplesmente nem ligava para outros estilos. Eu tinha em mente que o futuro era que os jogos de plataforma fossem ser o gênero supremo e que todos os outros gêneros iriam morrer (doce ilusão!). protegia esse argumento ferrenhamente em conversas entre amigos (mais que eleitor fanático por partido político em redes sociais nos dias hoje).


Chrono Trigger chegou em 1995 nas locadoras da minha cidade e a primeira vez que o vi foi na casa de um amigo. Ele tinha alugado e não parava de elogiar o game a todo instante. Depois de ver o jogo na casa dele, achei um jogo chato, parado e apenas com bons gráficos e músicas (quero ver alguém dizer isso nos dias de hoje de Chrono Trigger! Vai ser linchado com certeza!). O tempo passou e vários outros amigos elogiavam cada vez mais Chrono Trigger e o restante não parava de falar que conheceu outros jogos nesse estilo (como tivessem se esquecido do gênero plataforma do dia para noite!) E foi assim com Breath Of Fire, Final Fantasy 6, Secret Of Mana, Earthbound e outros. Mas mesmo com tantos elogios, euzinho continuava firme e forte com meus jogos de plataforma e torcendo o olho para RPGs (Maluco! Tinha DK naquela época e que se exploda o RPG! Esse era meu pensamento). Mas a história iria começar a mudar...


A mudança


Em 1996 seria lançado Super Mario RPG e a notícia de que a Nintendo e a Square estavam fazendo esse jogo juntas abalou todo mundo naquela época, ainda mais quando essa edição da Super GamePower colocou o jogo como capa. Quem gostava de RPGs ficou mais empolgado e quem ainda não tinha se convencido foi obrigado a jogá-lo. Eu não gostava de RPGs e declarava isso aos quatro ventos (mas tinha a revista! Dawww!) e era até conhecido como “O GAROTO QUE NÃO GOSTAVA DE RPG” na locadora e entre os amigos. Mas um dia chegando tarde na locadora (sábado de tarde nunca tem nada!) vi praticamente todos os jogos de plataforma e cia alugados e tinha um jogo inesperado para alugar… Adivinha qual era? Super Mario RPG (algum maluco o devolveu no sábado de tarde porque provavelmente deve ter alugado na semana!). Pensei muuitoooo, muuitoooo e acabei alugando. Quando puxei Super Mario RPG da prateleira da locadora era como se todos estivessem me olhando e dizendo:

                            - Ahrãããããã! Vai alugar RPG Ivo! Quem diriaaaaa!


Foi uma sucessão de olhares e comentários: do dono da locadora (que anotou meu pedido!), do sócio da locadora (que colocou o jogo na caixinha!), dos garotos que estavam na locadora jogando ou olhando o que alugar!, dos amigos da minha rua (que estavam chegando na locadora!), dos amigos do meu colégio (quando saí da locadora!), dos amigos dos amigos (que encontrei em frente ao meu prédio!), do presidente, do papa… todos, literalmente!  Se bobear até minha mãe que nem sabe o que é RPG estava me falando isso. Naquele fim de semana simplesmente me tranquei no quarto e não saí mais para jogar Super Mario RPG e o inevitável aconteceu – Acabei adorando o jogo! Ao ponto de alugá-lo mais umas 3 ou 4 vezes para terminá-lo sempre ouvindo:               

                                        - ESTÁ GOSTANDO DE RPG NÉ IVOOOO!!



Super Mario RPG foi sem dúvida a introdução dos RPGs na minha vida gamer. Eu adorava organizar, equipar, subir de nível, entender a história, as piadinhas e tudo mais nesse jogo. Ele é sem dúvida um dos melhores RPGs que joguei até hoje (se você tiver a oportunidade, jogue!). Mas assim que terminei nem pensava em jogar outro RPG (já tinha dado meu braço a torcer jogando um!). Depois disso o que eu mais ouvia entre os amigos eram pedidos (com piadinhas de que gostei de RPG ¬¬) para jogar Chrono Trigger e Final Fantasy 6. E por insistência (cansado de ouvir isso!) acabei alugando Final Fantasy 6.


Final Fantasy 6 - Quem diria!

Aluguei primeiro FF6 a contragosto, deixando os fãs de Chrono Trigger que me enchiam o saco para jogar irritados. (Antes que me atirem pedras, já aviso que anos depois Chrono Trigger me conquistou absurdamente também. Mas aê foi na época dos emuladores). O resultado? Adorei Final Fantasy 6! Ele tinha um clima sombrio, era mais sério, com maiores dificuldades, enredo mais complexo, mais personagens e lá estava euzinho alugando esse jogo várias vezes. Fui muito longe em FF6 (não terminei!), mas devido ao meu inglês fraco da época, acabava encalhando no game ao ponto de não saber mais o que fazer. Isso aconteceu umas cinco vezes que aluguei FF6. Além disso, tinha o fato que toda vez que alugava de novo alguém tinha apagado meus SAVES! E aí era obrigado a fazer tudo de novo, com outro detalhe:

   - EM UM FIM DE SEMANA
(Alugava sábado e devolvia o jogo segunda!)

Joguei muito FF6, mas acabei desistindo de continuar a jogar (malditossss que apagavam o meu save!) e nisso já era também o fim de vida do Super Nintendo lá em meados de 1996-1997, onde todos só queriam saber de Nintendo 64, Saturno, Playstation e Final Fantasy 7. Mas o interesse pela franquia acabou me levando a conhecê-la mais a fundo por revistas, por outros jogos, conversas entre amigos e tudo mais… assim acabei me envolvendo absurdamente, principalmente com Final Fantasy 6, que desejava fechar um dia  e que não o fiz na época porque vendi meu Super Nintendo para comprar um 3DO (fui terminar somente na época dos emuladores!). Irei contar mais na segunda parte.

Bom, essa foi a primeira parte da minha história de como conheci RPGs e Final Fantasy 7. A segunda parte vai contar a minha empreitada de quando vi pela primeira vez a notícia de um novo Final Fantasy em outros videogames, como foi viver sem Playstation 1 e não jogar Final Fantasy 7, a maldita revista Gamers Book de FF7 que todos tiveram e muito mais. 

Valeu pra quem leu!
Um grande Abraço e até a parte 2.
Ivo Ornelas


Programa Stargame

É HORA DE DEBULHARRRRRRRR! Se você conhece essa frase, então deve ter assistido um dos melhores programa televisivos sobre games que o Brasil já teve. Estou falando do saudoso Stargame! Vamos relembrar alguns dos melhores momentos, os games da época e curiosidades sobre esse programa que alegrava nossos sábados e dias da semana na TV. Então prepare a sua antena parabólica, a TV, e pegue o caderninho de anotações de dicas porque está na hora de falar do Stargame.


O Programa - STARGAME

Stargame foi um programa televisivo que tratava exclusivamente do mundo dos games. Iniciado no ano de 1995 e transmitido pelo canal pago Multishow, mas que tinha seu sinal aberto para antenas parabólicas, assim funcionando como canal aberto (para alegria de muitos na época, afinal, TV paga não era comum ainda). O conceito do programa foi idealizado pela Ângela Patrícia Reiniger (diretora do programa) que por coincidência, estudava inglês com o Cristiano Gualda e o convidou para trabalhar inicialmente em matérias externas (entrevistas), e no final acabou virando o clássico apresentador do programa. Informação explicada na entrevista com o Cristiano Gualda para a galera do site Hadouken e aqui você encontra outra entrevista do Cristiano Gualda feita pela galera do Passagem Secreta  Também devemos lembrar o famoso garoto que “detonava” os jogos, chamado de Deco Cruel, interpretado por André Cardona, que era amigo do Cristiano Gualda e foi convidado para trabalhar com ele.

O programa durou praticamente cinco anos e meio e trazia dicas, reportagens, detonados, notícias, entrevistas etc, tudo voltado ao mundo dos games. O fim do programa foi em 2000, após o canal Multishow decidir tornar a programação do canal mais adulta, e como o Stargame era voltado predominantemente ao público jovem, acabou tendo seu fim decretado naquele ano (azar da Multishow porque depois disso eu nunca mais assisti a esse canal e aposto que muitos fizeram isso). Vale lembrar que o Stargame foi o primeiro programa de TV a cobrir a E3, e isso foi algo que “abalou os pilares” da galera gamer no Brasil, afinal só estávamos acostumados a acompanhar a E3 por meio de revistas. Lembro-me bem de assistir ao Stargame na E3 com alguns amigos no lançamento do N64 com Mario 64 e nem preciso dizer que foi aquele silêncio absoluto na hora. Para um programa de apenas 25 minutos, o Stargame era bem diversificado, carismático e com uma dose de humor na medida certa (vou comentar mais sobre esse aspecto do humor abaixo), características que fizeram com que o programa entrasse para a história dos games no Brasil.


Os Personagens 

Cristiano Gualda  Era o apresentador do programa. Um cara carismático e sem dúvida o grande responsável pelo sucesso do programa. Sempre bem humorado e por diversas vezes “feliz” em apresentar para a garotada da época as matérias sobre games. Até hoje em suas entrevistas percebemos que ele realmente entende de games, apesar de ser um péssimo jogador e perder sempre para os entrevistados do STARGAME. Hoje ele é ator e trabalha em peças teatrais e filmes e inclusive participou do programa "Malhação" em alguns temporadas na Globo.

Deco Cruel (André Cardona)  Era o garoto que “detonava” os jogos (encarregado de passar todas as dicas de como fechá-los) e tinha o trabalho dos sonhos da galera gamer (jogar videogame). Ele apareceu diversas vezes no programa, principalmente em especiais de fim do ano. Eu nunca esqueço a dica do Daytona USA para conseguir créditos de graça. Ele virou desenvolvedor de jogos,, mora no Canadá e trabalha na Ubisoft.


Ângela Patrícia Reiniger  Era a produtora do programa. Ela apareceu em diversos finais fazendo brincadeiras com o Cristiano Gualda. Em um desses finais, inclusive, ela virou uma fada e mandou o Cristiano para outro mundo (toscão!). Ela continua como produtora de programas e alguns dos seus últimos trabalhos foi um documentário chamado “Três Irmãos de Sangue”, como diretora e com o roteiro escrito por ela juntamente com o Cristiano Gualda e também um programa televisivo chamado “Programa Especial”, do canal TV Brasil.

Mãozinha  Como o próprio nome diz, era uma mão que pegava as cartas que eram lidas ao final do programa. Ela sempre aprontava “pegadinhas” com o Cristiano no fim do programa (mandava o apresentador para outros mundos, o explodia, fazia com que ele voasse e cia) e acabou se tornando o verdadeiro mascote do programa. Recebia inúmeras cartas de vários espectadores querendo conhecê-la e pedindo para não fazer “piadinhas” com o Cristiano. O mistério é que nunca ninguém soube quem fazia essa “mãozinha”. Um dos momentos mais toscos-engraçados do programa foi quando ela jogou um fio com tomada e o Cristiano achou que era o arpão do Scorpion (Mortal Kombat). Alguém se lembra disso?

Sgum  Mascote que foi criado pelo telespectador Bruno Trevisam Zacharias, vencedor do concurso “Crie o mascote para o Stargame”. Sgum quer dizer “Star Game Ultra Maníaco“. Ele foi muito pouco utilizado pelo programa, aparecia apenas em alguns quadros e a maioria das pessoas não se lembra de sua existência.

 


O Humor

Essa foi uma das características principais do programa como mencionei no começo do texto. O humor um pouco escrachado ou bobo tornava o programa mais leve e divertido. Isso se deve também pela liberdade que eles tinham em criar o programa, afinal, hoje em dia você dificilmente vê um apresentador fazendo entrevista de bermuda na casa do convidado (Ri muito quando vi o Stargame esses dias e o Cristiano estava de bermuda na casa do Luigi Baricelli). E me diga se você não ficava esperando até o finalzinho do programa para ver o que iria acontecer com o Cristiano Gualda? Eu e meus amigos quase tínhamos um infarto com esses finais trágicos para o apresentador, que eles achavam horríveis, mas que no fundo faziam todos rirem e nunca deixávamos de ver. Outra parte engraçada era quando o Cristiano apresentava algum lançamento utilizando o cenário do jogo em um “croma key”, onde por diversas vezes ele interagiu com o cenário ou personagens dos games fazendo a gente rir ou chorar (você escolhe!).


O que o programa tinha?

Dicas  Essa era umas das principais atrações do programa. O Stargame trazia muitas dicas (cheats) dos jogos, alguns apresentados por eles mesmos e outros a pedido dos telespectadores. Para todos nós, acostumados a ver dicas somente em revistas, esse foi um quadro de grande ajuda. Como comentei anteriormente, uma das dicas que me lembro bem foi para Daytona USA de Arcade, de como ganhar créditos. Vale lembrar que eles também davam dicas para consoles antigos para a época (Super Nintendo, Mega Drive e cia).

Lançamentos  São os famosos “reviews” que apresentavam os lançamentos de jogos. Clássicos como: Resident Evil, Mario 64, Zelda Ocarina Of Time, Street Fighter Alpha, King Of Fighters, Sonic Adventure, Toshiden e vários outros apareceram no programa assim que chegaram às lojas! Algo muito legal era que esse quadro dos lançamentos não ficava só fechado a jogos, mas também incluía os consoles: Dreamcast, N64, Saturno, Playstation 2.., Enfim, várias novidades sobre jogos e consoles que muitos viram pela primeira vez no programa. Meu momento épico foi ver o N64 pela primeira vez no StarGame em plena E3, como falei anteriormente.

Game News  Esse era o quadro em que o Cristiano comentava sobre os rumores, lançamentos e mudanças no mercado de games. Era como uma “previsão do futuro” no mundo dos games. Notícias como Ultra64 (que seria o N64 no futuro – obrigado pela correção Jeff), tecnologia 3DO, filme do Mortal Kombat entre outros assuntos fizeram parte desde quadro.

Computador  Pode parecer estranho, mas nessa época do Stargame, em meados de 95, os computadores estavam começando a se tornar comuns no Brasil. Como a utilização desse novo meio de comunicação estava se tornando comum, os jogos para computadores começaram também a ficar em evidência. E esse foi o principal tema do quadro, eles falavam sobre jogos de computador, lançamentos e dicas de como jogá-los.

Debulhação  “É HORA DE DEBULHAR“ era o jargão utilizado para esse quadro que ficou famoso em todo Brasil. Era um quadro que mostrava como fechar um jogo passo a passo. Jogos clássicos como: Tomb Raider, Mario 64 e Final Fantasy VII entre outros foram “debulhados” no programa. Era o principal atrativo do StarGame, até mais que as entrevistas.

Baú do Game  Esse era o quadro  que eles apresentavam jogos de gerações anteriores e relembravam clássicos de Super Nintendo, Mega Drive, Master System e cia. Achava super interessante esse quadro por lembrar sempre que mesmo nas gerações atuais (naquela época) os retrogames ainda tinham um carinho especial por grande parte dos jogadores.

Golpe de Mestre  Um quadro voltado aos jogos de luta que ensinava golpes e especiais de um determinado personagem.

Entrevistas – Neste quadro eram entrevistados os “famosos” da TV brasileira(geralmente atores e atrizes da Globo, principalmente da Malhação), bandas, esportistas, entre outros. Uma das entrevistas mais marcantes foi com Christopher Lambert, que fez o personagem Raiden no filme do Mortal Kombat. Eu particularmente não gostava desse quadro, porque dificilmente algum ator sabia algo sobre games e sempre ficavam com aquela cara de “o que estou fazendo aqui?”.

Matéria Especial  Era justamente quando o programa cobria um evento como a E3 ou mesmo feiras de eletrônicos aqui no Brasil. Era o momento mais aguardado para quem assistia ao programa. O StarGame abria vários programas seguidos comentando e falando dos eventos que estavam acontecendo, o que só nos deixava cada vez mais ansiosos pelo próximo programa. Quando se tratava de um grande acontecimento como a E3, a matéria chegava a durar 6 ou 7 programas.

Encerramento  Era o final do programa, onde geralmente o Cristiano lia alguma carta ou e-mail (e-mails eram raros) enviado para o Stargame. E não podemos esquecer os finais “engraçados” que aconteciam após ele ler a carta e finalizar o programa. Havia também outros quadros, mas que poucas vezes apareceram no programa.

  • Password – Um quadro que passava dicas e logo foi substituído pelo quadro “Dicas” (dãããã!).
  • Glossário – Explicava algum termo relacionado a games.
  • Documento Secreto – Apresentava a ficha de um personagem, falando coisas como sua idade, altura, história e outras características.

Eu Sei!- uma charada era apresentada no início do programa cuja resposta seria dada no final e, obviamente, sempre tinha relação com games.


Saudades

Na longa história do “mundo gamer” aqui no Brasil, existiram sim outros programas televisivos voltado aos games: Play Tv, G4 ou Mar Games (na Baixada Santista!) e que representavam bem o “mundo gamer”, mas em minha opinião nenhum deles chegou a apresentar tudo de forma tão divertida, informativa, surpreendente e carismática como o Stargame. Em uma época cheia de novidades, em que o videogame foi incorporado como entretenimento na família brasileira com os lançamentos de consoles como o Playstation, o SaturnoDreamcastNintendo 64, e outros, o Stargame demonstrou que videogame não era coisa somente de criança, e sim, um meio também de entretenimento e cultura importantíssimo para todos, jovens e adultos. É uma pena que hoje os canais de TV não tenham um espaço dedicado para games, isso só demonstra sua derradeira falta de ideias, qualidade, novidades e originalidade para criar algo como foi o Stargame. Sempre quando comento sobre um programa de TV dedicado aos games nos dias atuais, acabo encontrando opiniões diversas. Uma delas é a facilidade das informações, vídeos no YouTube, sites e demais ferramentas acaba fazendo pensar que seria uma furada criar um programa de games na atualidade, mas seria mesmo? Deixa seu comentário sobre isso aê embaixo =)


Onde encontrar e curiosidades

Algum tempo atrás eu descobri um usuário no YouTube que simplesmente colocou praticamente todos os episódios do Stargame para assistir. Segue o link com os episódios: Stargame Sabe o que é mais engraçado em assistir aos episódios do programa? Além, obviamente, de tudo que falei acima, você se sente em uma revista televisiva retrogamer. Você terá a oportunidade de lembrar aquele joguinho clássico como se estivesse sentado em frente à TV nos anos 90.

Algumas curiosidades sobre o Stargame que achei pela internet:

O site com o nome de todos os episódios do Stargame:
http://www.ogat.com.br/stargame_capitulos.php

Entrevista com o Cristiano Gualda (de cabelos brancos!) no Techtudo em 2011:
http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2011/05/entrevista-com-cristiano-gualda-ex-apresentador-do-stargame.html

Bom pessoal, espero que tenham gostado da matéria do Stargame. E um presentinho para vocês!
Abaixo um episódio com aquela musiquinha clássica da abertura.

 


Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2 - Final Especial de SF2


Outro dia estava jogando um pouco de Street Fighter 2 de Snes para matar a saudade e acabei me lembrando de uma história clássica e resolvi contar ela aqui no blog. Qual história é? "A lenda do final especial de Street Fighter 2". Então bora lá para mais uma - Pequenas Histórias Gamers da Locadora Resident Ivo #2.

 


Onde surgiu a lenda?

Quem viveu no "boom" de SF2 nos fliperamas e consoles sabe o quanto de lendas existiam e surgiam sobre esse jogo e aposto que você já ouviu alguma delas. No meu  caso eu ouvi várias como essas:

  • Personagem secreto Sheng Long.
  • Se ficar parado na árvore do estágio do Blanka por 90 segundos você vai para outro lugar.
  • Se você der "perfect" em todos os "rounds" até o Bison e no último round der "draw" você habilita o pai do Ryu.
  • Existia um comando que habilitava o "Hadouken" secreto do Ryu
  • Que Ryu e Chun-Li eram irmãos 
  • Existia código de sangue em SF2

Quando comprei meu Snes em meados e 93/94 com nada menos que Street Fighter 2, nem ligava muito para essas coisas e só queria jogar ele o máximo possível. Tanto que todo dia jogava e minha meta era fechar o jogo com todos os personagens. Até que um dia saindo do colégio e indo para o ponto de ônibus para voltar para casa percebi dois garotos conversando sobre SF2 e fiquei atento a conversa deles:

Garoto 1: - Você já fez o final especial de SF2?
Garoto 2: - Final especial? Não sabia disso!

E nesse momento comecei a prestar mais atenção na conversa:

Garoto 1: - Sim! Se você terminar no último nível e sem perder rounds e não pegar continue vai aparecer um foto com todos os lutadores juntos.
Garoto 2: - Que demais! Eu queria fazer isso!

.........................................................Colégio que estudava e o ponto de ônibus que existe até hoje.

Chegando em Casa!

Eu fiquei incrédulo na hora! Eu já tinha ouvido falar de  milhares de lendas absurdas sobre games, mas o garoto tinha falado com uma convicção tão grande que me fez acreditar. Eu peguei o busão na volta para casa e fiquei o tempo inteiro pensando naquilo - Será que é verdade? Final secreto? Vou tentar fazer ou não?
Nisso resolvi acreditar nessa lenda e tentar fazer o final secreto de SF2.

Fiquei meses tentando terminar o jogo no nível 8 que era o último e para quem jogou SF2 sabe o quanto era difícil. Primeiramente tentei com os personagens que mais jogava que eram o Ryu e Ken, mas era difícil demais quando chegava nos chefes finais e principalmente o Sagat que dava seu "Tiger Robocop" que tirava metade da barra e energia ou aquela maldita "tesoura" do Bison que simplesmente quebrava qualquer golpe seu, detonava sua barra de energia e ainda deixava você tonto.

 

........Option Mode com Nível 8 em SF2

Jogando com a Chun-Li!

Foi nisso que resolvi jogar com a Chun Li. Isso mesmo! Com a Chun Li! Nisso fui jogando com ela acabei inventando uma apelação com soco médio perto do adversário. Se você chegasse perto do adversário e usasse soco médio se o adversário defendesse era agarrado e se não defendesse o soco médio o acertava. Se fizesse isso corretamente não existia reação adversário em contra-atacar. Claroooo que tinha um porém!! Isso não funcionava com Sagat e Bison e o esquema era vencer na raça mesmo. E vou dizer que mesmo com essa apelação foi difícil vencer os dois, mas finalmente depois de muita insistência acabei conseguindo. Me lembro que nesse dia tinha um amigo meu do lado assistindo jogar e ele comemorou tanto quanto euzinho a vitória sobre Bison. Com isso eu fechei o jogo no nível 8 sem "continues" e incrivelmente sem perder nenhum "round".

...............................................................................................Derrotando Bison na apelação em SF2

E para minha surpresa logo depois de ver o final da Chun Li um final especial apareceu. Era um final com uma música diferente SENSACIONAL, com o nomes dos produtores, a CPU jogando com ela mesma em vários cenários e ao final os dois lutadores fazendo suas poses de vitória. Foi uma cena mágica e uma conquista recompensadora que me deixou com os olhos arregalados e super feliz.

.....................................................Final Especial com apresentação de cada lutador

E a foto de todos lutadores juntos?

Até que surgiu uma pergunta na minha mente - E a foto com todos os lutadores juntos? Seria mentira dos garotos? Fiquei pensando nisso por um momento... até logo depois das cenas dos lutadores e nomes dos produtores a imagem apareceu. E foi ESPETACULAR! Algo que parecia uma lenda de dois garotos no ponto de ônibus se tornou REAL e a imagem de todos lutadores de SF2 estava ali para meu delírio. Isso ficou registrado na minha memória até o dias atuais. Segue abaixo o vídeo com o final especial e a foto de todos juntos =)

Bom é isso pessoal! Fica aqui mais uma pequena história minha no blog. Mas e você? Teve alguma lenda com SF2? Escreva aê nos comentários! Grande Abraço. Até a próxima! Ivo. 


Rival Turf - Review

Fala galera! Voltando e desta vez com um review de um clássico. Mas antes de começar a comentar sobre o jogo tenho que contar a minha história sobre como conheci esse game e tenho certeza que muitos aqui vão se identificar. Então! Bora lá!


Minha História com Rival Turf

A minha história começa obviamente como a de muitos por aqui: em uma locadora de videogames nos anos 90. A minha família sempre teve uma parte financeira modesta, e isso incluía não comprar jogos de SNES com muita frequência e só alugar um jogo no fim de semana na clássica locação: sábado + domingo = devolve na segunda-feira. Como muitos devem saber, alugar jogos aos sábados nas locadoras era uma tarefa difícil. Difícil porque se você não chegasse à locadora até as 10 horas (quando elas geralmente abriam!) a probabilidade de todos os jogos terem sido alugados às 10:05 era de 99,9%. Afinal, todos seus amigos, colegas, familiares, extraterrestres e quem mais gostasse de videogames já estavam amontoados em frente à locadora antes que ela abrisse as portas. O pior é que mesmo se você chegasse bem antes, lá pelas 9 horas e entrasse correndo para pegar o seu jogo do final de semana, existia outro fator que dificultava tudo: os espertos que alugavam os jogos na sexta-feira e só os devolviam na segunda (pagavam duas locações sexta + sábado e sábado + domingo), o que só piorava para quem quisesse ou só pudesse alugar aos sábados.

E num desses sábados em que fui à locadora e cheguei atrasado (o maldito despertador não tocou!), me deparei com o que era uma das maiores “dificuldades” da minha vida nessa idade maravilhosa. O que eu alugaria? Não tinha praticamente mais nada lá, todos os jogos mais legais de corrida, aventura, luta, tiro etc já estavam alugados e até mesmo aqueles jogos de esportes olímpicos que ninguém alugava estavam com a etiqueta – “ALUGADO”. Era um terror!

 

Mas existia uma peculiaridade boa nessa época, que vocês devem se lembrar. Diferente dos dias de hoje, onde todos têm informações facilmente sobre os jogos, suas características, produtoras, críticas, notas, dia do lançamento, quanto custou para ser produzido e etc, naquela época praticamente não ficávamos sabendo de nada (não existiam tantos meios de comunicação como hoje!) e isso acabava resultando na peculiaridade que citei: DE ALUGARMOS UM JOGO SÓ PELA CAPA NA LOCADORA sem nunca ter ouvido falar dele.  Vai dizer que você nunca alugou um jogo que não conhecia só por causa da capa? Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso nos anos 90!

E foi devido a essa peculiaridade que naquele dia, ninguém tinha alugado ainda um certo jogo chamado RIVAL TURF. Óbvio que ele só estava na prateleira ainda por causa da capa horrível (olhe na imagem ao lado para ver!) e essa é minha teoria até os dias atuais, mas cite outras teorias nos comentários se você tiver! Agora vamos ser sinceros: o que um garoto magricela com um casaco vermelho feio, junto de outro garoto com uma faixa na cabeça ao melhor estilo Sidney Magal e um prédio ao fundo teriam de interessante a oferecer? Um jogo dos BOY BAND? Não galera, para minha surpresa eu havia encontrado um bom game.

É pessoal, aluguei esse jogo com uma capa estranha e como diz o velho ditado: “Não julgue o livro pela capa!” Um game ao melhor estilo Final Fight que se tornou uma das minhas franquias prediletas de SNES e do qual tenho ótimas lembranças até hoje. 

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou a representação máxima do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do grau de perfeição do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássicoJAAAAAAAAAAAALECOOOO” que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide: existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. Além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, capas modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi diminuído e até alguns vilões foram removidos.


Japão Vs Usa - 1992

Beat em’ up era uma das grandes febres nos anos 90, um gênero que foi impulsionado principalmente devido ao grande sucesso do arcade Final Fight, lançado em 1989 e que se tornou uma das representações máximas do estilo. Apesar de Final Fight ter sido lançado para Super Nintendo, ele não chegou nem perto do original de Arcade, o que acabou descontentado muitos fãs. Eis que Rival Turf é lançado em dezembro de 1992 para SNES nos EUA pela extinta JALECO (alguém se lembra do clássico JAAAAAAAAAAAALECOOOO que era dito antes dos games quando aparecia o logo da empresa?) tentando fazer uma tarefa difícil: ter sucesso onde Final Fight falhou, que era trazer ao videogame um game de pancadaria com a possibilidade de dois jogadores simultâneos.

Pois bem, agora a história se divide assim - existe também a versão japonesa do jogo que se chama Rushing Beat, lançada um pouquinho antes, em março de 1992. Como todos nós sabemos, naquela época era muito comum um mesmo jogo ter diferenças entre a versão americana e a japonesa, o que não foi diferente com Rival Turf. A versão americana além de a história ser diferente, os nomes dos personagens foram trocados, créditos finais foram retirados, as capas foram modificadas, algumas cenas retiradas, o nome da cidade principal modificada para Los Angeles, o número de continues foi  diminuído e até alguns vilões foram removidos. Nisso você já viu como ficaram as coisas da versão americana e japonesa. Mas tem mais!

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Rival Turf faz parte de uma trilogia que possui os nomes diferentes na versão americana, versão japonesa e até mesmo as edições seguintes americanas - veja: “Rival Turf” (Rushing Beat 1 em japonês), “Brawl Brothers” (Rushing Beat 2 em japonês) e “Peace Keepers” (Rushing Beat 3 Shura na versão japonesa). Nem preciso dizer que as versões americanas são inferiores às japonesas, então, se você tiver a oportunidade de jogar a versão oriental, recomendo muito. O meu game predileto da trilogia é o Rushing Beat 3  Shura, onde você tem opção de escolher cinco personagens diferentes, o game possui caminhos alternativos para escolher e uma ótima história. 


História, Inimigos, Cenários, Modos e Cia

Aqui vou seguir a história da versão americana. A namorada de Jack Flak foi raptada pela gangue Kings Street em Los Angeles. Jack convida seu amigo, o policial Oswald Oozie Nelson (olha o nome!) para resgatar sua namorada, além de socar e chutar toda gangue para fora da cidade, e ambos seguem para um estádio onde ficam sabendo de informações sobre o esconderijo da gangue. Nossos heróis lutarão e muito contra inimigos com diversas técnicas de lutas. Entre eles temos: punks, grandalhões, ninjas e tudo que se pode imaginar. O game possui seis estágios, várias sub-fases e um chefão no final em cada uma delas. Os cenários incluem na grande maioria áreas comuns da cidade como armazéns, praças, interiores de ônibus, ruas, prédios etc. Existem armas e itens pelo cenário como espadas, facas e tacos de basebol que te auxiliam na porrada, e os comandos são clássicos: um botão para pulo, um para soco, um para corrida e um para o especial. Além do modo tradicional, o jogo inclui o modo “Raiva”, onde os heróis ficam poderosos e imunes a qualquer ataque inimigo e o “Versus” ao melhor estilo Street Fighter.

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Mais um pouco e a Conclusão!


A jogabilidade do Rival Turf é boa e os controles respondem bem, jogadores que quiserem experimentar o título não terão maiores problemas com ele tanto por que o jogo é bem fácil e não exige muito dos controles. Tecnicamente o jogo é bem modesto: a trilha sonora não atrapalha mas passa batido e os efeitos sonoros são bem pobres, e graficamente o game fica abaixo ainda do padrão alcançado pela versão Final Fight de SNES que já não era lá grande coisa, mas o seu maior problema mesmo é que a modificação para a versão americana deixou o game bem capado. A história japonesa obviamente é melhor e mais séria, e além de na americana terem retirado as cenas de introdução, cortaram também os créditos e diminuíram o tamanho da animação final para ficar condizente com a história adaptada. Se quiser melhorar a experiência ao jogá-lo, prefira a versão japonesa.

Sua trágica capa que deveria ser motivo de críticas pesadas se tornou algo cult entre a galera gamer, que costumava dizer que o povo que queria vender o jogo não entendia muito de marketing.

O grande ponto positivo do jogo é justamente ser um Beat em’ Up: a cagada teria que ser muito grande para que um game deste gênero não seja divertido, e não foi o caso de Rival Turf. Dá pra se divertir por horas tanto sozinho quanto com os amigos, e esta segunda opção já não existe em Final Fight. Ponto para a Jaleco!

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Rival Turf é um bom jogo. Eu sei! Muitos vão dizer que Rival Turf passa longe de ser um Final Fight de arcade ou um Streets Of Rage, mas posso dizer que ele é uma boa surpresa até os dias de hoje, principalmente para quem vive buscando jogos desconhecidos de Super Nintendo. É um game bem ao estilo anos 90, com policiais bombados, herói com casaco de couro, inimigos punks, maloqueiros, motoqueiros, negão de jeans rosa, ninjas da Bahia e um chefão final que luta karatê. Mesmo que o jogo não seja um "supra-sumo" de briga de rua GARANTO que vocês vão ter ótimas horas de diversão e de risadas com os vilões desse jogo (preparem as gargalhadas!). 

Então é isso pessoal! Se alguém jogou ou não jogou e acabou jogando esse agora! Comente aqui o que achou dele!
Valeu por que leu até aqui! Grande Abraço. Valeuuuuuuuuuuuuu!! Ivo. 


Curiosidades

  • Mude o nome de qualquer personagem do jogo: – Jogue e faça um recorde, e na tela de high score escreva CHRCONF. Logo em seguida vai aparecer uma tela que permite mudar o nome dos personagens. Mude para SABAT ou NELSON >.<
  • Warp Zone: – Veja como lutar direto com o chefe da fase 4. Para o lance funcionar é preciso eliminar antes 30 inimigos. Isso você controla pelo número de carinhas que aparecem a direita de sua barra de energia. Chegando a primeira porta que encontrar no cenário da fase 4, pressione para cima. Uma tela muito estranha de Warp Zone vai aparecer e, logo depois, você vai dar de cara com o chefe da fase.


Donkey Kong 3 – Review/Análise

Macacos me mordam! Chegou a hora de um review de mais um clássico de Super Nintendo: Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s Double Trouble! Um game que fechou a trilogia dos macacos mais famosos do mundo gamer no Snes.

Tudo começou com Donkey Kong Country em 1994, que deixou todos de queixos caídos ao apresentar gráficos pré-renderizados, trilha sonora espetacular, jogabilidade perfeita, fases criativas e muita diversão. E continuou em 1996 com o lançamento de Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest, que conseguiu melhorar o que já era bom no primeiro e adicionou novos desafios, músicas, exploração, mundos secretos e tudo mais que fez a alegria dos proprietários de Super Nintendo. Mas você deve estar se perguntando… Por que resolveu falar do DKC3? Se o DKC1 e DKC2 são os mais conhecidos para a grande maioria dos gamers? Respondo logo abaixo, caros leitores.


O ano que alguém disse: Não jogue DK3!

É bem possível que você também tenha passado por isso, um amigo ou conhecido que te disse: “Esse jogo é uma porcaria! Nem jogue!” E por isso acabou deixando de jogá-lo! Foi exatamente o que aconteceu comigo com DKC3. Meu ciclo de vida com SNES estava acabando e já queria comprar algum console da nova geração. Eu não era um garoto com uma situação financeira boa e para conseguir qualquer console novo precisaria vender o antigo e rezar para meu pai colaborar com o restante do dinheiro. Por isso, antes de comprar um novo console ainda queria jogar algo legal no SNES e me despedir dele com as devidas alegrias. Nesse período foi lançado DKC3, o que para mim parecia ser algo épico, afinal DKC 1 e 2 foram espetaculares. Mas quando estava na locadora com esse game na mão… ouvi a frase do meu amigo: “- Esse jogo é uma porcaria!!”.

E foi exatamente o que fiz, fiquei sem alugar e acabei não jogando na época. Muitos anos se passaram, para falar a verdade foram quase vinte anos. E eis que um dia, em um dos meus passeios pelo Mercado Livre, encontrei uma oferta maluca de DKC1 por um “preço de banana” e acabei comprando. Resolvi detonar esse game com os 101% dessa vez (sim, eu não fechei o game na época porque era impossível passar todas as fases em um sábado e domingo apenas o alugando!), e foi muito bom fazer tudo e descobrir cada segredo do game. Depois disso, resolvi logo comprar DKC2 e detoná-lo com seus 102%, com todas as moedas DKs, final secreto e tudo mais. Foi outra alegria que somente games assim conseguem nos trazer. Bom, cheguei ao DKC3 que ganhei de presente, totalmente completinho, com caixa e manual. Lindo! Aquele comentário ainda ficava pairando na minha cabeça mesmo vinte anos depois, mas deixei isso de lado e resolvi seguir em frente. c Sim, ele tem seus “poréns”, mas isso vou comentar mais à frente. Agora venha comigo que vou te apresentar ou reapresentar DKC3 de SNES.

"Comecei a jogar e tive uma mistura de raiva e alegria. Raiva por ter acreditado naquele comentário de que o jogo é uma porcaria e alegria por estar curtindo um jogo muito legal."


A história dos Macacos

Logo após a derrota do King K. Rool em DKC2, Kong e Diddy decidiram comemorar a vitória com uma viagem de barco, com direito a bananas, pesca e diversão. Mas o tempo passa e eles não retornam para casa, ficando todos preocupados com o sumiço desses dois malucos. E é nesse momento que acontece algo na ilha Donkey Kong. Um robô misterioso chamado “Kaos” surge e coloca medo em todos… Mas quem está por trás disso? Ninguém menos que K. Rool novamente, afirmando que sequestrou Kong e Diddy, e vai tentar dominar a ilha mais uma vez. E agora? Quem será que vai salvar todos se Donkey Kong e Diddy Kong foram sequestrados? Entra em cena novamente a famosa Dixie Kong e o seu primo e novo personagem Kiddy Kong, que é um bebezão, mas tem muita força e agilidade. Juntos eles partem para o Norte, rumo ao “Arquipélago Kremisfério Norte” onde se encontra o robô Kaos e o famigerado K. Rool, para assim resgatar Donkey Kong e Diddy e salvar a todos.

.................

Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao “Arquipélago Kremisfério Norte”. Enquanto em DKC1 o game era mais concentrado em selvas e cavernas e no DKC2 pirataria era o tema da maioria das fases, em DKC3 ficamos mais focados em indústrias, ficção e regiões típicas do hemisfério norte. Fora da ilha Donkey Kong nessa aventura, teremos muitas novidades! Uma delas é que logo no começo você vai encontrar o Funky Kong (aquele que te oferecia um avião nas primeiras versões), que irá te entregar um bote para navegar pelo mapa e a cada dois mundos completados, você ganha um item que lhe permite evoluir o bote para uma espécie de lancha. Essas reformas no bote são essenciais, pois há partes nos mundos que só podem ser acessadas se esse meio de transporte for melhorado.

No Kremisfério Norte o jogador também vai encontrar os irmãos ursos. Existe um urso em cada parte do mundo, com os quais é possível trocar itens ou até mesmo comprá-los. Esses itens possibilitam o acesso a locais secretos no jogo e a descoberta de segredos que ajudam a salvar os “Pássaros bananas” e a “Mãe Pássaro Banana”, que estão secretamente escondidos por todo o jogo. Tudo isso possibilita fazer o final verdadeiro do jogo (existem três finais diferentes).

As moedas DK agora têm uma maior utilidade, pois recuperando todas elas você poderá conseguir com Funky Kong o último veículo, um tipo de “barco helicóptero” que irá te ajudar a alcançar áreas que sem esse meio de transporte são inacessíveis. As pequenas moedas de ouro do DKC2 agora são moedas de prata, que serão utilizadas para fazer algumas compras nas cabanas dos ursos e finalmente encontrar os barris bônus que estão escondidos em todas as fases (continuam no mesmo esquema de DKC2).  Caso você não os encontre, não chegará aos 100% e não verá o final verdadeiro também.

"Em DKC3 você sairá da ilha Donkey Kong em direção ao Arquipélago Kremisfério Norte."


Personagens Principais

Dixie Kong – Dixie está de volta e desta vez não vai deixar barato terem sequestrado seu namorado Diddy.

Kiddy Kong – É o novo personagem e primo da Dixie, que vai ajudá-la nessa aventura. Com muita força e agilidade, é capaz fazer o K. Rool pensar duas vezes antes de atacar sua ilha.


Rainha-Pássaro-Banana – A Rainha-Pássaro-Banana é um imenso Pássaro-Banana, toda colorida e é mãe dos Pássaros-Bananas. Em sua tática de dominação da ilha, K. Rool aprisionou-a em uma barreira com uma chave de cristal em sua nuvem. Os Pássaros-Bananas, filhos da rainha, também foram aprisionados e escondidos pelo vilão K. Rool para que eles não libertassem sua mãe. A missão do jogador é encontrá-los e reuni-los, libertando também a Rainha-Pássaro-Banana em seguida. Juntos eles irão se vingar de K. Rool derrotando-o, e isso levará ao final verdadeiro do game.

Crankly Kong – O velhinho Cranky Kong está de volta. Você irá desafiá-lo na barraca de joguinhos do Swanky Kong e, se ganhar dele, prepare-se para ouvir muita reclamação.

Diddy Kong – Nosso amável Diddy Kong não está presente para se jogar com ele nessa versão. Ele foi sequestrado pelo K. Rool e está sendo usado dentro do robô “Kaos”.

Donkey Kong – Assim como Diddy Kong, Donkey Kong está fora da aventura. Ele é outro que foi sequestrado e está sendo utilizado pelo terrível K. Rool.

Funky Kong – Funky Kong é o amigo que vai te ajudar com os veículos nesse jogo. Você vai ter que achar certas partes dos veículos pelo mapa e entregar a ele para que possa montá-los.

Swanky Kong – Swanky é o cara da barraquinha de jogos. Se você vencer os desafios dele irá ganhar moedas e bananas, mas se perder… pode ir passando o dinheiro para ele.

Wrinkly Kong – A vovó esperta Wrinkly Kong vai te ajudar sempre a salvar o game. Ele também toma conta dos Pássaros-Bananas e joga N64 enquanto você se aventura.

Ellie  – Ellie é sua nova amiga, que vai substituir seu clássico amigo Rambi nesse jogo. Ellie não é tão forte como Rambi, mas ela pode sugar barris e atirá-los em direção aos inimigos. Também pode aspirar água de lagos e cachoeiras e atirar nos inimigos. Mas tem um grande ponto fraco: ela tem pavor de ratos e toda vez que os vê sai correndo.

Enguarde – Enguarde está de volta e novamente sendo capaz de derrotar os inimigos com seu nariz-espada.

Nibbla – Apesar de parecer ser um inimigo ele tem algumas características muito parecidas com as de um amigo. Na fase “Fish Food Frenzy’, Nibbla irá te acompanhar como um amigo e você deverá sempre alimentá-lo, servindo como banquete os seus inimigos. Caso contrário, ele irá te atacar e te devorar, então seja rápido e não o deixe com fome.

Parry – É seu novo amigo, mas não é possível jogar com ele. Parry ficará te acompanhando durante as fases para ajudar a pegar itens inacessíveis, e por muitas vezes – se chegar com ele até o final da fase – você será recompensado de algum modo (até barris-bônus você pode ganhar).

Quawks – Quawks é um pássaro roxo que consegue carregar barris e soltá-los nos inimigos. Ele aparece somente em duas fases: Low-G Labirinto e Buzzer Barrage.

Squawks – Nosso amigo Squawks está de volta e jogando os clássicos ovos na cabeça de nossos inimigos.

Squitter – Outro velho amigo dos nossos macacos está de volta. Squitter continua criando plataformas com suas teias para alcançar áreas inacessíveis e também irá atirá-las nos inimigos.


Trilha Sonora e Efeitos Sonoros

Essa foi uma parte que deixou bem a desejar em DKC3. A trilha sonora não ficou épica, mas vou comentar mais sobre isso logo abaixo na parte dos “poréns” do jogo. Já os efeitos sonoros continuam bons. Sons como os dos inimigos quando são atingidos, dos macacos, ao coletar bananas, ao coletar moedas e até o choro da Dixie e Kiddy quando são acertados pelos inimigos são tranquilos de ouvir (e você vai ouvir muito isso!). Mas a trilha sonora é outra história.

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Os poréns de DK3

Em DKC3 existe, sem dúvida, detalhes que o fazem inferior às suas versões anteriores, mas isso não quer dizer que ele é um jogo ruim e mereça o comentário de que é “uma porcaria”. Pelo contrário, é um ótimo jogo. Mas vamos a esses detalhes:

– Faltou uma trilha sonora épica no game. Apesar de ser novamente David Wise a trabalhar nela, faltou aquela música marcante no game. Como no caso de DKC1 com Aquatic Ambience ou em DKC2 com Stickerbrush Symphony. Talvez ele não estava muito inspirado nesse game e acabamos não tendo uma trilha épica.

– A Dixie e o Kiddy são personagens muito legais, mas não possuem o carisma do Diddy e do Donkey Kong. Até entendo o Donkey Kong não ter aparecido em DKC2, por ter sido sequestrado e assim não interagir na história, mas no DKC3 acredito que seria melhor se ele tivesse voltado. Muitas pessoas sentiram isso enquanto jogava esse terceiro jogo.

– Outro motivo para o “hype” de DKC3 ter caído bastante é que ele foi lançado dois meses depois do lançamento do N64. Naquele momento, todos estavam encantados com o N64 e games como Super Mario 64PilotWings e Wave Race. Apesar de muitos ainda terem o SNES, o impacto não foi expressivo. E você? Já tinha migrado para o N64 ou ainda estava com o SNES nessa época?

– E por último foi o fator dificuldade. Comparado às outras versões, essa é bem fácil. A dificuldade em certas fases chega a ser “very easy” e isso acaba deixando aquele gamer mais exigente frustrado, ainda mais quem jogou DKC1 e DKC2.


O Veredicto

Se aquele meu amigo tivesse chegado e falado: – Esse game não é bom como o Donkey Kong Country 1 e 2 eu até entenderia, mas falar que ele é uma porcaria… é digno de merecer uma “BANANA”. Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble é um ótimo jogo. Vale a pena ser jogado! Cheio de aventura, diversão, jogabilidade e tudo que o SNES merecia para sua despedida. Ele tem alguns “poréns”como falei, mas nada que mereça ser classificado como “PORCARIA” ou um game “RUIM”. Se pudesse voltar no tempo e xingar aquele meu amigo, faria com certeza e jamais teria dado ouvidos a ele: “Manééééé!”. Obs.: Lembrando que ele foi lançado para Wii U há algum tempo, então você tem a oportunidade de relembrar dele nessa versão também.

Então fechamos aqui nossa jornada desse Retro Review de Donkey Kong Country 3. E lembre-se, nunca ouça muito aquele seu amigo que fala aos quatro ventos que tal jogo é uma porcaria. Jogue, analise, crie sua opinião e nunca siga modinhas de opinião, pois você pode perder uma jogatina inesquecível. Espero que tenha gostado do texto e não deixe de comentar.

Grande abraço. Ivo.

Fim


Curiosidades

  • DKC3 foi lançado no Brasil pela Playtronic e inclusive com comercial passando na TV. Confira!

    • Em Donkey Kong Country 3 é possível ver Wrinkly Kong jogando Nintendo 64 e que por sinal foi lançando no mesmo ano. Outro detalhe  é que a música de fundo é a mesma da Inside the Castle Walls, do Super Mario 64. Que sacada de divulgação hein?!

    • No Japão o game é chamado de Super Donkey Kong 3: Mystery of Kremis Island.

  • O jogo foi lançado para GameBoy Advance apenas com o título “Donkey Kong Country 3”, omitindo o subtítulo “Dixie Kong Double Trouble”. O game tem algumas mudanças exclusivas. Uma delas é um novo mundo chamado “Pacifica”, novas trilhas sonoras criadas pelo David Wise, novos bônus na barraca do Swanky e vários itens dos irmãos-ursos que foram alterados, assim como houve a inclusão de um novo urso no mundo “Pacifica”.


Minha Vida Gamer - Parte 5


E chegamos ao "Minha Vida Gamer 5.0". Para quem não leu ou não sabe o que é essa seção, ela registra da minha história gamer dividida por épocas. Caso você queira ler (vale a pena!!) é só conferir nos links abaixo.

- Minha Vida Gamer 1.0
- Minha Vida Gamer 2.0
- Minha Vida Gamer 3.0
- Minha Vida Gamer 4.0
- Minha Vida Gamer 4.5

Mas voltando! Agora nessa parte 5.0 onde euzinho já não tinha mais videogames (3DO fálido e N64 roubado!) e nem dinheiro para comprar um novo. Então o negócio era se virar com o PC que tinha e que na verdade essa história com ele começa lá em meados de 1995 e onde vou começar comentar aqui. Bora lá!


Primeiro PC - A gente nunca esquece!

Era 1994 e os PCs eram os assuntos dos pais em relação ao futuro dos seus filhos. De cada 10 crianças 11 os pais mandavam para cursos de computação com a ideia de ser a "profissão do futuro". E não foi diferente comigo, meu pai me mandou para uma escola de informática em 1995 chamada "Data Control" e lá aprender Word, Excel, Windows e Power Point. As aulas eram até legais e por um tempo esse curso foi aos sábados, mas tive que mudar de dia e horário e acabei indo fazer as terças e quintas às 20:00hrs. Era longe de casa, mas meu pai fazia questão de ir me buscar às 22:00hrs, quando terminava o curso. Fiquei

1 ano e meio nesse curso até finaliza-lo e digo que foi um boa experiência. Anos antes tinha feito um curso de Windows 3.11 e um escritório (improvisado!), mas ali não aprendi tanto como nesse curso da "Data Control". Apesar de ter feito esses cursos me faltava o essencial - "TER UM COMPUTADOR" (que era absurdamente caro naquela época). Para minha felicidade meu pai acabou comprando um PC montado de um cara que morava no nosso prédio e que se chamava Pedro (ele era gente finíssima!).

E no final de 95 lá euzinho estava com meu Pentium 100mhz com 16MB de RAM, HD de 1 Giga e CD ROM de 2x. Era um PC absurdamente básico, mas que fez muita minha alegria. Eu fiquei com esse PC por uns 5 anos e no máximo troquei a HD que tinha queimado e coloquei mais RAM. Me lembro existia um sério problema no MODEM e a PLACA DE SOM desse PC. O modem e a placa de som eram embutidas em uma única placa e isso gerava um conflito com o Windows. Na hora que desligava o PC o Windows deixa de reconhecer o modem (só acha que tinha placa de som!) e quando o ligava tinhamos sempre instalar os drives do modem de novo. Era um sacoooo! Não esqueço o nome da placa até hoje e se chamava - "BOCA" e que gentilmente apelidei de "BOCA DO LIXO". Nessa época eu só jogava joguinhos simples de PC como os dos do Windows, meu velho amava jogar cartas e especial o PACIÊNCIA e eu curtia muito jogar "COPAS" e aquele Pinball chamado "SPACE CADET". Até que começaram a surgir os emuladores, jogos de PC e por último a internet.



Emuladores - Uma salvação temporária!

No final de 1996 conheci os primeiros emuladores e roms. Me lembro que as primeiras roms que começaram a aparecer em disquetes dos amigos foram as de NES e Master System. Nessa época eu ainda tinha videogames e vivia mais neles que no PC, mas sempre via meus amigos jogando emuladores de NES e Master System no PC. Isso durou até mais ou menos 1998 (quando me roubaram meu N64!) e fiquei sem videogame algum (contado aqui na "Minha Vida Gamer 4.5"). E a partir desse momento meu único meio de jogar algo em casa era via PC.

E nessa época também comecei a usar emuladores de Super Nintendo. Apesar de meu PC ser um Pentium 100mhz e que já era um PC velho para padrões de 1997/ 1998 eles rodavam relativamente bem e inclusive consegui instalar jogos de Arcade e Mega Drive. Jogos como: Alex Kidd in Miracle World, Top Gear, Captain Commando (Arcade), Final Fight, Mario 3 e Sonic supriam minha vontade de jogar os consoles daquela geração, já que não tinha nenhum. Joguei muita coisa de emuladores! Muta mesmo! Praticamente entupia minha HD de roms e ficava tardes jogando, mas isso não durou muito.


Playstation e Saturno na Cabeça!

É pessoal!! Eu sempre fui um cara antenado com games e não tinha jeito. A explosão do Playstation 1 e Saturno mexeu com todos e mesmo aqueles que tinham um PCzinho com emuladores não deixam de sonhar em ter um esses videogam (que era meu caso!). E essa época foi auge do 32 bits, era uma avalanche de grandes lançamentos como: Resident Evil, Chrono Cross, Final Fantasy 7, Winning Eleven, Ridge Racer, Soul Calibur, Street Fighter. King Of Fighters e tantos e tantos outros jogos. E por mais que pudesse jogar joguinhos no PC, esses grandes jogos e a vontade de joga-los não me deixavam em paz.


Como jogar? - A Salvação!

Então me vendo em volta de tantos lançamentos de games para PSX e Saturno o jeito foi recorrer aos amigos. Ainda bem que tive grandes amigos "gamísticos" durante a vida e especial os de infância. Graças a alguns pude desfrutar o máximo possível da geração 32 bits, mas obviamente com as limitações de jogar na casa deles. Afinal não tinha como você jogar um Final Fantasy 7 o dia inteiro na casa de um amigo, alias até tem, mas como só ia na casa deles nos fins de semanas a possibilidade de fechar um Final Fantasy 7 era impossível. Então o esquema era jogar "multiplayers" como de luta, corrida, tiros, beat 'em up e etc.

Esqueça locadoras!! Essa época foi o inicio do fim delas! Que dominava aqui eram as lojinhas de CDs piratas que vendiam jogos de PSX e Saturno por míseros 5,6 ou 10 reais. Praticamente víamos jogos novos todos os fins de semana e tinham tantos jogos que não conseguíamos ver todos (quando ia nos amigos!). Esses meus amigos chagavam a comprar 3 jogos por semana em uma "mistureba" de gêneros. Negócio ali era jogar o que pudesse e ponto final.

Os principais jogos dessa época que joguei foram: Street Fighter Vs Xmen, King of Fighters 97 e 98, Crash Team Racing, Rigde Racer, Mortal Kombat, Chocobo Racing, Soul Edge, Guardian Heroes, Toshinden, Dragon Ball GT, Nights, Sega Rally, Daytona Usa, Sonic R.


Felicidade - Não tendo os videogames?!

Apesar de não ter os videogames atuais, me sentia super contente em joga-los e nem que fosse um pouquinho. E sempre achei que mais o importante (pelo menos para mim!) que ter os videogames e jogos era conversar sobre eles e compartilhar as experiência (coisas que dificilmente acontece hoje! Só querem famosidade, curtidas e serem donos das opiniões. Pronto falei!). Eu não tinha Playstation e nem Saturno, mas se você viesse conversar comigo sobre qualquer jogo... lá estava euzinho pronto para papear sobre eles. Alguns até achavam que eu tinha todos os videogames por estar tão por dentro do assunto e quando falava que não tinha nenhum... todos ficavam surpresos.


Época da "mistureba" - E a chegada da internet

Não foi só de videogames que tomavam meu tempo nessa época. Junto surgiu interesse por animes e dos meus amigos também. Então fim de semana era uma "mistureba" de conversas de games, animes, filmes, revistas e tudo que você possa imaginar sobre esse mundo "Geek". Alias nem chamávamos isso de mundo "Geek"... negócio nem tinha nome na verdade. Os primeiros animes que conheci obviamente foram pela Manchete e SBT com os clássicos: Cavaleiros do Zodíaco, Shurato, Samurai Warriors, U.S Mangá e Yuyu Hakusho, Street Fighter Victory, Rayearth, Fly e Dragon Ball. Mas além de toda essa explosão de coisas algo surgiu definitivamente em todos os lares nessa época - A INTERNET.


Internet Lenta - Chegou


Eu já tinha visto a internet no PC de um amigo e me maravilhado em acessar páginas e bate papos da UOL e não deu muito tempo e fui lá e instalei internet em casa. Eu e meu pai assinamos internet em de uma empresa chamada "BSNET" (Baixada Santista Net) que obviamente era uma assinatura para acesso a internet limitada e via linha telefônica. Tudo foi instalado direitinho e o primeiro site que visitei na vida (no meu PC!) foi o da Nintendo hahahahaha XD. Era uma lentidão absurda para acessar as páginas, mas esperava o que tempo que fosse preciso e no final ficava lá todo felizão vendo os sites. hahahahaha XD.

Desse momento para frente foi a evolução como todos nos sabemos - emails, bate papos, baixar fotos, mp3s, ICQ, programas e cia. Foi uma época bem legal, mesmo meu modem sendo de 16 kbs o que era uma lentidão horrorosa, euzinho baixava as coisas (demorando 3 dias!) com aquele programa gerenciador de downloads chamado "Get Right".


Joguinhos de PC

Mesmo com o PC lerdinho resolvi jogar alguns joguinhos que vinham em CD. Alias aluguei até alguns lá na locadora perto de casa e entre essas locações estava o meu primeiro jogo de PC que realmente joguei e fechei - Full Throttle. Um jogaço ao melhor estilo "point and click" com o simpático BEN como protagonista. Depois desse veio outros jogos como Daytona USA, Men in Black, Star Wars Rebel Assault.

Também nesse época acabei comprando algumas revistas de PC clássicas como: CD EXPERT e CD ROM. Sempre vinha demos de jogos e instalava eles para jogar. Nisso joguei: Diablo, Pandemonium, Alone in The Dark entre outros. Eu nem olhava essa revista na verdade... só queria saber dos jogos no CD =)

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Muitos e muitos Anos depois

E foi assim que fiquei por muito e muito tempo pessoal e indo na casa de amigos e jogando alguns jogos no PC. Em alguns momentos esporádicos peguei alguns videogames emprestados como PSX e Saturno, quando o pessoal só queria saber de Playstation 2 e Dreamcast lá em meados de 2000, mas nunca foi a mesma coisa que ter seu próprio videogame no seu quarto. Isso de não ter videogame terminou somente em 2006 quando comprei meu Xbox 360 naquela outra febre dos jogos Xbox 360 piratas, mas isso é assunto para outro Minha Vida Gamer e bem mais para frente.

Mas no final de tudo isso que passei (não ter certos videogames) ficou um grande lição. A vida sempre vai lhe colocar algum obstáculo, mas o importante é você seguir em frente e fazer o que ama honestamente e mesmo que tenha limitações. Eu amo videogames e um grande hobby meu que vou levar para o resto da vida, mas é claro que nem tudo vai ser como no passado devido ao tempo, família, filhos, casa, esposa, dinheiro e tudo mais... mas não deixe de ser divertir com que ama. Não importa se é 2 minutos ou 1 hora... o importante é você tem se divertir com que ama. E ainda melhor se você compartilhar tudo isso! É o que faço, tento trazer um papo, uma conversa sadia, brincadeira o que for de bom ... não fique com muitos hoje! Que reclamam que não tem tempo, não conversam sadiamente, vivem sendo "haters" de tudo.Tempo passa MUITO rápido e podemos perder tempo com essas chatices!


Saudades 

Antes de terminar o "Minha Vida Gamer 5.0" gostaria de prestar uma singela homenagem. Nesse período entre 2000 e 2008 acabei perdendo meu pai e irmão. Meu pai e minha mãe são os me ajudaram a gostar de videogames (diretamente ou indiretamente!).Eu era muito pivete e não tive a oportunidade de perguntar ao meu pai se ele gostava de me ver jogando videogame, mas algo no meu coração diz que SIM e sempre SIM sobre isso. No final ele e minha mãe que me deram todos os videogames que escrevi até agora nessa seção - "Minha Vida Gamer". Eu sempre digo que no dia que for pai... se for METADE do que meu pai e minha mãe são/representam para mim eu estarei feliz nessa vida! Minha paixão por games é eterna, mas minha paixão por esses dois e meu irmão vai além da eternidade, vai além de tudo (o mesmo com minha esposa!). Já meu irmão e eu não tivemos a oportunidade de sermos mais próximos, eramos com idades diferentes e gostos diferentes. Os poucos momentos que tivemos juntos de verdade foram com videogames ou com nossos pais, mas os que mais lembro é parte dos videogames - Double Dragon de Master System, Alex Kidd Miracle World, Cabal, Street Fighter, Tartarugas Ninjas (quando você alugou de SNES!). Lembro disso e vou levar pelo resto da minha vida. Espero um dia encontrar vocês dois (pai e irmão!) e sentarmos para jogarmos uma bela partida de videogame e matarmos toda a saudade. Obrigado por vocês estarem na minha vida... mesmo que tenha sido tão rápido! Amo vocês! Onde estiverem! E me desculpem qualquer coisa! Amo vocês! Sempre!

Bom é isso pessoal! Aqui fechamos "Minha Vida Gamer 5.0". Demorou, mas fico muito contente e deixar registrado toda essa minha história. Era algo que queria fazer a muito tempo. E se você acompanhou tudo isso aqui, muito obrigado mesmo (de coração!) Grande Abraço. Ivo.